Lincoln | Crítica

Steven Spielberg acha um equilíbrio entre o solene e o desafetado e deixa Daniel Day-Lewis fazer o que sabe

Marcelo Hessel
24 de Janeiro de 2013

Lincoln

Lincoln

EUA , 2012 - 150 minutos
Drama

Direção:
Steven Spielberg

Roteiro:
Tony Kushner

Elenco:
Daniel Day-Lewis, Sally Field, Tommy Lee Jones, Joseph Gordon-Levitt, David Strathairn, Lee Pace, Jared Harris, Hal Holbrook, James Spader, John Hawkes, Tim Blake Nelson, Bruce McGill, Joseph Cross, David Costabile, Byron Jennings, Dakin Matthews, Boris McGiver, Gloria Reuben, Jeremy Strong e David Warshofsky, Michael Stuhlbarg, Walton Goggins, Jackie Earle Haley

Ótimo
lincoln
lincoln
lincoln

Fora dos Estados Unidos, as cópias de Lincoln estão sendo exibidas com uma cartela no início, um texto que explica a Guerra da Secessão em linhas gerais. Só então vem a cena de batalha que abre o filme de fato. Muita gente está achando que esse trecho de guerra foi editado também, porque tem só uns 40 segundos de duração. Não foi. É curto assim em qualquer lugar. A guerra, definitivamente, não é o foco de Steven Spielberg desta vez.

É uma outra disputa que interessa o cineasta neste longa-metragem indicado a 12 Oscars sobre o décimo-sexto presidente dos EUA: a luta de Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis) pela votação da emenda constitucional que acabaria com a escravidão no país. A questão da abolição é um dos motivos da guerra civil, que opõe o Norte, comandado pela União, e os Confederados, os Estados separatistas do Sul cuja economia agrária depende dos milhares de negros escravos que seriam libertos pela nova lei.

Com base em Team of Rivals - livro que analisa o gabinete de governo do presidente, que Lincoln formou com seus ex-rivais de campanha - Spielberg e o roteirista Tony Kushner limitam a trama ao crucial ano de 1865, o quarto e último da guerra civil. Lincoln se vê num dilema: estender um pouco mais o conflito (a aprovação da abolição significaria o possível fim da guerra, o que botaria pressão na Câmara na hora da votação) ou encerrá-lo de vez e evitar mais morticínio (uma vez que os Confederados já procuram negociar uma rendição).

Esse dilema moral, que revela a força de estrategista político de Lincoln, sustenta o filme em seus 150 minutos de debates e negociações. Obviamente, o presidente não é o único defensor da abolição - bandeira que marcou a carreira de políticos como Thaddeus Stevens, vivido por Tommy Lee Jones - mas é Lincoln que responde pelas consequências, como a história deixou bastante claro no dia 15 de abril de 1865.

É evidente que, com essa premissa e nessas circunstâncias, a forma como Spielberg registra a atuação de Daniel Day-Lewis seria o nervo do filme. Ambos fazem um trabalho que fica a meio termo entre o solene e o desafetado. Na entonação de voz e na linguagem corporal, mais até do que na competente maquiagem que o envelhece, Day-Lewis cria um Lincoln palpável - podemos sentir o peso que os quatro anos de guerra adicionaram ao seu corpo. A forma como o ator se move, senta-se ou articula um discurso tem, ao mesmo tempo, nos gestos lentos e na voz fina falsamente frágil, uma dor, uma gravidade e um esperto senso de retórica.

Econômico nos close-ups e usando bastante os planos abertos, Spielberg basicamente fornece uma área útil para Day-Lewis ocupar. Quando o presidente está no meio de um grupo de pessoas contando suas histórias edificantes, por exemplo, a câmera quase sempre o pega em plano-médio, nem muito aberto nem muito fechado - porque fazer o close-up daria ao momento um excesso de dramaticidade que Spielberg visivelmente tenta evitar. Até a trilha cheia de refrões de John Williams, que toca desde a cartela inicial, está inesperadamente controlada aqui.

Ao mesmo tempo, a iluminação de cena é quase barroca. Em muitos momentos, a principal fonte de luz em salas escuras vem da janela, e a réstia de sol obviamente recai sobre o presidente. É como se Day-Lewis estivesse sob holofotes num teatro, o que valoriza o já notável trabalho corporal do ator. Essa combinação fica entre o solene e o desafetado porque a luz é de iconografia - ela ressalta a silhueta clássica, com o cavanhaque e a cartola - mas sob ela Day-Lewis permanece inabalado, com sua composição mínima, sua "atuação de câmara".

O peso dos gestos de Day-Lewis, os "holofotes" e os planos abertos, combinados, dão uma boa dimensão da solidão do poder. Spielberg capta isso muito bem com sua costumeira excelência técnica, e se Lincoln é um filme imperfeito é porque o diretor carrega no discurso em alguns momentos para fazer o paralelo com outro presidente isolado, Barack Obama.

Assim como Lincoln, Obama fez um gabinete com ex-rivais (Joe Biden, Hillary Clinton) e carrega uma bandeira impopular (seria o sistema público de saúde de Obama a nova abolição?). Cenas como a da discussão do orçamento da Casa Branca, porém, parecem encenadas apenas para forçar esse paralelo: Obama seria o idealista lincolniano de hoje, preocupado com o futuro, enquanto a oposição fica com as mesquinhezas dos gastos orçamentários.

À parte esses excessos pontuais, o Spielberg contido de Lincoln pouco parece o cineasta que se colocava contra a escravidão nos dramáticos A Cor Púrpura e Amistad. Ele faz um filme que sem dúvida sabe dar ao episódio da abolição a gravidade devida, mas não perde de vista o político pai de família, negociador de apoios e contador de casos. Como o próprio diretor diz, em entrevistas, não é preciso endeusar mais um presidente que já tem sua cara em todas as notas de cinco dólares.

