Elenco / Direção

O Diário de uma Babá

The Nanny Diaries
(Regular)

Comédia, Romance

  • Estreia: 11 de Janeiro de 2008
  • País / Ano de Produção: EUA / 2007
  • Duração: 106 minutos
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O Diário de uma Babá

Diretores de Anti-herói Americano dão um passo para trás na carreira

10/01/2008 - 19:00 - Marcelo Hessel

O Diário de uma Babá (The nanny diaries) é uma adaptação do romance best-seller escrito pelas ex-babás Nicola Kraus e Emma McLaughlin, que passaram o inferno cuidando dos filhos mimados das madames ainda mais mimadas da alta classe de Nova York. Como tal, o filme estrelado por Scarlett Johansson está mais para crônica-denúncia do que para comédia família.

E começam aí os problemas - mais exatamente, no esforço dos roteiristas/diretores Shari Springer Berman e Robert Pulcini de encaixar uma trama (com direito aos jovens amores impossíveis de toda comédia romântica) onde originalmente só existe a observação da realidade, típica da crônica.

Na história, uma estudante recém-formada saída de Nova Jersey, Annie (Scarlett), começa a trabalhar para uma família da Park Avenue nova-iorquina como babá. Com o tempo, descobre que a casa está em cacos: a mãe (Laura Linney) é ausente com o filho e se ressente da ausência do marido, o pai (Paul Giamatti) mal toca no filho e muito menos na esposa, a quem sempre troca por viagens de trabalho. O problema para Annie é que ela já se afeiçoou demais no filho do casal para pedir demissão.

O histórico de Berman e Pulcini levava a crer que eles se sairiam bem com mais um olhar sobre um estrato social dos EUA, depois de despontarem com Anti-herói Americano. Talvez seja a pressão de trabalhar com um grande estúdio - e com os grandes clichês dos filmes de gênero -, mas o fato é que Berman e Pulcini dão um passo para trás na carreira com O Diário de uma Babá. O lado cronista de Annie (narradora do filme e observadora exterior à neurose de Park Avenue) se sufoca com o lado personagem-funcional de Annie.

Em outras palavras: ao mesmo tempo em que conta para nós como é a vida das madames, Annie é "obrigada" a se apaixonar pelo galã, a brigar com a mãe que simboliza seu passado em Jersey, a discutir o futuro profissional com uma amiga... Pela maneira frouxa com que o casal de diretores conduz os conflitos de Annie, fica evidente que a Berman e Pulcini só interessava o que estritamente estava no livro das ex-babás.

Condução frouxa, no caso, significa que não há soluções visuais satisfatórias para a carga de texto que está sendo jogada na tela. O Diário de uma Babá é o típico filme sem inspiração que não perderia nada se fosse apenas um longo bloco de texto - não há imagens no filme que não poderiam ser traduzidas em palavras.

No meio de todo esse esquematismo, há alguns lances de criatividade, como a forma com que Giamatti é filmado, quase sempre em movimento, de relance, saindo do enquadramento quando a câmera o procura - uma tradução visual do comportamento evasivo do personagem. E há as referências ao Museu de História Natural, jogo de efeitos que não vai muito além do que prometia no início. É uma pena. O material merecia uma execução menos burocrática.

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