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Holy Terror | Crítica

Frank Miller realiza o pior trabalho de sua carreira

Érico Assis
02 de Novembro de 2011

Holy Terror

Holy Terror

Frank Miller (roteiro/arte)
EUA , 2011
Ação Legendary Comics

Ruim

Para não dizer que o novo trabalho de Frank Miller não foi totalmente execrado lá fora, vi um comentário positivo: Mark Millar, o quadrinista-marqueteiro autor de Kick-Ass, deu uma twittada pra dizer que há anos não se divertia tanto com um quadrinho. Fora isso, não vi mais nada de agradável ser publicado sobre Holy Terror.

E Miller não ajuda. Enquanto você consegue ler e dar algumas risadas com o sarcasmo duro de Cavaleiro das Trevas 2Grandes Astros: Batman, o homem fez questão de declarar que Holy Terror é pura propaganda anti-islâmica, pró-guerra-ao-terrorismo, anti-gente-de-turbante, pró-vingança-pelo-11-de-setembro. Aí sobe o corretismo político de 50% dos EUA e de 100% do resto do mundo, primeiro, contra o maniqueísmo nós-versus-eles, e, segundo, contra uma guerra mal explicada. Você já foi mais sutil, Miller.

Vendo desta forma, você ainda pode ler a HQ e pensar que Miller está de dedo médio levantado pro politicamente correto e o que quer é polemizar. Talvez ele nem seja de direita, e as entrevistas sejam apenas pose para tirar sarro da crítica e dos leitores (assim como a dedicatória, na página final, a Theo Van Gogh).

Tentando ler assim, na contramão das entrevistas, Holy Terror se sustenta? Não.

A narrativa com o herói Fixer (leia-se Batman) e sua inimiga/amante/protegida Natalie Stack (leia-se Mulher-Gato) protegendo Empire City (leia-se NYC) de um atentado terorrista é entrecortada por caricaturas de líderes políticos, comentaristas de TV e outras figuras que fazem parte do discurso político-terrorista-bélico-midiático. E cenas de homens de turbante armados, símbolos islâmicos, uma plateia de cinema assistindo algo que parece Transformers. Em entrevista, Miller diz que "são os leitores que têm que colocar as palavras ali." As palavras que eu vejo são: "olha aí você assistindo blockbuster enquanto gente morre e esses pulhas tomam as decisões no seu lugar". Você já foi mais contundente, Miller.

Segunda chance: Miller quer recuperar o maniqueísmo da Segunda Guerra, do Capitão América socando Hitler, da época em que os quadrinhos vendiam aos milhões glorificando as Forças Aliadas. Seria isso? O desenho, que em algumas páginas fica (propositalmente?) amador, tosco, também parece indicar os anos 30 e 40. Mas há motivo para fazer quadrinhos assim em 2011, com sete décadas de gente mais informada e de quadrinhos mais evoluídos - inclusive pelo próprio Miller?

Mas temos que lembrar que este é o mesmo Miller que trouxe o ritmo de videoclipe aos quadrinhos em Cavaleiro das Trevas e que usa sequência intermináveis e gloriosas de splash pages nos tiroteios de Sin City. Ele merece então uma terceira chance: seria Holy Terror um quadrinho experimental? Realmente há quadros que beiram o grafismo incompreensível, há o alto contraste (só com alguns pontos de cor, como os olhos verdes de Natalie e o salto vermelho no meio dos escombros da bomba). Tem uma sequência pesada de texto que deixa imagens terríveis na sua imaginação, lembrando momentos de Elektra Assassina.

Mas aí Miller cai no clichê caquético das páginas em branco, divididas em vários quadros em branco - e se alonga por quatro delas, para representar as vidas perdidas no atentado. Você já foi mais inventivo, Miller.

Quem precisa muito de algo novo de Miller pode satisfazer-se com Holy Terror. Mas corre alto risco de achar o cara caduco e olhar com desconfiança pra alguém que já admirou. Não vale a pena arriscar.


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Comentários (162)

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Diego Calixto Diego Calixto (17/11/2011 15:54:26)   2 -1
Criticas e mais criticas sobre um homem velho que vez mais coisas interesantes na vida do que muitos de nós já fizemos... Ele foi um icone da década de oitenta e agora está tentando se manter, pagar as dividas, sobreviver, pois desenhar e criar histórias é a única coisa que esse cara sabe fazer!!!! voce acha que le vai quqrer passar o resto da aposentadoria parado sme fazer nada e morrer aos 67 anos de idade??? ou menos!! ninguém quer morrer... e se apoosentar assim não é fácil, nem o Stan Lee quer se aposentar...


Diego Calixto Diego Calixto (17/11/2011 15:58:06)   2 0
Eu não vou ler mesmo... Mas, pelo menos, ele tentou... e alguém comprou e leu... Miller já ganhou só com isso...

sem avatar Francisco (18/11/2011 08:43:26)   6 1
Discordo, ele é um velho que abandonou os quadrinhos na primeira oportunidade que teve para trabalhar no cinema. Lembrem-se de Robocop 3: lixo puro. Depois disso Hollywood botou o cara na geladeira. Depois veio Sin City, baseado em seus quadrinhos o que lhe serviu de nova oportunidade na indústria norte amerina de cinema. Aí ele vem e comete o "Spirit": Outro fracasso cinematográfico além de um profundo desrespeito a obra de Will Eisner.

Atualmente ele está produzindo uma "continuação" de 300. Para que: para dar base de sustentação à também "continuação" cinematográfica de 300.

Holy Terror não passa de um manifesto político. Vejam as declarações dele:

http://www.universohq.com/quadrinhos/2011/n16112011_06.cfm


sem avatar Francisco (10/11/2011 09:40:10)   6 -1
O Miller de hoje está para os Quadrinhos assim como Os Trapalhões (Turma do Didi) está para o Humor.

Esses caras entram em processo de "plagiar" a si próprios, pois não são mais capazes de fazer mais nada criativo. Mas o ego (ou grana) os impede de reconhecer que o tempo deles já passou.

O Miller sempre denotou em seus quadrinhos posturas direitistas, não há o que esconder, por mais que eu goste de seus velhos trabalhos, porém, agora em meio a sua decadência criativa, só sobrou isso: convicções políticas da direita estadunidense. SÓ. E esse cenário político de ataques radicais vindos da direita estadunidense é o que está acontecendo nos EUA. Hoje, a ala radical do partido Republicado, conhecida com “Tea Party”, reacende velhas formas de fazer política, pois os Anglos Saxões não suportam um Negro na Presidência do país deles.

Assim, por um lado, se o trabalho do Miller é um ultraje à Arte dos Quadrinhos, não podemos nos esquecer de que a boa arte, e não estou afirmando que o Miller hoje seja um bom artista, também reflete o seu tempo. Por outro lado, talvez esse trabalho do Miller não seja mais que uma atividade panfletária em favor da causa Anglo Saxônica ou “América WASP”. E quando se envereda por esses caminhos fica muito difícil falar em qualidade ou em arte. Ele pode estar apenas fazendo propaganda político-racista.

Quem não viu Charlton Heston em Bowling for Columbine (original EUA) ou Tiros em Columbine (no Brasil) de Michael Moore? Acho que são duas situações idênticas.

Seria Miller membro do Clube do Rifle?


sem avatar Francisco (16/11/2011 17:56:26)   6 0
Vejam como pensa o Miller e me digam se estou realmente errado:

http://www.universohq.com/quadrinhos/2011/n16112011_06.cfm





O Besouro Azul O Besouro Azul (07/11/2011 15:12:53)   180 -1
pq ele naun se aposenta,assim não queima o proprio filme!!!



Alma Negra Alma Negra (06/11/2011 18:24:03)   152 0
Como diriam os franceses, "o segredo para aproveitar uma festa é saber a hora de ir embora".

Aposentadoria, Miller. Tem horas em que decidir passar a vida pescando e dando autógrafos é o melhor para você e para a sua reputação.



Trollagem Gratúita Trollagem Gratúita (05/11/2011 15:20:57)   25 -1
Não intendi o motivo de tanta critica. Achei a HQ muito boa!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Brincadeira, Meu "Sarcasm-Mode" tava ligado.



ed ed (05/11/2011 01:22:19)   6 0
É possível ele ter feito algo pior do que O Cavaleiro das Trevas 2? Não acredito!!!



sem avatar mundo (04/11/2011 21:34:51)   3 -1
Hollywood estragou Miller.
Mas falando sério, todo artista tem seu tempo. John Byrne teve seu tempo, George Perez também, Chris Claremont...

...Neil Gailman... Grant Morrison...



Alexsandro Alexsandro (04/11/2011 19:39:16)   -18 1
Hmmmm, mas nem dá paea sequer comparar Miller e Moore, nem mesmo quando Miller ainda escrevia o que prestava. Qualquer história do Mosntro do Pãntano de Moore é superior a qualquer Ano Um de Miller. Ou então TODA A SÉRIE Sandman, de Gaiman - esse sim, não há o que faltar, É SIMPLESMENTE PERFEITO!!! E o Homem Animal de Morrison ou Asilo Arkham ou os 7.

Me mandaram relaxar e gozar, gozei quando citaram Moore e o repeito que o mesmo tem pelos quadrinhos, E TEM MESMO!

Sempre achei Miller sensacionalista. Sabe como comparar um digamos, jornalismo sério e um jornalismo sensacionalista, Moore é o primeiro, Miller sempre foi o segundo. Até que tinha futuro na Queda de Morduck, lembro que gostei quando li a primeira vez, mas quando li as outras vezes nem teve o mesmo impacto, sério. Cavaleiro das Trevas ainda se mantem, há realmente cenas e momentos belos.

Mas sabem no que Miller se transformou? Vocês lembram uma cena no Cavaleiro das Trevas, uma cena que se passa numa estação de trem ou metro, e está uma algazarra enorme, então um homem de sobretudo cinza e óculos empurra uma mulher nos trilhos. Depois, esse mesmo homem afirma para os jornalistas que foi sem querer, mas dá para notar que não foi! Miller consegue denunciar a maldade e escrotagem do homem, Miller tornou-se esse homem: escroto, que joga fora excelentes oportunidades de, ao menos, ficar quieto para não fazer besteira. Esse personagem da estação é um cínico, mal, e covarde.


sem avatar George (05/11/2011 14:41:19)   -8 -1
Assino embaixo.


sem avatar Kleberson (04/11/2011 16:38:15)   2 0
O cara nem morreu ou aposentou e já falaram que ele já era,calma talvez seja somente uma fase ruim.

Errar todo mundo erra,agora insistir no erro é burrice .


Raislan Raislan (04/11/2011 17:13:32)   23 0
Mas Kleberson... ele tá insistindo a um tempinho já! E agora desrespeitando-se e a nós leitores politicamente!! Tá difícil não dizer q um camarada desse já era!


daniludens daniludens (04/11/2011 16:30:49)   45 1
Título para uma biografia do Miller:
DA GENIALIDADE À CELEBRAÇÃO DA IGNORÂNCIA

Piada a parte, o Frank tá parecendo jogador de futebol que encanta o mundo com sua arte e, de repente, "esquece" como jogar bola.

