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Marvel Comics | Editora vai cortar páginas em 2012

Séries também serão diminuídas entre 20 e 25%

Érico Assis
09 de Fevereiro de 2012

Marvel Comics

Em entrevista ao ICV2, o vice-presidente sênior de vendas da Marvel Comics, David Gabriel, deu algumas dicas dos planos de marketing da editora para 2012. São novas estratégias para combater a retração do mercado e a concorrência da DC, novos formatos de quadrinhos e uma questão polêmica: as séries não terão mais número fixo de páginas.

E ele está falando de páginas de conteúdo. A maioria das revistas Marvel sai atualmente com 32 páginas, sendo 22 de história. Mas de alguns anos para cá, saem revistas com 18 ou 20 páginas de história - e o preço continua o mesmo, a maioria por US$ 3,99.

"Em primeiro lugar, é como perguntar quantos minutos o público espera que o filme tenha, ou que o show tenha, ou a peça da Broadway... estas formas de entretenimento não são calculadas pelo minuto e os quadrinhos nunca foram calculados pelo número de páginas (que flutuou bastante para todas as editoras nos últimos 75 anos!). Mas já que perguntam... num quadrinho padrão, o leitor vai encontrar por volta de 20 páginas de conteúdo. Alguns podem ter mais, outros menos. O importante é que o quadrinho seja atraente, todo mês - desde que a gente faça isso, todo mundo recebe aquilo pelo que está pagando", declara Gabriel.

No ano passado, a DC Comics também anunciou corte de todas as suas séries para 20 páginas, na tentativa de conter o preço em US$ 2,99. A estratégia acabou sendo abandonada, e algumas séries têm saído com mais páginas a US$ 3,99. Há também as reclamações dos quadrinistas, que ganham por página...

Gabriel diz que outra estratégia da Marvel é fazer um enxugamento da linha, de entre 20 e 25%. Com menos títulos, a proposta agora é que as séries com personagens mais populares saiam com duas edições em alguns meses. A estratégia repete o que foi feito alguns anos atrás, quando algumas séries ganharam 18 edições ao longo do ano.

Quanto aos novos formatos, Gabriel diz que eles serão anunciados ao longo de 2012. Um deles é Season One, as graphic novels originais voltadas para livrarias, com origens recontadas dos principais personagens. O outro, diz o executivo, é a linha infantil, baseada nos desenhos animados, que estreia em abril.

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Comentários (13)

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Jokstar Jokstar (22/02/2012 21:48:56)   -95 0
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Jokstar Jokstar (20/02/2012 21:03:44)   -95 0
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entre e comente e esperam o primeiro paredão, melhor que assistir bbb!

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IgorLiraVox IgorLiraVox (10/02/2012 15:04:54)   141 0
é uma das poucas coisas que nós se damos bem....

a gente sempre paga o preço de uma revista mais leva sempre de 4 a 3 historias pra casa.....

Como a abril ( Passado ) e panini ( presente ) disponibiliza para compra aqui no BraZil.....



luis luis (09/02/2012 21:03:44)   16 0
Excelente idéia.Boa para os dois lados.O da Companhia,que poupa recursos,investindo (e ocupando desenhistas,roteiristas)em histórias que não vão gerar lucro(Exemplos:Super-Choque,Savage Hawkman,Cavaleiro Da Lua,na minha opinião).e para os consumidores,que tem seus títulos preferidos em destaque,portanto mais opções de compras para estes gostos restritos.



Celso Celso (09/02/2012 20:29:53)   17 0
Ao contrário da Marvel que pensa só no curto prazo, a DC tem uma perspectiva de longo prazo. O que explica a aposta em títulos mais obscuros como Animal Man, Swamp Thing, I, Vampire, All-Star Western, Demon Knights, Justice League Dark, Ressurrection Man etc. Tal diversidade está completamente fora da agenda da Marvel, que parece se contentar em ser arrastada pelo braço cinematográfico da empresa, com a grande maioria de seus títulos voltada pros heróis que deram certo no cinema.


sem avatar danielpaz (10/02/2012 01:57:51)   36 0
Celso: a aposta em alguns desses títulos não é por sua obscuridade, mas o contrário. Animal Man e Swamp Thing, antes dos roteiristas ingleses, eram, sim, obscuros; depois, não. Ao contrário, estão tendando aproveitar o "capital simbólico" dos personagens. Inclusive, o retorno do Monstro do Pântano foi, como todo o final do arco "O Dia Mais Claro!", bastante picareta. O argumento era pífio, e a razão, apenas, trazer de volta uma porrada de personagens mortos...

A DC apostou em algo similar à Explosão DC lá dos anos 70... na prática, vai fazer o que todas as editoras fazem: o que estiver bem de venda, fica. O que estiver mal, cancela.

Quanto ao "arrastada pelo braço cinematográfico do cinema".... ói, não dá para exigir purismo do legado de Stan Lee. A Marvel, como todas as editoras do ramo, sempre seguiu atrás de tendências e modismos de momento, como a blackxpoitation, e a moda das artes marciais (a DC fez o mesmo, na mesma época). Pô, o Mestre de Kung Fu é chupinhado diretamente do Bruce Lee! Se o cinema está dando lucro, a editora seguirá... esse é o espírito do velho Stan Lee, ehehehe...

