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Lollapalooza Brasil | Arctic Monkeys, Jane's Addiction, Gogol Bordello, Foster the People, Racionais MC's e mais

Festival fecha sua primeira edição no Brasil com muita variedade na programação

Carina Toledo
09 de Abril de 2012

Gogol Bordello
Gogol Bordello
Thievery Corporation
Thievery Corporation
Friendly Fires
Friendly Fires
Foster the People
Foster the People
Jane's Addiction
Jane's Addiction
Arctic Monkeys
Arctic Monkeys
Skrillex
Skrillex

COBERTURA EM VÍDEO (2 dias)

O segundo dia de Lollapalooza Brasil se mostrou bem mais interessante em sua programação, já que não contava com um headliner tão poderoso como o Foo Fighters, dando espaço para uma variedade maior de bandas.

Comecei a maratona com muito sol na cabeça no show de Gogol Bordello, no palco Butantã, que logo no começo da tarde elevou os padrões que definem um show incrível. Já às 14h a arena estava lotadíssima e animada, convertida em uma festa cigana da melhor estirpe e até bem longe do palco todos dançavam com muita empolgação. O clima era contagiante e para os que não sabiam as letras, valia gritar qualquer coisa mesmo, já que as músicas de Gogol Bordello são uma mistureba só.

O vocalista Eugene Hütz não parava quieto em nenhum momento e era auxiliado na festa pelo violinista russo Sergey Ryabtsev e pelo MC e percussionista equatoriano Pedro Erazo. Vestindo uma camisa de uniforme dos garis do Rio de Janeiro (enquanto Hütz vestia uma colorida calça de capoeira), Erazo fez um empolgado discurso em portunhol, encorajando a união de todas as etnias, da América Latina à Ucrânia, e depois de tomar o microfone não largou mais, cantando até o fim como backing vocal e interagindo com a plateia. Os destaques foram "My Companjera", "Start Wearing Purple" e "Break the Spell", retomada no final para fechar o show com o apelo, "Come on São Paulo, break the spell!".

Depois de um show tão intenso, nada melhor que rumar para o palco Cidade Jardim, onde o Thievery Corporation comandava uma apresentação bem mais leve e relaxada, com sua sonoridade que incluia trip-hop, raggae, dub e ska. Pela segunda vez no país, a banda customizou seu show com vários vocalistas diferentes, revezando um rapper, uma dupla de estilo jamaicano e duas cantoras, sendo que uma era brasileira. Além do clima muito gostoso que se instaurava na plateia, foi essa customização que mais chamou atenção e deixou vontade de assistir ao show da banda também em outros países para ver como eles se adaptam.

Electro, dance e pop

Impressionava a grande plateia que o Friendly Fires atraiu para seu show, no palco Butantã, entre fãs e curiosos. No entanto, seria necessário algo mais que as dancinhas do vocalista Ed Macfarlane para empolgar o público, que logo começou a se dispersar. Também não ajudava que o áudio de seu microfone estava mais baixo do que deveria.

Parecia que faltava uma certa ousadia da banda, e quem já assistiu às transmissões online de festivais gringos sabe que os shows do Friendly Fires normalmente não são muito corretos. Todas as músicas foram muito bem executadas, com uma banda de apoio que expandia o trio formado por Macfarlane, Jack Savidge e Edd Gibson. Os que se mantiveram atentos e estavam mais próximos ao palco conseguiram se divertir e dançar muito com o electro pop do grupo e foram os sucessos de seu primeiro álbum, "Paris" e "Skeleton Boy", que mais contagiaram a arena. Do segundo álbum, Pala, os singles "Hurting" e "Hawaiian Air" empolgaram menos mas ainda tiveram alguna adesão. Ficou a impressão de que aquele show ganharia uma atmosfera muito mais especial em um lugar fechado ou à noite, com o auxílio de iluminação e mais recursos visuais.

Do outro lado do Jockey, Foster the People conseguiu surpreender até ao seu próprio vocalista ao provocar uma reação tão calorosa na plateia. Era visível a alegria no rosto de Mark Foster cada vez que o público cantava junto seus principais sucessos (mesmo com apenas um álbum no currículo) e foi esta recepção que, aos poucos, fez com que a banda fosse se soltando e usando todos os cantos do palco para interagir com o público.

