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Jogador Número 1 | Romance de estreia do roteirista de Fanboys mistura videogames e cultura oitentista

Livro de Ernest Cline sobre caça ao easter egg deve ser adaptado ao cinema pela Warner

Natália Bridi
11 de Março de 2012

capa

Em Fanboys (2009), o roteirista Ernest Cline criou a premissa perfeita do road-movie nerd: três fanáticos por Star Wars decidem cruzar os Estados Unidos e invadir o Rancho Skywalker para serem os primeiros a assistir ao Episódio I. Em Jogador Número 1 (Ready Player One), seu romance de estreia (recentemente lançado no Brasil pela Editora Leya), Cline segue o mesmo conceito para chegar a um ideal dentro da literatura nerd, misturando videogames e cultura pop oitentista para chegar a história de um futuro onde o virtual supera a realidade e encontrar o easter egg de um jogo pode salvar a vida de um garoto.

Situado no ano de 2044, o livro começa com a notícia da morte de James Halliday, criador da utopia virtual OASIS - uma espécie de Matrix consciente onde a humanidade passa a maior parte do seu tempo. Sem herdeiros, o bilionário excêntrico, na linha de Howard Hughes e Richard Garriott, deixa apenas um vídeo e um desafio: quem encontrar no jogo, por meio de uma série de enigmas, o seu easter egg (traduzido no livro como "ovo de Páscoa"), leva sua fortuna. O vídeo, construído sobre uma série de referências aos anos 1980 (década pela qual Halliday era obcecado), transforma em moda a cultura pop oitentista e cria uma nova profissão, o "caça-ovo".

Wade Watts é um desses novos profissionais. O adolescente órfão é um dos milhões a encontrar sua salvação no desafio e redescobrir jogos como Pac-Man e séries como Caras & Caretas (Family Ties, seriado que tinha Michael J. Fox no elenco). A busca dura anos, sem qualquer progresso, e se torna um mito. Isso até que Wade, como seu avatar Parzival (uma das muitas grafias de Percival, o cavaleiro da Távola Redonda que encontrou o Santo Graal), desvenda o primeiro enigma. O mundo passa então a acompanhar seus passos, com competidores e jogadores poderosos dispostos a tudo para impedir que o garoto se torne o único herdeiro de Halliday.

A experiência no cinema rendeu a Cline a habilidade de criar uma narrativa extremamente visual e seu extenso conhecimento na cultura pop, de todas as décadas, entrega um prato cheio para quem gosta de encontrar referências ou para os curiosos que procuram uma espécia de guia. A lista, que mereceria uma edição com índice remissivo, é grande. Games como Black Tiger (uma das obsessões do autor), Dungeons of Daggorath, Joust, Tempest e Zork são colocados dentro da trama, assim como detalhes de filmes como De Volta Para o Futuro (outra obsessão de Cline), Blade Runner, Laranja Mecânica, Os Caça-Fantasmas, Goonies, O Feitiço de Áquila, Monty Python em Busca do Cálice Sagrado, A Vingança dos Nerds e Negócio Arriscado.

O livro não deve demorar a ser transformado em filme. Em junho de 2010, um dia depois de garantir a publicação pela Crown Publishing Group (uma divisão da Random House), Cline vendeu os direitos de adaptação ao cinema de Jogador Número 1 para a Warner Bros. O próprio autor deve escrever o roteiro, que terá produção de Donald De Line (Lanterna Verde) e Dan Farah (Assalto ao Carro Blindado).

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Comentários (15)

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sem avatar Marcus (25/10/2012 13:17:54)   0 0
Tinha visto este review quando saiu, mas só essa semana foi ler o livro.

Entendo porque vocês não gostaram. Realmente, o livro é bem voltado para quem viveu a década de 80, e se vc não viveu, e consequentemente não entender todas as referências, e passa a ser um livro bem fraco.

Mas eu gostei, e muito. Como o Forlani disse, ele me fez perceber que sou mais nerd do que imaginava (risos), e toda hora eu estava lendo com um sorriso no rosto.

Pra mim, nota 8/10

[]´s


sem avatar Matheus (28/03/2013 22:29:44)   0 0
você está totalmente errado, porque tenho 16 anos, e consequentemente não vivi nos anos 80, mas ao contrário do que você disse, o livro, pra mim, é MUITO bom, mesmo eu não entendendo a maioria das referências. Foi o melhor livro que eu já li, sério


sem avatar Leandro (21/05/2012 10:44:10)   0 0
Acabei de ler o livro, adorei! Muito legal, mesmo não conhecendo 99% das referências do livro, para fans de quadrinhos e games, é fácil se identificar com os personagens e com o universo de Oasis. Meu único receio é transformarem em um filme bobo, afinal roteirista do Lanterna Verde, e se olharmos o livro sob um perspectiva mais racional e menos fã, dá para perceber diversos momentos que funcionam para um livro, mas que transportando para as telas fica um pouco bobo, todo aquele drama em matar um avatar, quase parece que a pessoa nunca mais poderia voltar ao sistema, mesmo sabendo que bastava criar novamente a conta e começar a jogar novamente, ou seja, não precisa de todo o drama. No livro até que funcionou, mas nas telas é fácil tornar isso bobo. Não sou escritor nem nada, mas acho que o autor poderia ter se aprofundado um pouco mais no mundo real e o drama que ele é, para criar mais empatia com os personagens e suas motivações para se privarem desse mundo real.



