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Os videogames do Homem-Aranha

De 1983 a 2007, conheça todos os games do aracnídeo!

Érico Borgo
01 de Maio de 2007

Fora dos quadrinhos, seu meio original, o Homem-Aranha não tem o melhor dos currículos. Um seriado de televisão considerado trash, diversos desenhos animados que desagradaram a maioria dos fãs - e não atraíram novos leitores -, e até mesmo um seriado japonês no melhor estilo Jaspion estão entre as malfadadas adaptações das aventuras do amigo da vizinhança para outras mídias.

Mesmo assim, apesar de parecer uma negação fora dos comics, o heróico aracnídeo tem sido bem aceito ao longo dos anos num tipo específico de atuação: como personagem de videogames.

Desde a aurora dos jogos eletrônicos, o alter ego de Peter Parker já marcava presença. Começou no início dos anos 80, no saudoso Atari 2600. A partir daí, suas aparições confundiram-se com a própria evolução da tecnologia do entretenimento eletrônico. Passou pelo Mega Drive, NES, Nintendo 64, Game Boy, diversos modelos de fliperamas (arcades) e chegou aos mais modernos consoles, tais como o Playstation 3, XBox 360 e Wii.

Confira agora a retrospectiva que abrange quase 25 anos de Homem-Aranha nos games, a prova de que - seja com 8 bits, seja com 800 Mb -, o aracnídeo mantém o mesmo carisma que ostentava quando foi criado, quarenta anos atrás.

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ANOS 1980
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Spider-Man
Sistema: Atari 2600
Desenvolvedor: Parker Brothers
Ano de lançamento: 1983

Berço de tantas franquias de sucesso como Mario Bros, Donkey Kong e Pac-Man, o Atari também teve seus dias de super-heroísmo. Passaram pelo console personagens como Buck Rogers, Flash Gordon, Superman e, é claro, o Homem-Aranha, todos nascidos nos quadrinhos.

O jogo Spider-Man para Atari consiste basicamente em escalar um edifício, resgatando reféns do Duende Verde que surgem nas janelas e desarmando as bombas que aparecem pelo caminho. Munido de seus cartuchos de teia - recarregados à medida em que se acumulam pontos -, o aracnídeo deve chegar ao topo da estrutura para passar de fase. O jogo sofre das mesmas limitações que a maioria dos games do Atari: cenário repetitivo, efeitos sonoros desagradáveis e, o principal, não chega a lugar algum. Conforme as fases avançam, os oponentes ficam mais rápidos e numerosos, e é só. Apesar disso, o game é lembrado com carinho pela maioria absoluta dos fãs do console, em parte pela simples presença do cabeça de teia.

Eis o texto original do verso do cartucho:

Drama! Ação! suspense!

Nesta excitante aventura do HOMEM-ARANHA, o DUENDE-VERDE pretende destruir Nova York. Somente você pode salvar a conturbada metrópole - porque você é o Homem-Aranha! Coloque rapidamente seu uniforme, confira seus cartuchos de fluido de teia e prepare-se para se pendurar e balançar através da mais perigosa missão! A ação começa em um edifício repleto de armadilhas...

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Questprobe: Spider-Man
Sistema: TRS-80, Apple 2, Commodore 16, Spectrum e CP500
Desenvolvedor: Scott Adams
Ano de lançamento: 1984

Alguns anos antes do advento do Atari, um desenvolvedor de softwares chamado Scott Adams teve a brilhante idéia de adaptar livros interativos - aqueles em que você decide a ação e pula páginas conforme sua decisão - para os microcomputadores da época. Com uma interface totalmente baseada em comandos de texto - tais como olhar janela, ir norte ou pegar objeto -, os jogos rapidamente tornaram-se famosos no mundo todo. The Pirate Adventure, sua mais célebre criação, chamou a atenção da Marvel Comics, que encomendou três aventuras no estilo. Foram, então, batizadas de Questprobe e tinham como protagonistas o Hulk, o Quarteto Fantástico e o Homem-Aranha.

Em Questprobe: Spider-Man, o Aranha precisa salvar o edifício do Clarim Diário da ameaça de Electro, Homem-Areia, Homem-Hídrico, Lagarto e Madame Teia (em sua única aparição nos games, Odin seja louvado). Cabe ao amigo da vizinhança eliminar os oponentes para que J. J. Jameson possa recuperar seu jornal.

Caso você tenha interesse em jogar essa relíquia, confira uma versão para a Internet, aqui, liberada pelo próprio Scott Adams.

