Só para não deixar dúvidas, a ação que o escritor Gary Friedrich move contra a Marvel Comics desde 2007 teve mais uma decisão esta semana, desta vez em corte federal. A decisão da juíza Katherine Forrest, segundo a Associated Press, é de que os direitos sobre o Motoqueiro Fantasma sempre foram da editora.
Friedrich alegava que criou o personagem em 1968, três anos antes de levá-lo à Marvel, e por isso o Motoqueiro não seria "work-for-hire" (serviço contratado). Em 2010, Friedrich perdeu a ação em nível estadual, mas seu advogado ainda estava confiante.
No decorrer do processo, descobriu-se um cheque de 1971 onde o autor assinou que estava cedendo os direitos, assim como um contrato de 1978 que repetia a mesma cessão, em troca da continuidade de trabalho free-lance. Foram as provas necessárias para fechar o assunto.
Revelou-se durante o processo que Friedrich nem aproveitou este último contrato. Sofrendo de alcoolismo, ele abandonou quase por completo os quadrinhos no final da década de 1970.
O resultado do processo dá passe livre para Motoqueiro Fantasma 2, segunda versão do herói para os cinemas, que estreia em fevereiro novamente com Nicolas Cage no papel principal.
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