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E3 2011 | Conferimos Rage, Prey 2 e The Elder Scrolls V: Skyrim

Quinto Elder Scrolls tem potencial para ser o game do ano

Érico Borgo
12 de Junho de 2011

No último dia da Electronic Entertainment Expo, a E3 2011, pude avaliar Rage e conhecer detalhes de Prey 2 e o aguardadíssimo The Elder Scrolls V - Skyrim no estande da Bethesda.

Rage

Em um ambiente cercado de mutantes esgueirando-se pelas paredes e decorado como uma das cidades pós-apocalípticas do jogo, Rage estava disponível para ser jogado.

O game, criação do estúdio id Software - que tem no currículo os icônicos Quake e Doom - mistura os gêneros de tiro e corrida com elementos de RPG simples.

A id sabe o que está fazendo. A jogabilidade aposta no conforto conhecido dos games de tiro em primeira pessoa convencionais sem sistemas de cobertura ou grandes inovações. É possível movimentar-se, se abaixar, dar zoom e atirar - e só. Em tempos de franquias como Gears of War, Killzone, Call of Duty e Battlefield - cheias de batalhas épicas e objetivos grandiosos, com música berrando nos fones de ouvido e sargentos mandões -, a simplicidade de um sujeito e sua arma contra mutantes em uma paisagem desolada é extremamente bem-vinda.

No melhor estilo Mad Max, com o deserto à frente e pequenos povoados que sobrevivem como podem, o game oferece missões simples - converse com um personagem não-jogador e vá do ponto A ao ponto B para obter itens e equipamentos que serão usados a seguir. O mais interessante, porém, é como viaja-se pelo mapa. Parte da diversão é montar e "tunar" buggies e veículos off-road, que podem ser usados para alcançar objetivos ou em corridas violentas.

Nesses segmentos de velocidade o controle é igualmente confortável. Não há grande necessidades de realismo físico. Os buggies respondem bem e é igualmente divertido combater a bordo deles ou com os pés no chão. Com a agenda cheia da convenção, acabei passando bem mais tempo do que deveria descobrindo o mundo de Rage.

Prey 2

O segundo game da Bethesda avaliado foi Prey 2, ficção científica que leva a série iniciada em 2006 a uma direção muito mais ousada.

No game em primeira pessoa controla-se um caçador de recompensas que opera em um mundo alienígena, repleto de raças distintas e objetivos e contratos a serem realizados.

A inspiração para o universo do jogo de mundo aberto foi o cinema noir da década de 1950. Imagine Blade Runner - O Caçador de Androides alienígena e muito mais futurista. A cidade mostrada na demo era cheia de pobreza, neon e malfeitores. O cenário verticalizado possibilita inúmeras maneiras de locomoção, já que o protagonista pode escalar (a descida acontece com botas a jato), esgueirar-se ou deslizar sob obstáculos enquanto combate ou persegue seus alvos.

Foi mostrada uma missão que exemplifica bem a quantidade de opções que o jogo oferece. Nela o protagonista entra em um bar atrás de seu alvo. Ele está de costas. É possível esgueirar-se, tomando cuidado para não ser visto, e apanhá-lo - ou talvez chegar ameaçando, ou mesmo matá-lo rapidamente (caso seu contrato ofereça essa possibilidade - "vivo ou morto"). Há sempre a alternativa de fazer reféns, caso seu alvo tenha amigos ou empregados próximos. No caso, foi tentada uma abordagem ameaçadora e o alvo correu, iniciando uma perseguição desenfreada pelas ruas da cidade. Alvos diferentes têm níveis de dificuldade distintos, claro, e reagem de maneira diferente também. Deve-se avaliar cada abordagem e planejar o que fazer a seguir.

Quando o alvo é capturado há várias possibilidades também. É possível entregá-lo ao seu contratante, recebendo o dinheiro, ou interrogá-lo para tentar extrair alguma informação valiosa. Algumas vezes o sujeito tentará pagar até mais dinheiro que o contratante. Você pode aceitar - prejudicando sua relação com o empregador original - ou não. Cada decisão influencia seu status naquele universo.

O lado negativo do que pudemos ver foi o uso excessivo da "visão tática" do protagonista (em que objetivos ficam brilhantes com cores diferentes, como em Batman Arkham Asylum ou Assassin's Creed). O ambiente é tão carregado de informação e excessivamente alienígena que fica difícil entender as rotas através da cidade, especialmente durante uma perseguição, quando não há tempo para pensar. Não vimos mapas e cenários suficientes para uma avaliação decisiva, porém, e isso pode ser um problema exclusivo da fase da demo.