Questprobe Spider-Man podia ser jogado de dois modos. O primeiro, somente texto e o outro ilustrado com imagens em 16 cores. Para este segundo lançamento, o ilustrador e roteirista Al Milgrom foi convocado pela Marvel Comics para criar uma revista especial, que era vendida junto com a fita cassete que continha o game (sim, antes do advento dos disquetes, eles eram distribuídos em fitas e rodados em gravadores conectados ao micro).

Agradecemos a Scott Adams pelas informações

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The Amazing Spider-Man & Captain America in Dr. Doom’s Revenge
Sistema: PC XT/AT e compatíveis
Desenvolvedor: Paragon Software / Empire Software
Ano de lançamento: 1989

Seis anos depois de sua primeira aparição nos games, o Homem-Aranha finalmente ganhou um jogo interessante.

Em Dr. Doom’s Revenge, merece destaque o formato em que surgem as introduções das fases: em histórias em quadrinhos, é claro! Para cada nível, uma HQ introdutória mostra o Capitão América ou o Aranha invadindo a base secreta do Dr. Destino - que ameaça destruir Nova York com uma bomba nuclear caso sua exigência não seja atendida. O vilão deseja que os Estados Unidos tornem-se colônia da Latvéria, país comandado por ele.

Depois das telas de história em quadrinhos, quando os heróis chegam a algum lugar importante, o jogo entra em modo combate, revelando um inimigo que tem que ser vencido para que o jogador avance para o próximo desafio. Entre os oponentes estavam Batroc, Duende Macabro, Electro, Bumerangue, Gárgula Cinzento, Rino, Eduardo Lobo e Machete.

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ANOS 1990
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The Amazing Spider-Man
Sistema: Game Boy
Desenvolvedor: Rareware
Ano de lançamento: 1990

Em 1989, a Nintendo Co. apresentou ao mundo o Game Boy, o primeiro sistema de videogame totalmente portátil, com o recurso de troca de cartuchos de jogos. A pequena tela cinza do console começou seu dias com o popular jogo Tetris e levou apenas um ano para apresentar seu game estrelado por um certo Cabeça-de-Teia.

Infelizmente, The Amazing Spider-Man padece da síndrome dos primeiros jogos. Via de regra, os primeiros games desenvolvidos para um novo console não utilizam nem metade do potencial de processamento do mesmo. Em suma, são chatos e repetitivos, com péssima animação e jogabilidade.

No jogo, mutantes malignos seqüestram Mary Jane e ameaçam matá-la, caso suas exigências não sejam aceitas. Cabe ao Homem-Aranha enfrentar as hordas de vilões, que incluem alguns pesos pesados, como o Duende Macabro, Mysterio e Dr.Octopus.

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The Amazing Spider-Man
Sistema: IBM PC (DOS) /Amiga
Desenvolvedor: Paragon Software / Oxford Digital
Ano de lançamento: 1990

Lançado originalmente para os microcomputadores Amiga, The Amazing Spider-Man ganhou logo uma versão para PC´s. Ambas exploram totalmente o sensacional mundo dos gráficos VGA (lembra disso? VGA, SuperVGA...).

Trata-se de um jogo bastante simpático. Não há combate ou qualquer tipo de violência. O Aranha deve atravessar um enorme labirinto formado por salas interconectadas, escapando das armadilhas e sentinelas. Seu objetivo? Alguém aí disse resgatar Mary Jane??? Mais uma vez a sexy ruivinha namorada do super-herói foi vítima de um de seus inimigos, mais precisamente, Mysterio. Divertidíssimo!

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Spider-Man the videogame
Sistema: Arcade
Desenvolvedor: Sega
Ano de lançamento: 1991

Ah, esse, sim, deixou saudades! Juntamente com Gavião Arqueiro, Gata Negra e Namor, o Homem-Aranha fez seu debut nos fliperamas em grande estilo! Os quatro heróis, controlados por até quatro jogadores ao mesmo tempo, precisavam enfrentar hordas de capangas e os chefes de fase: Duende Verde, Escorpião, Homem-Areia, Venom, Electro, Lagarto, Duende Macabro, Rei do Crime, Doutor Destino e Doutor Octopus.

A tela do jogo era dividida em dois modos. O primeiro, lembrando jogos clássicos como Double Dragon (avance para a direita e esmurre os inimigos), e o segundo, mais amplo, cheio de plataformas e armadilhas, permitindo movimentação para todos os lados. Neste último, entravam os chefes, tornando a vida dos heróis bastante complicada. Um clássico dos fliperamas e um dos melhores games do Aranha em todos os tempos!