Com uma certa timidez no início da apresentação, a banda tocou uma sequência contínua até a quarta música, "I Would Do Anything For You", quando Foster anunciou que aquele era o último show da turnê pela América do Sul e por isso era muito especial, já que temos a reputação de ser a melhor plateia do mundo, causando comoção geral, já que brasileiro adora ser elogiado. Em seguida, tocaram "Broken Jaw", que terminou com um ótimo crescendo instrumental, "Love" e o single "Call It What You Want", um dos momentos em que o público mais dançou. Outro destaque foi a ótima "Don't Stop (Color on the Walls)", que lembra levemente New Order, em alguma de suas camadas de sintetizador.

O show ficava muito interessante e dinâmico pela variedade de instrumentos usada por Mike Foster, que tocou teclado, guitarra, percussão, cowbell e até maracas. Com apenas 12 músicas no setlist, a banda encerrou com seu maior hit, "Pumped Up Kicks", adicionando um segmento eletrônico no final da música, transformando o hit pop em uma grande balada. Se despediram contentes, Mark Foster jogou as maracas pra galera, e deixaram o palco.

Boas músicas e monotonia

MGMT fez jus a sua reputação de péssimos shows com uma das apresentações mais monótonas do festival. Antes de começar, uma grande multidão aglomerava-se no palco Butantã para ver a banda de Benjamin Goldwasser e Andrew VanWyngarden, mas conforme o show se desenrolava - especialmente depois de "Electric Feel"-, só se observava gente deixando a pista e ninguém chegando. O show chato e nada empolgante parecia que pelo menos teria um bom desfecho, com o hit "Time to Pretend", mas a banda não podia deixar aquilo acabar bem e tinha que tocar mais uma. Aturando muita chuva e vento, a plateia se empolgou mais com os relâmpagos do que com a banda.

Mais tarde, no mesmo palco, o Jane's Addiction também não obteve muito sucesso com sua plateia e foi outro caso de deserção, deixando sobrar lugares até na grade. A banda fez uma entrada cênica ao som de Pink Floyd nos amplificadores, e abriu com "Underground", último single de seu novo álbum, The Great Escape Artist, trazendo um pouco do visual do videoclipe para o palco, com dançarinas burlescas penduradas por cabos e balançando suas longas saias.

Mesmo em hits como "Just Because" e "Been Caught Stealing", a banda não conseguia se conectar totalmente com seu público e Perry Farrell, apesar de empolgadíssimo, parecia viver em outro mundo (especialmente quando víamos um close de seu rosto no telão). Toda a excentricidade da cenografia e da performance (em "Twisted Tales", um ator mascarado de branco entrou carregando um grande saco, enforcou uns bebês bonecos e depois enforcou a si mesmo) dava a impressão de que a banda estava se levando a sério demais. Dave Navarro com certeza é esse tipo de artista, com seu visual impecavelmente trabalhado - ao menos as guitarras não decepcionam. Toda aquela pretensão estética, ao tentar dar muito significado às canções, parece tê-las deixado ainda mais vazias. Seria mais interessante abandonar todos os aparatos e retomar um rock mais cru, como no começo de sua carreira - ao menos o show descrito na noite anterior por Dave Grohl, em sua adolescência, parecia mais atraente.

Um encerramento britânico

O Arctic Monkeys subiu ao palco pontualmente às 21h30 e já causou comoção na abertura com "Don't Sit Down Cause I've Moved Your Chair", de seu mais recente álbum. Na sequência, "Teddy Picker" (de Favourite Worst Nightmare, 2007) mostrou que são das antigas que o público gosta mais. Apesar da ótima recepção das canções de Suck It And See, com "The Hellcat Spangled Shalalala" e "Library Pictures" (com suas guitarras poderosíssimas!) já no começo, foi com o hit "I Bet You Look Good On the Dancefloor" que a arena inteira pulou e cantou unida.

A apresentação foi muito competente e focada totalmente nas músicas, mas com poucas interações com a plateia. E são justamente esses momentos de conexão que levam um show a outro nível - e denunciam que uma banda ainda precisa de mais alguns anos de estrada para conseguir se conectar verdadeiramente com 60 mil pessoas. Todo o espaço do palco foi mal-aproveitado, sem passeios pelas extremidades ou e pouco uso da passarela em frente. Tudo indicava que em "Pretty Visitors" Alex Turner finalmente daria a devida atenção ao público (que, sob chuva e vento, merecia um carinho especial), quando largou a guitarra e ficou apenas no vocal, mas isso não aconteceu.

