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Crítica: Batman: Arkham Asylum

Um game à altura do Cavaleiro das Trevas

Érico Borgo
07 de Setembro de 2009

Batman Arkham Asylum

Batman Arkham Asylum

Rocksteady Studios

Warner Bros.

Excelente
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Batman Arkham Asylum
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Batman: Arkham Asylum está sendo aclamado como o melhor game de super-herói de todos os tempos. Há razão nessa afirmação, mas o jogo é muito mais que isso.

O Rocksteady Studios criou para a Eidos e Warner Bros Interactive Entertainment um título que beira a perfeição. A aventura do Batman já começa dentro do manicômio para criminosos insanos de Gotham City, com o Homem-Morcego devolvendo o recém-capturado Coringa à instituição. O Palhaço do Crime, porém, deixou-se capturar, já que tem um plano para destruir a cidade e o vigilante a partir do local. Minutos depois de entrar no Arkham, o vilão escapa, assumindo o controle da ilha e de todos os seus perigosos habitantes.

A trama é empolgante, adulta e cheia de reviravoltas e tensão - digna das melhores histórias em quadrinhos do Cavaleiro das Trevas. O responsável tem gabarito: Paul Dini, o produtor de todos os desenhos animados da DC Comics e também das séries de álbuns pintados por Alex Ross. A presença de Dini também garantiu os dubladores dos desenhos. Kevin Conroy e Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) reprisam aqui seus papéis na TV, Batman e Coringa. O excelente Tom Kane também se destaca (como Jim Gordon, Quincy Sharp, Amadeus Arkham e Louie Green), mas os demais também fazem um inspirado trabalho de dublagem.

Não basta uma boa história na mídia dos videogames, porém. É necessário saber contá-la (ou revelá-la) sem perder o passo da ação, erro em que a grande maioria dos títulos incorre. Pense em quantas vezes você já quis apertar o botão de "pular" das cenas animadas dos games, por conta das longas e muitas vezes enfadonhas sequências que explicam a trama. Aqui, elas são todas muito breves e bastante integradas à ação. No melhor estilo consagrado por Bioshock, o ambiente ajuda a contar o que está acontecendo, sem a necessidade de interromper o game (o Arkham parece o primo da superfície de Rapture). Ora isso acontece através dos monitores em que o Coringa aparece, ora via rádios sintonizados em programas policiais, ou simplesmente ouvindo as conversas dos antagonistas ou mesmo nas conversas com a personagem Oráculo. Tudo ajuda a montar o quebra-cabeça narrativo.

Essas informações todas, no entanto, ficam em um nível superficial e são determinantes para o avanço no game. Escondidas pelos mapas pelo Charada estão 240 fitas, ícones e outros itens que aprofundam a história do manicômio e seus pacientes. Todas muito bem produzidas, pintando um panorama que só auxilia no tom sombrio do game.

É digno de nota também o esforço que os designers tiveram no sentido de transmitir a riqueza do universo do Batman para o jogo. O design de personagens, por exemplo, não se restringe aos que efetivamente são enfrentados pelo herói. Espalhados pelos cantos da edificação estão indícios da presença de outros vilões - dos mais populares e antigos aos mais atuais, como Silêncio. Mesmo que no game só enfrentemos meia-dúzia dos inimigos do Cavaleiro das Trevas, isso dá uma sensação de total imprevisibilidade. Quem será que estará escondido na próxima esquina?

Os comandos e a jogabilidade são igualmente perfeitos. O sistema de combates e combos é bastante simples (um botão ataca, um salta o outro contra-ataca) e essa facilidade consegue transmitir para o jogador a sensação de estar no comando de um dos mais importantes personagens das histórias em quadrinhos. Não é necessário um sem-fim de comandos para que o habilidoso Batman exiba suas técnicas de luta, apenas ritmo e bom-senso.

As demais faces do personagem - o detetive, o cientista, o espião - não são esquecidas e o jogo alterna momentos de pancadaria com infiltração digna de Metal Gear, inovadoras batalhas com chefes de fase (a do Crocodilo e os lisérgicos combates com Espantalho são antológicas) e desafios geográficos, sempre fazendo pequenas mudanças nas regras estabelecidas, para que o jogador tenha surpresas o tempo todo e possa resolver problemas de várias maneiras (as ferramentas do bat-cinto de utilidades são inúmeras e todas passíveis de upgrades).

Repetição é um conceito desconhecido em Batman: Arkham Asylum, game que não apenas é o melhor game de super-herói já criado, como também o melhor lançamento de 2009 até aqui e um título memorável, que merece seu espaço na prateleira da história. A Rocksteady criou um monstro - e aguardo ansioso, olhando os céus de Gotham, pelo bat-sinal anunciando a continuação.

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Comentários (4)

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Erly Erly (21/09/2012 06:51:45)   9 1
Simplesmente o melhor jogo que já joguei na vida.... Ele tm uma história e um roteiro digno de filmes, sem dúvidas ele supera muito qualquer jogo já lançado...



Fernando Fernando (26/05/2011 00:54:31)   -71 0
Esse dai fico doido mesmo viu, no começo do jogo quando você anda la, eu ja tava notando no esse jogo vai ser muito doido, tava parecendo o primeiro resident Evil, os cara vai so descendo, ai acontece alguma coisa la, ow muito louco ficou, mo sombrio, e no mais mesmo com tanta ´´sombriagem´´, o jogo não dá medo, e nem fica chato, e trouxe uma história muito boa, os games estão aprendendo com o GOD OF WAR, que trazia história e jogabilidade, e se superando no terceiro titulo da série ao máximo, e os jogos estão seguindo isso, e estão trazendo história, e jogabilidade, simples, e nada enjoativa, muito bom mesmo esse Batman.



sem avatar Luiz Gonzaga Rodrigues Junior (14/12/2010 07:13:30)   3 0
Eu amei esse jogo, fácil de jogar, os gráficos são lindo parece um filme, a história é bem feita, eu baixei a tradução para poder entender e as habilidades do Batman para descobrir os enigmas do jogo. Nossa parece que você numa história em quadrinhos e num filme dele ao mesmo tempo. Deveriam aproveitar essa história para fazer um filme mesmo que fosse só um desenho para DVD.



Renato Renato (01/09/2010 14:46:05)   23 0
Memorável.




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