O selo Criterion, conhecido por relançar marcos do cinema em edições restauradas e cheias de extras, relançou esta semana Godzilla, o clássico japonês de 1954 com o dinossauro atômico. Como todos os outros lançamentos do selo, o filme sai com embalagem classuda e livreto com ensaio sobre o filme - além de ter sido restaurado a partir de uma cópia "perdida".
São a capa e o livreto que estão atraindo a ira atômica de fãs do clássico de Ishiro Honda. Bill Sienkiewicz, o conhecido artista dos quadrinhos (Elektra Assassina, Big Numbers), foi o contratado para pintar a nova capa e teve esboços publicados no livreto. O problema é que, segundo os fãs, Sienkiewicz baseou-se mais na versão século XXI do monstro do que no original que deveria homenagear.
A Criterion teve que se manifestar após vários comentários na internet. Dizem o seguinte:
"O artista Bill Sienkiewicz usou o Godzilla original, de 1954, como referência para seu trabalho, mas todos os desenhos são, enfim, a perspectiva pessoal de Bill sobre a criatura, mesmo que com aprovação da [produtora de Godzilla] Toho. Entendemos que algumas pessoas possam achar que ela tem mais a ver com a versão 2002 de Godzilla por conta das placas negras que parecem mais afiadas e denteadas do que as pontas curvas do original, por exemplo, ou que as chapas na cauda sumiram, mas essas placas também não refletem a versão de 2002".
Enquanto isso, Hollywood continua trabalhando em nova versão norte-americana do monstro.
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