@Cris...^:
Creio que vc tbm não tenha me compreendido bem. De forma alguma estou sendo machista, ou pelo menos não quero chegar nem perto disso. Não disse em momento algum que não pode haver heroínas no cinema ou onde quer que seja. Pelo contrário, dei o exemplo do novo jogo de Tomb Raider onde Lara deixa de ser a encarnação do símbolo sexual e se torna mais humana, menos erotizada e mais forte, guerreira e corajosa. Também acho ridículo uniformes como o do Superman, Aquaman e tantos outros e não é isso que me faz feminista. E, se me permite, usar o argumento que é preciso que uma mulher domine um universo tomado pelos homens e talz me parece a coisa mais machista que existe, exatamente por buscar no feminismo os mesmos defeitos da cretinice existente no machismo, que é achar que alguém tem que dominar alguém.
@AriElloco:
Se as questões do uniforme são facilmente resolvidas, espero encontrar alguém com a sua facilidade de resolver, porque até hoje não encontraram ninguém em todo o mundo criativo dos melhores profissionais de suas áreas. Está difícil conseguirem mudar tantas outras coisas, como uniformes já consagrados em tantos outros espaços. Basta lembrar como foi a reação do público quando Tim Burton imaginou um universo totalmente escuro para Superman na sua quase-adaptação com Nicolas Cage. Já a comparação com Thor, essa criação de um universo mitológico é exatamente o maior dos problemas apontados no filme pela maioria das críticas que vi. Não que tenha que ser assim, mas é muito complicado trazer certas coisas para o plano live-action sem parecer trash.
O que quero dizer, pessoal, e entendam que não estou agredindo ninguém, nem me utilizando de ideologias preconceituosas, nem nada, é que Mulher-Maravilha, tal como a conhecemos, é um ótimo símbolo, com belíssimas referências e uma construção de um ideal de ser humano muito interessante. Mas que funciona no universo das HQs e das animações. Ninguém ainda conseguiu trazer isso para um outro plano de forma que faça jus à personagem e ao que ela representa. O seriado antigo é charmoso, mas não é melhor que esses minutos que vimos aqui. O filme de Joss Whedon ficou por meses (ou anos) buscando o tom estético e artístico que pudesse funcionar nas telonas e não conseguiu. Por isso, não vejo Hollywood com preguiça ou com falta de coragem com essa personagem. Eles sabem que há uma base de fãs que querem isso. Mas não vão fazer enquanto não existir uma forma de funcionar. Até porque, com a Web 2.0, um fã pode acabar com anos de trabalho e investimentos de U$ 300 milhões em segundos se souber o caminho certo.
Por fim, peço desculpas se pareci assumir uma postura diferente das minhas intenções, mas como alguém que trabalha com produção audiovisual e estudou isso durante bons anos na faculdade e no mestrado, minha visão está ligada à linguagem audiovisual tanto no que tange a representações, quando à construção de personagens.