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Spider-Man
Sistema: Sega Genesis / Game Gear / Master System
Desenvolvedor: Sega of America
Ano de lançamento: 1991

Outro bom título com o Aranha, Spider-Man vs. The Kingpin (Rei do Crime) é bastante fiel ao espírito do nosso herói. Tem ação e pancadaria, típicas de suas aventuras, mas também exige habilidade para superar os obstáculos. Ao contrário dos jogos mencionados até o momento, este requer os poderes do Homem-Aranha o todo o tempo. É impossível terminá-lo sem lançar teias ou escalar paredes. Falando em teias, aqui elas acabam como nas HQs! E como Peter Parker sempre viveu com o dinheiro curto, ele precisa tirar fotos para vender ao Clarim Diário. Só assim consegue comprar o material para produzir seu fluido de teia. O problema é que J. J. Jameson é exigente e não aceita qualquer coisa não! Fotos de bandidos comuns valem pouquíssimo, enquanto imagens de supervilões engordam a conta de Peter. Claro que o rolo de filme também é limitado, portanto, guarde os melhores clics para o final!

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The Punisher
Sistema: Game Boy
Desenvolvedor: Beam Software
Ano de lançamento: 1991

O videogame do Justiceiro foi produzido aproveitando a onda (ou seria marola?) da adaptação para as telonas do anti-herói. Não se lembra? Aquela, com Dolph Lundgren, o Ivan Drago de Rocky III. No jogo o Aranha faz uma rápida participação especial, aparecendo entre as fases para dar conselhos ao Justiceiro (que nas HQs jamais os aceitaria) e resgatar reféns enquanto Frank Castle acerta com sua metralhadora seus captores.

Caso você não tenha notado... absurdo 1: O Justiceiro não aceita conselhos. Absurdo 2: O Aranha jamais ajudaria o Justiceiro a matar bandidos. Bizarro, mas o jogo é bom!

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The Amazing Spider-Man 2
Sistema: Game Boy
Desenvolvedor: B.I.T.S.
Ano de lançamento: 1992

Se o primeiro jogo do Aranha para Game Boy é péssimo, o segundo - PASME - é pior. A B.I.T.S. conseguiu criar um jogo, um ano depois do original, com todas as limitações e defeitos do primeiro. Gráfico ruim, animação péssima, jogabilidade terrível. Possui rolagem de tela horizontal a la Double Dragon.

Recuperando-se depois de uma noite caçando malfeitores, o Homem-Aranha descobre que está sendo acusado por um crime que não cometeu. Para limpar seu nome, deve encontrar e vencer o Duende Macabro.

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Spider-Man: Return of the Sinister Six
Sistema: NES, Game Gear, Master System
Desenvolvedor: B.I.T.S.
Ano de lançamento: 1992/1993

Cabe aqui uma frase... com grandes franquias, vêm grandes responsabilidades. Como é que uma empresa consegue falhar tendo nas mãos um nome como o do Homem-Aranha, seis de seus maiores vilões e o primeiro console com potencial para finalmente trazer um jogo à altura dos feitos do Cabeça-de-Teia? Realmente... um Mysterio!

Apesar de ter bons gráficos e animações entre as fases desenhadas por Erik Larsen, Return of the Sinister Six é extremamente prejudicado na sua jogabilidade. O Homem-Aranha é desajeitado, tem golpes difíceis - para chutar, você tem que pressionar o botão A duas vezes com rapidez, por exemplo -, todos os movimentos são relativamente lentos, bem como os socos. Além disso, a detecção de colisão é péssima, fazendo com que o Aranha erre muitos golpes e coisas do tipo. Outra coisa irritante é a música; repetitiva até não mais poder. O desafio também não é lá grande coisa.... basta caminhar para a direita, socando tudo que aparecer pelo caminho que você estará bem.

O Nintendo e o Master System mereciam uma aracno-estréia muito melhor... pena!

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Spider-Man/X-Men in Arcades Revenge
Sistema: Game Gear, Game Boy, SNES, Genesis
Desenvolvedor: Software Creations
Data de lançamento: 1992/1993/1994

Spider-Man/X-Men in Arcade’s Revenge, de todos os títulos do Aranha, foi um dos mais divulgados, principalmente por ter sido lançado em quatro sistemas distintos. Nele, Ciclope, Tempestade, Wolverine e Gambit foram seqüestrados pelo Arcade, um vilão cujo modus operandi é trancafiar suas vítimas em gigantescos parques de diversão assassinos. Cabe ao Aranha salvar os pupilos do Prof. Xavier, para obter sua ajuda contra o bizarro malfeitor. A partir daí, o jogador pode optar por qualquer um dos X-Men ou pelo cabeça-de-teia. O sistema de jogo é bastante simples - do tipo ande para a direita/esmurre os vilões -, mesmo assim um bom entretenimento.