Lincoln | Cinemas e horários



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Comentários (109)

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Jorge Luís Jorge Luís (13/06/2013 15:58:28)   88 0
Centrado quase que unicamente em (excelentes) diálogos, "Lincoln" é uma aposta ousada num cinema que está a cada dia mais dependente de movimentação frenética e efeitos visuais arrebatadores.

O compasso mais lento, sem espaço para sequências épicas, é ideal para a estupenda encarnação de Daniel Day-Lewis como um dos mais destacados presidentes dos EUA em todos os tempos (e também os excelentes coadjuvantes Tommy Lee Jones, Sally Field e Joseph Gordon-Levitt).

"Lincoln" funciona como uma formidável obra teatral, onde o poder reside todo nas palavras, e nos gestos.

Serve fundamentalmente como veículo de reflexão política, que enaltece a democracia como ferramenta para o desenvolvimento humano, mesmo que muitas vezes por caminhos tortuosos e obscuros.


sem avatar Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização" (26/09/2013 08:40:44)   0 0

A FARSA SOBRE ABRAHAM LINCOLN
http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/09/a-farsa-sobre-abraham-lincoln.html



Narayana (Rodrigo) Narayana (Rodrigo) (01/06/2013 21:02:23)   177 0
Depois daquela bomba chamada Cavalo de Guerra, que o Spielberg resolveu dirigir, estava na hora de dar uma volta por cima.
O filme realmente é muito bom, mas para quem já assistiu alguns documentários sobre o Lincoln sabe que falta algo no filme. Pq em muitos relatos diziam que ele não era tão calmo depois da quantidade de mercúrio em um remédio que afetou ele. Fazendo ele ficar agressivo fora do normal.
Day-Lewis foi uma escolha muito boa, o cara sabe se puxar quando é chamado pelos grandes diretores.


sem avatar Osvaldo Aires Bade - Comentários Bem Roubados na "Socialização" (22/12/2013 21:28:09)   0 0
BENJAMIN NETANYAHU É CRITICADO POR NÃO SE PROSTRAR AO ÍDOLO MÍTICO NELSON MANDELA
http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com/2013/12/benjamin-netanyahu-e-criticado-por-nao.html


Jefferson José Jefferson José (31/05/2013 14:51:01)   1597 1
Lincoln e A Hora Mais Escura. Ambos são filmes americanos politizados, e como não poderia ser diferente ambos tiveram as costas quentes no Oscar. O primeiro vale pela performance do Daniel Day-Lewis. O segundo pela visão moderna dos filmes de guerra.

Ambos
3#5



sem avatar Edmilson (18/02/2013 10:48:58)   7 1
CANJA DE GALINHA E MACARRONADA

Alguns assuntos sérios e fundamentais para a sociedade são tão delicados que, para tratar deles num filme de apelo comercial grande, é preciso muito cuidado ou muita cara de pau. Uma abordagem cara de pau, obviamente, vai moldar o assunto de acordo com tudo o que for comercialmente vantajoso, mesmo que tenha de desfigurar e/ou ignorar completamente pontos essenciais. A abordagem cautelosa, por sua vez, pode deixar o filme extremamente convencional e ortodoxo, tanto para o universo da arte quanto para o do entretenimento, e pode ignorar alguns pontos por medo de estragar um bem maior, de modo que é preciso, no mundo dos espetáculos, ser gênio (ou perto disso) para colocar um dedo (ou um filme) numa ferida como a escravidão.

Spielberg e Tarantino, embora tenham grande apelo comercial, não devem estar no cinema só pra ganhar dinheiro. Não os apreciamos apenas sob o viés das bilheterias, de modo que não podemos dizer que eles são caras de pau. Não podemos dizer para os responsáveis por "A Lista de Schindler" e "Bastardos Inglórios", filmes sobre a II Guerra Mundial, o mesmo da pessoa que dirigiu "Pearl Harbor" (2001). Mas, embora "A Lista" não seja extremamente ortodoxo e convencional, ele não teve a coragem, por exemplo, de falar as línguas da guerra, nem de usar as cores da guerra, nem de encarar seu maior vilão de frente. Ao contrário de "Bastardos", em que franceses falam francês e alemães falam alemão normalmente, em que os dois militares nazistas de maior destaque são figuras com grande requinte cultural (longe do estereótipo hollywoodiano) e que encara Adolf Hitler de frente e lhe mete um milhão de tiros, mostrando ao espectador o poder de transcendência do cinema, não raro negado.

Sobre a escravidão, então, temos o "Django" de Quentin e o "Lincoln" de Spielberg. Neste, se há um gênio e uma transcendência, eles se chamam Daniel, pois o que há em volta da atuação espírita de Day-Lewis é apenas ortodoxia e convenção, é só o Spielberg produtor e manipulador de emoções simplesmente. Naquele, o gênio, que não teve medo de Hitler, teve muito menos medo dos espectadores e dos tabus que cercam a escravidão dos negros nas Américas e tudo o mais que herdamos dela. Com a ajuda de uma filmografia já respeitada (a ponto de não o chamarmos de cara de pau), Tarantino teve a coragem de explodir a Casa Grande que ainda mantemos atualmente, nesta sociedade que continua se espantando em ver um negro dentro de um carro, de um bom cargo, de uma faculdade, mesmo que Lincoln haja posto livres os que nem deviam ter sido acorrentados. Django mostrou o que Lincoln deveria ter feito (e que ainda hoje não teve quem fizesse).

