Darksiders 2 | Crítica

Sequência faz franquia crescer mas continua sem inovar


22/08/2012 - 20:00 - Thiago Romariz
Darksiders 2
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Darksiders 2 chega sem precisar corrigir o rumo do seu antecessor. A não ser pelo enredo original, o primeiro jogo da franquia da Vigil Games, lançado em 2010, mostrou uma eficiente mistura de gêneros sem acrescentar novidade a nenhum deles. A mescla de ação com RPG, tiro, exploração e quebra-cabeças da saga de Guerra não fez feio nas vendas, e agora a sequência de Darksiders muda, essencialmente, só o protagonista: sai Guerra e entra outro dos quatro Cavaleiros do Apocalipse, Morte.

A trama é paralela aos eventos do primeiro jogo. Ao descobrir que seu irmão foi acusado de iniciar o Apocalipse, Morte parte numa missão para comprovar a inocência de Guerra. Logo no início é possível notar o maior cuidado que a Vigil teve com os grandiosos cenários do game. O exterior de cada castelo foi tratado com esmero visual digno de jogos como God of War e The Legend Of Zelda: Skyward Sword. No entanto, basta entrar nos calabouços para perceber que o cuidado se limitou às fachadas. Os cenários internos não são apenas pobres graficamente, mas também estão recheados de glitches, defeitos técnicos que travam a aventura no meio de uma batalha.

O design dos personagens feitos por Joe Madureira - renomado quadrinista que aqui assume a função de diretor-criativo - são interessantes apenas para os personagens-chave do game. Se por um lado o visual de Morte ganha com a variedade de itens que podemos incluir em suas vestimentas, os inimigos e boa parte dos chefes têm traços genéricos (o que também acontece no primeiro game). O trabalho de dublagem - liderado por Michael Wincott, de Syndicate, no papel de Morte - ajuda a dar mais personalidade ao personagem principal e aos diversos coadjuvantes da trama, que ao longo da aventura ajudam Morte com novas missões e itens especiais.

A adição desses novos personagens é o início da melhor parte de Darksiders 2. Com objetivos paralelos a cumprir, o tempo de exploração aumenta e dá espaço para o novo sistema de evolução funcionar. Além de poder melhorar as habilidades de Morte, é possível combinar armas e itens para se tornar mais forte. Diferente do primeiro jogo, onde as características se limitavam a dois ou três poderes, aqui seu personagem tem uma gama extensa de alternativas. Caso queira evoluir mais as magias ou os armamentos, a escolha é sua. Os cenários permitem um tempo razoável de procura e não há mapas muito extensos, pois não é o objetivo do game ser um adventure em mundo aberto; e, apesar das limitações, este elemento de RPG se torna a única surpresa agradável do game.

Ao passo que evoluir seu personagem se torna uma diversão, o game perde o equilíbrio ao apresentar chefes fáceis de derrotar. Um exemplo claro é o último e mais importante inimigo do jogo, que não apresenta um desafio digno para encerrar a trama - exatamente como acontece no primeiro game. Os puzzles também não são desafiadores mas variam bem, usando as habilidades de Morte para compôr quebra-cabeças mais completos e que usam os cenários de forma eficiente.

Repetindo a fórmula de seu antecessor, Darksiders 2 aposta no seguro e não inova. Os tímidos avanços no segmento de evolução e exploração garantem algumas horas a mais de entretenimento, mas não compensam a trama magra e principalmente a falta de desafio real na hora dos combates. Assim como o primeiro, é um game que carece de personalidade mas consegue cumprir bem seu papel e diverte sem a pretensão de ser um modelo para games de ação.

Veja uma vídeo-análise do game:

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