The Elder Scrolls V - Skyrim

Para muitos, The Elder Scrolls V - Skyrim era um dos jogos mais aguardados da convenção - e as filas na porta da apresentação escancaravam tal fato. Trata-se, afinal, do novo capítulo de uma das mais celebradas séries de RPG dos consoles, o sucessor do sensacional Oblivion.

Bruce Nesmith, o artista-chefe da equipe de desenvolvimento, começou lembrando que todo o engine do game foi reformulado, assim como as animações e modelos. "Conseguimos extrair muito mais do que achávamos possível desta geração e consoles". A seguir Nesmith provou o que dizia com um zoom em uma planta qualquer no chão, muito bem detalhada, com sombra e balançando à brisa, lentamente afastando a câmera para revelar os arredores e subindo até que pudéssemos ver todo o horizonte - incrivelmente realista, com montanhas enevoadas ao fundo. "E como este é um game de Elder Scrolls, de mundo aberto, você pode subir naquela montanha - e você terá que escalá-la se quiser conhecer os Barbas-Cinza, os últimos homens que conhecem a língua dos dragões. Tudo o que você conseguir enxergar aqui pode conhecer de perto".

Como nos anteriores é possível jogar em primeira ou terceira pessoa. O sistema de combate e magias, no entanto, foi todo reformulado. É possível agora optar por armas ou magias (combate, defesa ou movimentação) em ambas as mãos, combinando as duas para adequar o combate ao seu estilo de jogo.

Os menus também sofreram alterações e estão muito mais elegantes e fáceis de navegar e acesssar. Há até um sistema de "favoritos" para que você possa organizar armas, equipamentos, magias e itens como quiser. E a mudança era mesmo necessária já que volume de itens é opressivo. "Perdemos a conta de quantos itens manejáveis nós criamos para o game - todos em 3D, podendo ser vistos no inventório de todos os ângulos. São alguns milhares deles, incluindo mais de 300 livros para serem lidos com pistas sobre missões, magias, receitas e a história do nosso mundo, entre outras coisas", disse Nesmith.

A progressão do personagem também foi levemente alterada, mas continua obedecendo as ideias do game anterior. O personagem evolui de acordo com o uso que você faz dele. Use bastante o escudo e sua proficiência nele aumentará. Prefira armas longas e seus disparos ficarão cada vez mais certeiros. Corra e sua constituição física melhorará, bem como sua velocidade. Use a furtividade e com o tempo você ficará praticamente invisível...

Tudo isso poderá ser empregado em mais de 150 dungeons, cada qual com seu nível de dificuldade e desafios próprios (como quebra-cabeças misteriosos), incluindo diversos protegidos por criaturas bem mais ameaçadoras que as de Oblivion. Na demo vimos gigantes com clavas, mamutes e dragões - a grande novidade do game e tema central à trama.

"Os dragões voltaram e são os grandes chefes do jogo. Para vencê-los não há roteiro, só habilidade. Eles são dotados de inteligência artificial e agem como bem entendem. Usam suas armas próprias, fazem ataques físicos, voam e combatem no solo, ou mesmo apanham outras pessoas para bombardear você com elas". Os dragões também têm seu próprio idioma esquecido - um que dá ao jogador habilidades especiais. A cada criatura morta pode-se absorver sua alma, aprendendo os "Gritos de Dragão", palavras mágicas que dão a quem as pronunciar enormes poderes. A demo mostrou apenas delas, entre dezenas: a rajada de fogo, como a dos dragões, e o poder de controlar o clima, criando tempestades que fulminam os oponentes com relâmpagos.

A tempestade serviu também para mostra o sistema de clima dinâmico do jogo. "Totalmente criado através de código e imprevisível. Uma nevasca nunca parecerá igual a outra". Para completar vimos uma das menores cidades do jogo, em que pessoas cuidam de seus afazeres cotidianos e podem ter trabalhos ou missões para você realizar, ou onde você pode comprar e vender itens, descansar ou integrar a guilda específica de sua facção. E para que o jogador não se perca nesse mundo vasto e cheio de possibilidades, uma nova magia, a clarividência, foi criada, gerando uma trilha luminosa (parecida com a de Fable) que aponta em direção ao próximo objetivo.

Promessa de jogo do ano.

Acesse a página especial da E3 2011 para mais notícias e artigos sobre a convenção.