Uma palavra para finalizar: Execrável!



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sem avatar George (04/11/2011 13:13:11)   -8 -1
Frank Miller é o maior garoto de programa das HQs. O cara se vendeu completamente à indústria cinematográfica. Se ele tivesse simplesmente desistido das HQs e partido para o Cinema, eu respeitaria. Mas o cara faz questão de escrever HQs, como essa sequência de 300 e as novas edições de Sin City, SOMENTE para que elas sejam adaptadas. Não consigo pensar em nada mais desrespeitoso para com a arte dos quadrinhos. Se bem que tem muita gente que acha a coisa mais linda do mundo quando os quadrinhos são limitados a meros storyboards de filmes...

Eu prefiro a política do Alan Moore. Podem chamar o cara de chato o quanto quiserem, mas se tem uma coisa que não podem negar nunca é a integridade desse grande escritor e o amor que ele tem à nona arte.


DomnRamon DomnRamon (04/11/2011 16:29:27)   189 0
concordo.

Lauro Lauro (04/11/2011 17:03:30)   2535 1
Não é à toa que o único a elogiá-lo é o Millar, que segue à risca a cartilha de criar HQs diretarmente para o cinema... ;)

Ricardo Ricardo (04/11/2011 17:20:08)   330 1
Olha, eu de vez em quando acho exageradas as atitudes do Moore em relação a várias coisas, especialmente as adaptações cinematográficas, destaque para Watchmen.

Mas quando eu vejo quadrinhistas da velha escola como Miller se desgraçando o nome desse jeito começo a ter respeito pelo Moore, do nada, meu respeito pelas atitudes dele vem a tona.

Isso dá o que pensar. A gente começa a ver o quanto é complicado erguer um bom nome e depois, com um conjunto de obras ruins, ver esse bom nome despencar do abismo. Aí eu olho pro Moore e sua enorme barba e penso "certo ele".

Continuo a repudiar certas atitudes do Moore, mas ao mesmo tempo penso que ele está se protegendo. Sensações divididas.

Foda, viu!


Lauro Lauro (04/11/2011 13:06:14)   2535 0
Fazer o quê? Ultimamente, de uns anos para cá, a qualidade de Frank Miller caiu e muito...

Parece que fica recorrendo à paródia da paródia de si mesmo ao escrever os roteiros, como algum astro do rock entediado que lança uma obra apenas para ironizar os próprios fãs.

É notório que Frank Miller tem se dedicado mais à sua "carreira" cinematográfica do que às HQs, ele sempre relatou isso. Não é a toa as suas inúmeras tentativas, seja como roteirista ou mesmo na direção.

Difícil saber o que ele realmente quer com suas "obras" atuais. Tirar sarro da sociedade? Tirar sarro de si mesmo? Tirar sarro da cara dos fãs que consomem qualquer coisa que ele fizer?

Ficam as dúvidas!

Só sei que as últimas coisas que li dele, All Stars: Batman, são simplesmente horríveis. E acredito que até hoje ele não as terminou pois simplesmente perdeu o rumo, de si mesmo e do personagem.

Sin City começou muito bem, mas os últimos arcos lançados ficaram apenas medianos, variações das histórias anteriores, na minha opinião. 300 é uma obra bem produzida e realmente espero que sua sequência não caia na auto-paródia como tem ocorrido.

Pode ser que o valor de Frank Miller às HQs continue o mesmo, afinal ele revolucionou vários personagens e a estética das HQs.

Mas obras como essa arranham seu histórico, isso é certeza, e desestimulam pessoas como eu a acompanhar suas novas empreitadas.

Falou!!!



sem avatar jun (04/11/2011 02:45:16)   8 4
Eu gostaria de ver o frank miller fazer uma HQ sobre os milhões de palestinos mortos por israel, com direito a sectarismo religioso e racismo.Palestinos sendo mortos diariamente, crianças de 9 anos sendo torturadas, isto daria assunto para ele, não sei pq ele não fala nada sobre isto.

Ja que lhe falta coragem de falar sobre a assunto acima, afinal seu país é completamente dominado por sionistas e ele nunca mais trabalharia em lugar algum, gostaria que ele fizesse uma HQ falando de como as guerras dos anos 2000 fizeram com que os EUA pulassem sua divida publica de 1 trilhão a 20 anos atras para 14 trilhões de dolares.
Na guerra do vietnã os EUA gastaram 123 bilhões de dolares, na do afeganistão até agora 3.8 trilhões(8 trilhões de reais).Toda esta crise e esta falencia mundial vem por causa destes gastos dos EUA. Isto também seria um bom assunto, mais creio que falta coragem também a ele.


Marcelo Marcelo (04/11/2011 03:18:06)   59 -1
Belas palavras Juan. Não tiro uma virgula!!!

Adilson Adilson (05/11/2011 23:12:53)   0 1
jun, por favor. Separemos os assuntos.

Sim, o que fazem na Palestina é uma palhaçada e todo mundo deveria cobrar isso dos culpados.
Sim, os EUA são controlados pelos judeus, e isso não tem nada demais, é o livre mercado, "brinca" nele quem sabe e quem quer, e assim como são eles, poderiam ser quaisquer outros.
Sim, a economia americana tem relações fortes com a indústria bélica e fazer guerras tem sido parte da história dos caras, e isso também é uma merda.
Agora, falar que a crise mundial tem alguma coisa a ver com essas coisas, PELOAMORDEDEUS! Pára com isso! Daqui a pouco vão começar a reivindicar essas coisas naquela palhaçada que estão fazendo na USP também! Cabe um pouquinho de conhecimento para discutir um assunto tão complexo como a crise econômica mundial, ok?

Ah! E só pra constar: Não sou judeu, muito menos anti-semita. E acho uma BAITA SACANAGEM o que fazem na Palestina, inclusive sou bastante a favor do Estado Palestino como membro fixo da ONU. ;)



James James (04/11/2011 02:01:21)   114 2
Eita q esse post tá do jeito q o Tinhosão gosta. He,he,he...


Vou ler. Mas desconfio (ainda?!) q o grande e seminal Frank Miller já era. E olha q o cara foi para mim o q Eisner ou Lee/Kirby representaram para gerações anteriores. Resumindo: Miller foi "os meus Beatles das HQs" (Ok, sobra um espaço para Byrne)


Mas não tem nada não. Sempre posso reler as suas fases à frente do Demolidor. As estórias do Batman na década de 80. Ronin, Elektra Assassina, Sin City etc, etc...



ARISIO ARISIO (04/11/2011 16:52:59)   7 1
É meu caro Jaaaames, concordo com vc em parte. Eu estou sempre relendo as obras primas de Miller do passado. Mas ainda acho que ele tem muita coisa boa pra fazer. Vamos esperar. Acho que ele ainda vai surpreender todo mundo... um dia.

Raislan Raislan (04/11/2011 17:27:19)   23 1
É cara! Situação braba! Mas não tem como fechar os olhos às merdas que ele tá fazendo em função das boas coisas de quase três décadas atrás!!! Bixo, como é que é possível o mesmo homem que escreveu Cavaleiro das Trevas escrever O cavaleiro das Trevas 2!! É insultar demais nossa inteligência!! E essa agora!! Nossa!! Um tratador conservadoresco! Ainda bem q ele não meteu o Batman nessa jogada, o que seria irônico: o autor que trouxe um frescor narrativo ao personagem jogar-lhe a pá de cal em pleno século XXI!


Adriano Firefox Adriano Firefox (04/11/2011 01:30:28)   97 -1
Não li a revista, então nada posso opinar, mas pelo que disseram, talvez seja o contrário, talvez Miller esteja mostrando uma tiração de sarro de si mesmo, do ser humano, de seu país. Com tanta corrupção, planos por trás de planos, falsas verdades vomitadas pela mídia, uma completa incerteza do que realmente está acontecendo, as vezes o cara mais sensível pode surtar e ligar o FERRE-SE (era outra paravra, mas não sei o nível de moderação aqui), então Miller mostra o que o mundo quer ver, mas talvez não tenha coragem de dizer que quer ver, pois muita gente acha vivemos num hospício que gira ao redor do Sol. Talvez seja a forma dele de cuspir em tudo isso, sim, com uma história ruim, desenho ruim, roteiro ruim, trabalho ruim, como se dissesse as pessoas que é isso que elas merecem... mas só lendo pra ver mesmo e eu acho que se editaram, alguém acho que isso venderia...



sem avatar Leo (04/11/2011 01:16:58)   1 1
Só pode ter esgotado todas as idéias do cara, depois de BCT, Ano Um, Ronin, Sin City, ele gastou toda criatividade dele, e apelou tentando fazer qualquer coisa e vender pelo nome que ele fez com os sucessos anteriores, devia ter parado quando estava por cima, pelo menos ele seria lembrado só pelas coisas boas que fez, e não pelo monte de besteiras que fez e falou depois.



L@!r L@!r (03/11/2011 21:52:12)   11 3
Nessas horas eu penso que o Miller era Ghost Writer de alguém! Como é possível sair da qualidade de um "Cavaleiro das Trevas" para um "Cavaleiro das Trevas 2"?! Eu comprei recentemente a edição definitiva de CDT (1 e 2) e estou pensando seriamente em dividir os volumes e jogar o CDT 2 fora! Muito ruim! Se Holly Terror conseguiu ser pior, então acabou pro Frank! Pena! Ano Um, Queda de Murdock, Cavaleiro das Trevas... tudo irretocável... excelente. Rebaixar-se a isso é triste.



sem avatar Pablo Lisandro (03/11/2011 20:43:15)   49 1
Você já foi um grande quadrinista, Miller.



Alexsandro Alexsandro (03/11/2011 19:51:09)   -18 -2
Quando foi que Miller escreveu algo realmente bom? Cavaleiro das TRevas, Ano Um, A queda de Matt Murdock são apenas histórias bem escritas, nafda mais. Ele a muito que se mostra como realemnte ele é: machista, tolo, pueril, superficial, brutal, ultra-direita e tudo que sirva para designar homens cujo ideal masculino seja Rambo ou Bradock. Ele é um lixo!!! que bom que Batman não aparece, que bom que ele desistiu de por os personagens DC nessa ruma de fezes escrotas!

Frank Miller é o pior escritor de hqs que já tive o desprazer de ler. 300 é uma avacalhiação sem fim!!! Os Espartanos eram pederestas e isso sequer é mostrado! A homossexualidade grega nasceu entre os povos dóricos, da qual os espartanos são a principal ramificação, tanto é que a palavra pederesta vem de um dialeto espartano: os soldados de Esparta admiravam sensualmente os corpos dos companheiros, a homossexualidade era mais bem vista e aceita do que a heterossexualidade (vide o livro A homossexualiadade na Grécia Antiga), e Miller o que faz? Dá um show de despreparo histórico e falas impressões!

Agora temos essa Guerra ao Terror, mais uma desculhambação machista, belicosa, americana e direitista desse nazista filho da mãe!!!