[Edmilson Lira]



sem avatar lucas (14/02/2013 10:26:09)   0 0
alguem que já viu esse filme pode falar se dessa vez os americanos moderaram no patriotismo ?


Marcia Marcia (14/02/2013 12:57:51)   38 -1
Não lucas, não foi dessa vez. mas o legal é que o filme mostra diferentes interpretações deste patriotismo e pela atuação do day-lewis, penso que compensa ver no cinema.


sem avatar bruxo (13/02/2013 18:53:21)   -74 0
Daniel Day-Lewis EXCELENTE NUM FILME CHATO PRA CARALHO! TUDO BEM A RECONSTITUIÇÃO DE ÉPOCA É MARAVILHOSA O ELENCO MUITO BOM, ROTEIRO BEM DESENVOLVIDO Spielberg NÃO ATRAPALHA, MAS QUE FILME CHATO. PARA VER UMAS VEZ E NUNCA MAIS. ME LEMBROU DE INDEPENDÊNCIA OU MORTE (filme brasileiro de 1972 dirigido por Carlos Coimbra )RS.



sem avatar Letícia (08/02/2013 00:27:12)   1 1
O filme não chega a ser cansativo com suas 2 horas e 40 minutos de duração, a história vai se tornando cada vez mais interessante e envolvente. Mas algumas discussões políticas entre os personagens, principalmente no ínicio me deixaram um pouco perdida, acho que os diálogos deveriam ter sido um pouco mais simplificados pra um entendimento melhor do público, principalmente o público não americano, porque se você não sabe muito a respeito da situação política da época e da Guerra que acontecia o filme simplesmente te joga em um Universo desconhecido. Claro que com atenção é possivel acompanhar o ritmo do filme, mas corre o risco de se tornar entediante pra uma boa parte do público. O que é realmente inegavel é a bela atuação do Day-Lewis, concordo com o que a crítica disse sobre sua expressão corporal e o tom de voz no filme, é nítido pra qualquer um que estamos diante de uma interpretação perfeita, o que não é novidade, Day-Lewis tem se mostrado cada dia melhor. Também gostei muito da forma que retrataram a época, fotografia impecável e direção muito firme e segura de Steven Spielerg. É um concorrente notável ao Oscar.



Duarte Duarte (05/02/2013 21:48:30)   116 0
Muito bom o filme. Gostei da crítica.


Como alguns disseram, só achei um tanto longo. Poderia ser um pouco mais curto.



Denis Denis (03/02/2013 20:44:27)   1313 0
Gostei do filme, boa história, mas sem dúvida nenhuma o maior trunfo do filme são as atuações de Daniel Day Lewis e Tommy Lee Jones com seus discursos ferozes.

Spielberg pesa a mão ao incluir durante quase toda a fala de Lincoln uma trilha sonora para o enaltecer mas a atuação de Lewis é tão boa que não precisaria deste recurso para nos emocionar ou inspirar.



Gladiador Gladiador (02/02/2013 23:37:16)   188 0
Assisti o filme hoje e gostei. Claro que eu acho que ele não leva as doze indicações, pois como não assisti muitos dos outros concorrentes não posso opinar, porém gostei da atuação de Daniel Day-Lewis.

Achei o filme um pouco extenso, 2h40min, de filme, para mim era para ter sido umas 2h ou no máximo 2h15min.

De qualquer forma mesmo que o filme tenha focado o lado político fora interessante ver a realidade política, como Lincoln se valeu da corrupção do governo americano para comprar votos para a aprovarem sua 13 emenda. Nós falamos que o Brasil é um país corrupto, mas a verdade é que em todos os lugares há corruptos, o problema do brasileiro é que nós não levamos isso a sério, só fazemos apontar e fazer piada, mas não fazemos nada para mudar isso.

Mas voltando ao filme, realmente achei interessante o contexto que o filme foca, as disputas políticas e a cobrança feita ao presidente. Imagine você assumir o governo de um país que de repente entra em uma guerra civil, a qual durou quatro anos, matou mais de 600 mil pessoas, várias famílias perderam seus maridos e filhos, a economia ficou abalada, a confiança do povo no governo caiu; por outro lado, metade do país estava contra você e querendo se separar; soma-se a isso a ideia de abolir a escravidão, um sistema operante desde a época colonial, que estava fortemente enraizado; metade do Congresso formado pela ala democrática (pois Lincoln era republicano), era contra a ideia da abolição e toda hora detonava seu governo. E para finalizar ainda havia a questão pessoal, as desavenças de Lincoln com sua esposa e seu filho mais velho.

Junte tudo isso e coloque como responsabilidade de um homem. Daí que no filme, você nota a aparência do presidente como estando cansado, abatido, ele mesmo chega a reclamar de dores de cabeça, e as vezes tem insônia.

Há uma parte interessante, na qual um dos generais fala para Lincoln que em um ano ele parece ter envelhecido uns dez anos, ou seja, o peso das cobranças realmente fora duro. Não estou fazendo uma apologia a ele, pois desconheço muita coisa de seu governo e de sua vida, mas é inegável dizer que ele fora um presidente qualquer.

Lincoln soube ter esperteza, paciência, firmeza, coragem e determinação para governar e impedir que a nação desmoronasse.



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Rômulo ,the Joker Rômulo ,the Joker (31/01/2013 15:09:56)   1449 3
As atuações e a ambientação do filme são incriveis ,mas o roteiro é um pouco cansativo e complicado em algumas partes ,fora isso é excelente.


Gabriel Gabriel (01/02/2013 16:50:51)   4 1
Sem falar que por ser um conteúdo histórico norte-americano começamos meio que ' perdidos ' no filme sem saber o que realmente estava acontecendo e tivemos que nos esforçar pra acompanhar o filme pra descobrir o que estava acontecendo. Como o filme já começa no meio da guerra e tudo mais.


