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Da Frigideira: Jogamos Dragon Age II e conversamos com o designer-chefe

Mike Laidlaw comenta as principais novidades da aguardada continuação do RPG

Érico Borgo
01 de Setembro de 2010

Dragon Age 2
Dragon Age 2
Dragon Age 2
Dragon Age 2
Dragon Age 2

Durante a Comic-Con 2010 o Omelete experimentou Dragon Age II, a continuação do elogiado RPG de 2009. Durante 30 minutos não apenas pudemos jogar uma fase de demonstração do novo título, mas também discutimos as novidades com o designer-chefe do game, Mike Laidlaw.

O desenvolvedor começou explicando que a abordagem da equipe da BioWare (Mass Effect, Star Wars: Knights of the Old Republic) para a sequência foi a mais simples possível: "Pegar as melhores partes do primeiro e jogar fora tudo o que não funcionou". Para tanto, basearam-se em críticas de especialistas e acompanharam as discussões em fóruns de fãs.

Dessas análises, dois importantes elementos se destacaram: a jogabilidade e o visual. Ambos centrais a qualquer título, esses aspectos foram completamente alterados para a continuação. "Para os gráficos, buscamos um visual mais distinto, uma arte mais estilizada para destoar do padrão de mercado", explicou Laidlaw. Já o estilo de jogo foi ainda mais desafiador. "Fizemos aperfeiçoamentos no engine, com a intenção de tornar os controles mais fáceis e fazê-los responder mais rápido, melhorando o combate." O desenvolvedor ressaltou que o objetivo principal nas mudanças foi dar ao usuário a sensação de que cada ação durante um combate encontrará uma reação em seus oponentes.

A fase de demonstração preparada pela BioWare focou-se justamente nessa intenção. Nela, pudemos experimentar um combate de larga escala. No controle de um guerreiro arquetípico, armado com espada e algumas magias básicas, enfrentamos hordas de darkspawns, os vilões da série.

O estilo em terceira pessoa, com a câmera controlada com o direcional direito (ou o mouse), pareceu mais próximo de games clássicos de ação com essa perspectiva do que de Dragon Age: Origins, o primeiro game. A razão é que o controle não se restringe a dar comandos como "atacar" e "defender" enquanto se seleciona oponentes, mas efetivamente desfere tais golpes com os botões do controle. A solução aproxima mais o jogador da ação e não tira do game uma de suas características mais apreciadas: o pensamento estratégico.

O "congelamento" da ação para optar por magias ou habilidades especiais continua, mas agora está mais focado nas magias e nos saltos de um personagem do grupo a outro (a inteligência artificial segue comandando o que foi deixado para trás). Enquanto eu enfrentava de frente o troll chefe de fase, por exemplo, pude passar o controle para o computador e assumir a feiticeira que acompanhava o guerreiro. Com ela, mais afastado, selecionei magias e as lancei na criatura. É quase o mesmo sistema de jogo, mas bastante aprimorado, mais intuitivo e imersivo. "Você terá que pensar como um general e lutar como um espartano", lembrou o designer, repetindo uma frase que tem se tornado um mantra do jogo.

Em relação à história, Laidlaw explicou que desta vez a empresa optou por uma narrativa fragmentada, mais ousada que a trama linear do primeiro jogo. No entanto, a opção exigiu sacrifícios. Em nome de uma história mais elaborada - que conta como um dos únicos sobreviventes da destruição de uma cidade é forçado a lutar pela sobrevivência em um mundo que não para de mudar - a equipe precisou deixar de lado as inúmeras seleções iniciais de personagem. Esqueça o jogo como elfo ou anão, portanto. Desta vez, a única opção é seguir como o humano Hawke.

"Apesar das suas escolhas estarem mais limitadas no início, isso nos permitiu fazer muitas coisas legais em termos de como a narrativa flui", garantiu o designer. "A história narrada mudará de acordo com as decisões do jogador, moldando o cenário e sua lenda, que será contada através dos tempos, muitas vezes de forma exagerada", concluiu, dando a entender que a fragmentação da história se encaixará de alguma maneira nesses contos da lenda do herói, que cobrirão vários períodos ao longo de uma década, acompanhando sua jornada de refugiado a campeão de Kirkwall.

Outro elemento apreciado do primeiro jogo, as conversas e decisões que mudam o personagem e a percepção que o mundo tem dele, foram mantidas. A "roda de diálogo", porém, foi modificada. Todas as opções de frases agora são acompanhadas por ícones que revelam o tom da resposta (agressivo, submisso ou calmo, por exemplo). Ainda mais interessante é que agora ouviremos a voz do protagonista. "O estilo de 'jogador silencioso' não funciona para o drama, que é algo em que temos enorme interesse para este jogo, então demos voz ao personagem Hawke", completou Laidlaw.

