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Lollapalooza deve acontecer no Brasil por 10 anos, diz produtor

Presidente da Geo Eventos fala sobre os rumos do festival no país

Carina Toledo
18 de Abril de 2012

Lollapalooza

O Lollapalooza deve acontecer no Brasil pelos próximos nove anos, no mínimo, declarou o o presidente da Geo Eventos em entrevista ao iG.

Segundo Leonardo Ganem, a empresa já tem um contrato de cinco anos, com possibilidade de renovação. Para a edição de 2013, o plano é aumentar o festival para três dias, diminuindo a capacidade de cada dia para 60 mil pessoas, para solucionar as reclamações do público em relação a filas e outros problemas de organização.

"Estamos supersatisfeitos. A primeira edição de qualquer coisa é complicada. É difícil antecipar todos os problemas, conseguir patrocinadores. Mas conseguimos atrair marcas fortes e foi um sucesso de público, com 135 mil pessoas [75 mil no sábado, dia 7, e 60 mil no domingo]. Além disso, a qualidade dos shows foi espetacular, a pontualidade foi suíça. Com exceção de dois shows, do Skrillex e dos Racionais. (...) O único ponto em que houve um grau de insatisfação foi no primeiro dia, quando havia muita gente e o processo de compra e venda de fichas gerou filas demais. No ano que vem, pretendemos fazer o festival em três dias e reduzir o público", explicou.

Além disso, Ganem se posicionou em relação às reclamações sobre preços dos ingressos. "Se eu loto o festival com o preço que eu coloquei, então talvez estivesse barato. Se fizer show e ficar vazio, quer dizer que cobrei caro. É direito do público reclamar e é direito meu cobrar o que eu acho justo. É uma questão de oferta e demanda. Mas por que o preço no Brasil comparativamente é mais caro do que em países como EUA? Um ponto é a logística: uma coisa é o Dave Grohl dirigir da casa dele até o Forum de Los Angeles para fazer um show. Outra é colocar toda a banda num avião para o Brasil. Trazer para cá custa dinheiro. Isso não vai mudar nunca. A segunda parte tem solução, mas depende de legislação: são os impostos. Cerca de 30% do preço vão para mpostos. A terceira parte é a meia-entrada. Todo mundo tem meia-entrada, então temos de trabalhar com o preço ajustado para isso", declarou.

A Geo Eventos é uma produtora nova e realizou seu primeiro show em Eminem, trazendo Eminem para tocar em São Paulo. Segundo Ganem, foi este show que levou à parceria com o Lollapalooza. "Os agentes do Eminem ficaram satisfeitos com o evento, com a forma como foram tratados, e nos ofereceram a parceria com o Lolla. Aceitamos imediatamente. Entre esse ato e fechar o contrato, foram seis meses de negociação de cláusulas", contou.

Ainda não foram divulgadas as datas para o Lollapalooza Brasil 2013. A primeira edição aconteceu nos dias 7 e 8 de abril, no Jockey Club, em São Paulo.

Confira toda a nossa cobertura no Especial Lollapalooza Brasil

Leia mais sobre Lollapalooza Brasil


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Comentários (11)

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Cid Moreira Cid Moreira (19/04/2012 10:48:07)   11 0
De onde tiraram este nome "Lollapalooza"?

Eu pensei que fosse o nome de alguma banda ou sobrenome de algum cantor...hehehe



Jota Jota (18/04/2012 20:55:55)   23 0
tem uma galera que acha que só porque os clipes da banda não passam da MTV ela não precisa de ganhar dinheiro com os shows.

O preço estava ótimo para quem queria ver por exemplo,4 bandas. Muito mais barato do que um show dessas só. E o problema das bebidas ocorreu pra quem deixou para comprar fichas no final do festival. eu comprei no começo e consegui pegar o que queria rapidamente.

E nem todo mundo foi para ver a atração mainstream.



Carlos Carlos (18/04/2012 18:56:53)   133 1
"(...)É direito do público reclamar e é direito meu cobrar o que eu acho justo"

Preço Justo?
Preço Juuuuuuusto??????

300,00 reais num evento com 1 unica banda Mainstream?

Ah. Vai tomar no ...



