A convite da Electronic Arts, o Omelete pôde testar com exclusividade na imprensa online brasileira uma das fases do aguardado Spore.
Se você não está acompanhando as notícias, uma breve recapitulação: trata-se do novíssimo projeto de Will Wright, um dos mais famosos designers de jogos eletrônicos da indústria e sujeito responsável pela disseminação dos games entre gente que normalmente torcia o nariz para esse tipo de entretenimento. São dele as séries de enorme sucesso The Sims e SimCity.
Wright, segundo a gerente de produto da EA Brasil Thais Santalucia, já pensava nos conceitos de Spore antes mesmo de revolucionar os games com seu The Sims. Simplesmente não havia tecnologia para criá-lo na época. Aliás, nem mesmo a cabeça dos jogadores estava preparada para algo assim, já que Spore emprega maciçamente conceitos da chamada Internet 2.0 e necessitará de conexão online para ser instalado e jogado.
Spore permitirá o compartilhamento de criações por jogadores através de ferramentas que não pretendem "reinventar a roda". Através de um sistema simples de comandos o jogador poderá atualizar sua página no Flickr, subir vídeos no YouTube ou ainda gravar o status de seu jogo numa página exclusiva dentro da comunidade de Spore na Internet.
Mas estamos nos adiantando aqui... O que é Spore, afinal?
Trata-se de uma ousada tentativa de fundir gêneros como os de The Sims e Civilization. Se o primeiro é uma espécie de simulador de vida, uma "casa de bonecas digital", e o outro é uma exploração da evolução da humanidade, Spore pretende dar ao jogador a chance de começar essa simulação/evolução ainda mais cedo - e com mais diversidade.
Serão quatro grandes áreas em Spore. A primeira, Fase da Poça, dará aos jogadores um organismo unicelular para trabalhar (não dissemos que era mais cedo?). Nele o jogador pode comer outros organismos menores, buscar apenas plantas ou optar pelo equilíbrio dos onívoros. Ainda não está claro como, mas as tendências observadas aqui devem influenciar (e garantir pontos para) a segunda fase.
Nela, a divertida Fase das Criaturas, que o Omelete testou, é possível desenvolver sua própria raça. A ferramenta começa com uma solitária massa vertebrada que pode ser facilmente moldada. É tudo muito intuitivo. Basta puxar uma vértebra aqui, girar a roda do mouse para afinar ou engrossar músculos, curvar a espinha ali e pronto - temos um tronco-base para brincar. Depois, é hora de selecionar boca, nariz, olhos, braços, pernas e outros apêndices utilitários (sem maldade alguma aí), como chifres, antenas, placas ósseas, elementos decorativos...
O curioso é que cada elemento empregado na construção dessa raça vai tirando os pontos disponíveis e ao mesmo tempo ajudando a moldar as características desse filo. Por exemplo: colocar uma boca arreganhada cheia de dentes diminui o carisma da criatura, dar a ela chifres, garras ou outros tipos de armas idem. Mas colocar elementos "fofos", como anteninhas, olhos meigos ou uma delicada flor decorativa aumenta as chances de que essa raça faça amigos mais facilmente. Tudo é uma questão de equilíbrio, portanto.
E por falar em equilíbrio: uma só perna funciona normalmente, assim como a ausência de pernas! Coloque quatro braços, seis olhos ou a boca no estômago. O jogador controla absolutamente cada aspecto de sua criação - e ela se esforçará ao máximo para "viver" como pode. A genialidade desse gerador de criaturas é justamente como aquela massa base vai sendo definida, em tempo real, através da colocação dos elementos. Dê àquele monte de carne uma boca e ele saberá onde é sua frente e conhecerá seu eixo. Não dê pernas e a coluna ainda assim se moverá serpenteando. As possibilidades são infinitas.
Depois de criar o bicho é hora de vê-lo funcionar. O testador de criaturas permite que as vejamos fazendo os movimentos e expressões básicos do jogo, como lutar, andar, socar, pular, se apaixonar, rir, chamar... Nesse momento dá pra ver se há alguma coisa estranha, ou que parece não-natural com o bicho. Perfeccionistas, preparem-se para passar horas brincando de Deus! Criar vida é viciante!
A criatura resultante vai para as fases três (Fase Tribal, veja o recém-lançado trailer abaixo - "Trailer 3") e quatro (Conquista Espacial), ainda um tanto misteriosas, mas que em breve devem ser mostradas com mais detalhes. Elas envolvem o desenvolvimento da sua criatura como grupo social, a interação com outros tipos de raças e, finalmente, os avanços tecnológicos delas na conquista do espaço (isso sem contar os inevitáveis pacotes de expansão que são marca registrada do designer). Milênios de evolução em uma só caixinha. Com tantas opções, duvido muito que os jogadores parem para descansar no sétimo dia...
O lançamento acontecerá mundialmente na primeira quinzena de setembro para os consoles da Nintendo (Wii e DS), PC, Xbox 360 e PS3, além de versões para celular.
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