O sucesso que te joga para o alto é o mesmo que pode te destruir. Abaixo temos alguns exemplos de bandas e músicos que já foram elevadas ao ápice por críticos e fãs e agora correm para mostrar que ainda estão vivos e produzindo com a mesma criatividade de antes. Bem-vindo a mais uma edição Novidades musicais, desta vez apresentando os novos discos de Oasis, Nine inch Nails, Audioslave e Steve Vai.
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With
Teeth - Nine Inch Nails
Por
Luciana Maria Sanches
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Don´t
Believe the Truth - Oasis
Por
Luciana Maria Sanches
A expectativa envolvendo o novo trabalho do Oasis era enorme, já que o último álbum, Heathen Chemistry (2002), foi considerado um fiasco artístico por grande parte da imprensa especializada, opinião da qual não compartilho. As boas novas são que Don´t Believe the Truth traz a banda de Manchester fazendo o que sempre fez de melhor. Repleto de influências que vão de Rolling Stones a The Kinks, eles mostram um revigoramento importante, até mesmo essencial, para manter-se entre as maiores do mundo. Desta vez, Noel Gallagher resolveu dividir a função de letrista com os outros integrantes da banda. O resultado é excelente, especialmente pela variação temática e sensação de novos ares. Turn Up the Sun é de autoria de Andy Bell, o baixista, e faz uma bela introdução. A animadinha Keep the Dream Alive também é de Bell. Love Like a Bomb é uma parceria de Liam Gallagher e Gem Archer, o guitarrista, que ainda compôs A Bell Will Ring. Liam ainda responde pela belíssima The Meaning of Soul e a sugestiva Guess God Think I´m Abel. Além disso, o mais descontrolado dos Gallagher mostra por que ainda não foi expulso da banda por Noel, ao voltar em sua melhor forma. Enérgico, o vocalista incorpora como poucos o significado de rock ´n´ roll, e tem plena consciência de que sua voz rasgada é o que torna qualquer música do Oasis facilmente identificável. Ainda merecem
destaque Mucky Fingers, cantada por Noel, que tem uma
levada pop deliciosa sem ser grudenta, Lyla, o primeiro
single, que é de longe a mais radiofônica do álbum
(e neste caso isso não é ruim), e a assobiável Part
of the Queue, que dá vontade de pegar o rumo da estrada
e sair viajando pelo mundo. |
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Out
of exile
- Audioslave
Por
Marcelo Forlani
Quando o ex-vocalista do Soundgarden Chris Cornell se juntou aos ex-instrumentistas do Rage Against the Machine Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria), o mundo não sabia muito bem o que esperar. O auto-intitulado álbum de estréia do Audioslave, de 2002, mostrava apenas o que os fãs de música já sabiam: que os quatro eram ótimos em suas antigas bandas. O problema é que suas raízes infelizmente ainda eram muito profundas para serem cortadas e o resultado final tinha muitas faixas excessivamente parecidas com os trabalhos anteriores, dando um ar de jam session ao disco. Neste segundo trabalho, Out of exile, há uma evolução rumo a uma identidade própria. E ao mesmo tempo, por mais paradoxal que isso possa parecer, ainda há muito de RATM e Soundgarden. Desde os primeiros e repetitivos riffs de Your time has come, até a batida final de The Curse, passando por baladas como Heavens dead, é fácil identificar características das duas extintas bandas. The worm é o maior exemplo disso. E no bom sentido! A faixa 2, que dá título ao CD é outro bom exemplo de um instrumental bem trabalhado combinado com a ainda potente voz de Cornell, que vai do lento e baixo ao agitado e gritado, como se pode ouvir em Drown me slowly. Ao contrário do disco anterior, em que Cornell pegou as faixas já prontas e apenas emprestou sua voz, em Out of exile houve uma participação maior do ex-grunge e talvez por isso o resultado final seja mais homogêneo, com jeito de banda de verdade. Outro possível responsável pelo amadurecimento do som dos caras é o tempo na estrada. Excursionando e tocando juntos, os músicos melhoram o timming, e ganham o entrosamento que vai torná-los um grupo de verdade e diferenciá-los de amigos que resolvem tocar juntos num domingo à tarde. |
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Real
Illusions: Reflections - Steve Vai
Por Rodrigo Piolho Monteiro
O guitarrista Steve Vai dispensa apresentações. Afinal, com mais de vinte anos de carreira, Vai é quase uma unanimidade no que diz respeito às seis cordas. É quase impossível deixar o cara de fora de qualquer lista em que estejam os nomes dos maiores guitarristas da história do rock. Dentre sua vasta discografia - tanto solo quanto em projetos paralelos e participações especiais - estão álbuns de suma importância para a História da guitarra moderna, dentre os quais se destaca o excepcional Passion and warfare (1993). Dito isso, Steve Vai volta ao mercado depois de seis anos - descontando-se aí, coletâneas e os álbuns ao lado do G3 - com Real illusions: reflections. O novo CD traz 11 músicas, das quais sete são instrumentais e as demais trazem os vocais do próprio Vai. Para a gravação, ele contou com Billy Sheehan (baixo), Dave Weiner (guitarra) e Jeremy Colson (bateria), quase a mesma banda que o acompanhou recentemente ao Brasil. De acordo com o guitarrista Real illusions: reflections é um álbum conceitual, que conta a história do capitão Drake Mason. Vítima de uma psicose originada por traumas sofridos na infância, ele (Drake) segue por uma trama que ora adquire tons dramáticos, ora surrealistas. E é o próprio capitão quem conta ao ouvinte sua história que, então, passa a ver o mundo através dos olhos de um louco. Musicalmente falando, o disco é meio que um apanhado de tudo o que Steve Vai fez ao longo de sua carreira, possuindo muito do peso e do experimentalismo explorado por ele em trabalhos anteriores. Devido a isso, pode-se dizer que Vai apresenta aos fãs aquilo que eles esperam dele, ou seja: mais do mesmo. O que não é ruim, mas que também não é lá essas coisas. Há alguns pontos altos, como as faixas "Building the church" e "Glorious". Por outro lado, a falta de um vocalista de verdade - por assim dizer - tira toda a força das quatro músicas cantadas pelo guitarrista, à exceção de "Firewall", que acaba sendo a única a se salvar. No frigir dos ovos, pode-se dizer que Real illusions: reflections vai agradar em cheio aos fãs de Steve Vai e a todos aqueles que gostam de uma guitarra bem tocada. Mas este, nem de longe, é um dos pontos altos da sua carreira. |
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