O jogo será lançado em 8 de março nos EUA para PCs (Windows), PlayStation 3 e Xbox 360.

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Comentários (14)

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Frank Frank (01/09/2010 22:39:10)   -14 0
Eu gostei muito do que li, mas em contrapartida e que eu vi até agora, questão de arte gráfica, não me atraiu muito. Pareceu meio modernoso para época em que se passa o game.
Se ele se igualar ao primeiro já será ótimo.



ivo ivo (01/09/2010 18:36:18)   -2 0
coé
eles mudaram o que tem de melhor, mudaram o design por que???
o design do jogo era lindo!
só falta virar um desses jogos com aqueles designs japoneses nada realistas(uma das coisas que eu gostava no dragona ge era isso ,o parecer medieval.)
e só falta virar um lotr:conquest!!
o sistema era foda!
e o maeiro tambem era ser o que quiser,eu queria até que tivesse um sistema de criação de personagem bom igual ao de mass effect 2.

posso estar falando meda mas é a minha opinião.



sem avatar Miguel (01/09/2010 14:06:13)   0 0
Gastão e ricardo


(Spoiler Alert)

A explicação da Bioware para o não aparecimento do Filho da Morrigan e o Warden no segundo jogo, é que o acontecimento não é canônico na historia, e sim opcional. O que apesar de também não me agradar, faz algum sentido. Um vez que você poderá exportar informações dos saves de 1º jogo para o 2º, se você não tiver realizado o ritual e não tiver se sacrificado, não faria sentido a criança aparecer no DA2.

Inclusive se este for o caso (sem ritual, bebê ou sacrifício), mesmo assim você poderá jogar o DLC (que será o ultimo do DA:O). Neste caso você apenas irá descobrir o que aconteceu com a feiticeira uma vez que ela abandona o grupo se você se nega a realizar o ritual do bebê.



Emissário Emissário (01/09/2010 13:44:17)   122 0
Pelos coments abaixo, devo ter sido o único a NÃO GOSTAR DE DRAGON AGE.
Achei-o fraco demais, tanto nos combates como nos gráficos. Nem de longe se compara ao belíssimo e imbatível Mass Effect, que por sinal é da mesma empresa.



ricardo ricardo (01/09/2010 09:52:17)   1 0
fei de mais esperava q esse cara fosse o filho da Morrigan com o Garda Cinzento
e nada, espero q o jogo seja bom, mas msm assim esperava mais sobre a nova historia
daria mais enfase =/



sem avatar Gastão (01/09/2010 09:34:31)   9 0
Sim, Miguel. Pode ser male ou female com nomes próprios (o nome default do male é Garret, não me lembro do nome da female).

Hawkee é só a alcunha que o personagem principal assume independente do seu sexo.

E pode ser warrior, rogue ou mage.



sem avatar Gastão (01/09/2010 09:31:47)   9 0
--- Esse comentário possui SPOILERS sobre Origins ---

Também estou com grande expectativa sobre esse jogo, mas fiquei revoltado com o que fizeram com a história do filho da Morrigan.

Resolveram criar uma porcaria de DLC pra contar o desfecho da história. Muitos fãs esperando algo grande para ser contado num jogo futuro algumas décadas depois do primeiro (afinal, se trata do filho do Warden e reencarnação de um Archdemon), e os caras resolvem fazer um DLC sobre isso?



sem avatar Miguel (01/09/2010 08:45:53)   0 0
Putz! mal posso esperar por esse jogo.

Bacana a prévia, mas só uma correção:

O "guerreiro Hawke" não é a única opção. Você poderá jogar como Guerreiro, Ladino (rouge) ou Mago, e ainda poderá escolher o sexo de Hawke. Mas terá de ser humano.




sem avatar Luiz Mario (01/09/2010 08:08:28)   0 0
Gostei muito do primeiro...

Mas realmente alguns aspectos nesse segundo me deixam preocupados, principalmente pela fantasma de algumas premissas de FF XIII(Decepeção na veia!!!)assombar esse jogo

Mas aguardemos...




Igor Igor (01/09/2010 06:48:56)   0 0
Fora o fato de eu não poder ser um anão, esse game parece que vai ser ótimo!



Ivanildo Ivanildo (01/09/2010 06:45:36)   0 0
Tambem to com medo desse dragon age.
o charme do primeiro era a customização dos personagens. espero q ñ vire um action novel como o ultimo final fantasy.



Henrique Henrique (01/09/2010 01:57:13)   0 0
"audaciosamente"

ops



Henrique Henrique (01/09/2010 01:54:56)   0 0
Borgo Bastard, audociosamente jogando antes o que todo gamer quer jogar!

Parabéns, velhão (e pra toda a cozinha), pelo site, colunas, matérias, etc.

Quanto ao jogo, o primeiro foi ótimo, e pelas aprimoraçoes, o segundo será ainda melhor!




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