Calebe Calebe (03/11/2011 22:07:29)   342 -7
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

Calebe Calebe (04/11/2011 13:25:33)   342 3
Gente, o comentário que pus abaixo não foi preconceituoso não, falei sério, pô.
Se eu fosse gay, me incomodaria também de não por no 300 a 'homossexualidade' da época e os conceitos totalmente diferentes dos de hoje.
Já foram me negativando achando que eu tava de sarcasmo!
Aí não dá, né?!

sem avatar George (04/11/2011 13:32:33)   -8 1
Calebe: traduzindo, você é homofóbico, correto?

sem avatar George (04/11/2011 13:37:18)   -8 1
Bom, você responde desse jeito ao post do cara, você esperava o quê? Não dava pra entender de outra forma. Mas se você não quis dizer isso, massa.

Agora, eu não acho que é preciso ser homossexual para se incomodar com esse tipo de coisa. Eu preciso ser negro para me incomodar com racismo? Eu não sou gay, e me incomodo muitíssimo com o machismo e a homofobia de grande parte da obra do Miller.

ARISIO ARISIO (04/11/2011 17:03:03)   7 1
Alexsandro, vc não sabe o que fala.
Que ódio é esse no coração? Relaxa e goza.

Calebe Calebe (05/11/2011 12:50:29)   342 1
Incorreto, George.
Só acho que eu, sendo hétero não me incomodo com a escolha de Miller de ocultar tal assunto da obra.
Um cara, sendo homossexual, seria mais fácil se incomodar, já que existem coisas que são óbvias. Exemplo: estranho seria se você fosse negro e achasse o racismo legal!
PODEM TER CERTEZA QUE NÃO FUI PRECONCEITUOSO EM NADA, NÃO SOU. SÓ ME EXPRESSEI ERRADO, GALERA :/


Romeu Romeu (03/11/2011 18:07:20)   22 1
Caramba, pior que Spirit?!!! :O


Calebe Calebe (03/11/2011 18:42:12)   342 -1
Eeeita, num achei Spirit tããão ruim assim não... :/

ARISIO ARISIO (04/11/2011 16:56:30)   7 0
Opa... Spirit é engraçado... né não?
Me fez rir... já tá valendo.


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ARISIO ARISIO (03/11/2011 17:22:09)   7 3
E eu que achei Cavaleiro das Travas 2 uma bosta... eu era feliz e não sabia.
Mas... continuo sendo fã do Miller e vou ler tudo o que ele fizer, sem medo.
Até ele pode errar de vez em quando.



Calebe Calebe (03/11/2011 17:19:18)   342 -1
O trabalho dele em Sin City, Cavaleiro das Trevas e 300 é excelente, são HQ's recomendadas a qualquer um que deseja conhecer quadrinhos.
Quanto ao roteiro de Robocop 2, engoli sim, deu pra levar, embora esperasse mais.
Até gostei de The Spirit, sério mesmo, gostei.
Digo algo: vou ler Holy Terror, vou tirar minhas próprias conclusões. Comprar? Não, não... Baixar mesmo ;)



Ricardo Ricardo (03/11/2011 16:31:15)   330 3
Ai, Miller... MILLER, Miller, miller...

Você que escreveu nosso querido Cavaleiro das Trevas...

Você que fez uma das melhores histórias de origem para o Batman, história que agora virou DVD animado e continua sua tradição...

Você que nos divertiu com o humor noir, negro e politicamente incorreto em Sin City...

Você que escreveu um dos maiores épicos de todos os tempos ao lado de histórias como Spartacus, Gladiador e eternizou a frase "This is Sparta" através da atuação de Gerard Butler para toda uma geração e para o mundo...

Você que escreveu Ronin... eu não li, mas a HQ é super bem falada...

Cara, eu gostei de você até em Robocop 2, Miller!!! Até em Robocop 2!! Filme que tem gente que não curte e eu entendo porque, mas eu te engoli até nisso!

E então você levanta o dedo médio e começa a enfiar em todo mundo... é CDT 2, é All Star Batman... e agora Holy Terror!

Santo terror!! Estou dizendo mesmo, santo terror!!

Miller... ainda bem que você não colocou o Batman no meio dessa história. Você sem saber acabou me dando um presente ao desistir de escrever Batman nessa história!

Você não é mais o mesmo, Sr. Miller.

O que aconteceu com você?


Narayana Narayana (03/11/2011 18:26:49)   62 2
Fácil...
Pense no Miller em pedaços como aconteceu com Robocop 2. Ele próprio caiu em pedaços.


José José (03/11/2011 16:29:31)   31 1
Ainda não li mas quero fazer um comentário: - "300" me fez acreditar que é possível "transplantar" HQs para o cinema. Não sei até que ponto é mérito dele mas foi um marco para mim, #fato.

Apenas isso, pessoalmente, já me permite perdoar qualquer mer** que o Miller faça, assim como sempre fiz pelo Stan Lee.

Parece ruim mas se ele quer ser lembrado por uma "obra" dessas, a vergonha é dele. Nos resta lamentar e esperar pela remissão ou pelo menos, pelo arrependimento dele.


ARISIO ARISIO (03/11/2011 17:27:23)   7 1
Muito bem colocado, ui, José. Ele tem muitos mais pros do que contras. Ainda estamos no lucro da genialidade dele.


sem avatar Breno (03/11/2011 16:27:24)   10 3
Mais uma merda que esse fascista gagá faz.



Plastik_Fantastik Plastik_Fantastik (03/11/2011 15:34:48)   155 4
Comecei a ler ontem...

Os desenhos lembram Cavaleiro das Trevas 2 piorado, entre os painéis existem vários pontos que parecem tinta respingada e dão um ar de sujeira a obra.

Em apenas alguns painéis consegui ver algo que lembrava o Miller da época de Superaventuras Marvel ( Demolidor ).

Ainda sobre os desenhos, parece que na tentativa de criar algo visualmente estiloso ele acabou criando algo "preguiçoso"

Existem várias páginas com rabiscos simplistas que parecem ter sidos feitos as pressas apenas para preencher os painéis.

É uma pena...



Rogério N Rogério N (03/11/2011 16:12:29)   232 3
É clichê, mas o Miller, intencionalmente ou não, virou uma caricatura de si mesmo.

Narayana Narayana (03/11/2011 18:29:06)   62 1
"Os desenhos lembram Cavaleiro das Trevas 2 piorado..." Putz, passarei longe.
Já sofri lendo CdT 2 não sou tão masoquista assim. obrigado.


Rogério N Rogério N (03/11/2011 14:00:40)   232 2
Pra ler o Miller hoje em dia só com bastante boa vontade ou bom humor. Se a crítica estiver certa, já pasou da hora dele se aposentar.



dhvader dhvader (03/11/2011 13:21:49)   31 1
Frank Miller já não está bem das pernas desde "O Cavaleiro das Trevas 2".
Ta na hora do Tio Frank se aposentar e nos deixar com a lembrança das geniais "O Cavaleiro das Trevas", "SinCity" e "Batman Ano Um"



Punisher's Punisher's (03/11/2011 13:11:56)   26 1
Acho que o problema foi a propaganda e toda a repercussão dada a essa história. Venderam a história como O RETORNO DE FRANK MILLER, A OBRA MAIS POLÊMICA DE FRANK MILLER, UMA CRÍTICA CONTUNDENTE DO GRANDE FRANK MILLER.

Se tivessem vendido ela como FRANK MILLER LANÇA NOVO TRABALHO, quem lesse só diria: pô, Frank, que merda essa história! Mas como teve todo esse marketing em cima (talvez nem por culpa do Frank Miller) e o produto é ruim, o feedback dos consumidores é proporcional à propaganda enganosa.

Continuo admirando Frank Miller e seus trabalhos, e não acho que tenha ficado gagá ou picareta. Acho que ele deveria se enfurnar num quarto e fazer o que sabe melhor: quadrinhos, e deixar de ficar falando merda ou fazendo propaganda.




MAX MAX (03/11/2011 12:59:39)   14 -2
Eu nunca gostei do trabalho do Frank miller, principalmente depois do que ele fez em O Cavaleiro das Trevas transformando o Superman em um pau-mandado do governo americano e o Batman em um fascista.



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DomnRamon DomnRamon (03/11/2011 12:00:23)   189 0
O problema não é seu direitismo - Kirby era libertário objetivista, e criou o Questão com esta ideologia capitalista-conservadora em mente.

O problema é uma arte PORCA com um discurso RETRÓGRADO.


sem avatar George (03/11/2011 12:48:03)   -8 1
Não era o Kirby, era o Steve Ditko. O Kirby era um liberal de esquerda. Fora isso, concordo com o que você disse.

MAX MAX (03/11/2011 12:53:42)   14 1
Quem criou o Questão foi Steve Ditko.


Dark Dark (03/11/2011 11:13:13)   617 3
o Frank Miller é quase um neo nazista... ele fez coisas legais e tal. mas é quase neo nazista.
me lembro que um dia comentei isso numa roda de conhecidos e um punk total anti-nazista e super fã do Frank Miller quase me batel por isso, e disse que eu que não entendia a ironia do Miller....


sem avatar George (03/11/2011 13:06:51)   -8 4
Essa galera é a pior de todas, justificando esses coliformes do Miller dizendo que ele está apenas sendo irônico. Argh!

Dark Dark (03/11/2011 14:08:58)   617 3
Acho um saco quando os EUA pintam os povos arabes como sendo os grande vilões da Terra, culpam a religião e costumes deles, como algo terrivel e do mal... e como o Sr Miller esta fazendo, praticamente clamam pelo exterminio total deles... parece a propaganda Nazista contra os Judeus, Graças a Deus esse não é o pensamento de todos os Norte Americanos, e graça a Ala, nem todo mundo do Islâ é radical e fica por ai tramando explodir predios nos EUA.

Narayana Narayana (03/11/2011 18:32:01)   62 2
Somos dois então que apanhariamos desse "punkeca". Qual seria a irônia do Miller? Virar um lixo depois que criou classicos?
Se for isso continuo com Alan Moore que mesmo sendo um mala em pessoa continua a agradar os fãs com boas obras.

L@!r L@!r (03/11/2011 21:54:28)   11 -2
O problema não é a história. Em CDT ele tem o mesmo discurso. O problema do CDT2, e parece que é o mesmo aqui, é a arte porca e a história mal escrita!


sem avatar Venerável Victor (03/11/2011 10:32:07)   7 1
Eu tive a oportunidade de ler e é isso aí exatamente. Tá indo pelo mesmo caminho que o Stan lee. E o pior que parece tentar imitar os quadrinhos da década de 30 e 40 sim mas...sem conseguir mesmo isso.O que acontece com esses caras? A Brigitte Bardot saiu da mídia no auge da beleza, imortalizando aquela imagem de perfeição feminina, se o Frank Miller se tocasse... Já o Keith Giffen com o OMAC, desenhando, faz você acreditar sim que está lendo um gibi do Kirby de 1974. Mas quer saber? Pra quem não tem o que comparar, pode achar Holy terror genial...será? rs

http://osantuario.com/2011/11/03/omac-todo-mundo-esta-de-olho-no-olho-do-irmao-olho/



AlvaroVox AlvaroVox (03/11/2011 10:22:54)   102 0
Quem precisa muito de algo novo de Miller pode satisfazer-se com Holy Terror. Mas corre alto risco de achar o cara caduco e olhar com desconfiança pra alguém que já admirou. Não vale a pena arriscar.

