Transformers: Fall of Cybertron | Crítica

Sequência mantém a dignidade da franquia dos robôs nos games


25/09/2012 - 0:00 - Thiago Romariz
Transformers: Fall of Cybertron
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Depois de entregar  War for Cybertron, o melhor game de Transformers já feito, a High Moon Studios decepcionou o fãs com Dark of The Moon - péssima adaptação do ainda pior terceiro filme da franquia cinematográfica do robôs. Agora, o estúdio californiano volta à velha forma e à história do primeiro game, para mostrar os últimos dias da terra-natal de Optimus Prime e companhia em Transformers: Fall of Cybertron .

Após os primeiros anos de guerra civil, Autobots e Decepticons se digladiam em um mundo destruído e fadado à extinção. Liderados por Megatron, os Decepticons procuram acabar de uma vez por todas com os Autobots, que são liderados por Optimus Prime e lutam para achar uma maneira de salvar a raça e continuar sua jornada em outro lugar da galáxia. Nesta situação, o jogador passará por 13 missões que mostrarão os dois lados da guerra e algumas surpresas, que, infelizmente, foram arruinadas pelos primeiros trailers e imagens de divulgação do game.

Diferente do primeiro game, onde encontramos personagens conhecidos e Transformers genéricos, Fall of Cybertron introduz os Dinobots, robôs que viram gigantescos dinossauros metálicos. Grimlock, por exemplo, é o líder do bando e um espadachim que se torna um enorme tiranossauro quando seu comando especial é ativado. Se a revelação deste personagem se torna aceitável por ser uma jogada de marketing, o mesmo não se pode dizer da aparição de Metroplex, o maior dos Transformers. Por ter uma trama pouco envolvente e com um desfecho burocrático, o surgimento deste robô deveria ser o momento mais surpreendente da história. Saber que isso vai acontecer estraga o clímax da narrativa, portanto.

A adição de personagens como os Dinobots variou o sistema de combate, que antes se limitava a tiros e lutas com armas brancas de curto alcance. Os tiroteios continuam bem equilibrados, com armas que agora podem ser evoluídas e inimigos mais inteligentes que o padrão encontrado nos jogos de tiro atuais. A maior perda de Fall of Cybertron certamente é o multiplayer cooperativo, tão elogiado no jogo anterior. Nesta sequência, a jogatina conjunta se restringe ao modo "Escalation", um derivado do "Horde", de Gears of War, que tem poucos e fracos mapas, mas conta com um bom e complexo sistema de customização dos robôs.

E não importa se é o avatar montado pelo jogador ou os personagens principais do game, todos os modelos foram desenhados de uma forma única. As arenas também seguem esse padrão, com uma boa definição e dificilmente apresentam serrilhados ou glitches - mesmo ambientadas em um planeta totalmente feito de metal e ilustrado por cores com tons semelhantes. Além das belíssimas cutscenes, outro elemento executado com primor é o trabalho de dublagem liderado por Peter Cullen, a voz de Optimus Prime. Nolan North, o dublador de games como Uncharted , Assassin's Creed e Prince of Persia , também dá voz a alguns personagens e contribui ainda mais para este quesito do jogo. A trilha sonora, claramente inspirada no new metal do Linkin Park, que fez tanto sucesso nos filme da franquia, é outro fator que tem bom desempenho e cumpre seu papel.

Ao seguir o sucesso de seu antecessor cronológico, Fall of Cybertron evolui em praticamente todos os seus quesitos técnicos. A narrativa tenta se mostrar emocionante e dramática, mas não convence principalmente pelo desfecho e a constante mudança de pontos de vista - o que dá uma noção mais ampla da guerra mas não envolve o jogador a ponto de se preocupar com o destino do planeta. Ainda assim, é louvável o trabalho gráfico da High Moon Studios, que consegue, mesmo em um mundo de tons escuros, dar identidade a inúmeros robôs e criar um visual atraente a um planeta que facilmente poderia se tornar algo genérico e sem vida.

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