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Crítica: Call of Duty Modern Warfare 2

Aguardadíssimo game consegue surpreender e causa polêmica

Érico Borgo
17 de Novembro de 2009

Call of Duty: Modern Warfare 2

Call of Duty: Modern Warfare 2

Infinity Ward

Activision

Excelente
Call of Duty
Call of Duty
Call of Duty

Call of Duty: Modern Warfare tirou a série de games de guerra da década de 1940 e a trouxe para o dias atuais. O resultado superou todas as expectivas da Activision Blizzard e o jogo tornou-se o mais vendido da história do Xbox 360 e Playstation 3. Uma sequência, portanto, era inevitável e a expectativa pelo título, altíssima.

Geralmente quando uma continuação tem tanto a provar, é quase impossível que entregue o nível de qualidade que se espera dela. Não é o caso com Call of Duty: Modern Warfare 2, que supera em quase todos os quesitos de avaliação o original.

Na trama, uma sequência direta ao primeiro, depois da morte de Imran Zakhaev é revelado um novo superterrorista para ameaçar a balança de poder no planeta: Wladimir Makarov. Personagens conhecidos surgem o tempo todo, juntamente com novos protagonistas, e a ação salta entre eles, em vários fronts. Do Afeganistão vamos ao Rio de Janeiro, Rússia e Estados Unidos.

Apesar de contada de maneira preguiçosa, através de cutscenes que simulam mapas e telas de controle, e dos saltos entre cada personagem prejudicarem boa parte da relação emocional do jogador com eles, a história é corajosa. Trata da queda do império dos Estados Unidos, vítima, enfim, das guerras que trava ao redor do globo - quando o conflito chega ao país. São poucas as produções que ousaram mostrar os norte-americanos e seus heróis com tal fragilidade. O normal é que as ameaças sejam rechaçadas antes de acontecerem, mas Modern Warfare 2 segue a linha de filmes como Amanhecer Violento (Red Dawn, 1984) e a retratação de cidades como Washington chega a ser chocante.

Aliás, choques não faltam no jogo. A fase do aeroporto russo, criada com o intuito de estabelecer a maldade do vilão, é assunto para discussões inflamadas sobre a violência nos jogos eletrônicos. Nela, um agente infiltrado da CIA precisa acompanhar seus camaradas terroristas em uma chacina. E se você passou a vida toda defendendo os inocentes nos games deve encontrar dificuldade em abrir fogo na multidão que grita e corre tentando escapar. É muito diferente de um Grand Theft Auto IV, por exemplo, em que você sabe que não será penalizado contanto que consiga escapar dos policiais. Em Modern Warfare 2 você está ali, sem saber como escapar, com medo de ter seu disfarce revelado, sentindo a responsabilidade da missão. Enfim, sem saída. A violência torna-se muito mais brutal dessa forma. Tanto que a produtora Infinity Ward dá até a opção de pular essa fase.

Polêmicas à parte, Modern Warfare 2 é tão grandioso que jogá-lo é como estar dentro de um blockbuster de Hollywood, da fotografia à direção de cenários, passando pelo realismo e a trilha sonora do compositor indicado seis vezes ao Oscar Hans Zimmer (Batman - O Cavaleiro das Trevas). As fases também auxiliam nessa impressão, já que são bastante amplas. É possível navegar por eles e pensar em estratégias diferentes para cumprir os objetivos. Só que os inimigos têm a mesma vantagem - e a utilizam o tempo inteiro, flanqueando e atacando de posições inusitadas.

Exemplo mais significativo dessa preocupação é a fase da favela carioca. Não dá para se descuidar um momento sequer: os traficantes e terroristas atacam dos telhados, de dentro das casas, em grupos ou isoladamente. A imprevisibilidade é constante e os caminhos diversificados. Mas aí, em um determinado momento, tudo se afunila para uma cena singela, em que uma viela tem que ser caminhada em direção do topo do morro... e o Cristo Redentor surge ensolarado ao fundo.

É ótima a variação de missões e objetivos. Ora o caos impera em batalhas absurdas. Ora o silêncio é aliado em operações especiais de infiltração. Pequenas variações de modo de jogo durante as fases também agradam, como os momentos em que é necessário explodir paredes para invadir refúgios.

Com gráficos bastante realistas e ambientação dramática, o título emprega todo o poder de processamento dos consoles desta geração. Algo que, por um lado, é um tanto triste, pois nos deparamos - ao lado de Uncharted 2 - com o máximo de qualidade que o Xbox 360 e Playstation 3 conseguirão obter. A taxa de quadros por segundo, por exemplo, mantém-se estável mesmo quando o caos explode à sua frente, com dezenas de inimigos atuando e cenários detalhadíssimos. Como único problema gráfico estão as sombras dinâmicas, que ficam serrilhadas em diversos momentos. Mas duvido que você tenha tempo de apreciá-las enquanto seus inimigos partem sobre sua posição, sedentos de sangue.

Infelizmente, tudo passa muito rápido. São apenas cerca de 7 horas de jogo single player. Empolgue-se e o game termina. Não tem jeito. Multiplayer é mesmo o foco - ainda que um tanto velado - da atual geração. Pelo menos não faltam opções aí: são mais de 50 mapas pra jogar em grupos online e também um modo cooperativo para duas pessoas, em que um localiza inimigos no chão e outro dispara do ar. De novo, como nos blockbusters de Hollywood, a ação tem sempre preferência sobre a história. Mesmo assim, um game memorável.

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Comentários (4)

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Willian Willian (30/03/2010 17:32:33)   351 0
Jogaço no modo single player, uma boa surpresa sobre os specials ops, mas uma desagradável surpresa sobre a falta de servidores dedicados, quem gosta mesmo de multiplayer sabe do que estou falando. Nota 5 foi exagero novamente.



troll troll (20/03/2010 02:50:01)   0 0
ja joguei zerei em todas as dificuldades e não vi final alternativo que meu amigo disse que tinha...
aliais,tem final alternativo?



André Luiz de André Luiz de (17/03/2010 09:57:10)   0 0
É realmente o jogo é fenomenal, adorei joga-lo, muito show mesmo, mas esqueceram de colocar a critica sobre o jogo on-line a qual em todos os lugares que eu procurei, dão notas horriveis, pela falta de preocupação com o mesmo.

E outra um jogo dessa magnitude, com graficos tão fodas e vc olha para baixo e vê simplesmente o chão? Nossa ta loko, jogo de ação que se prese tem que ter jogabilidade(ótima tb), grafico(claro um personagem, não simplesmente uma câmera com uma arma) e história(Isso ele tem e muito boa).

O jogo FEAR mostra muito bem como aliar essas 3 coisas, pois tem uma ótima jogabilidade, um ótimo grafico(incluindo o personagem que tem até sombra) e uma hisória muito empolgante.

Só pecaram no ponto do personagem e do desleixo com o modo multiplay.


sem avatar glauber (22/09/2011 13:55:51)   -9 0
Gráfico não é tudo... Achei 1 game fraco... Não dificuldade nenhuma em missões... Simplesmente dar tiro pra tudo quanto é canto não é a minha idéia de 1 jogo de tiro legal e ideal... Você não ter que preservar sua energia para concluir a sua missão é algo simplesmente inaceitável.. Não têm sentido em você ter sua equipe, se você não precisa tambem preservar o seu time... Não têm tempo para concluir seu objetivo... E se você quiser pode simplesmente sair correndo de 1 ponto ao outro sem se preocupar... Resumindo... Jogo fraco. Gráfico não é tudo. E jogos de ps2 são melhores que esse game de ps3. 1 exemplo: BLACK.



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