Depois desta.....

Fazer o que????

Vamos ver pelo lado bom pessoal, Se o objetivo do Miller era chocar....

Ele conseguiu!

Chocou geral!

Só talvez, não era bem este "choque" que ele queria causar......

Parece que ele ta querendo de todos os jeitos fazer um novo clássico so que o efeito esta sempre saindo ao contrario, ele esta é fazendo o seu publico sentir saudades dos "clássicos".....



Renan W Renan W (03/11/2011 09:47:55)   38 1
Só pela sinopse antes de lançar a HQ já dava pra perceber que ia ser uma bomba.
O Frank Miller está no mesmo processo de autodestruição que o Stan Lee já está a algum tempo.



elias elias (03/11/2011 08:13:09)   8 0
não li e nem pretendo ler,há muito tempo miller não faz algo interessante.
pra mim o que falta ao miller é um editor pulso firme,que diga que ele não pode fazer merdas tipo tdk2 ou esse holy terror .
o melhor de miller foi feito sob a batuta de jim shooter e dennis o'neil,dois casca-grossa filhos da mãe.



Allan Allan (03/11/2011 07:59:43)   178 1
Pelo jeito o próprio Miller vai ter que dizer em público a seus fãns que está usando seus coliformes fecais na criação dessas histórias, como já o fez outras vezes... e ainda corre o risco de mesmo assim a galera adorar e endeusar o cara, dar pano pra manga pra ele falar ainda mais de como as pessoas não tem senso crítico e adoram o destravamento criativo que uma caganeira matinal pode proporcionar a um ser vivo!



Emilio Emilio (03/11/2011 06:46:09)   0 -1
O problema com a história é que ela é ruim mesmo ou porque é de "direita"?

Não li, por isso não posso opinar quanto à qualidade, mas posso dizer que esse preconceito contra o pensamento de direita enche o saco na mídia mundial.

Quem conhece a história de Theo Van Gogh sabe que o tal "maniqueísmo" atacado na crítica é mais evidente do que se pensa. Leiam "Infiel", de Ayan Hirsi Ali para ter a mínima noção do que é um extremismo.

Seja o trabalho ruim ou bom, palmas pro Miller por colocar o dedo na ferida.


Renan W Renan W (03/11/2011 09:52:43)   38 1
Uma coisa é colocar dedo na ferida outra é falar ou fazer um monte de merda.
Não gosto de "politicamente correto" e esse tipo de coisa, pra mim ele pode colocar as ideias que quiser na obra, mas depois aguenta as críticas se for uma porcaria.

sem avatar George (03/11/2011 13:02:24)   -8 1
O problema não é ser "de direita". Aliás, considero uma ofensa a meus colegas direitistas dizer que essa HQ é uma representação do viés político deles. O problema é que a HQ é racista, ignorante, fomentadora de ódio e violência e simplesmente estúpida e mal-feita. E liberdade de expressão também é liberdade para ser criticado, coisa que muitos dos paranóicos do politicamente incorreto esquecem.


Fábio Fábio (03/11/2011 03:18:20)   0 1
Como assim o pior trabalho????
o pior num foi o cavaleiro das trevas 2???

Pô é foda! o Frank era meu artista preferido, as melhores histórias em quadrinhos que li é do cara, mas...meu!!! o cara pirô na farinha vey! num adianta querer defender o cara, já era, o cara acabo...., infelizmente os gênios ficam loucos....é o caso do LAERTE...do Spilberg...os caras piraram



Carlos Carlos (03/11/2011 01:29:13)   578 0
Começo meu texto citando as obras primas de Frank Miller e a contribuição para os quadrinhos e as artes em geral:

Martha Washington vai pra guerra
Hard Boiled
Batman Ano Um
Cavaleiro das Trevas
Queda de Murdock
Demolidor Guerra e Paz
Demolidor o Homem sem Medo
Reformulação do Batman
Reformulação do Demolidor
Elektra Assassina
Elektra Vive
Ronin
300
Sin City
Give Me Liberty

Todas as obras acima são o "state of art" em sua essência. Marcaram época. Frank Miller criou uma escola, influenciando não só escritores e desenhistas, como artistas de outras áreas, inclusive cineastas. Poucos ou quase ninguém conseguiu atingir um nível tão alto nas duas áreas (desenho e roteiro) Frank Miller ajudou, junto com Alan Moore, Grant Morrison, Neil Gaiman, Garth Ennis, etc, a elevar o nível dos quadrinhos e torna-lo mais adulto, maduro e respeitável. Graças a ele, hoje os quadrinhos são vistos como arte e respeitados como literatura. Hoje em dia um adulto pode ler estorias de super-herói sem ser rotulado de infantil graças a esses caras e a Frank Miller.

Se hoje vemos TDK do jeito que os fãs querem ver, parte desse crédito é devido a influencia que Christopher Nolan teve do trabalho de Frank Miller.

Não li Holy Terror. Pode ser a merda que dizem, mas todo gênio erra e faz merdas. Me digam algum gênio que SEMPRE tenha acertado? Não existe. Até Einstein anda sendo rebatido ultimamente... Portanto não é uma ou outra coisa que não tenha dado certo que vai anular o respeito e admiração que eu tenho por Frank Miller.

Na minha opinião um dos maiores gênios dos quadrinhos de todos tempos.


Marcelo Marcelo (03/11/2011 03:15:31)   59 -1
Destas...
só fazia questão de comprar O Cavaleiro das Trevas pra guardar na minha estante.
Aceitaria de presente Batman: Ano Um, Electra Assassina e A Queda de Murdock.
Quanto as outras, se ganhasse de presente, levaria elas num sebo e trocaria por algumas revistas Mad.

Mr.Natural Mr.Natural (03/11/2011 07:22:44)   640 1
po Marcelo ,
ai tu quer esculhembar com o que foi feito de bom.
Cin City,300 e Ronin(a melhor dos 3 na minha opiniao) nao e coisa pra se jogar fora.

pode ter desandado a maionese do Miller mas como o Carlos mostrou o milelr tem uma lista de grande obras que poucos tem.

sem avatar Alex (03/11/2011 09:12:33)   3 0
Quem leu Miller na época das Superaventuras Marvel sabe o tamanho das hqs que ele fez para o Demolidor.

Miller é o cara e ponto final. Talvez não na "estética" de seu traço, mas nos roteiros, narrativas, climas, tensões e tudo mais.

Só creio que ele tenta, desde TDK2 fazer algo mais polêmico que TDK, seu maior trampo.

A questão é que o público não quer embarcar nessa.

"Miller, não é a todo custo, cara!"

sem avatar George (03/11/2011 12:51:14)   -8 -2
A maioria dessas HQs que você citou é superestimada. Algumas (Sin City, 300) são ruins mesmo, outras são boas, outras são muito divertidas. Quase nenhuma é uma obra-prima do jeito que Hamlet, Cidadão Kane e Sgt. Peppers são obras-primas. Só mesmo uma pessoa extremamente limitada ao mainstream do mainstreasm das HQs diria que todas essas HQs são "state of the art".

Carlos Carlos (03/11/2011 14:07:02)   578 -1
@George

Vc está começando a ofender. Primeiro me chamando de limitado e segundo me chamando de infantil. Por isso não vou te responder mais. Vc até agora não apresentou nenhum argumento pra provar o seu ponto de vista. Eu já apresenteri vários pra provar o valor que Frank Miller tem para o mundo dos quadrinhos. Vc ainda não mostrou sequer o defeito no desenho e nos argumentos de Frank Miller. Vc só adjetivou e isso sim, é infantil. É fácil dizer que é ruim. Agora explicar porque é ruim é bem diferente. Vc até agora só apresentou falácia disfarçada com pseudo-intelectualidade. Vc é movido pelo gosto e não pela analise baseada em conhecimento prévio. Cansei de vc...

sem avatar George (03/11/2011 14:23:47)   -8 0
Só um esclarecimento, Carlos. Eu não disse que você é uma pessoa limitada, não tenho como saber isso. Eu fiz uma suposição de que você deve se limitar a ler somente HQs mainstreams para dizer que todas essas obras citadas são "state of the art", obras-primas, uma suposição que também foi alimentada pelo fato de você ter citado os mesmos autores batidos que todo mundo cita quando fala nos gênios das HQs. Ter o selo Frank Miller não faz de uma HQ automaticamente uma obra-prima. E nem eu nem você podemos "provar" nada, já que gosto é subjetivo. O que eu posso fazer é simplesmente emitir minha opinião e explicá-la da melhor forma possível.

Acho válido você dizer que gosta de todas essas obras do Frank Miller. Mas dizer que TODAS são obras-primas, exemplos de perfeição artística nas HQs, é, na minha opinião, exagero, e daí a utilizar esse argumento para defender todos os excrementos que o Frank Miller tem consistentemente jogado em direção ao seu público alvo nos últimos 15 anos é, me desculpe, bastante bobo.

Tem autores atuais infinitamente melhores e mais consistentes do que o Frank Miller, mas alguns fãs são tão apegados a essas obras "clássicas" de 20, 30 anos atrás que nem sequer cogitam essa possibilidade. Eu prefiro muito mais as HQs policiais da série Criminal do Ed Brubaker, um dos autores mais interessantes atualmente, do que qualquer edição de Sin City que jogarem em cima de mim.

L@!r L@!r (03/11/2011 22:37:07)   11 0
Caaalmaaa... Einstein não está sendo rebatido... existem limites para sua teoria como existiam para as de Newton... caaaalmaaaa... e, desculpa... Miller é do k@4@!v, mas comparar a obra dele com a de Einstein, que ganhou um Nobel com um trabalho de fim-de-semana (efeito fotoelétrico) é forçar a amizade! kkkkk!!! Abração!

Carlos Carlos (05/11/2011 00:13:37)   578 0
Carlos (04/11/2011 15:10:19)

Einstein não está sendo rebatido?

E o artigo "Violação Macroscópica da Relatividade Especial" baseado em experiencia do Drs. Nimtz e Stahlhofen onde fizeram com que fótons viajassem mais rápido do que a teoria da relatividade diz ser possível? Leia sobre ai embaixo:

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010165070817

A comparação que eu fiz não foi Frank Miller VS Einstein ou mesmo o valor de Frank Miller para o mundo VS o Valor de Einstein para o mundo. Só um idiota faria isso não é meu amigo? Vc é que não me entendeu...hauuha. A comparação foi: o valor de Frank Miller para os quadrinhos está para o valor de Einstein para física. Com as devidas proporções, Frank Miller é um gênio dos quadrinhos assim como Einstein é um gênio da física, assim como Dustin Hofman é um gênio da atuação, assim como Akira Toriama é um gênio dos mangás, Tolkien é um gênio da literatura e por ai vai. Cada um dentro da sua área. Entendeu agora?