Alerson Alerson (30/01/2013 19:21:25)   1349 0
Um ótimo filme,Daniel Day-Lewis é um ator FODA e ponto.O cara arrasou como Lincoln,um jeito sereno,voz calma merece os prêmios q tá concorrendo.Não só ele mas como todo o elenco,inclusive Tommy Lee Jones e Sally Field que pra mim é a melhor atuação do filme(não entendi pq ela fez uma tia May tão sem graça no reboot do Aranha).Uma nova obra-prima de Spielberg,que ainda bem não repetiu aquele chato Cavalo de Guerra.



sem avatar Bruno (30/01/2013 12:36:58)   -2 -2
A interpretação de DDL é ótima, o filme é lindo em seus detalhes... Mas é chato, muito chato. Saí no meio do filme porque já não aguentava mais!!!



sem avatar Sérgio (29/01/2013 17:52:02)   17 0
Prezados,

sugiro também a seguinte crítica sobre "Lincoln":

https://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2013/01/29/lincoln-2012/

Abraços



sem avatar Marvin (29/01/2013 16:23:19)   -14 0
Filme bom, uma glória para qualquer norte-americano. Prefiro não atentar a outros detalhes pois como disse, é um filme norte-americano feito para norte-americanos.

Só achei desnecessário a ingerência judaica no final do filme de Lincoln dizendo que gostaria de vistar a Terra Santa...
Tudo bem, eu sei que Spielberg é judeu e Daniel Day Lewis também (assim como quase toda Hollywood). Mas achei meio sem sentido dar ênfase nisso no final do filme.



Bruce Willis de Bigodinho Bruce Willis de Bigodinho (29/01/2013 09:09:38)   583 1
Daniel Day-Lewis é um ator muito foda.



Ivan Ivan (28/01/2013 12:45:59)   -416 -1
Não gostei. Endeusa o Lincoln.



Menandro Menandro (28/01/2013 02:02:52)   93 0
Tipo.... fazia tempo que eu não assistia um filme com tanto dialógo quanto esse Lincoln...

Desses 150 minutos, acho que uns 100 só de conversas...

O filme endeusa mais ainda para os americanos a figura do Lincoln... mas tipo, pelo o que eu entendi no filme, ele só queria acabar com o fim da escravidão. E reconhecia que os negros eram inferiores.... tipo tem um fala do Tommy Lee Jones dizendo isso..

Daniel Day-Lewis foi bem, mas eu achei que a Sally Field fez a melhor atuação entre todos!


sem avatar Marvin (29/01/2013 16:18:33)   -14 3
Você definitivamente não entendeu o desfecho do filme.

Tommy Lee Jones reconheceu que os "negros eram inferiores" apenas para pleitear o idealismo constitucional republicano. A visão dele era o contrário, tanto que ele deu ênfase no início do filme que todos somos homens no olhos de deus, independente de cor e raça. Pois os democratas queriam desestabilizá-lo sabendo de sua crença nos negros.

Lincoln na penúltima cena com a criada negra, disse que fora as roupas e vestes humanas, não passamos de animais primitivos, independente de cor.

São esses detalhes que você deve ter negligenciado.

Denis Denis (03/02/2013 20:40:09)   1313 0
Sério sobre a atuação da Sally Field? Sei lá, eu achei teatral demais, mas gosto é gosto né.


Tércio Felipe Tércio Felipe (28/01/2013 00:16:59)   187 0
Fiz uma jornada dupla hoje, após sair embasbacado com o excelente "Django Livre" do maestro Tarantino, fui assistir "Lincoln" sem saber o que esperar.

Honestamente, o gênero de filmes políticos não me é aprazível, assim sendo, sem ter um conhecimento prévio sobre os fatos que servem como pano de fundo a narrativa do filme, fiquei um tanto quanto a ver navios. Na sessão que fui não rolaram os panfletos citados por Hessel.

Acho que vai vivenciar melhor a experiência do filme quem tiver interesse nesse personagem importante na história norte-americana. E que tenha um relativo conhecimento prévio acerca das figuras históricas que são coadjuvantes na narrativa, uma vez que um grande número de personagens aparece, por se tratar da história da aprovação da 13ª Emenda. Os parlamentares vão aparecendo e se você não sabe nada sobre aquele evento, terá dificuldade de criar empatia ou compreender as motivações de determinadas personagens em serem a favor ou contra a Emenda.

Todavia, o filme vai se tornando gradualmente interessante. O desempenho dos atores é muito bom. No final das contas acabei gostando do filme, embora seja necessário reconhecer que não é um gênero popular. O espectador médio dificilmente vai se encantar por uma história envolvendo um presidente de outro país; na sessão que assisti pessoas levantaram e foram embora balbuciando que o filme era "chato".


Zica das Almas Zica das Almas (29/01/2013 10:05:57)   399 1
Falou por mim cara, o grande número de personagens aparece (congressistas, parlamentares etc), e se a pessoa não tiver um amplo entendimento sobre o acontecimento ficará boiando em várias partes e citações do filme.

Lindinha Lindinha (30/01/2013 17:14:39)   -2 2
adoro criticas como essa, que sabem do que estão falando e tem a certeza que não é um filme para muitos..


sem avatar Emerson (26/01/2013 11:00:48)   1 -1
Parei de ler em "Por Marcelo Hessel".....