Acho que, na prática, você está idealizando uma editora, e não vendo a dinâmica real desse mercado.

Celso Celso (12/02/2012 11:33:24)   17 0
danielpaz
Não estou idealizando a DC porque reconheço que ela tem falhas e que a melhor editora no momento é a Image. Animal Man e Swamp Thing são títulos mais conhecidos pelos fãs de quadrinhos principalmente pelos trabalhos de Grant Morrison e Alan Moore, mas isto já faz tempo. Para aqueles que leem quadrinhos de vez em quando ou raramente estes são títulos pouco conhecidos.

Apesar de seus defeitos, o novo universo DC tenta uma maior diversidade, mesmo que de forma às vezes desajeitada. Por exemplo, alguns criticaram com razão o fato da DC deixar o herói negro Static Shock (que foi cancelado) nas mãos de um escritor inexperiente como Scott McDaniel quando deveria colocar criadores de maior calibre para o título dar certo. E colocar Rob Liefeld como co-escritor em três títulos também não é nada animador. Aliás, esta ideia de colocar vários desenhistas como argumentistas é questionável. Mas estes são defeitos que podem ser corrigidos ao longo do caminho e com a estreia da Terra 2 de James Robinson e Nicola Scott será possível ter uma melhor ideia da estratégia editorial da DC com relação ao multiverso.

Já li muita coisa boa em quadrinhos e transformá-lo em braço auxiliar do cinema me incomoda bastante. Esta é uma estratégia eficaz no curto prazo, todavia são duas artes e linguagens diferentes e a longo prazo pode ser danoso. O problema é que os quadrinhos tem complexo de vira-lata, se sente inferior às outras artes embora não seja. Parece até que a sua existência só se realiza quando se torna fonte para uma adaptação cinematográfica.

É por isso que acho que a Image é a melhor editora no momento. Ela publica títulos diversificados e majoritariamente com copyright dos autores que talvez até se tornem futuramente material pro cinema e TV, mas esta não é esta a sua intenção. Seu objetivo é simplesmente tentar publicar quadrinhos de qualidade. Esta também deveria ser a meta das duas grandes.


sem avatar danielpaz (09/02/2012 17:37:01)   36 0
Ah, sem contar a participação em Batman Beyond Unlimited, que começa agora... Onde o Super também participa, eheheheh. E o diabo da continuidade? A DC mandou pro espaço faz tempo... o que importa é a revista se bancar.



sem avatar danielpaz (09/02/2012 17:35:02)   36 0
Olha... a maioria dos leitores do Omelete, quando pensa em "título supérfluo", pensa em termos de "nada de um mesmo personagem em trocentas histórias". Ok... Mas isso se baseia na idéia de "coerência" da história.

Outros pensam em "revistas ruins".

Para uma editora, "título supérfluo" é igual a "revista que não vende". E como é ela que sabe onde o calo lhe aperta... se o velho Wolvie, se o Justiceiro, se o Cabeça-de-Teia, se os Vingadores, venderem bem, continuarão tendo zilhões de histórias.

Mesmo na nova linha da DC Comics, o Super continua com duas revistas, mais participação em outras... e o Batman... continua em QUATRO, não é? Três da linha normal, uma do The Brave and the Bold... fora encadernados de séries passadas, e participação em outras histórias. (è só ver o site da DC...).

É simples assim.



Red Leader Red Leader (09/02/2012 16:44:32)   -52 0
É, a intenção pode ser boa, mas o que eu entendo é: menos páginas, mesmo preço.

E quem acha que isso vai diminuir o número de edições de √ingadores ou Wolverine, engana-se. Pelo contrário, espere mais medalhões e menos personagens novos nas bancas.

Mas espero estar errado.



Orlando Orlando (09/02/2012 16:34:57)   734 0
Olha, é quase isso que eu quero, menos revistas dispensáveis, mais páginas para se contar uma boa história, menos sagas idiotas se estendendo por todos os títulos...

Acho que isso já seria o suficiente. Porque se houver menos títulos e os títulos forem bons mensalmente tem suas compensações e isso também dá foco aos autores para se concentrar em poucos personagens ao invés de escrever trocentos títulos com histórias de razoável para baixo.

Deixa cada personagem topo com no máximo 2 títulos (e isso no exagero já).

Custa se concentrar em contar boas histórias mensalmente e deixar as grandes sagas para mini-séries ou apenas para alguns títulos? Já deu esse modelo que estão usando, porque tem gente que assim como eu quer comprar apenas o título do personagem ou personagens que gosta e não todo o resto de coisas desinteressantes que estão lançando atualmente.

To velho, eu sei, mas ainda gosto de HQs e ainda quero comprá-las... Na época que eu não tinha grana o material era melhor, hoje que tenho grana o material é essas porcarias dispensáveis...



André André (09/02/2012 14:15:14)   386 2
Apoiado. Chega de títulos supérfluos.


Lucas Lucas (09/02/2012 14:46:45)   340 1
Com certeza! Quantos títulos dos Vingadores tem hoje em dia? uns 8? Na minha opinião deviam enxugar mais ainda esses títulos.


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