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Spider-Man Vs. The Kingpin
Sistema: Sega CD
Desenvolvedor: Sega of America
Ano de lançamento: 1993

Adaptação para o Sega CD de Spider-Man, de 1991. Aqui, o jogo ganhou novo tratamento de som, incluindo animações dubladas e música.

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The Amazing Spider-Man 3: Invasion of the Spider Slayers
Desenvolvedor: B.I.T.S.
Sistema: Game Boy
Ano de lançamento: 1993

A B.I.T.S. conseguiu novamente! Fez mais um terrível jogo para o Game Boy! Com a mesma cara dos anteriores para o console e mais uma vez (que falta de criatividade!), utilizando rolagem de tela lateral. Invasion of the Spider Slayers tem objetivos ridículos como Central Park: enfrente 20 ladrões. Completamente esquecível.

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Spider-Man/Venom: Maximum Carnage
Desenvolvedor: Software Creations
Sistema: Super NES, Genesis
Ano de lançamento: 1994

Lembra do jogo Final Fight, um clássico nos arcades e no Super NES? Então... Maximum Carnage é a aracno-versão do jogo, com fases bastante parecidas e jogabilidade idêntica. Claro que, como Final Fight é divertido, Maximum Carnage também acabou bem bacana. Nele, o Homem-Aranha e Venom podem lutar em dupla contra as hordas de inimigos convocados por Cletus Kassidy, o vilão Carnificina.

Enquanto o Aranha conta com sua agilidade e precisão, Venom é melhor na força bruta. Ambos podem lançar teias que paralisam os adversários e também os arremessam para fora da tela. Boas seqüências de golpes carregam os power hits e pancadas especiais que podem acabar com inimigos de uma só vez. Os dois heróis também contam com aliados, que aparecem conforme os dois colecionam itens especiais. Essas personagens aparecem, limpam a tela de oponentes e vão embora, só podendo ser convocados novamente quando mais itens especiais forem recuperados. Como o jogo foi lançado na época do desenho animado Amigos do Aranha, a Estrela de Fogo era uma das opções mais populares.

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Spider-Man Animated Series
Desenvolvedor: Western Technologies/Marvel Software
Sistema: Genesis/Super NES
Ano de lançamento: 1994

Na esteira da série animada para a televisão, Spider-Man Animated Series segue a tradição dos jogos de ação dos anos 90. Seu modo de jogo é - adivinhe? - com scroll horizontal! Treze dos mais mortais vilões do aracnídeo conseguiram escapar da prisão. Claro que, como todo bandidão que se preza, querem vingança contra quem os colocou lá. Com as presenças de Mysterio, Coruja, Halloween, Electro, Camaleão, Lagarto, Doutor Octopus, Venom, Abutre, Rino, Esmaga-Aranha, Besouro e, é óbvio, o Duende Verde. Porém, o Teioso conta com a ajuda de seus amigos do Quarteto Fantástico, que aparecem quando o jogador adquire alguns itens especiais.

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Spider-Man - Web of Fire
Sistema: Sega 32X
Desenvolvedor: Blue Sky
Ano de lançamento: 1995

Mais um jogo do tipo ande pro lado, dê porrada, desta vez para o Sega 32X, um console que não conseguiu se popularizar, o que tornou o jogo bastante raro. Em Web of Fire, o Aranha se vê às voltas com uma ameaça maior do que as que está acostumado. Uma teia de plasma elétrico cercou a cidade de Nova York e só o amigo da vizinhança poderá livrar a Grande Maçã de seu captor. Com uma premissa dessas, até parece que o jogo seria algo notável. Entretanto, é exatamente o mesmo Spider-Man vs. The Kingpin já descrito aqui, contando apenas com novos chefes e recursos melhorados.

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Educacional Spider-Man
Desenvolvedor: Toy Biz
Sistema: IBM PC/Mac
Ano de lançamento: 1995

Um interessante CD-Rom, contendo quatro histórias em quadrinhos do Aracnídeo, incrementadas com animações simples e sons. Todas as HQs trazem momentos relacionados ao legado do Duende Verde. A primeira recapitula a origem do Aranha e mostra uma versão animada da morte do Tio Ben. Trata-se da adaptação de Shadows of Evil Past (Amazing Spider-Man 238), a primeira aparição do Duende Macabro. A partir dela, há links para outras HQs, como a origem do Duende Verde (ASM 40) e outras relacionadas ao tema. Sem dúvida, uma boa tentativa da Marvel de adaptar quadrinhos para novas mídias, coisa que fazem muito bem hoje em dia com os DotComics em seu site oficial.