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Anselmo Luiz    Anselmo Luiz (26/01/2013 00:39:16)   100 0
Boa noite pessoal do Omelete, gostaria de utilizar esse espaço do site para compartilhar uma coisa com a qual estou indignado:
Sou morador da Zona Leste da capital paulista e como ontem foi feriado programei uma sessão de cinema com minha namorada pois sou aficionado pela sétima arte mas não disponho de muito tempo pra alimentar esse vicio, pois bem, desde que soube da produção do filme Lincoln estou muito muito ansioso pra ver, como ia no cinema nesse feriado e era justamente o dia da estreia fui até a Internet ver os horários disponíveis para o filme e... ELE NÃO ESTA EM CARTAZ EM NENHUM CINEMA DA ZONA LESTE, como não tenho carro se quisesse ver o filme teria que me deslocar de transporte publico até o centro da cidade pra isso, por ser morador da Zona Leste não tenho direito de ver o filme na Zona Leste? estou indignado com o tratamento que as distribuidoras de cinema fazem com os moradores daqui, isso não é de hoje, em 2004 com Ray foi a mesma coisa, um Divã para dois que queria muito ver também não passou por aqui os moradores da Zona Leste só podem assistir Blockbusters, infantis e comedia nacional? gostaria de registrar aqui a minha revolta. obrigado por proporcionar o espaço.


sem avatar Rafael (26/01/2013 00:52:46)   3 0
Oi Anselmo, cara sou morador da Zona leste e fui hoje na estreia assistor ao filme. Tem sim, esta passando no UCI analia franco. Um cinema incrivel por sinal.

Anselmo Luiz    Anselmo Luiz (26/01/2013 01:26:13)   100 0
Serio mesmo? eu procurei no Site e não vi, será que passou batido, em todo caso, um único cinema e ainda só na parte nobre da região passar esse filme ?

Gustav Klimt. O Zumbi que gostava de sonetos, sangue e cerejas. Gustav Klimt. O Zumbi que gostava de sonetos, sangue e cerejas. (26/01/2013 01:36:08)   1901 0

Anselmo, vou além: não só a distribuição nos cinemas é discriminatória, como as locadoras (sim, elas ainda existem) nos bairros mais distantes se limitam aos filmes mais "pipoca com Coca-Cola". Filmes como Moonrise Kingdom, Amour, ou mesmo Lincoln não chegarão a muitas locadoras por uma simples questão econômica, já que filmes mais densos são menos locados.
Tente um cinéfilo de uma pequena cidade ou de uma periferia assistir a um filme do Elia Kazan ou do Nicholas Ray. E a Nouvelle Vague francesa e o nosso Cinema Novo? Hoje existem facilidades, mas às vezes achar um simples filme do Hitchcock pode ser como procurar uma agulha num palheiro cultural.
Seria interessante se as bibliotecas públicas disponibilizassem ao menos os clássicos. Que elas fossem um espaço (digital, talvez) onde todo apaixonado por cinema pudesse ter acesso a uma imensa coleção com filmes de todos os tempos e lugares.
Bom, pelo menos o Aurora do Murnau está disponível em alta definição no YouTube.

sem avatar Paulo (29/01/2013 11:34:22)   0 0
No Shopping Boulevard Tatuapé também está passando..

sem avatar Guilherme (29/01/2013 12:47:47)   0 0
Não é exclusividade da Zona Leste. Em Guarulhos temos um cinema muito bom, grande e não está passando também, assim como filmes como Django não possuem UMA só cópia legendada..somente dublado. Cinema pra alguns lugares, ta ficando difícil...depois reclamam quando "alugamos" em torrents da vida....


Breno Breno (25/01/2013 21:21:04)   619 0
Ótimo filme... no final das contas este foi um filme menos "político" do que eu estava esperando. Daniel Day-Lewis está perfeito no papel, porém a atuação do Tommy Lee Jones não pode ser esquecida. Ambas ótimas.



Gustav Klimt. O Zumbi que gostava de sonetos, sangue e cerejas. Gustav Klimt. O Zumbi ... (25/01/2013 15:15:11)   1901 2
Filme e crítica concisos, elegantes, rigorosos. Quando um cineasta analisa as potencialidades da palavra e sua sedução, colocando os diálogos no foco da ação, as imagens de início parecem um tanto monótonas, estáticas. No entanto, a qualidade do texto vai aos poucos preenchendo todos os espaços, estendendo-se pelo tempo narrativo, movimentando-o como uma engrenagem e dando fluência ao filme, como uma espécie de mola propulsora que habita os personagens.
Ao final temos uma palavra sólida, ressoando amplificada no escuro do cinema.

E Daniel Day-Lewis mais uma vez está possuído por alguma entidade da macumba!


Anderson Anderson (25/01/2013 19:56:41)   448 0
Concordo, o começo foi estranho, monotomo, mas ao longo da historia foi se aprodundamento, ja estava absorvido pelo filme. Muito bom.


Barbarian Barbarian (25/01/2013 14:16:06)   1280 0
Mas... o Hessel não deu 5 ovos por causa do paralelo Obama que foi meio forçado ou teve mais alguma coisa?


Marcia Marcia (26/01/2013 09:39:02)   38 -4
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sem avatar joao silva (25/01/2013 13:49:38)   4 3
Antes que você ir pro cinema, tenha em em mente que este NAO é um filme pipoca. É um filme onde reina os diálogos. Se você tá em dúvida, guarde o dinheiro e espere sair em DVD/Blue Ray


Anderson Anderson (25/01/2013 19:53:16)   448 0
Eu disse um tempo atras, é um filme que muita gente vai sair do cinema dizendo "que merda de filme".
Enfim, fazer o que.


Seriously? Seriously? (25/01/2013 11:40:21)   -8 2
Alguém que já tenha visto o filme pode me dizer se há, em algum momento, alguma referência à visão "racista" de Lincoln??

