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Warren Spector, o criador de Epic Mickey, diz que a violência em games tem que acabar

"Ultimamente tenho pensado que isso vai nos trazer problemas", diz

Flávia Gasi
15 de Junho de 2012

Warren Spector
Warren Spector

Warren Spector, o designer responsável pela criação de games como Epic Mickey e Deus Ex, disse ao site GameIndustry que a violência dos games chegou a um nível extremo.

"Este foi o ano em que me decidi sobre duas coisas. Uma delas foi: a ultraviolência tem que parar. Temos que parar de amar isso. Eu não acredito nos argumentos a respeito, mas creio que estamos criando fetiche sobre a violência e em alguns casos combinando com um tipo de aproximação imatura do sexualismo. Eu creio que isso seja mau gosto. Ultimamente tenho pensado que isso vai nos trazer problemas", afirmou.

Para ele, o uso de violência deveria incomodar o jogador: “[Em Deus Ex] nós fomos muito longe. O sangue que voava em câmera lenta, os golpes mortais, as facas nos ombros, gargantas... Sabe, Deus Ex tinha seus momentos de violência, mas eles foram feitos para te deixar desconfortável e eu não vejo isso acontecendo agora”.

Spector ainda comentou que foi o uso de violência que o fez sair da Eidos, empresa em que trabalhou até 2004: “Eu vi na E3 o novo jogo do Hitman, onde você tinha que matar com um gancho de açougue, e tínhamos 25 to Life, um jogo sobre crianças matando policiais. Eu olhei para o meu próprio estande e vi que não era um daqueles momentos 'como nenhum outro'. Eu achava aquilo ruim e agora penso que vai além de ruim”.

Em Epic Mickey 2: The Power of Two, que Spector dirige, um jogador será o Mickey e o outro controlará o Coelho Osvaldo - primeiro personagem de Walt Disney. O título também terá números musicais dublados.

O game será lançado para Xbox 360, PlayStation 3 e Wii.

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Comentários (26)

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Remdiel Remdiel (18/06/2012 10:45:03)   547 0
Achei... fresquinha, a opinião do rapaz.

Tem com chantilly?



Robson Robson (16/06/2012 18:49:19)   173 0
O que eu sempre gostei nos games, foi o fato de você poder fazer coisas que não faria no mundo real.

Bons jogos independem de ser violentos, entretanto, eu prefiro que acabe com a violência do mundo real.



sem avatar lucas (16/06/2012 13:01:05)   76 0
Entendo mas discordo...
veja bem, um dos meus jogos favoritos quando era moleque era soldier of fortune 2, que, de tão violento, era algo nojento, repudiante. E eu gostava por causa disso.

E antes eu me divertia muito com Blood, Carmageddon, Duke Nuken... porra, eu curtia jogar Goldeneye para ficar atirando na perna daquela piranha ruiva, que ficava me atrasando...

Seguindo essa lógica, eu deveria ser uma pessoa hiper insensível né? Claro que não... ODEIO vídeos gore com violência real, nunca olho para acidentes fatais (se encontro algum na rua/estrada) ou aquelas malditas imagens no facebook ("olha esse cachorro sem uma pata, que horror!"). Depende da pessoa... é bom para extravasar, mas eu acho que não afeta tanto...

se afetasse eu não teria me chocado tando com a cena do berçário em Dead Space 2. Ou a fase "No Russian". Tem uma diferença séria entre a violência estilizada e a crua, real.



sem avatar Pedro (16/06/2012 11:50:48)   13 0
Belo título. Ele falou que tem dosar,acabar com exagero, diminuir, e não ACABAR com a violência. Putz. Menos heim OMELETE.

Agora esse cara aí falar que foram "Longe demais" pq penduraram um cara num gancho e coisa do tipo (no cinema tá cheio de filmes de assassinos contratados e o Hitman ao menos não é um game genérico, e sim um game inteligente, assim como o Dead Space que mostra algo como se fosse um filme de terror com gore de qualidade, com atmosfera e uma ótima história, e sabemos que no cinema, na literatura e quadrinhos está cheio de fã de gore e horror, Felipe M. Guerra que o diga)? Ou os tirinhos com poça de sangue no Deus Ex.

Esse cara aí já escutou músicas do Cannibal Corpse, já leu Druuna, Lobo, Justiceiro (DC) ou já viu Fome Animal, Comando Pra Matar, Rambo 4, os filme do John Woo, Os Mercenários, 24 horas, os Duro de Matar, os filmes do Olaf Ittenbach, John Woo e do Fulvio Fulci e outros zilhões de coisas doentes e ultra violentas que são tão violentas (ou muito piores) que games violentos?