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Spider-Man/Venom: Separation Anxiety
Desenvolvedor: Software Creations
Sistema: Super NES, Genesis, IBM PC
Ano de lançamento: 1995

Há pouco o que falar sobre Separation Anxiety, de 1995. A idéia aqui foi aproveitar o sucesso de Maximum Carnage, lançando uma continuação. Acontece que alguém na Acclaim, a empresa que lançou o jogo, esqueceu-se de que uma continuação deve ter novidades pra fazer sucesso. Um fiasco.

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Spider-Man Cartoon Maker
Desenvolvedor: Knowledge Adventure
Sistema: IBM PC
Ano de lançamento: 1995

Mais uma idéia diferente. Em Spider-Man Cartoon Maker, o usuário pode criar desenhos animados (não tão animados assim) a partir de uma vasta biblioteca de cenários, objetos, animações, trilhas sonoras etc. O software permite também que se adicionem sons gravados e imagens importadas de outros aplicativos. Depois é só mandar rodar e pronto! Seu próprio desenho do Homem-Aranha na tela do micro. Também foi lançada uma versão do software com os X-Men. O mais interessante é que as duas podem ser combinadas, misturando personagens.

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Marvel Super Heroes
Desenvolvedor: Capcom
Sistema: Arcade, Sega Saturn, PlayStation
Ano de lançamento: 1995 - Arcade, 1997 - Consoles

Criadores da popular série Street Fighter, a Capcom sempre foi sinônimo de jogos de luta. Em 1994, a empresa desenvolveu X-Men: Children of the Atom, o primeiro jogo de combate um contra outro da Marvel, que, em pouco tempo, tornou-se um incrível sucesso. Aproveitando a onda, foi desenvolvido Marvel Super Heroes, com o mesmo engine e simplesmente adicionando aos pupilos de Charles Xavier (Wolverine, Psylocke, Magneto, Fanático, etc) outros heróis e vilões da Casa das Idéias: Hulk, Capitão América, Coração Negro, Shuma Gorath, Doutor Destino, Thanos, Homem de Ferro e (surpresa!), o Homem-Aranha.

O objetivo do jogo era vencer todos os oponentes para ganhar o direito de enfrentar o deus insano Thanos e conquistar a posse da Luva do Infinito. Interessante notar que os golpes especiais, que os lutadores podiam apanhar nas telas, eram justamente as Jóias do Infinito, as pedras preciosas utilizadas na mitologia da Marvel Comics para garantir poderes divinos aos usuários; uma explicação perfeita para os itens especiais sempre presentes em jogos de videogame.

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Spider-Man - The Sinister Six
Desenvolvedor: Byron Preiss Multimedia
Sistema: IBM PC/Windows
Ano de lançamento: 1996

O primeiro jogo (e talvez o único) totalmente voltado para o público infantil. O desafio consiste simplesmente em escolher o caminho que o Aranha deve seguir e vencer alguns desafios lógicos ou atividades simples, todos geralmente resolvidos apenas com o uso do mouse.

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Marvel Super Heroes: War of the Gems
Desenvolvedor: Capcom
Sistema: Super NES
Ano de lançamento: 1996

Em War of the Gems, a Capcom aproveita novamente a idéia das Jóias dos Infinito mas, desta vez, deixa de lado as lutas, para fazer um jogo tradicional de ação. Cabe ao Homem-Aranha, juntamente com Capitão América, Hulk, Wolverine e Homem de Ferro, enfrentar o vilão Thanos e suas hordas de asseclas para salvar o universo. Bons gráficos e ótima diversão.

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Marvel Super-Heroes
Creativity Centre Spider-Man
Desenvolvedor: Cloud 9 Interactive, Inc
Sistema: IBM PC/Mac
Ano de lançamento: 1997

Um CD-Rom educativo, que ensina o usuário a escrever e desenhar quadrinhos à maneira Marvel. A idéia do software é bem interessante: um supervilão infiltrou-se nos estúdios da Marvel Comics e cabe a você, com a ajuda do lendário Stan Lee, salvar a produção do dia terminando uma história do Homem-Aranha.

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Marvel Super Heroes vs. Street Fighter
Desenvolvedor: Capcom
Sistema: Arcade, Japanese Saturn, PlayStation
Ano de lançamento: 1997

Marvel Super Heroes vs. Street Fighter é uma variação de outro sucesso da Capcom, X-Men vs. Street Fighter. O jogador deve escolher uma dupla de personagens do universo Marvel ou de Street Fighter e combater dois oponente. Lutadores feridos podem ser colocados para descansar enquanto um outro assume o combate. A opção de equipe foi desabilitada no Playstation por limitações de hardware.