Apesar de abolicionista, Lincoln considerava o homem branco bastante superior ao negro e tinha, como plano inicial, conduzir os negros libertos para fora dos EUA... depois da guerra, claro, sua visão foi se alterando.

Há essa cutucada na ferida ou mostram apenas o lado bonzinho dessa figura histórica?


sem avatar joao silva (25/01/2013 13:45:29)   4 1
Eu assisti, e a resposta é não, em momento algum há essa referência que você citou

James James (25/01/2013 15:39:57)   158 1
Muito bem lembrado, cara.

E essa dúvida aliada ao fato de assistir a um filme histórico de um de meus cineastas favoritos de todo o sempre tá me deixando tenso.

Será se Spielberg aprontou mais uma hagiografia ou biografia histórica?

Até q ponto as contradições entre o discurso do filme e a força dos fatos retira o alcance estético deste tipo de obra?

Volto a frisar:Spielberg é desde sempre um de meus cinastas favoritos, mas têm uma tendência à sacarina e ao maniqueísmo q fazem um mal danado.

Vou assistir, é claro, mas com um pezinho lá atrás.




Willie Willie (25/01/2013 17:00:02)   812 -4
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Marcia Marcia (26/01/2013 09:50:19)   38 -3
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sem avatar Bodão (26/01/2013 10:15:27)   15 0
Eu sinceramente não acredito que alguém tão racista tenha ido tão longe na luta pela 13o emenda à constituição.

Acredito que aí existe incompreensão quanto as suas ações. Essa questão de conduzir negros para fora dos EUA, que você coloca como uma ação racista, nos textos que li se tratavam na verdade de negros em estados ainda escravistas que não conseguiriam fugir dessa realidade, então existia um grupo (não só o Lincoln) que os ajudava no exílio. É claro que a ação favorecia os brancos, mas não era a motivação.

Lincoln acreditava na igualdade entre seres humanos e era racista apenas até o ponto em que toda a sociedade o era: era impossível naquela época conceber uma sociedade 100% sem preconceitos, como, por sinal, até hoje não temos! Imaginar negros e mulheres votando, negros sendo eleitos presidentes... Era algo inconcebível, independente da pessoa. Mas ele sabia que terminar a escravidão era o primeiro passo, o resto teria que vir depois.

Daí até acusá-lo de racismo seria como acusar Gandhi de anti-pacifista e a favor da violência (devido ao episódio com sua esposa), ignorando o contexto...

Wagner Wagner (27/01/2013 08:09:53)   815 0
James, leia a crítica do Pablo Villaça, do Cinema em Cena.Parece que o filme vai por esse caminho, sim...

Seriously? Seriously? (28/01/2013 12:10:06)   -8 0
Pois é pessoal,

Assisti o filme e esse ponto não é explorado. Porém, o Spielberg é habilidoso em contornar esse tipo de fato. O foco é inteiramente na questão política da coisa e, nesse quesito, o filme realmente é muito bom.

Spielberg conseguiu homenagear o cara sem citar seu lado mais questionável e ainda assim deixar o filme dinâmico. Gostei bastante do filme!

No entanto, acho que "Django Livre" fala mto mais quanto à questão da escravidão do que "Lincoln"

Abraços, colegas


Bruno Bruno (25/01/2013 10:15:55)   61 1
sou mai "Lula - O Filho do Brasil"!
hihihihi! brincadeira!
Hessel, parabéns pela crítica! Agora me deu mais vontade de assistir esse filme e tirar minhas próprias conclusões!


Joker Flash Joker Flash (26/01/2013 03:06:18)   1135 0
Por mais que o Lincoln era um Lula dos EUA... Mas enfim, os filmes são diferentes HAHAHAHAHA


sem avatar Eder (25/01/2013 09:02:02)   4 -2
Hessel estava indo tão bem... Até viajar, falando de Obama.


sem avatar Jéssica Fabrícia (25/01/2013 11:26:50)   3 3
foi perfeito o encaixe que ele fez.

Marcia Marcia (26/01/2013 09:55:16)   38 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

sem avatar Eder (01/02/2013 08:21:53)   4 0
Sim, porque falar do Obama é muito importante para a crítica... Por favor.


Dennis Dennis (25/01/2013 05:35:46)   -2 -2
Em breve as indicações da academia tornar - se - ão sinônimos de pseudointelectuais que se esforçam para serem patéticos. Já não me surpreendo com os elogios exaltados e demasiadamente exagerados destes filmes supérfluos e cansativos. A tendência comercial é repugnante e nos dias atuais está difícil até mesmo recorrer às produções independentes que estão perdendo o brilho de outrora. São raras as exceções, e Lincoln está muito longe de ser uma delas. 12 indicações exageradas e desmerecidas e que, infelizmente, como sempre e injustamente, levará alguns prêmios descaradamente. Quem conferiu o Joaquin Phoenix em ¨O Mestre¨ pode afirmar sem receios quem realmente merece esse prêmio. Mas vamos aplaudir o festival de futilidades e nos encantar com as jóias e roupas de gala dos artistas, fingir que tudo é uma maravilha e mastigar muita, mas muita pipoca.


Anderson Anderson (25/01/2013 19:55:22)   448 0
Desculpa, mas discordo e muito.

Dennis Dennis (27/01/2013 04:59:38)   -2 0
Se importa em colocar sua argumentação, Anderson ? Sem confronto, com o prazer do respeito mútuo ao discutir esta arte.


Eric Eric (25/01/2013 04:50:08)   11 0
Sou fã incondicional do Day-Lewis, no tanto que ele teve uma atuação de gala nesse filme, mas O FILME em si achei fraquinho, e olha q gosto de dramas históricos, esperava mais desse filme, uma outra pegada, no máximo 3 ovos.