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sem avatar Henrique (02/11/2011 23:45:13)   24 3
"Mas corre alto risco de achar o cara caduco e olhar com desconfiança pra alguém que já admirou. Não vale a pena arriscar."

Tarde d+, eu não deveria ter lido mta coisa dele pra admiração estar intacta hoje.

Frank Miller é o Michael Jackson dos quadrinhos. Foi o melhor, o batedor de recordes, o que todos queriam copiar.
Hoje tá doidão molestando crianças XP


Waine Waine (03/11/2011 01:35:51)   21 0
Gostei!

Murilo Fernando Murilo Fernando (03/11/2011 03:39:30)   38 0
HUAHUAHUAHUAHUAHUHA

boa! =D

sem avatar Alex (03/11/2011 09:19:59)   3 0
"Michael Jackson" dos quadrinhos.

Demais!

E é verdade... anos atrás ele realmente ensinou um monte de criancinhas... :D


sem avatar George (02/11/2011 23:12:38)   -8 -1
Sabe o que é engraçado? Todos esses comentários sobre como "até o Frank Miller erra", como se não fizesse quinze anos que essa paródia viva de um autor de quadrinhos não escrevesse nada que não merecesse ser jogado em uma lata de lixo. Sin City (sim, Sin City, com roteiros fraquíssimos e uma arte que, tirando o jogo de preto e branco, só impressiona pela tosquice e amadorismo), Spawn/Batman, Cavaleiro das Trevas 2, All-Star Batman & Robin, The Spirit e agora essa porcaria racista chamada Holy Terror.

Quantas declarações retrógradas e preconceituosas essa criatura ainda vai perceber até esses fãs perceberem a caricatura em que ele se tornou? Quanto tempo até essas pessoas acordarem e perceberem que, assim como tantos outros artistas talentosos na juventude, Frank Miller perdeu completamente a mão? Quanta boa fé Cavaleiros das Trevas, A Queda de Murdock e Batman: Ano Um ainda vão comprar?


Allan Allan (02/11/2011 23:35:33)   178 0
"Quanta boa fé Cavaleiros das Trevas, A Queda de Murdock e Batman: Ano Um ainda vão comprar?"

Essa frase é emblemática e altamente reflexiva. Durmam com esse barulho!

sem avatar George (03/11/2011 00:17:34)   -8 0
Não vamos exagerar. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de quadrinhos fora do ciclo interminável de super-heróis de DC e Marvel sabe que existem muitos outros autores com uma bibliografia mais forte e consistente do que a de Frank Miller. Harvey Kurtzman, Robert Crumb, Jaime e Gilbert Hernandez, Charles Burns, Grant Morrison, Ed Brubaker, Peter Bagge, Jason Aaron e Neil Gaiman são apenas alguns exemplos.

O problema é que a irritante comunidade geek brasileira insiste em acreditar que quadrinhos começam e terminam com super-heróis e DC e Marvel. Cavaleiro das Trevas, a Queda de Murdock e Ano Um são boas? São fantásticas! Mas estão longe de representar o potencial pleno da mídia, e não são suficentes para que perdoemos esses quase 20 anos de excrementos expelidos por esse velho racista e retrógrado.

O que é triste é que o potencial dos quadrinhos nem sequer foi arranhado, e esse pessoal ainda insiste em se agarrar a essas obras de super-heróis dos anos 80, como se nada mais pudesse superá-las.

Carlos Carlos (03/11/2011 00:19:22)   578 -1
Cavaleiros das Trevas, A Queda de Murdock e Batman: Ano Um

Não precisa mais que isso pra mostrar quem é Frank Miller. 3 OBRAS PRIMAS! Vcs conhecem alguém além de Alan Moore que tenha feito tanto pelos quadrinhos????? Que tenha realizado um feito como esse??? é claro que não, porque não existe.

E como vcs estão com a memória fraca, vou relembrar:
300, Ronin, Elektra Assassina, Elektra Vive, Demolidor: O Homem Sem Medo, Demolidor: Guerra e Paz e Sin City outras 7 obras primas, além da reformulação do Batman que influenciou Nolan e possibilitou TDK e a reformulação do Demolidor que tirou o personagem do segundo escalão da Marvel, tb é crédito do Miller.

Mais respeito é bom, e os fãs agradecem.


sem avatar George (03/11/2011 00:20:15)   -8 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

André B André B (03/11/2011 00:27:19)   663 0
Olha, eu concordo que o Miller vem se canibalizando há alguns anos. Ele parece estar meio gagá mesmo. Mas ele tem muito mais coisas boas que ruins no currículo. Mesmo DK2 é acima da média.

E vc pode não gostar de Sin City, mas chamá-la de amadora mostra um certo desconhecimento.

Carlos Carlos (03/11/2011 00:28:49)   578 0
Vc gosta de usar o termo maniqueísta... mas qual é o problema de ser maniqueísta? Desde quando o confronto claro entre o bem e o mal é ruim?

E outra coisa dizer que ele foi amador nos desenhos de 300???? Meu Deus do céu! Eu nem vou comentar isso que vc escreveu, Vc tá com algum problema pessoal com o Frank Miller, confessa! huauhauhau

sem avatar George (03/11/2011 00:47:46)   -8 -1
Andre B, o problema é que existe uma irritante tendência ao consenso entre a comunidade geek brasileira. Então, se já ficou estabelecido em blogs e sites como o Omelete que Sin City é bom, ninguém tem coragem de apontar as falhas dessa HQ. Eu posso não ser um escritor de renome, mas eu já li o suficiente para reconhecer diálogos repetitivos e mal-construídos. Da mesma forma, eu posso não ser um artista, mas já li HQs o suficiente para reconhecer que os garranchos do Miller em Sin City, mesmo disfarçados por um interessante contraste de preto e branco, não chegam perto da beleza plástica de um Frank Quitely, Gene Ha, J. H. Williams III ou do nosso Leo.

Lógico, tudo isso é só minha opinião. O problema é esse consenso que existe sobre o que é bom e o que é ruim, a ponto da galera simplesmente fechar os olhos para as falhas dessas obras "clássicas", e desconsiderar qualquer tipo de análise mais séria, que fuja do lugar-comum que é repetido à exaustão por essas bandas.

Eu fico surpreso quando a galera esculhamba Holy Terror e depois pula para a defesa de Sin City. Os diálogos repetitivos, o maniqueísmo e a arte amadora de Holy Terror são quase que similares ao que ele realizou em Sin City.

sem avatar George (03/11/2011 00:54:24)   -8 1
Maniqueísmo funciona, em geral, quando é aplicado a uma história mais inocente, pura, como os super-heróis clássicos, ou a uma história absurda cuja lógica é completamente dissociada da nossa realidade, como as histórias do Justiceiro de Garth Ennis. Em um drama histórico baseado em fatos reais, como 300, que não só conta com o agravante de algumas passagens homofóbicas como ainda mostra-se covarde e manipuladora ao não mostrar as relações homossexuais entre os espartanos, é simplista e infantil.

O pessoal parece ter esquecido, depois do filme do Zack Snyder, que a proposta da HQ original era ser realista e aderir à História, contando o que realmente aconteceu nas Termópilas. É só ler a seção de cartas das edições originais para ver o Frank Miller se gabando do trabalho de pesquisa que ele fez. Só depois que os defensores do Miller vieram com esse revisionismo de justificar os excessos e erros grosseiros da HQ dizendo que o propósito era ser diversão descerebrada desde o princípio, sem apego à História.

André B André B (03/11/2011 01:40:14)   663 2
A tendência ao consenso não é só da comunidade geek e muito menos é exlusividade brasileira. Muita gente não gosta de Beattles, mas ninguém diz que é ruim.

Sin City é, sobretudo, experimentação visual. Tire isso e a revista perde sentido de ser. O roteiro é policial noir, claro que vai ser repetitivo e nada inovador. A inovação, repito, está no visual. Sem contar o controle da narrativa, que é, no mínimo, interessante, com todas aquelas splash pages.

Claro que há várias histórias de Sin City, algumas mto boas outras nem tanto. E obviamente vc tem todo o direito de não gostar de nenhuma. Gosto é gosto. Porém, elas não são nada amadoras.



Carlos Carlos (03/11/2011 02:13:00)   578 0
Não, não, vc se enganou. A intenção não era criar uma estória com teor de documentário. Era passar a mensagem obvia do que representou a Batalha das Termópilas: Davi contra Golias, onde Davi representava um povo acossado pelo tirano Xerxes. Ponto final. O mote era a batalha em si e não a cultura grega, persa ou o modus vivente deles. E ele foi maravilhoso na maneira como mostrou os guerreiros espartanos. E que homofobia essa que vc está falando? Me explica em que passagem dos quadrinhos vc leu isso, porque eu não vi nada disso. E me diz ai, porque que ele teria que mostrar as relações homossexuais entre espartanos?

Faz o seguinte George, recria a estoria e conta da sua maneira, dentro do que vc acha que tem que ser mostrado. Duvido que vc consiga contar tudo o que vc quer em tão poucas páginas. Dá na mão de um desenhista e pau!! rsrsr.

300 não tem nada de infantil. Vc exagerou e muito!!

E quanto ao desenho do Miller vc está enganado. Isso eu posso falar de cadeira, porque sou desenhista e designer. É State of Art puro. Vc pode até não gostar, assim como tem muita gente que não gosta de realismo ou impressionismo ou modernismo. Gosto é gosto e não há argumento contra isso. Agora dizer que é garrancho é um erro grave. Eu respeito as sua colocações como escritor, apesar de não concordar, mas quanto a suas criticas sobre o desenho dele, me desculpe, vc está errado.

A estética de 300 e a forma como Frank Miller usou a paleta de cores (matiz avermelhada e amarela criando o tom terra) é tão poderosa, que influenciou o designer do filme 300, e em seguida influenciou outros filmes com a mesma temática. Os tons que Frank Miller usa, são típicos da pintura grega da época. É um dos trabalhos mais artísticos dele. É original demais dentro dos quadrinhos! É uma pecado vc chamar de garrancho.

E ainda tem Sin City o filme, onde o designer é TODO chupado da concepção dos quadrinhos, além de que, os quadrinhos são usados como storyboard pelo Robert Rodrigues. Qual quadrinista conseguiu isso?

Mr.Natural Mr.Natural (03/11/2011 07:23:08)   640 0
nao gostar de Sin City ou qualquer outra obra e normal.
nao gostar do estilo de desenho tambem e normal mas o problema e dizer que o traço e amador.
ai fica dificil levar opiniao a serio.



sem avatar George (03/11/2011 12:59:27)   -8 0
Engraçado, o pessoal que defende o Miller cita que as HQs dele foram adaptadas fielmente, como se isso fôsse prova da qualidade dele, como se Hollywood fôsse a prova final do sucesso artístico de uma HQ, o que só serve para acentuar a pouca importância que essas pessoas dão à nona arte. Me desculpe, mas essa mentalidade é bem alienada. Para mim, no máximo, isso é prova de que ele não aproveitou plenamente o potencial narrativo das HQs, já que suas obras são facilmente adaptáveis à linguagem do Cinema.