Fabio Julio Fabio Julio (18/04/2012 17:54:08)   33 -1
Nossa que cara babaca! Jamais vou novamente em um Lollapaloser! Lixo de evento! Demorei 1 HORA E MEIA para pegar uma cerveja!!!

O SWU da de mil a zero nessa porcaria e sai mais barato do que o Ingresso do Lolla!

Sem contar que só o Foo Fighters valeu a ida no festival! O resto era um monte de banda meia boca indie!



Bufo Bufo (18/04/2012 19:20:18)   25 0
Esse teu depoimento reforça mais ainda a minha teoria de que o problema é esses "fãs de uma banda só" do que do festival. Para sua informação o primeiro SWU aconteceu exatamente a mesma coisa: caos para pegar cerveja e na saída no dia do Rage Against the Machine, mas sem esses problemas no outro dia que eu fui (Pixies).
Sei que parece meio cruel ficar acusando fãs (apesar que realmente testemunhei esses fatos in loco, fui em ambos festivais, não fiquei observando do sofá) quando na verdade a culpa é da caótica agenda de shows internacionais no Brasil: quando a crise econômica estava brava por essas bandas, ninguem queria saber de vir para cá e mesmo agora com o bom momento econômico, uma série de entraves acaba dificultando a vinda de certas bandas. O RATM jamais tinha tocado no Brasil, enquanto o FF jamais tinha feito show em São Paulo, sendo que o último show no Brasil foi há mais de 10 anos no Rock in Rio quando eles eram de um porte menor do que são agora (tanto que não foram headliner). Talvez o melhor tivesse sido que ambas as bandas viessem em shows solos (e não se iludam: o preço seria quase o mesmo), mas infelizmente nenhum empreendedor quis bancar e tiveram que vir via festival. Resta só o pessoal aprender a controlar a ansiedade (um outro fênomeno curioso aconteceu em ambos os shows: as filas da cerveja acabaram cerca de meia hora antes do show) e ter um pouco de mente aberta e aproveitar os outros shows . Ou fica bebendo lá fora e não fique atrapalhando quem quer curtir um show além dos headliners (O TV on the Radio foi um bom exemplo: o show estava meia boca, mas a má vontade da galera estava muito maior, nem quando tocaram um cover do Fugazi esboçaram qualquer reação).


Bufo Bufo (18/04/2012 17:32:45)   25 1
Acho que o cara está certo: a lei de mercado sempre fala mais alto, ta aí o show da Madonna que não me deixa mentir (com ingresso bem mais caro que o passaporte de dois dias do Lollaloza). E quanto ao "Custo Brasil" é sempre bom lembrar que nesses eventos o ECAD leva uma grande bolada e duvido que qualquer artista que tocou nesse festival veja um centavo desse dinheiro.
A diminuição do tamanho de público é uma boa, pois a diferença de sábado para domingo foi gritante. Mas além dos 15.000 pessoas a mais, o problema no sábado era que estava todo mundo lá para ver o Foo Fighters. Tanto é que estava um parto conseguir cerveja ou ir ao banheiro do lado do palco Cidade Jardim, enquanto do outro lado estava tranquilo. Tambem precisa ter um equilíbrio melhor de headliners e outras bandas para não ter esse problema.


Artur Artur (18/04/2012 23:05:26)   153 0
Onde é que eu assino?


jonathan jonathan (18/04/2012 17:31:40)   963 0
"Oferta e demanda"
aonde já ouvi isso?
há é no Chris.



Waine Waine (18/04/2012 17:22:34)   -7 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


Marco Antonio Marco Antonio (18/04/2012 15:49:18)   0 1
Gastei cerca de R$ 300 para ir a um dia do SWU, no Lollapalooza você gastava quase isso só com o ingresso. Se vão manter esses preços acho que esse será um festival que nunca verei. Sou pobre não tenho dinheiro pra isso não!! XD


Bufo Bufo (18/04/2012 17:24:07)   25 0
Er.. o SWU estava R$ 290 no último lote, não vejo muita diferença não (sem contar que o SWU tem o grande custo de deslocamento). Só ficou barato quem conseguiu comprar na promoção do Groupon, mas eu acabei perdendo essa...



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