O problema não se pendurar alguém num gancho, ou dar um tiro em alguém e ver uma poça de sangue, coisa que são fichinhas perto do que outras mídias mostram (a violência em games como Max Payne 3 e GTA são necessários para se mostrar aquela história suja, irônica, cínica e pesada, assim como em filmes como ROBOCOP), o problema nos games do momento é VARIAÇÃO, que se está precisando de outras temáticas, sem soldados, guerreiros sanguinários, guerras com tiros pra todo lado e repetição e coisas do tipE. Está precisando de mais gêneros de gameplay, gêneros de histórias, sem soldados e guerras, mais dramas como Heavy Rain (me refiro à temática não ao estilo de jogo) ou games de guerra com mais conteúdo como o antigo Brothers in Arms, que fazia um ótimo trabalho em mostrar o lado psicológico da guerra ou já citado Max Payne 3, violento e cínico como um Robocop e um Scarface, e não só ação repetitiva como o CoD e com um bando de gente se matando no multiplayer pra ganhar pontos.

Menos tiroteio genérico e repetição estilo CoD e mais variação.

Deve-se respeitar quem quer ver violência no nível das outras mídias, aqueles que tem maturidade suficiente e responsabilidade (alô papais e mamaes) pra jogar um Max Payne 3 e assistir o Robocop, escutar uma boa música com letra pesada, ler um mangá super violento e de terror etc, e variar mais os temas. Pra mim essa é a solução.


O problema é variação, e não o nível de violência em sí, pois se for acusar o nível, meu amigo, esse cara iria ter um ATAQUE se visse o que tem de mais podre fora do mundo dos games (sendo o cinema a mídia que vai mais longe nesse quesito, não apenas nos acontecimentos, mas tb pelo fato de vermos atores se esperneando com litros de sangue falso e quilos da carne falsa voando pra lá e pra cá - e nem sempre é carne falsa, podendo ser carne de animais por exemplo- , e não um monte de pixels se contorcendo na tela.).

Esse cara tem sua razão, mas na minha opnião ele errou na raiz do problema (que é falta de variação e menos repetição, e não o nível de violência), além de soar um tanto ingênio ao ficar "chocado" com aquelas coisas que ele descreveu. Tem razão sim, mas tá precisando acordar um pouquinho e parar de ficar sonhando só com o Mickey Mouse com suas divertidas e redondas orelhas e voz engraçadinha.

A boa notícia é que só os games violento vendessem bem, a NINTENDO não estaria em primeiro lugar na indústria. Outra lance a se pensar antes de se sair fazendo acusações.



sem avatar Eduardo (16/06/2012 04:08:53)   8 0
Olha, me desculpe, mas falar que a violência não choca mais ninguém Edu Porto é um puta equívoco seu, com todo o respeito, você já jogou DEAD SPACE 2, os primeiros 15 minutos daquele jogo CHOCAM E MUITO ATÉ OS JOGADORES MAIS EXPERIENTES NOS GAMES, sobre o Warren reconheço que a o nível de violência aumentou, mas qual é o problema, alguns jogos são por necessidade violentos mesmo, como dizeram com GTA IV, eu testei recentemente o Ray man origins, jogo muito bom, porém o fato de ter jogos violentos em grande escala não me enjoa e nem acostuma, JOGUEM METRÔ 2033 PARA XBOX 360°, MESMO QUE TENHAM JOGADO GOD OF WAR 3, VOCÊ SE CHOCA, COMO DISSERAM NOS COMENTÁRIOS, O JOGO PRA MIM SENDO BOM, MUITO OU POUCA VIOLÊNCIA NÃO IMPORTA!!!!!!!!!!!


Edu Porto Edu Porto (16/06/2012 18:14:02)   204 0
Olá, Eduardo, tudo bem?

Observe que eu não disse que a violência não choca mais ninguém, aliás, foi bme longe disso.

Eu disse que minha interpretação das palavras de Warren, era de ele comentar que a indiferença crescente era algo aumentado pelo excesso de violência nos games.

Não podemos ser generalistas. Dead Space 2 prima pelo clima de terror, com o tempero da violência.

Mas sabemos que hoje, uma criança decapitar um oponente no jogo, é algo tão normal quanto assistir um desenho animado. Eu falei de possibilidades, não de certezas, se você ler como atenção. Mas que ela, a violência, se tornou mais um bem de consumo, pode-se negar? Há jogos muito bons onde a violência está no cotexto, mas há muitos jogos com violência mesmo assim.



Edu Porto Edu Porto (16/06/2012 00:51:32)   204 0
Como os colegas falaram abaixo, eu esperava até uma abordagem demagoga ou pseudo-filosófica, mas o Warren Spector (eita, nome legal) até usou uma postura bem coerente.

E uma das leituras que fiz das suas declarações é que ele não pensa que os jogos violentos vão deixar as pessoas violentas e alucinadas, mas sim, contribuir para que fiquem indiferentes em relação a isso e a sexualidade. Encaramos violência como algo aceitável e banal.

É de se pensar.



Emerson Emerson (15/06/2012 22:51:56)   1781 1
Concordo com ele, e gostei muito de alguns comentários que li aqui.
Esse exagero tem que ser controlado...



sem avatar Hugo (15/06/2012 21:08:37)   7 0
APOIADISSIMO, ASSINO EMBAIXO U_U tem gente que fala que eh por causa de qualidade, mas na verdade gosta da violencia extrema o_o



sem avatar Marcos Vinicius (15/06/2012 21:07:04)   337 0
Esse é o outro lado da moeda, que eu também detesto.