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Marvel vs. Capcom
Desenvolvedor: Capcom
Sistema: Arcade, Dreamcast
Ano de lançamento: 1998

Com o sucesso de Marvel Super Heroes vs. Street Fighter, nada mais natural do que lançar uma versão ainda mais turbinada do jogo. Em Marvel vs. Capcom, os heróis da Casa das Idéias confrontam, em lutas impressionantes e cheias de recursos, as personagens da Capcom. Confira a lista dos combatentes que podem ser escolhidos: Capitão América, Captain Commando, Chun-Li, Gambit, Hulk, Jin, Megaman, Morrigan, Ryu, Strider Hiryu, Venom, War Machine, Wolverine, Zangief e o Homem-Aranha, além de vinte outros que aparecem durante as partidas como auxílio extra.

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2000 Em Diante
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Spider-Man
Desenvolvedor: Neversoft/Activision
Sistema: PlayStation, N64, IBM PC/Mac, Game Boy Color, Dreamcast
Ano de lançamento: 2000

Chega o século XXI, e com ele o primeiro jogo totalmente 3-D do Escalador de Paredes. O novo videogame do Homem-Aranha traz o Aracnídeo do jeito que ele deve ser: lutando, saltando, escalando e balançando pela cidade de Nova York totalmente em três dimensões, tudo isso com um sistema de luta muito bem desenhado. Ah, como bônus para os fãs do herói, seu co-criador, Stan Lee em pessoa, narra o jogo. Alguns detalhes interessantes que tornam o game ainda mais divertido são a utilização do sentido de aranha para identificar situações de perigo e a necessidade de adquirir material a fim de criar fluido de teia. O melhor game do amigo da vizinhança até aqui.

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Marvel vs. Capcom 2
Desenvolvedor: Capcom
Sistema: Arcade, Dreamcast
Ano de lançamento: 2000

Mais uma vez, as personagens da Marvel confrontam-se com os da Capcom. Desta vez, 56 personagens dividem a tela, entre lutadores e especiais, com a vantagem do poder de processamento do Dreamcast, que permite a utilização de até seis oponentes ao mesmo tempo! Diversão absolutamente insana!

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Spider-Man 2: The Sinister Six
Desenvolvedor: Activision
Sistema: Game Boy Color
Ano de lançamento: 2001

Tia May foi seqüestrada pelo Dr. Octopus e cabe ao Amigo da Vizinhança partir em seu resgate. O que o Aracnídeo não sabe é que se trata de uma armadilha engendrada pelos seus inimigos mais terríveis, entre eles, Electro, Kraven, Rino e o Duende Verde.

Em sua segunda versão para o Game Boy Color, o Homem-Aranha volta ao fatídico início dos anos 90 com um sistema de jogo baseado em rolagem de plataforma horizontal e porrada pra todo lado. Como se o mercado de games já não estivesse saturadíssimo de jogos do tipo.

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Spider-Man: Enter Electro
Desenvolvedor: Activision
Sistema: Game Boy Color
Ano de lançamento: 2001

Spider-Man, lançado em 2000, foi um grande sucesso no Playstation. Spider-Man: Enter Electro é a continuação direta do jogo, aproveitando todo o engine criado para o primeiro e dando alguns retoques e novas implementação, com a inclusão de novos movimentos. Quem também está de volta é Stan Lee, novamente na posição de narrador. Os fãs também notarão algumas surpresas interessantes, como capas clássicas dos gibis do Cabeça-de-Teia escondidas pelos cenários. Enfim, uma boa seqüência e provavelmente um dos últimos jogos a serem lançados para o primeiro Playstation.

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Spider-Man: Mysterio’s Menace
Desenvolvedor: Activision
Sistema: Game Boy Advance
Ano de lançamento: 2001

Mysterios Menace é o primeiro título do Homem-Aranha a aparecer no Game Boy Advance. Passado em Nova York (onde mais?), permite que se controle o Aranha contra Mysterio e suas ilusões mortais. Apesar de ser mais um jogo de plataforma, parece ter agradado aos usuários de Game Boy Advance, que o acharam um dos mais legais para o portátil até agora.

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Spider-Man: The movie game
Desenvolvedor: Activision
Sistema: Game Boy Color
Ano de lançamento: 2002

O primeiro game a mostrar a origem do super-herói chegou só em 2002. Trata-se de Spider-Man: The Movie, a adaptação para os games do primeiro longa-metragem feito para a telona sobre o Amigo da Vizinhança. Seu grande diferencial é o poder de processamento dos consoles nos quais roda, todos máquinas da mais avançada geração dos videogames na época: Playstation 2, Nintendo Game Cube, XBox, Game Boy Advance e PCs.