A sorte do Arctic Monkeys é que suas músicas são mesmo muito boas e fazem todo o trabalho por si só, com quase todo o setlist tendo uma boa adesão do público - culminando em "Fluorescent Adolescent" e na linda "505", que fechou o show trazendo lágrimas aos olhos de muitas menininhas. Expandir um pouco mais sua presença de palco e mostrar mais dedicação aos fãs seria tornar aquilo que é ótimo em uma experiência arrebatadora.

Skrillex

Por Fernando Scoczynski Filho

Apresentando-se no palco Perry lotado e com vários curiosos nos seus arredores, Skrillex tocou o sua marca registrada, o dubstep. As músicas começavam com uma base eletrônica, aumentando sua intensidade aos poucos, até que, após uma pequena pausa, entrava o infame uso exagerado do wobble - técnica de oscilação rápida dos sons graves que, acompanhada de batidas ridiculamente pesadas, era responsável por todos os momentos em que a plateia mais pulou. Basta ouvir uma música qualquer de Sonny Moore para identificar essa progressão básica, e no show não foi diferente. Seja sampleando um reggae, um electro-pop retrô ou "Light My Fire" (The Doors), é sempre o mesmo: momentos de menor intensidade que aumentam aos poucos, uma pequena pausa e, então, o ataque do wobble, acompanhado do delírio do público. É claro que Skrillex não "toca" nada disso - somente altera ao vivo as músicas pré-gravadas -, mas faz uma performance enérgica, dançando constantemente e, de vez em quando, gritando os obrigatórios "Brazil!" e "Put your hands up!". Sem surpresas.

A soma desses fatores funcionou, no sentido de que agradou à plateia, e provavelmente nenhum fã saiu reclamando. Foi um show bem escolhido pelo festival, no momento certo, aproveitando o auge da notoriedade do artista. Mas tudo que Skrillex faz é tão similar e previsível que levanta questões quanto ao mérito do show, e quanto ao tempo que levará para o público esquecer dele e partir para o próximo hype.

Racionais MC's

Por Marcelo Druck

No último show do Lollapalooza, todos foram 157. Racionais MC's fez um show irretocável para poucos e sortudos. Inicialmente escalados para tocar ao mesmo tempo que Arctic Monkeys, o conjunto atrasou cerca de uma hora e se recusou a autorizar a transmissão pela TV e Internet. Dessa forma, apenas quem estava lá pôde curtir um setlist quase perfeito que abrangiu os principais momentos da carreira - de “Homem na Estrada”, “Jesus Chorou”, “Negro Drama”, até “Marighella”, seu último lançamento. Porém, faltaram algumas de suas músicas mais conhecidas como “Diário de um Detento” e “Qual Mentira Vou Acreditar?”.

O atraso de mais de uma hora transformou, na prática, o Racionais MC's na atração de encerramento do festival. Para colocar a plateia no clima, KL Jay fez um DJ set misturando black music, soul e MPB. Assim, quando Mano Brown, Edy Rock e Ice Blue entraram no palco, junto de cerca de vinte músicos de apoio, houve desenvoltura de banda no auge e um entrosamento invejável com o público, que cantou todas as músicas de forma apaixonada.

Brown mostrou toda sua veia política e polêmica, arrancando risos e aplausos do público. Elogiou o senador Eduardo Suplicy, presente na plateia, fez um discurso inflamado sobre como sua geração só queria “votar no Lula para mudar o país” e ainda foi irônico com o show do Arctic Monkeys, que acontecia ao mesmo momento: durante o intervalo de algumas músicas, falou rindo, “Som bom esse, hein”. Foi um show memorável para os fãs de rap nacional e, mesmo com o desfalque das músicas mais conhecidas, não seria exagero afirmar que foi um dos melhores momentos do festival - e só para quem estava lá.

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Comentários (13)

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sem avatar Marky (16/04/2012 16:11:04)   0 0
Li. E o Omelete deu uma derrapada no texto do Gogol Bordello. Ali não é uma calça de capoeira nem valendo. Ali é uma calça comemorativa ao Estado de Pernambuco, onde ele cantou em 2009 e tem uma música no seu álbum recente chamado "In Meantime of Pernambuco", custa pesquisar de vez enquando...



Lucas Lucas (14/04/2012 03:52:48)   42 1
O Show do Foo Fighters foi SENSACIONAL! Curto a banda a quase 15 anos e foi muito foda fazer parte daquilo. Os caras tocaram por mais de 2 horas e meia, inesquecível!