Digo, não acho que violência torne um jogo melhor, mas se ela faz parte da concepção do jogo e ajuda a torná-lo mais interessante ou divertido... Assassin's Creed por exemplo é um jogo sobre assassinos... sangue e mortes violentas fazem parte. VocÊ também não pode esperar que jogos de guerra tratem ela sem violência, e você também não pode "acabar" com essas adaptações no mercado, as pessoas realmente gostam de reencenações de combates...

Eu gosto muito também de jogos não-violentos, não considero a violência resposta para tornar um jogo bom. Mas esse tipo de postura "acabe com a censura nos jogos" soa como censura.



Milton Milton (15/06/2012 20:00:14)   134 0
Acho que o cara está exagerando pois existem jogos de violência bons e ruins assim como jogos sem violência bons e ruins, a maioria das pessoas jogam os jogos pela qualidade e não exclusivamente para ver sangue e tripas!!!!


Edu Porto Edu Porto (16/06/2012 00:46:53)   204 0
Exagerando? Acho que não, o Spector foi até sensato em suas declarações, não fez falsa demagogia nem apelou para o puritanismo conservador.

Simplesmete analisou que a violência não choca mais ninguém, porque nos acostumamos a consumir isso feito bala.

Milton Milton (16/06/2012 01:29:55)   134 0
Cara, acho que esse lance de chocar ou não varia de pessoa para pessoa, conheço pessoas que não tem muito o hábito de jogar video game ou assistir filmes, e quando elas me veem jogando ficam abismadas com a violência, isso porque elas não estão acostumadas com isso, ja eu que jogo desde os 10 anos não me impressiono mais como quando criança e não tinha coragem de jogar Resident Evil a noite.

Edu Porto Edu Porto (16/06/2012 18:15:36)   204 0
Sim, varia de pessoa para pessoa. Mas há uma concordância de que jogos violentos proliferam por aí bastante, não é?

Você mesmo disse que se acostumou.

Milton Milton (16/06/2012 19:10:44)   134 0
Realmente proliferam bastante, assim como os jogos não violentos, e eu me acostumei por jogar desde os 10 anos, eu acompanhei a evolução dos gráficos e do realismo, talvez se eu tivesse começado a jogar direto pelo PS3 o impacto poderia ter sido diferente.




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Ronny Ronny (15/06/2012 19:50:13)   19 0
nao pode ser exagerado mesmo,tem q ser a violencia necessaria para se contar akela historia.
GTA É violento pq tem q ser violento

SCARFACE É violento pq nao tinha como ser d outra forma.



Renan Renan (15/06/2012 19:37:29)   2213 0
Era só o que faltava politicamente correto chegar aos games também. Jogo ter que ser bom, não importa se tem ou não violência.



André André (15/06/2012 18:57:03)   1282 0
Eu também achei que o cara ia falar bobagem, mas ele tem certa razão. O problema não é a violência, é SÓ TER violência. Um game com um bom roteiro pode levar a muitas reflexões sobre nossa sociedade, a série Metal Gear é um exemplo: jogos de espionagem e guerra que questionam a própria indústria da guerra.



Zatara Zatara (15/06/2012 18:51:40)   287 0
E dar com um pincel na cabeça dos bichos nao violento haha, nao serio tem jogos realmente que ultrapassam os limites, onde o jogo deveria ter por finalidade diversao mas esse guadro nao vai mudar cada vez mais os jogos vao ficar mais violentos e sangrentos.



Renato Renato (15/06/2012 17:56:56)   11 1
Mas não é que ele tem razão??? e olha que sou um dos maiores fãs da série God of War ein??rs
minha mãe me viu jogando e ficou H-O-R-R-O-R-I-Z-A-D-A rs mas nós playars já estamos meio que acostumados..



Rafael Rafael (15/06/2012 17:29:10)   56 0
Li a chamada e achei que ele ia falar algo puritano, mas o cara tem razão. Ficou lugar-comum, e as pessoas estão se dessensibilizando. Não no sentido de "AS CRIANÇAS VÃO SAIR POR AÍ ATIRANDO NOS PROFESSORES", mas no sentido de "o gordinho ali come tanto açúcar que nem sente mais o doce das coisas". Vai saturar. Empobrecer o meio. Tornar a carne seca intragável de tanto sal.
Eu mesmo queria mais opções além de FPS, hit and runs, MMMMMPOOROPSPGS e afins. Vamos ver.



Adriano Tenório Adriano Tenório (15/06/2012 17:25:52)   165 0
É bom que tenha alguém dentro da própria indústria de game repensando este assunto.



Emissário Emissário (15/06/2012 17:08:38)   550 0
Vai ser meio complicado parar com a violência nos games. Ela já está meia que impregnada nos jogadores e produtores.

Mas não criticarei o sujeito, pois no fundo acho até que ele tem razão, os produtores andam abusando demais na violência nos games, toda semana sai um novo FPS que te premia por headshots.




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