Dentre as inovações sensacionais do game, merece destaque o novo modo de combate aéreo, que permite ao Aranha enfrentar seus inimigos no ar, enquanto se balança pelos arranha-céus de Nova York. Também são simplesmente de tirar o fôlego a resolução das imagens, os detalhes de cenários e a fluidez de movimentos.

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Spider-Man 2
Desenvolvedor: Activision
Sistema: PS2, GC, Xbox, PSP, PC
Ano de lançamento: 2004

Com o sucesso do filme e do primeiro game, o lançamento de um novo capítulo na saga do Aranha era inevitável. Os consoles PS2, GC e Xbox receberam uma versão baseada no conceito de "mundo aberto" popularizado por Grand Theft Auto, permitindo aos jogadores exploraram Manhattan e as ilhas Roosevelt, Ellis e Liberdade. As outras versões, porém, incluindo a para PCs, têm foco na aventura tradicional, com rolagem lateral.

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Spider-Man & Friends
Desenvolvedor: Activision
Sistema: PC
Ano de lançamento: 2005

Game infantil, focado em aprendizado através de quebra-cabeças e jogos educativos.

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Ultimate Spider-Man
Desenvolvedor: Activision
Sistema: GameCube, Xbox, PlayStation 2, Nintendo DS, PC, Game Boy Advance.
Ano de lançamento: 2005

Desta vez, os jogadores não comendaram a versão tradicional do herói, mas o Aranha Ultimate, a versão moderninha do personagem, publicada no Brasil no gibi Marvel Millennium.

A trama original da aventura foi escrita pelo superastro da Marvel, Brian Michael Bendis, responsável pelo gibi Ultimate Spider-Man. Dessa forma, ela se integra às histórias em quadrinhos, respeitando esse universo como pouquíssimos games o fazem. Os traços do jogo também seguem fielmente o estilo do ilustrador Mark Bagley. Esses dois elementos garantem a sensação de estarmos soltos dentro de uma aventura do aracnídeo nos quadrinhos. Sim, soltos, já que os cenários são gigantescos e podem ser explorados incansavelmente. Há, claro, missões básicas a serem cumpridas - tanto pelo Teioso como pelo seu inimigo, o Venom, que também pode ser controlado -, mas as pequenas tarefas do dia-a-dia do herói também estão presentes, como ajudar pessoas em perigo tirando-as das mãos de criminosos, ou de um terraço em colapso.

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Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects
Desenvolvedor: Activision
Sistema: Nintendo GameCube, PlayStation 2, Xbox, PSP e Nintendo DS.
Ano de lançamento: 2005

O Homem-Aranha é um dos personagens jogáveis de Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects, videogame que colocou os maiores super-heróis da Casa das Idéias contra uma nova equipe de superseres da EA. São 12 personagens que lutam em ambientes interativos 3D. Cada um tem os mesmos poderes e habilidades que demonstra nos quadrinhos.

Antes do lançamento do game foi publicada a HQ Marvel Nemesis: The Imperfects, minissérie em seis edições que serviu de prelúdio para o jogo. Na história, criada por Greg Pak, Niles Van Roekel, um cientista maligno, chega ao planeta Terra para conduzir seus experimentos sinistros. Ele transforma qualquer criatura - da mais tímida à mais poderosa - em perigosas máquinas de combate tecnológicas. A cada mil anos ele passa por aqui para testar suas monstruosidades, mas desta vez encontrou heróis como o Coisa, Wolverine, Homem-Aranha e Elektra, que acabaram envolvidos na aventura.

Cada uma das seis edições da HQ, com ilustrações do brasileiro Renato Arlem (Stormwatch, Action Comics), apresentou um dos novos personagens da EA.

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Marvel Ultimate Alliance
Desenvolvedor: Activision
Sistema: Xbox, Xbox 360, PlayStation 2, PSP, PlayStation 3, Game Boy Advance, Wii e PC
Ano de lançamento: 2006

O Aranha também aparece em Ultimate Alliance, jogo de estratégia cooperativa com elementos de RPG. Além dele, 140 personagens Marvel podem ser encontrados na aventura, dos quais 20 são controláveis. São heróis e vilões que vão do primeiro escalão da Casa das Idéias até os mais ralés.

O roteiro da aventura é de C.B. Cebulski (Mangaverso Marvel), que sofreu pra colocar juntos heróis e vilões de cenários distintos. A possibilidade criativa - 140 personagens - exigia uma saga grandiosa, como os eventos bombásticos anuais dos quadrinhos. Mas o escritor, que não é dos melhores na folha de pagamento da empresa, traz uma trama picotada, cheia de missões pequenas e às vezes irrelevantes, que se preocupa mais com as mudanças frequentes de cenário e ameaças do que com a relevância da história. Há, sim, uma premissa básica, que tem o Doutor Destino por trás, mas é meio difícil de engolir. Melhor faria a Marvel se tentasse dar aos games uma aventura como as que produz na nona arte.