Carlos, que tal aquela passagem em que os espartanos se referem aos atenienses de forma pejorativa como "amantes de garotos"? Não te soa extremamente homofóbica e especialmente hipócrita, levando em consideração que os próprios espartanos eram conhecidos pelas relações entre os combatentes, algo que o Miller convenientemente ignora?

Por favor: esse argumento de "faça melhor, aí você pode reclamar" é a coisa mais infantil e batida da face da Terra.

Carlos Carlos (03/11/2011 15:02:19)   578 -1
@George

"Engraçado, o pessoal que defende o Miller cita que as HQs dele foram adaptadas fielmente, como se isso fôsse prova da qualidade dele, como se Hollywood fôsse a prova final do sucesso artístico de uma HQ, o que só serve para acentuar a pouca importância que essas pessoas dão à nona arte."

O cara influenciou uma área que não é a dele. Se vc não acha isso um feito, vc está querendo se fazer de difícil, tipo: "não quero dar o braço a torcer porque não gosto do Miller". Qualquer um percebe isso, independente da qualidade do filme.
Outra coisa: Vc está num site de cultura pop. Viu? Cultura pop!!! Vc vem fazer os seus discursos de pseudo-intelectual num site de cultura pop? Criticar quadrinhos de super-heróis num site de cultura pop? Querer comparar Shakespeare e Orson Wells com HQs? Tenha a paciência meu amigo. Vamos fazer o seguinte então, vamos subir um nível essa discussão, um nível acima de Shakespeare e Orson Wells, vamos falar de Platão, Kant, Nitsche, Santo Agostinho, etc. Comparação por comparação eu sou mais a minha. Tenha a paciência meu amigo. Tremenda falácia. Vc realmente está no lugar errado...

"Me desculpe, mas essa mentalidade é bem alienada. Para mim, no máximo, isso é prova de que ele não aproveitou plenamente o potencial narrativo das HQs, já que suas obras são facilmente adaptáveis à linguagem do Cinema."

Ah pelo amor de Deus, eu nunca ouvi tamanha tolice. Alienado? Vc bem mostra que não entende nada de quadrinhos e nem de cinema. Vc já ouviu falar em storyboard? Eu vou te explicar: Storyboard são séries de ilustrações em sequência com o propósito de pré-visualizar um filme, animação e elementos interativos usados em websites. Todo filme para cinema, comercial de TV, novela, série de TV antes de ser executado, é antes visualizado por uma sequência de quadrinhos, muito parecida com as HQs. A visão e concepção do Frank Miller é extremamente cinematográfica e original até para os moldes do cinema. Por isso, seus quadrinhos foram usados como storyboard. Ele não só aproveitou plenamente o potencial narrativo das HQs, como extrapolou, invadindo a área de cinema. Mais uma vez eu estou te apresentando argumentos e vc até agora NADA.

"Carlos, que tal aquela passagem em que os espartanos se referem aos atenienses de forma pejorativa como "amantes de garotos"? Não te soa extremamente homofóbica e especialmente hipócrita, levando em consideração que os próprios espartanos eram conhecidos pelas relações entre os combatentes, algo que o Miller convenientemente ignora?"

Não acho uma demonstração de homofobia. Tudo agora é demonstração de homofobia? O personagem não pode mais usar o pejorativo pra rotular um inimigo? Então, vc que se diz escritor, estará com problemas sérios ao criar um personagem que use termos pejorativos da mesma forma que o personagem Leônidas. Vc vai ter que ser politicamente correto até na construção dos seus personagens. Cara, estou começando a achar que vc não é escritor coisa nenhuma. Desde quando a personalidade do personagem se mistura com a do autor e os torna a mesma criatura? Porque o personagem mata, o autor é um assassino? Porque o personagem criou um plano mirabolante pra assaltar um banco, o autor é um ladrão? Se o personagem é homofóbico, o autor também é? Ah pelo amor de Deus Roger!!! Que argumento é esse?

"Por favor: esse argumento de "faça melhor, aí você pode reclamar" é a coisa mais infantil e batida da face da Terra."

Sim é batido mas é valido até hoje. Talvez por isso seja o mais velho da face da Terra...

sem avatar George (03/11/2011 17:50:39)   -8 0
"Vc vem fazer os seus discursos de pseudo-intelectual num site de cultura pop? Criticar quadrinhos de super-heróis num site de cultura pop? Querer comparar Shakespeare e Orson Wells com HQs?"

Bom, sim, já que Orson Welles e Shakespeare FAZEM PARTE da cultura pop. E eu acho, sim, que quadrinhos têm tanto potencial quanto o teatro e o cinema para produzirem obras inesquecíveis, que tocam em temáticas importantes e aspectos universais da existência humana e que não são só sobre caras durões sendo durões, como nas HQs do Miller. Exemplos? Watchmen, Black Hole, Do Inferno, Os Invisíveis, os quadrinhos de guerra do Harvey Kurtzman, a obra de Robert Crumb, Scalped... claramente, eu tenho bem mais respeito pela arte dos quadrinhos do que você e outros que babam por essas "traduções" cinematográficas de quadrinhos.

"Alienado? Vc bem mostra que não entende nada de quadrinhos e nem de cinema. Vc já ouviu falar em storyboard?"

Storyboard não tem nada a ver com quadrinhos. Storyboard é uma ferramenta para a construção de cenas de filmes, nada mais. Se você acha que os quadrinhos do Miller são meros storyboards, ao invés de uma arte distinta do Cinema, eu acho que é VOCÊ que o está menosprezando.

"Tudo agora é demonstração de homofobia? O personagem não pode mais usar o pejorativo pra rotular um inimigo?"

Poder, pode. Agora, quando os PRÓPRIOS personagens são historicamente homossexuais, e esse fato é ESCONDIDO pelo autor da obra, fica claro o raciocínio homofóbico e hipócrita por trás disso.

Carlos Carlos (04/11/2011 16:40:53)   578 0
"Bom, sim, já que Orson Welles e Shakespeare FAZEM PARTE da cultura pop."

Eu falei que não ia te responder mais, mas nesse caso, eu faço questão...

Cultura pop é Cultura popular, cultura de massa. Cultura Popular pode ser definida como qualquer manifestação cultural (dança, música, festas, literatura, folclore, arte, etc.) em que o povo produz e participa de forma ativa. O termo cultura pop hoje em dia também está sendo usado muito para conceituar algo que nasce da Indústria Cultural, mas não se limita às regras suas acríticas e homogenizantes. Ao contrário, a cultura pop, vista por esse angulo, está muito mais próxima da subversão que da ideologia. Ela, constantemente, quer incomodar o receptor, ao invés de acomodá-lo. Shakespeare apesar de conhecido NUNCA FOI POPULAR E NEM SUBVERSIVO. Tanto ele como Orson Wells são elite cultural. O povo norte-americano e inglês lê Shakespeare porque ele é o top dos escritores ingleses e obrigação acadêmica em todas as escolas e universidades. Isso não o torna popular. O Popular acima de tudo é QUERIDO pelo povo ou dentro do conceito atual: QUERIDO PELO PÚBLICO NERD. Se vc estivesse usando Tolkien ao invés de Shakespeare, como exemplo, vc estaria certo. Se vc estivesse usando Christopher Nolan ou Steven Spielberg ao invés de Orson Wells vc estaria certo. Orson Well está mais para Francois Truffaut e Godard do que pra Christopher Nolan.

"E eu acho, sim, que quadrinhos têm tanto potencial quanto o teatro e o cinema para produzirem obras inesquecíveis, que tocam em temáticas importantes e aspectos universais da existência humana e que não são só sobre caras durões sendo durões, como nas HQs do Miller. Exemplos? Watchmen, Black Hole, Do Inferno, Os Invisíveis, os quadrinhos de guerra do Harvey Kurtzman, a obra de Robert Crumb, Scalped...claramente, eu tenho bem mais respeito pela arte dos quadrinhos do que você e outros que babam por essas "traduções" cinematográficas de quadrinhos."

Bom, eu só posso te dizer uma coisa: Vc não me conhece mesmo.
Todos esses exemplos que vc deu eu li (menos Harvey Kurtzman). E nenhum deles chega a altura de Shakespeare ou Orson Wells. Acho que vc é que está supervalorizando amigo, querendo comparar coisa que não tem nada a ver. Querendo comparar a arte e a literatura dos quadrinhos com a arte e o texto de um roteiro cinematográfico ou de um livro. As três manifestações (quadrinhos, livro e cinema) tem relação como eu mesmo já disse, mas vc não tem como comparar o texto curto e conciso de um quadrinho com 300 e poucas laudas (em média) de um livro. Por isso, quadrinhos nunca conseguirá chegar no nível de um livro. Os quadrinhos são a síntese enquanto o livro é o aprofundamento. Os quadrinhos nunca passaram do nível do Frank Miller ou dos autores que vc citou. Nunca chegará ao nível de Shakespeare porque não dá pra passar uma mensagem tão extensa e tão cheia de detalhes. É só vc tentar comparar um livro de Shakespeare com uma quadrinização do mesmo. É possível recompilar tão fielmente uma obra de Shakespeare para os quadrinhos? NÃO. Eu já li 3 recompilações e não dá! O texto é o original todo editado por que não cabe. O valor de Shakespeare está lá presente no texto editado, mas não chega a metade do impacto de ler um livro. São mídias diferentes por isso acho que a sua comparação não é valida.

"Storyboard não tem nada a ver com quadrinhos. Storyboard é uma ferramenta para a construção de cenas de filmes, nada mais. Se você acha que os quadrinhos do Miller são meros storyboards, ao invés de uma arte distinta do Cinema, eu acho que é VOCÊ que o está menosprezando.
"

Storyboard tem tudo a ver com quadrinhos, apesar de ser elemento do cinema. Vc já estudou cinema? Eu já. Já fez cursos de direção, storyboard, roteiro, animação, direção fotográfica. Eu já. Em todos os cursos a idéia de storyboard e quadrinhos ser algo similar ESTÁ PRESENTE NA VOZ DE TODOS OS PROFESSORES QUE EU TIVE. ESTA NA LITERATURA. PESQUISE. LEIA MAIS SOBRE. Vc está tirando suas próprias conclusões baseado em que? Só no que vc ACHA que é? O storyboard é criado muitas vezes por quadrinistas no cinema. Eles contratam quadrinistas pra esse trabalho. Storyboard não é quadrinhos, mas é um produto similar, inclusive, usando as mesmas técnicas.