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sem avatar Marco A (25/01/2013 02:15:32)   732 2
Vi um trailer hoje no cinema e deu uma put@#$ vontade de assistir!



sem avatar Rafael (25/01/2013 01:47:54)   7 1
Ótima crítica Hessel.Lincoln é um filmaço,tudo no filme é bem feito e bem elaborado.As atuações de Daniel Day-Lewis e Tommy Lee Jones são de arrepiar,Spielberg dirige um espetáculo de filme,apagando toda aquela crítica sobre Cavalo de Guerra.Um filme que creio eu,não fará nenhum sucesso no Brasil,eu acho algo normal.Os brasileiros não vão se acostumar ao estilo do filme.Enfim,dou 5 ovos porque é um dos filmes do ano passado.



Joker Flash Joker Flash (25/01/2013 00:41:21)   1135 1
O problema do filme no Brasil, é que conta uma história estadunidense

Mas com certeza vou conferir! Viva ao Spielberg!



Alex Bauer Alex Bauer (24/01/2013 22:39:35)   83 2
Spielberg é realmente um cara surpreendente. Ano passado foi quase execrado por causa de Cavalo de Guerra e agora está sendo exaltado. Certamente vai levar muitas estatuetas para casa esse ano.


Joker Flash Joker Flash (25/01/2013 00:40:01)   1135 3
Eu gostei de Cavalo de Guerra...

Renan Renan (25/01/2013 12:43:36)   2482 2
Aqui no Omelete neh? Pq Cavalo de Guerra foi super elogiado pela critica e pelo publico, eu mesmo gostei e discordo totalmente da critica do site, ve la no Rotten ele tem mais que Tintim, que é outro excelente filme do Spilberg.

sem avatar Leonardo (27/01/2013 12:48:27)   4 0
Verdade em geral Cavalo de Guerra recebu notas boas , em media 7 ou 7.5 , e um filme aparyir de 6 é aprovado , mesmo tendo lá seus defeitos , não deixa de ser um filme emocionante e lindo , algumas cenas , com destaque pra mim daquela que o Cavalo fica preso e os dois lados da guerra se ajudam , foi surpreendente , mostra como nenhum dos dois lados querem lutar e todos são seres humanos e não querem aquilo , que o unico motivo por se matarem é pelos grandes que nem na guerra aparecem , que só mandam as pessoas se matarem =/ triste algo assim , mais exceto isso filme muito bonito ^^ um filme que vc não quer parar de ver por ser bem emocionante e variado , daria 7.5 de boa pra ele


Stuart Stuart (24/01/2013 22:39:21)   1003 3
Cara,que elenco grande rs
E Joseph Gordon-Levitt faz? Não sabia,o cara realmente tá em todas.



sem avatar Davi (24/01/2013 22:35:05)   41 2
Boa Crítica, agora achei a aplicação a obama um tanto particular do que vinda do Spielberg. Ficou parecendo na crítica apenas que essa foi a visão de Hessel, não de Spielberg. Em nenhum momento, eu percebi alguma semelhança de A. Lincoln com B. Obama no que diz respeito à suas respectivas atuações como presidentes, ao assistir o filme. Talvez tenha sido apenas uma sensação que o crítico teve, e não uma intenção do diretor. E seria bastante arriscado ele (Spielberg) fazer uma comparação dessas.


sem avatar Eric (24/01/2013 23:09:54)   19 0
Hessel não seria Hessel se não nos saísse com "pérolas" feito essas:

- "o diretor carrega no discurso em alguns momentos para fazer o paralelo com outro presidente isolado"

- "seria o sistema público de saúde de Obama a nova abolição?"

Jorge Jorge (25/01/2013 12:19:09)   39 0
Concordo, Davi. Seria arriscado para Spielberg. Se essa comparação existisse, o filme seria quase uma propaganda em favor do Obama o que eu pessoalmente não gostaria que fosse. Gosto do Spielberg, mas não sou afavor do Obama.

Marcia Marcia (26/01/2013 10:01:11)   38 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

sem avatar Leonardo (27/01/2013 12:50:30)   4 0
Uma coisa que eu sempre me pergunto , as pessoas gostam do Obama ou não , vejo ele como um otimo presidente dos EUA e não gostaria que um Republicano assumise não :S , outra coisa pode parecer boba mais , acho muito legal as caretas que ele faz , presidente mais divertido ;p

sem avatar Davi (31/01/2013 16:17:08)   41 0
Eu retiro o que disse. Eu estava errado, Spielberg levanta a bandeira de Barack Obama, isso é consenso.


Daniel Daniel (24/01/2013 22:30:04)   447 0
Filme bom, mas achei cansativo, deve ser melhor para pessoas que curtem conflitos politicos. E Daniel Day-Lewis está SENSACIONAL nesse filme, o mesmo está Tommy Lee Jones.



Anderson Anderson (24/01/2013 22:18:17)   448 1
É um otimo filme, acho que direção não é so criar cenas marcantes, mas preparar os atores, dar condições e tirar o melhor deles. Além de contar uma historia. Gostei do filme, da atuação, bom ver o Spilberg fazendo coisas boas.



Denis Denis (24/01/2013 21:31:08)   1313 2
"Até a trilha cheia de refrões de John Williams, que toca desde a cartela inicial, está inesperadamente controlada aqui".

Estas trilhas pomposas de John Willians apesar de bonitas me cansam um pouco.

Gostei da crítica desta vez, só faltou falar da atuação do Jones.


Anderson Anderson (24/01/2013 22:16:21)   448 0
Ele tinha que encerrar a carreira com outra trilha marcante, tipo a marcha imperial ou a do Indiana Jones. Talento tem.