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Comentários (14)

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sem avatar Bruno (04/09/2011 13:19:50)   0 0
Alguem sabe me dizer se Rage irá conta com um sistema de evolução similar ao de Fallout, se utilizando de níveis, Perks e habilidades?



sem avatar gamerbnl (15/06/2011 13:19:35)   18 0
Bom saber que não sou o único que vara as noites e madrugadas correndo pelas terras de Cyrodill. Oblivion foi o jogo que me fez voltar a amar rpgs. Tenho até medo de quando sair esse jogo, mas com certeza vou comprar. Que venha Skyrim!



sem avatar taito (14/06/2011 19:11:02)   3 0
joguei Elder Scrolls qto fallout
mas nao cheguei ao fim de nenhum.. :(
elder, nao tinha uma vga boa na epoca.
fallout baixei o pirata pra testar e quando fui comprar o original pela net tive problemas com a compra. acabei desistindo. ainda mais, se vc nao tem mto tempo pra jogar, esse tipo de jogo prende muito! e pra quem nao tem uma disciplina de horario(eu) sempre ia dormir depois das 4hrs da manha jogando e tinha que acordar as 8 pra ir trabalhar.
detalhe: começava a jogar sempre umas 22:hrs.
Elder é mto mais bacana q fallout fico até com medo de acompanhar esses lançamentos, pois nao quero voltar a ser um zumbi ou panda no trabalho.



Daniel Daniel (13/06/2011 22:48:55)   5 0
De acordo com Tod Howard (diretor do jogo), o modo 3a pessoa de Skyrim está sendo desenvolvido para competir com outros jogos em 3a pessoa, no pouco que foi mostrado neste mododa pra ver que a animação melhorou muito comparado a Oblivion e Fallout 3, nesse eles estão usando a Havok's Behavior toolset para uma animação mais " fluída"!
Vamos ver se a jogabilidade vsi cumprir o que foi prometido! =P



J. Morais Rises J. Morais Rises (13/06/2011 14:58:36)   -423 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


Daniel Daniel (13/06/2011 13:50:17)   5 0
O demo mostrado no E3 não mostrou muito a jogabilidade em 3ª pessoa!
vc pode parte do demo em um vídeo no site da g4tv.com.
Procura no YouTube, o vídeo é mt massa!
não coloco o link aqui pq de onde estou não tenho acesso!
Flw!



Frank Frank (13/06/2011 11:24:10)   2 0
Milhares de mods foram feitos para o Oblivion, entre eles transformar o cavalo em cargueiro. Jogando com o magico, lembro que fazia magias especificas para levar mais carga, elas combinada com amuletos, anéis e certas roupas magicas, me davam capacidade de carregar mais de 1000 “quilos”. Chegou uma hora que não vendia muita coisa, passei a colecionar itens. Tinha um mod que permitia colocar estatual dentro das casas, como manequins,voce colocava armaduras e armas nele. Era muito legal criar e testar magias, fazer combinações para facilitar seus objetivos. Ser magico no Oblivion era fenomenal, tomara que seja ainda melhor na continuação.



Remdiel Remdiel (13/06/2011 11:05:36)   391 0
Galera, estou tentando começar aquela campanha que falei numa outra discussão, prá ajudar a gente a resolver os problemas de trolls que tão infestando nossa cozinha.

Quem concordar me ajude a espalhar.

A todos, desculpinha do "spam":

- - - - -

Implementa Botão "Ignorar" Omelete!



Pedro Sérgio Pedro Sérgio (13/06/2011 10:49:03)   49 0
Vi que o mapa de Skyrim é bem menor que o de Cyrodill.

http://4.bp.blogspot.com/_buXiwWjXQ3s/TQT5FTiVKqI/AAAAAAAAAN0/6em--rW3Vt8/s1600/ddt_tamriel.jpg

A não ser que eles resolvam colocar Hammerfell e High Rock também junto a Skyrim, o jogo irá privilegiar mais os detalhes do que a vasta dimensão do cenário.

Espero que eles melhorem a locomoção por cavalo, que no jogo anterior não representa vantagem alguma. O animal poderia ser um carregador de artefatos, isso seria de extrema valia na hora de pilhar uma dungeon.



Marcelo Marcelo (13/06/2011 01:08:53)   59 -1
Insisto: será que poderemos ter a esperança de jogar o Skyrin no XBox 360 traduzido para o português??

Ou quem sabe joga-lo em espanhol??




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sem avatar André (13/06/2011 00:17:22)   0 0
Skyrim é o jogo de 2011. Já pode entregar o caneco. O resto foi figurar na E3.

Também, o que pode se esperar de um jogo em que todos os modelos são feitos "a mão". O Fallout 3 foi só um ensaio do que será esse jogo.

Sério, isso já pode se chamar obra de arte. Não pela complexidade, mas pelo cuidado com que esse jogo tem sido pensado.



Renan Pacheco Renan Pacheco (12/06/2011 23:58:51)   -4 0
O video do Elder V que siau na E3 é muito bom.



Noctis Noctis (12/06/2011 22:30:40)   309 0
sério velho!!
que jogaço esse elder scrolls!!!!!!!

muito bom!!!!!!!!




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