"Poder, pode. Agora, quando os PRÓPRIOS personagens são historicamente homossexuais, e esse fato é ESCONDIDO pelo autor da obra, fica claro o raciocínio homofóbico e hipócrita por trás disso"

Historicamente homossexuais?????? o que é um povo historicamente homossexual??? hauuahuahuau. O povo inteiro é homossexual? Isso existiu alguma vez na face da terra? O POPULAÇÃO TODA era homossexual? Porque existe alguns traços na cultura deles que denota a presença da homossexualidade, vc os torna HISTORICAMENTE HOMOSSEXUAIS??? Isso o que vc fala não existe, porque a homossexualidade SEMPRE existiu em todos os povos desde o começo dos tempos, até hoje!! Não existe um povo historicamente homossexual. A homossexualidade nunca foi mostrada de forma tão aberta quanto hoje!! Isso torna o povo brasileiro em um povo historicamente homossexual?? A população do planeta terra será vista como historicamente homossexual daqui a um século, já que isso faz parte da cultura universal? É só olhar a quantidade de paradas gay hauhuauauah. Vc não gosta do Miller e fica fazendo campanha contra ele. Isso é feio. hauhauauau

sem avatar George (05/11/2011 14:41:25)   -8 -2
Cultura pop é cultura querida pelo público nerd? Me desculpa, mas quando o termo foi criado e popularizado, eu duvido que esta tenha sido a definição utilizada.

Se a gente entender a cultura pop como a totalidade de ideias e obras que são consideradas relevantes para a cultura global contemporânea, não tem como ser mais pop do que Shakespeare e Welles. A obra de Welles ainda influencia fortemente o cinema moderno, enquanto Shakespeare é, sim, um autor extremamente popular e influente hoje em dia. Mas não estou a fim de discutir semântica.

Eu não disse que esses exemplos chegam aos pés do Shakespeare. Digamos assim, nem mesmo o Cinema foi capaz de produzir uma obra que chegasse aos pés do impacto e influência desse dramaturgo, mas se eu fôsse citar exemplos de HQs que são verdadeiramente obras-primas, e não apenas histórias sobre caras durões se batendo, eu citaria essas. Outros exemplos de obras-primas da mídia: Do Inferno e Watchmen.

"Querendo comparar a arte e a literatura dos quadrinhos com a arte e o texto de um roteiro cinematográfico ou de um livro. As três manifestações (quadrinhos, livro e cinema) tem relação como eu mesmo já disse, mas vc não tem como comparar o texto curto e conciso de um quadrinho com 300 e poucas laudas (em média) de um livro. Por isso, quadrinhos nunca conseguirá chegar no nível de um livro. Os quadrinhos são a síntese enquanto o livro é o aprofundamento. Os quadrinhos nunca passaram do nível do Frank Miller ou dos autores que vc citou."

Agora você escancarou todo o menosprezo que tem pelos quadrinhos. Obrigado, minha tese está comprovada. Só digo uma coisa: uma obra pode ser profunda sem ser densa. Um conto, ou uma pintura, ou uma música podem ser tão ou mais impactantes e transformadores quanto um livro de 600 páginas. Uma história em quadrinhos de 24 páginas pode ser mais profunda do que um livro. Depende da forma como o autor utiliza o espaço.

"É possível recompilar tão fielmente uma obra de Shakespeare para os quadrinhos? NÃO. Eu já li 3 recompilações e não dá! O texto é o original todo editado por que não cabe. O valor de Shakespeare está lá presente no texto editado, mas não chega a metade do impacto de ler um livro. São mídias diferentes por isso acho que a sua comparação não é valida."

Concordo. Por isso que sou contra esse tipo de adaptação, que busca copiar fielmente as mesmas ideias de uma mídia diferente para outra. Que outras adaptações são assim? Surpresa: 300 e Sin City, que você tanto adora.

Não seja bobo. O fato dos quadrinhos não poderem adaptar fielmente a profundidade da obra do Shakespeare não é um indício de que os quadrinhos são mais fracos que a literatura ou a dramaturgia, é apenas um indício de que Shakespeare utilizou a mídia da dramaturgia em sua plenitude, tornando impossível transferí-la para uma mídia tão diferente quanto os quadrinhos. Existem obras que fazem o mesmo com a mídia dos quadrinhos, como Watchmen e a Acme Novelty Library de Chris Ware.

"Historicamente homossexuais?????? o que é um povo historicamente homossexual??? hauuahuahuau. O povo inteiro é homossexual?"

Eu não falei em povo historicamente homossexual. Você precisa de aulas sérias de interpretação de texto. Falei que muitos dos personagens retratados pelo Miller em 300 eram, historicamente, homossexuais. Os espartanos eram um povo bastante receptivo do relacionamento entre dois homens, pois consideravam que isso fortalecia a unidade da tropa. É um fato historicamente comprovado e popularmente conhecido. Daí, Miller escolhe ignorar o fato de que muitos desses personagens eram homossexuais e, ao invés disso, prefere retratar a homofobia dos heróis como uma forma de salientar sua masculinidade. E isso é homofóbico e hipócrita.

Mas agora você está querendo disfarçar a fragilidade dos seus argumentos procurando transformar isso em um debate sobre semântica. E isso é estúpido.

Carlos Carlos (06/11/2011 01:22:30)   578 0
"Cultura pop é cultura querida pelo público nerd? Me desculpa, mas quando o termo foi criado e popularizado, eu duvido que esta tenha sido a definição utilizada."

Eu expliquei e vc não entendeu. Não vou me repetir. Leia o meu texto anterior, abaixo, novamente. Se não entender eu posso desenhar.

"Se a gente entender a cultura pop como a totalidade de ideias e obras que são consideradas relevantes para a cultura global contemporânea, não tem como ser mais pop do que Shakespeare e Welles."

É aí que vc está errando. Vou te explicar de novo. Haja paciência...

O certo é:
Cultura pop = Cultura popular = cultura de massa.

Hoje em dia o termo "cultura pop" TAMBÉM é usado pra conceituar cultura nerd.

O errado é:
cultura pop = cultura relevante
(Shakespeare e Orson Wells, que nunca foram cultura de massa e nem cultura nerd)
como vc disse no seu texto.

Vai pesquisar, amigo. Procure o termo "cultura pop". Não fique tirando conclusões sozinho, porque vc está começando e cometer gafes. Isso evitaria muitos constrangimentos pra vc. Se vc não quiser ir numa biblioteca, porque dá muito trabalho, tem o Google que está aí pra isso mesmo. É rápido e não dói. Depois vc me procura...

"Shakespeare é, sim, um autor extremamente popular e influente hoje em dia. Mas não estou a fim de discutir semântica."

Popular pra vc. Não generalize. Ele faz parte do seu mundo. Vc tem afinidade com ele e vc não é o centro do universo. Não é porque vc curte Shakespeare que todo o resto do planeta vai curtir. Ele NUNCA foi popular. Ser conhecido não é mesmo que ser popular.

"Outros exemplos de obras-primas da mídia: Do Inferno e Watchmen."

Do Inferno é muito bom, mas não acho uma obra prima. Watchmen é junto com o Cavaleiro das Trevas uma das melhores estórias em quadrinhos de todos os tempos. Pelo menos alguma coisa a gente concorda...

"Agora você escancarou todo o menosprezo que tem pelos quadrinhos. Obrigado, minha tese está comprovada. Só digo uma coisa: uma obra pode ser profunda sem ser densa. Um conto, ou uma pintura, ou uma música podem ser tão ou mais impactantes e transformadores quanto um livro de 600 páginas. Uma história em quadrinhos de 24 páginas pode ser mais profunda do que um livro. Depende da forma como o autor utiliza o espaço."

Então vc realmente acha que consegue, em 24 páginas, passar mais conteúdo ou passar o conteúdo com mais qualidade, que em 300 páginas? Vc acha que consegue desenvolver melhor uma trama ou vários personagens? Detalhar mais, aprofundar mais ou até ser mais denso? Então vc acabou de comprovar a minha tese: Vc não é escritor. Obrigado.
Talvez por isso todo mundo diga que o livro é melhor que o filme, não é meu caro George? Talvez por isso todo mundo diga que o livro é melhor que os quadrinhos, não é meu caro George? Vc já deve ter ouvido essas frases de um parente ou amigo seu, não é? Porque será que TODO MUNDO FALA ISSO? hauhuauahuauau.
Isso é tão lógico que eu não consigo entender porque vc insiste tanto nesse argumento. Só vc acredita.
Acreditar que um dia alguém extremamente genial consiga o feito de criar uma obra em quadrinhos, que tenha o nível de um romance como os de Shakespeare é uma coisa, agora, insistir em colocar ambos, quadrinhos e livro, no mesmo patamar, é forçar demais...
Ah! E isso não é menosprezo aos quadrinhos. É pé no chão, pesquisa, estudo, e muita lógica. Não sou o único que diz isso. Se vc quer rebater, vai ter que rebater um monte de catedráticos, escritores, intelectuais, homens de literatura, leitores e gente comum. Boa sorte!

"Concordo. Por isso que sou contra esse tipo de adaptação, que busca copiar fielmente as mesmas ideias de uma mídia diferente para outra. Que outras adaptações são assim? Surpresa: 300 e Sin City, que você tanto adora."

Exatamente 300 e Sin City são adaptações de mídias bem mais próximas na questão quantidade de conteúdo. É muito mais fácil se adaptar uma HQ para um filme, porque a quantidade de coisas (estória, personagens, etc) mostradas, são bem menores, do que em um livro. Essa conclusão é mais antiga do que as tabuas dos dez mandamentos. Não estou entendendo porque vc está discutindo isso. Inclusive, este fato, só vem a fortificar o que estou ha tempos te falando: Quadrinhos e cinema são muito próximos, tanto que, uma das bases na construção de um filme, o storyboard, é idêntico aos quadrinhos. Por esse e outros motivos, é bem mais fácil a adaptação dos quadrinhos para o filme do que do livro para o filme. E nem por isso é ruim.

Já deu pra perceber que vc não gostou da revista 300 e nem da adaptação pro cinema. Então vamos parar de discutir o sexo dos anjos? Vc não me convenceu porque acho os seus argumentos fraquíssimos. Eu gosto de 300 e Sin City e acho 300 uma obra prima. Ponto! Vc não acha, eu já entendi, valeu então...

"Não seja bobo. O fato dos quadrinhos não poderem adaptar fielmente a profundidade da obra do Shakespeare não é um indício de que os quadrinhos são mais fracos que a literatura ou a dramaturgia, é apenas um indício de que Shakespeare utilizou a mídia da dramaturgia em sua plenitude, tornando impossível transferí-la para uma mídia tão diferente quanto os quadrinhos."

Pra mim é um indicio. Se vc quer colocar uma tonelada de trigo em um compartimento, onde caberia melhor? Num silo ou num saco plastico de 15 cm por 30 cm? A limitação dos quadrinhos está na sua estrutura, na sua forma. É MUITO DIFERENTE E BEM MAIS LIMITADO QUE O LIVRO. Não cabe tanta informação, não cabe tanto conteúdo. Isso é tão lógico como dizer que uma ave voa porque tem asas...
Como vc mesmo disse e usou muito bem a palavra FATO na seguinte frase:
"O fato dos quadrinhos não poderem adaptar fielmente a profundidade da obra do Shakespeare..."
Pois é, isso é um FATO. Nenhum escritor de quadrinhos conseguiu sequer chegar a um nível próximo a Shakespeare, inclusive os que vc citou, porque não há como contar uma estória tão densa, tão rica em personagens e personalidades, tão detalhada em ambientações, e rebuscada em sensações e sentimentos, enfim, tão profunda, como Hamlet ou Othello em 24 páginas. Isso seria porque os autores de quadrinhos não são bons o suficiente, ou porque a mídia não permitiu que eles fossem profundos o suficiente?
Tomara que vc esteja certo e um dia, apareça esse gênio que consiga algo tão maravilhoso quanto criar uma obra em quadrinhos que possa ser comparada com Shakespeare. Mas por enquanto, isso não existe...