Batman Batman (24/01/2013 21:14:26)   34 4
Tirei a cartola para a crítica do Hessel.



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sem avatar Cassiano (24/01/2013 21:07:30)   221 1
Como foi dito pelo Raul, a atuação do ddl é ótima mas não supera a do joaquin phoenix em the master



R@finha VERDÃO Rises R@finha VERDÃO Rises (24/01/2013 20:53:16)   709 2
Belissima critica!



Gory Gory (24/01/2013 20:42:28)   239 2
Essa crítica é do Marcelo Hessel mesmo ? Focando nos aspectos técnicos e na interpretação de Daniel Day-Lewis em vez de metáforas incompreensíveis.


Denis Denis (24/01/2013 21:32:33)   1313 0
Verdade... Se bem que poderia ter falado da atuação do resto do elenco também, principalmente a de Tommy Lee Jones.


Raul Raul (24/01/2013 20:40:56)   1073 2
Assisti uns dias atrás, o filme é realmente ótimo. Spielberg diferente do ano passado, acertou bonito novamente. E claro que Day-Lewis deu mais uma aula de atuação, mas nem mesmo ele consegue superar a atuação de Joaquin Phoenix em The Master.


Breno Breno (24/01/2013 21:51:57)   619 0
Raul... estou atras do The Master a tempos! Você baixou, assistiu no cinema, o que ?

Raul Raul (24/01/2013 23:16:51)   1073 0
Breno, baixei. Mas como o Jeremy Arkham falou, estreia amanhã em todo o Brasil. Vale a pena pagar pra assistir. Só não esperei por que já estou com muitos gastos nesse começo de ano, dai temo Carnaval chegando.. tenho que economizar.

sem avatar Francisco (25/01/2013 14:55:00)   309 0
Raul,

É complicado dizer, pq ambas foram atuações bem dificeis mesmo, irei conferir THE MASTER e tirar minhas duvidas!!!

Trilha Sonora e Diretor vão ser 2 oscars sem sentido, sem Ben Affleck e o Greenwood!!!

Tyler Durden Tyler Durden (25/01/2013 20:06:49)   2891 1
Baixou aonde ? Aonde eu moro não há cinema !!!!!

Marcia Marcia (26/01/2013 10:05:03)   38 -2
Tyler,

tenta o site baixakifilmetorrent tem um especial com alguns dos indicados ao Oscar, The Master não vai passar aqui perto de casa também... (saco!).

Tyler Durden Tyler Durden (26/01/2013 12:29:55)   2891 1
Valeu pelo site, mas lá não tem, é um dos poucos que não há na lista !

Difícil né ?


Ângelo Ângelo (24/01/2013 20:40:10)   8 2
Loguei só pra elogiar a crítica do Hessel. Das melhores q ele já escreveu, sem fugir do seu estilo "peculiar".



Tyler Durden Tyler Durden (24/01/2013 20:31:23)   2891 0
Me impressionou por ser mais politico do que patriota, e por tratar o assunto em um modo geral pelo lado humano do Lincoln, ele contando as histórias foi sensacional



Cicero Cicero (24/01/2013 20:27:20)   338 5
Filme bom concorrendo a vários premios entrando em cartaz e o povo prefere ver de Pernas pro ar 2...e pior! O 3º já foi confirmado! Como diria o Capitão Nascimento "Vocês financiam essa p****"

Com certeza verei esse na telona


Dylan Dog - Dylan Dog - (24/01/2013 21:36:25)   1360 3
Foda,é quando você vai com a galera ver uma grande estréia e os zé manés duma hora pra outra querem ver "E Aí,Comeu?","Os Penetras", "Até que a Sorte nos Separe".

Da vontade de ir embora na mesma hora.

sem avatar francisco carlos (24/01/2013 22:32:12)   536 3
Olha eu torço pelo cinema nacional, mas essas comédias meia boca são uma praga e estão virando as pornochanchadas do seculo 21.Explico:Antigamente as pessoas não gostavam de filme brasileiro por só tinha "mulher pelada e palavrão".Agora estamos caindo em outro clinchê:"comédinha brasileira".Acho que o padrão Globo bota fogo nessa lenha.Um exemplo:Vc pega um plot para uma série:uma familia dona de uma funeraria.Lá fora vira Six Feet Under (A Sete Palmos, que passava na HBO)... e aqui vira: Pé na Cova com Miguel Falabela abusando da canastrice..é de doer....

sem avatar Marco A (25/01/2013 02:18:22)   732 2
Por isso nunca saio de casa sem saber o que vou ver com a galera. Vou ver o que quero ou não vou! Simples assim.

Gladiador Gladiador (02/02/2013 23:37:11)   188 0
Já fui para o cinema várias vezes sozinho. Eu chamava meus amigos para ver um filme e inventavam de assistir algumas porcarias de filmes brasileiros e americanos. Nesse caso, chegavam a me chamar de antissocial e rude, mas eu dizia mesmo, se for para gastar dinheiro com porcaria, eu prefiro perambular pelo shopping do que perder duas horas de minha vida assistindo essas merdas de filmes, e olhei que em alguns casos acabei assistindo.




jesuan jesuan (24/01/2013 20:21:06)   31 0
Boa crítica. Com certeza irei assistir!



sem avatar Lucas (24/01/2013 20:19:18)   3 0
ótimo filme, um pouco longo mas não chega a ser cansativo... Atuação extremamente espetacular do Daniel Day-Lewis, merece todos os prêmios que com certeza vai receber, mas eu não sei se o Steven Spielberg deve ganhar alguma coisa por esse filme... Mas de qualquer jeito o filme é ótimo !!!




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