Acabei encontrando a Carina Toledo no final do show. Muito linda e muito simpática também. Parabéns pela cobertura!



sem avatar Keysson (10/04/2012 21:04:00)   17 0
Faltou uma resenha do show do Black Drawing Chalks! Banda de hard rock de goiânia que tem tudo pra despontar em nível mundial!



Paulo Vox Paulo Vox (10/04/2012 18:25:50)   118 1
Viajei 400 Km para ver o Loolapalooza no Domingo e valeu a pena. O que gostei logo de cara foi do show do Thievery Corporation, animado com muito groove e todo mundo com uma astral muito legal. Andei entre os palcos, e tudo muito bacana. As camisetas da galera estavam um show a parte, eu e a minha esposa até fizemos uma contagem por brincadeira para ver quem ganhava, mas paramos na metade. Vi de várias bandas U2 umas 3, Beatles umas 4, Joi Division umas 2 e lógico Foo Fighters e Arctic eram as que lideravam.
Nos shows principais, gostei do Foster The People, animado, mas confesso que no começo fiquei meio constrangido, os caras pareciam uma Boy Band, todos bonitinhos arrumadinhos e até então som de guitarra escasso, da metade para o fim ficou mais bacana e achei que valeu.
Já o Arctic Monkeys foi som de gente grande, muito bom, o Alex Turner já impressiona por ser tão novo e ter este jeito a lá Johnny Cash. Confesso que quem gosta deles é a minha esposa, eu sou mais fã do U2 (que já vi 3 vezes), e Metallica, mas o Arctic é uma banda poderosa, me lembrou U2 do Boy.
Excelente show. Só a volta para o hotel como toda saída de show foi punk, mas fora isto valeu a visita a SP e ver de perto este som novo e Indie, embora eu ache que pelo show,pela potência e pela competência em breve o Arctic não vai mais poder ser tratado de indie e sim de mainstream. Até porque tocar para 60 mil não pode ser Indie, não é mesmo?



Victor Victor (10/04/2012 13:36:34)   229 0
Vi o show do Arctic Monkeys no Multishow e foi muito bom, eles mandam bem ao vivo.

PS: saudades do Skrillex quando tava no From First to Last.



Caio Caio (10/04/2012 11:20:58)   99 0
Se eu não gostasse tanto de Arctic meu voto pra melhor show iria pra Gogol Bordello. Sério, não conhecia nenhuma música mas foi o show mais divertido do dia. Foster The People foi a surpresa da noite, assisti a um show na quinta no Cine Joia e foi muito bom, mas não esperava que eles fossem conseguir repetir o feito num evento como Lolla ( a galera cantando Pumped Up Kicks foi íncrivel). O que tornou o show do Arctic foda foi a plateia, só de lembrar 60 mil pessoas cantando Don't Sit Down Cause I've Moved Your Chair foi memorável, eles mandaram bem e só o que temos a pedir. No geral, gostei muito do festival. Descobri bandas íncriveis como Manchester Orchestra, Cascadura e Gogol Bordello, não encarei filas imensas e o único problema foi a cerveja cara.



sem avatar Ulisses (10/04/2012 03:17:42)   0 0
O Alex Turner e o pessoal realmente não são muito de interagir com a público se comparados à outras bandas, mas se comparar com a última aparição deles em 2008, onde eles chegaram tocaram e sairam ser dizer um "A", eles estavam muito mais amigáveis. Acho que estavam muito mais conscientes do próprio sucesso (fechando um festival como o Lolla) e com o público...

Dessa vez o Alex Turner tentou uma conversa com o público 2 ou 3 vezes, tentou arriscar um português até, fez umas "firulas" durante algumas músicas.

Mas o importante mesmo fizeram: tocaram e cantaram demais!

PS: Como deu pra ver, sou fã do Arctic. rs



sem avatar Glauco (09/04/2012 22:16:45)   1 1
Fernando Scoczynski Filho, antes de falar do Skrillex seria bom você dar uma pesquisada, não? Afinal o OMELETE é um portal de entretenimento levado a sério.

Primeiramente você deveria saber que Skrillex não é uma artista de dubstep, ele utiliza de elementos do gênero em suas produções. Dubstep é sua marca registrada? Procure saber realmente o que é dubstep.