Ah, e só pra te lembrar, quem começou com esse papo de Shakespeare e Orson Wells foi vc e não eu. Quem quis apelar pra uma cultura de alto nível pra tentar rebaixar o Miller foi vc, e não eu. Eu teria tentado comparar ele com Alan Moore. No caso, vc nem tentou, porque sabe que eles tem o mesmo nível. Que não tem como comparar, porque ambos fizeram parte do mesmo movimento que mudou os quadrinhos mundiais. A importância dos dois é igual para os quadrinhos e isso é inegável mesmo que vc goste mais de Alan Moore.

Eu não consigo entender porque vc faz campanha contra o Miller. Vc parece aqueles caras que querem sempre dar a ultima palavra... Que são satélites de si próprios e baseiam o gosto dos outros no que vc mesmo gosta, como se a maneira que vc pensa, fosse padrão ou referência pra algo. Acorda cara! Vc não é o centro do universo e nem a sua palavra é a verdade absoluta. Basta vc fazer uma pequena pesquisa no Google pra vc ver o quanto vc está errado. Era mais fácil vc admitir o valor dele pros quadrinhos e meter o pau apenas na fase ruim do cara... uma pena... haters são todos iguais, carregam dentro deles um ódio tão grande a ponto de querer destruir o alvo do mesmo em atitudes e idéias. E não venha me dizer que não é isso, amigo, porque vc está fazendo uma tremenda campanha contra o cara... Ódio gratuito. Vc só fala do que vc acha que é ruim. Até agora não vi vc enaltecer nada que Frank Miller tenha feito de bom, que diga-se de passagem foi MUITO MAIS, DO QUE ELE FEZ DE RUIM.

"Eu não falei em povo historicamente homossexual. Você precisa de aulas sérias de interpretação de texto."

Ah, não? Vou transcrever o seu texto:
"Poder, pode. Agora, quando os PRÓPRIOS personagens são historicamente homossexuais,"

Os personagens são: o líder do povo espartano e seus soldados espartanos pertencentes ao povo de Esparta e representantes do povo de Esparta nesta batalha. Que outra interpretação podemos tirar dai?

"É um fato historicamente comprovado e popularmente conhecido. Daí, Miller escolhe ignorar o fato de que muitos desses personagens eram homossexuais"

Cansei das suas suposições como se fossem certezas. Me cite a fonte. Eu gostaria que vc provasse o seu argumento. Não quero saber se VOCÊ diz que é popularmente conhecido. Não me interessa mais o que vc diz. Eu me baseio no que eu leio, no que eu estudo e não no que eu acho que é. Chega de "achismos". Vc leu isso em algum lugar, certo? Então por favor me dê o a fonte para que eu possa me informar sobre o assunto.

"Mas agora você está querendo disfarçar a fragilidade dos seus argumentos procurando transformar isso em um debate sobre semântica. E isso é estúpido."

Lá vem vc novamente perdendo a noção e me chamando de estupido. O rei da falácia e do pouco embasamento é vc, meu caro. Sem mais comentários sobre isso...

sem avatar George (06/11/2011 15:14:00)   -8 -1
Mesmo aceitando essa sua tese absurda de que densidade equivale a qualidade (discordo completamente, mas vamos lá) uma história como Do Inferno, do Alan Moore, com 572 páginas, é muito mais densa que a maioria das peças de Shakespeare. Lobo Solitário, com 32 volumes publicados durante 6 anos, é MUITO mais denso que até mesmo as maiores peças de Shakespeare. E, levando em consideração que existem histórias em quadrinhos que são publicadas mensalmente durante anos, contando uma história serializada, não há como dizer que o Cinema, com sua limitação de 3 horas de duração (há obras mais longas, mas são raras, e mesmo assim não chegam aos pés da densidade de páginas desses quadrinhos), é mais denso que os quadrinhos. Então, o seu raciocínio inteiro, de que a densidade de uma obra como a de Shakespeare é impossível de ser replicada nos quadrinhos, vai por água abaixo.

Carlos Carlos (08/11/2011 17:00:27)   578 0
Eu já te falei que só volto a argumentar com vc quando vc parar com os "achismos"

"uma história como Do Inferno, do Alan Moore, com 572 páginas, é muito mais densa que a maioria das peças de Shakespeare. Lobo Solitário, com 32 volumes publicados durante 6 anos, é MUITO mais denso que até mesmo as maiores peças de Shakespeare."

"Achismo" puro amigo. É só a sua opinião, o que não quer dizer nada pra mim ou pra toda a percentagem de escritores e leitores do mundo inteiro. Eu por exemplo acho que "Do Inferno" é bom, mas não é denso como vc fala, e nem chega perto de uma obra de Shakespeare. Então vamos parar por favor? O teu texto não é um argumento, é uma opinião. A gente vai ficar aqui interminavelmente dizendo que um é bom e o outro é ruim? Gosto é gosto. Vc não provou nada...


"Então, o seu raciocínio inteiro, de que a densidade de uma obra como a de Shakespeare é impossível de ser replicada nos quadrinhos, vai por água abaixo."

Não. não vai, porque ainda não foi feito. Nenhuma obra em quadrinhos superou Shakespeare em densidade. Se assim o fosse, já estaria sendo estudada em universidades, já teria sido reconhecida como obra prima, verdadeiros formadores de opinião já estariam citando, já teria sido reconhecida como patrimônio cultural, etc. Só nós nerds reconhecemos quadrinhos como obra prima. Quem vive de literatura (livros) ainda não reconhece, até porque, ainda não houve uma obra em HQ que chegasse ao nível dos grandes livros.

Eu sinceramente espero que vc esteja certo e que um dia isso aconteça. Que as HQs recebam dos grandes pensadores e formadores de opinião o reconhecimento devido e se tornem realmente arte e literatura respeitada por todos.

Mas enquanto isso não acontece, conforme-se, ou escreva a tal grande obra que vai mexer com os alicerces culturais mundiais hauhuauahu.

Bye!


sem avatar Roger (02/11/2011 23:06:14)   1 1
acho que é bem simples de explicar o fato do frank miller fazer algo ruim. ele sofre do mesmo mal de muitos artisas. sucumbiu a tentação de renegar a imagem que os crítcos e os fãs fazem dele, só para poder "dizer" que não podemos compreendê-lo, que ele é mais do que podemos analisar.



Misack Misack (02/11/2011 22:24:25)   193 2
até miller erra ! enquanto isso vou relendo cavaleiro das trevas por ai !


Majin-Boo Majin-Boo (03/11/2011 01:10:41)   92 1
O problema e que ultimamente ele só tá errando.


Nelson Nelson (02/11/2011 22:09:31)   145 1
Sad but true.



Caio Caio (02/11/2011 21:58:02)   40 0
Me lembrei daquela série que "passava" no V de Vingança, chamava Storm Saxon.



André B André B (02/11/2011 21:50:01)   663 1
Vejam pelo lado bom, pelo menos não é o Batman.

Se livrou dessa, hein Morcego!



Rômulol Rômulol (02/11/2011 21:32:55)   1179 2
Não li e nem lerei ,mas pela critica ,já da pra ter uma idéia...
Miller ,o que caralhos aconteceu com você?
Pra mim ,o Miller verdadeiro (que escreveu cavaleiro das trevas ,a queda de Murdock ,300 de Esparta , ano 1 ,sin city e Elektra-assasina) morreu á muito tempo atras e esse é um clone do mal.


André B André B (02/11/2011 21:48:55)   663 0
O verdadeiro Miller morreu em meados dos anos 90. Esse cara aí é um ator contratado pela DC pra manter as aparências.




jonathan jonathan (02/11/2011 21:14:03)   552 0
depois daquele filme do spirit não esperava coisa boa mesmo.
só a capa já é um lixo.



Rodolfo Rodolfo (02/11/2011 21:11:17)   0 0
Tive a oportunidade de ler a graphic lançada pelo selo Legendary Comics.
Lindo formato widescreen (semelhante a edição dos 300, publicada pela devir), bem acabado, boa impressão gráfica ... enfim uma produção gráfica de encher os olhos de qualquer leitor de hq´s.
E sobre o seu conteúdo?
É realmente muito decepcionante, triste e até mesmo muito angustiante, ler algo tão ruim, mais tão ruim mesmo, de uma pessoa que você realmente adorava, vibrava e sentia prazer a cada folheada de página do que lia deste cara. Rezava para que aquilo que você lia, nunca acabasse, nunca chegasse ao fim.
Quem consegue esquecer a primeira vez que leu Batman Cavaleiro das Trevas? Quem consegue se esquecer do lugar que isso aconteceu ou da textura das páginas?
Quem nunca ao final de Sin City - A cidade do pecado não falou: "Puta M&*@!"
ou nunca desejou aquele final (sensacional) para o Marv?
Batman ano um, 300, toda sua trajetória no Demolidor e Wolverine, Martha Washington ... São tantas coisas boas, não vou sitar todas elas, mais quem leu Frank Miller sabe que ele foi um dos responsáveis por gostarmos tanto de Hq´s.
Frank Miller era assim. Era.
Ao longo dos anos, parou de produzir e depois de muito tempo, lançou por dinheiro a continuação de sua obra prima, Batman o Cavaleiro das Trevas 2, e sobre esta não vou nem comentar nada, terrível do começo ao fim. Mais mesmo nesta obra tão porca, no meio de tanto lixo, você consegui encontrar um suspiro bem pequeno do cara chamado Frank Miller.
Merecia uma segunda change com as Hq´s? Sim. Até porque ele ainda é Frank Miller.
Atacou de diretor no filme Spirit e mais uma vez, uma bomba atômica tão grande que nem mesmo os mais fiéis leitores de hq´s e do próprio Spirit conseguiram acabar de ver o filme.
Vergonhoso, deprimente e acima de tudo, patético...
Miller ao longo de toda essa jornada se tornou uma pessoa caricaturada em lugares públicos e seu lado profissional foi caindo cada vez mais dentro do lixo.
Holy Terror é um aglomerado de rabiscos e posso dizer que não vejo nada nela a não ser a ganancia de um artista decadente em busca de dinheiro (mais uma vez).
Sem ritmo algum. Roteiro cansativo.
Moralmente ridícula, abordando temas delicados de forma tão antiquada.
Desenhos péssimos, beirando o ridículo.
Enfim, é quase uma absurdo esta historia ter sido escrita e estar planejada a tanto tempo ...
Não consigo achar um ponto positivo a favor de Frank Miller.
E se querem saber, não sei se Frank merece mais uma chance.
Não vejo amor, vontade e respeito por seus leitores em suas obras mais recentes.
O que aconteceu com você Frank Miller?



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