Daniel Daniel (05/05/2012 03:30:34)   123 0
Terminei de ler agora pouco, e é FABULOSA a sensação de nostalgia oitentista que ele proporciona, praticamente uma máquina do tempo para muitas coisas que gostamos durante a vida que nem nos lembrávamos mais^_^! As melhores referências pra mim foram:

- Filmes de John Hughes
- Star Wars
- Ultraman (Planeta Tokusatsu? Fuck Yeah!)
- Monty Phyton
- Dungeons and Dragons
- De Volta para o Futuro
- Rush [Não me importo com essa banda, mas creio que a dissecação de um certo disco deles no livro vão deixar os fãs lacrimejantes!]
- Blade Runner
- Jogos de Guerra [Esse foi o filme que me motivou na infância a sonhar em possuir um computador, e tê-lo assistido tantas vezes nessa época para reencontrá-lo representado de uma forma muito criativa nesse livro décadas depois foi uma surpresa que valeu a obra!]

Enfim, se eles fizerem a adaptação para o cinema do jeito certo e com todas as referências no lugar(inclusive as naves citadas), será o filme GEEK do século!



Daniel Daniel (03/05/2012 02:11:47)   123 0
Me interessei pelo livro através dessa crítica do Omelete, e após preencher um cupom de um concurso que premiaria a frase mais criativa durante a inauguração da loja GEEK.ETC.BR, fui premiado com uma edição, e estou AMANDO o livro! No aguardo da adaptação cinematográfica, que penso que será uma celebração da cultura nerd em película tão marcante quanto os Vingadores, pelas referências que fisgarão o coração de qualquer um que se já curtiu os filmes e jogos citados no livro!



Gustavo Gustavo (14/04/2012 14:46:03)   1 1
EU TENHO ESSE LIVRO! E POSSO AFIRMAR QUE É O MELHOR LIVRO DESSA DÉCADA!! xD



Juiz Juiz (12/03/2012 17:05:49)   102 1
Fanboys me lembrou muito Detroit Rock City e é quase tão divertido quanto.

Se esse filme for na mesma linha está ótimo.



SONNY CHIBA SONNY CHIBA (11/03/2012 22:25:39)   47 0
sugestao para diretor david fincher.



André André (11/03/2012 21:32:32)   1282 1
Não conhecia esse livro, agora fiquei interessado.

E concordo que os livros não deveriam estar na seção de games. Na de quadrinhos não ficaria tão estranho.

Ou quem sabe mudar o nome da seção de Quadrinhos para Leituras.



José Marelo José Marelo (11/03/2012 20:25:41)   5 1
Li o livro semana passada, é bem divertido e cheio de referências. O Ultraman, inclusive, tem uma participação importante na trama.
O livro é narrado em primeira pessoa com o personagem pricipal contando como conseguiu ganhar o prêmio, isso tira um pouco o suspense da trama, mas continua divertido ver as reviravoltas e os desafios que são enfrentados.

Abs.


Marlon Marlon (12/03/2012 08:05:46)   314 0
Vc me deixou ainda mais curioso! Lerei!

sem avatar Flávio (17/04/2013 09:47:48)   5 0
Ultraman?! Comecei a ler ontem... nao to me aguentando de curiosidade


Renan Renan (11/03/2012 19:04:15)   2213 0
Gostei da ideia do livro, parece ser bem interessante.

E gostei tmb do Omelete falar sobre o livro. Deveria falar mais sobre o tema e até criar uma seção "Livros".


Ronny Ronny (11/03/2012 19:31:25)   19 0
Tambem ja comentei q deveria ter a seçao livros a muito tempo.

A literatura é a fonte criativa d tudo.

E na maioria das vezes é uma forma de ver de uma forma diferente historias de filmes.Um exemplo é um livro Rambo,que faz o do cinema parecer crepusculo.


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Renato Renato (11/03/2012 18:28:48)   174 1
Não entendi se isso é só uma notícia, se é um mini-review do livro ou porque está na categoria games, mas vou atrás desse livro, valeu a dica =].




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