Ignorando esse aspecto, Ultimate Alliance é uma ótima diversão. A idéa básica do jogo segue igualzinha, com o foco nas inúmeras opções de personalização dos heróis. Entre uma fase e outra de pancadaria, é hora de dividir pontos, armamentos, elaborar táticas e colher os resultados, criando e controlando equipes de quatro super-heróis dentre os vinte disponíveis. Como nas edições de Legends, é preciso equilíbrio entre força bruta, poderes de longo alcance e capacidades específicas, como vôo ou teleporte. São centenas de poderes disponíveis para aprendizado e desenvolvimento, além de equipamentos e uniformes a serem empregados para ampliar defesas ou outros atributos. É possível também trocar uniformes entre diversas versões dos gibis, pegar itens escondidos, como capas clássicas de quadrinhos, e - se a sua combinação de superequipe ficar perfeita - obter bônus em defesas e ataques.

Os desafios de treinamento foram aprimorados em relação a outro game do gênero, X-Men Legends 1 e 2, ganhando mais relevância. Agora encontram-se nas diversas missões discos holográficos, com os quais é possível jogar momentos cruciais da vida de personagens diversos, como origens. São desafios de tempo e habilidade que dão pontos e dinheiro, além de maior compreensão do passado dos personagens. Outra grande novidade é o módulo de criação de superequipe. Nele, é possível agrupar seus heróis favoritos, dar um nome a eles, e tentar conquistar status. Missões bem-sucedidas dão ao grupo habilidades em conjunto que só combatentes do crime acostumados a trabalhar juntos têm.

Os gráficos e complexidade das fases também foram melhorados, tornando Ultimate Alliance um jogo indispensável para quem aprecia o gênero dos super-heróis.

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Spider-Man: Battle for New York
Desenvolvedor: Activision
Sistema: DS, GBA
Ano de lançamento: 2007

Exclusivo para portáteis, Spider-Man: Battle for New York dá aos jogadores a chance de experimentar o "lado negro", já que o Duende Verde poderá ser selecionado para jogar. A idéia segue mais ou menos a linha de Ultimate Spider-Man, no qual é possível comandar o Aranha e o Venom. A ação se desenrola dentro de uma história inédita na qual os jogadores podem escolher como e quando atualizar seus poderes.

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Spider-Man 3
Desenvolvedor: Activision
Sistema: PS3, Xbox 360, Wii, PS2, PSP, Nintendo DS
Ano de lançamento: 2007

O sistema de "mundo aberto" do segundo game baseado no filme é expandido, abrangendo agora também quilômetros de esgotos e sistemas de metrôs. O sistema de combate - tanto aéreo quanto terrestre - também ganhou implementações, com novos golpes e movimentos. Pela primeira vez no Wii, o aracnídeo desfruta do sistema de controle remoto wiimote, com golpes criados especialmente para o console.

Como no filme, parte do jogo coloca os fãs no controle do Aranha vestindo o Uniforme Negro. Nesses segmentos, seus golpes e habilidades ficam muito mais brutais. Confira abaixo imagens do game na galeria de fotos.



Comentários (2)

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sem avatar Patrick (23/12/2013 18:39:43)   -1 0
Adiciona os games atuais, como: Spider-Man : Web of Shadows, Shattered Dimensions (mesmo que tinha a crítica), Edge of Time, The Amazing Spider-Man!!!!



WASHINGTON WASHINGTON (20/07/2013 22:35:14)   13 1
Puxa vida esqueceram de pelo menos um jogo, The Amazing Spider-Man: Lethal Foes, jogo lançado apenas para o Super Famicom, ou seja, apenas no Japão. Por isso é desconhecido para muitas pessoas, mas é um jogo com uma boa trilha sonora e raro! Já o Spiderman Maximum Carnage é um jogo baseado numa pequena saga que saiu no EUA e que no Brasil ficou conhecido como a mini-série Carnificina Total! A Estrela de Fogo, ou como é conhecida no Brasil, Flama, aparece e tem um papel importante nessas revistas do Homem-Aranha e não como foi mencionado que na época devido a animação "Amigos do Aranha", nada a ver! Por sinal o desenho "Homem-Aranha e seus amigos" é um série que foi transmitida nos EUA nos anos 80 e não nos anos 90! Por favor façam uma pesquisa melhor, não tirem conclusões sem uma pesquisa, façam uma discussão com alguns especialistas antes de publicarem qualquer coisa!




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