Segundo, o que você disse sobre ele ter utilizado um sampler de "Light My Fire", na verdade é uma produção dele em parceria com os integrantes do The Doors (http://www.youtube.com/watch?v=OwEY_X5nSy8).

Terceiro e último, Skrillex somente alterou ao vivo as músicas pré-gravadas? Você quer dizer que ele tocou com um set mixado? Amigo... confesso que eu também esperava isso, mas digo com 100% de certeza que ele realizou as mixagens no cdj, e mixagens muito bem elaboradas diga-se de passagem, o que me surpreendeu bastante por conta da "fama" que ele tem. Não saber diferenciar um set mixado de um dj set...

Fernando, antes de escrever uma crítica dá uma pesquisada ok? Ainda mais sobre algo que não é do seu conhecimento.


Fernando Fernando (10/04/2012 00:46:43)   8 0
É bom saber que há leitores atentos.

Primeiramente, Skrillex não inventou o dubstep, mas é o que ele faz. Sim, o gênero é muito maior e mais antigo que a carreira do rapaz. Sim, ele utiliza elementos de outros gêneros além do dubstep (conforme dito no texto). Mas a principal e mais comumente utilizada definição para seu som é "dubstep", da NME ao The Guardian. Não era minha intenção dissecar todas as influências dele - não é o objetivo do texto, nem há espaço para isso.

Segundo, também não julguei necessário explicar que o sample de Light My Fire vinha de uma nova colaboração de Skrillex com os membros do The Doors. A faixa tem Ray Manzarek (que compõs a introdução do teclado) cantando "C'MON BABY LIGHT MY FIRE". Ok, não é um sample da gravação original, mas é o refrão da música, cantada por um de seus compositores.

Por último, em momento algum disse que foi um DJ set. Quando disse que Skrillex não TOCA nada, não quis dizer que não faz as mixagens ao vivo. Sim, ele faz as mixagens, mas com bases pré-gravadas. Um conhecimento inútil para quem conhece música eletrônica, mas relevante para o leitor que não estava no show e não conhece o trabalho do artista.


sem avatar Walter (09/04/2012 17:25:57)   1 0
Fiquei o dia todo no placo principal e acabei vendo 3 shows.
Manchester Orchestra foi bem legal, com uma música barulhenta e um tecladista chapadaço.
Foster the People foi ridículo, oooo bandinha ruim viu, dava pra ver claramente que menininha gostava daquilo. Mas tive que aguentar, pq depois tinha...
Arctic Monkeys, show curto e grosso, direto ao ponto, música atrás de música, o único momento mais diferente foi a preparação pro pulo do Alex. Mas é música da mais alta qualidade(xupa Racionais), então releva-se a falta de interação. Apesar de que os caras poderiam ver mais shows do Foo Fighters pra aprender umas coisas.

No fim das contas, festival foda!


Caio Caio (10/04/2012 17:47:23)   99 0
O Foster é ótimo naquilo que se propõe: é uma banda pop. Agitou a galera e deu pra ver que mesmo quem tava ali só pra ver o Arctic aproveitou o show dos caras que foi bem divertido, acho que o festival soube mesclar muito bem bandas de diferentes genêros. O Manchester Orchestra foi uma surpresa pra mim, nunca ouvi o som dos caras e me surpreendi. Pra quem conhece o Arctic, já sabe o que esperar: um show foda.


Janine Janine (09/04/2012 16:48:42)   53 0
Gogol Bordello me surpreendeu, e mesmo não entendendo m$%@ nenhuma do que ele cantava, gostei bastante do som deles.
Mas pra mim o melhor show foi o do Arctic Monkeys. Nem liguei que o vocalista não interagiu com a plateia e com uma setlist de apenas 20 músicas, em minha opinião, foi o melhor show dos dois dias (desculpa os fãns das outras bandas). O publico cantou e gritou junto, e os caras não fizeram feio, tocando as melhores músicas perfeitamente.
Quase tive um treco quando tocaram minha musica preferida do novo álbum, Library Pictures. Perfeito.
Agora só faltam shows dos The Killers, Kaiser Chiefs, The Strocks e Munford and Sound em terras tupiniquins.



sem avatar Keysson (10/04/2012 21:02:50)   17 0
The "Strocks" tocou no Planeta Terra do ano passado, e com a confirmação do Kaiser Chiefs no Rock in Rio Lisboa, dá pra esperar fortemente na edição brasileira do ano que vem!


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