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Ninfomaníaca - Parte 2 | Crítica

Lars von Trier parte para o martírio em filme com muita circunstância e pouca entrega

Marcelo Hessel
12 de Março de 2014

Ninfomaníaca - Parte 2

Ninfomaníaca - Parte 2

Nymphomaniac - Volume II
Dinamarca / Alemanha / França / Bélgica / Reino Unido , 2014 - 123 minutos
Drama

Direção:
Lars von Trier

Roteiro:
Lars von Trier

Elenco:
Charlotte Gainsbourg, Stacy Martin, Stellan Skarsgård, Shia LaBeouf, Jamie Bell, Mia Goth, Willem Dafoe, Michael Pass, Jean-Marc Barr, Ananya Berg

Regular
ninfomaniaca

A maçã mordida por Charlotte Gainsbourg no pôster já é um primeiro indício. No lugar do catálogo de interpretações psicanalíticas sobre o despertar da juventude em Ninfomaníaca 1, o sexo em Ninfomaníaca - Parte 2 (Nymphomaniac - Volume II) se associa mais ao pecado. É um filme que lida com o desejo enquanto tabu religioso, mais do que social - e, ao se encaminhar para seu desfecho, o arco dramático da protagonista Joe literalmente passa pelo calvário. Lars von Trier não resistiria a, como se diz em inglês, "end with a bang".

Das atrizes que buscam se afirmar profissionalmente via autoflagelo nos filmes do dinamarquês, de Björk a Nicole Kidman, Gainsbourg é sem dúvida a mais convincente. É a sua presença, agora que Joe reconta sua vida adulta, e também a oposição mais ostensiva à figura de Stellan Skarsgård (ator que sempre atua melhor com Von Trier e que nesta Parte 2 enfim mostra a que veio como Seligman) que tornam este filme melhor do que o primeiro.

De resto, permanece o sexo filmado com pendor escandalizante (os pintos sempre em close-up, os ângulos no baixo ventre), como nos já famosos cartazes de orgasmos da divulgação, e o humor autorreferente (os comentários irônicos de Joe sobre as digressões narrativas e os títulos de capítulos), planejado com sua metalinguagem para desarmar um eventual esnobismo do filme. Von Trier não quer que ninguém pense que ele é só mais um autor metido a intelectual.

Fica claro aqui, porém, e talvez fique ainda mais quando os dois filmes forem lançados juntos, sem cortes, que com Ninfomaníaca Lars von Trier planejava discursar sobre a condição humana e termina falando mais sobre correção política. É um projeto ambicioso que se imaginava complexo e atemporal - a condição humana sob um viés feminino, desde sempre reprimido, proibido - e acaba se conformando com uma reação ao momento; é o mesmo Von Trier magoado por ter sido banido de Cannes por sua incorreção política.

Não deixa de ser triste, neste grande acerto de contas que contamina os filmes e parece não terminar, que em Cannes naquele ano de 2011 Von Trier tenha eclipsado com suas piadas justamente o seu melhor filme recente, Melancolia - esta sim uma experiência sincera de investigação de feridas da alma. Os filmes do dinamarquês são obviamente personalistas, mas poucas vezes o diretor se mostrou pessoal, de fato, como em Melancolia. Sobram imagens fortes e boas ideias mas falta a Ninfomaníaca essa entrega.

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Comentários (42)

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sem avatar Marcio (12/09/2014 21:19:22)   -7 0
A vontade de Lars von Trier era que a história de Joe fosse um filme de quase cinco horas, porém os produtores não gostaram da ideia e o dividiram em dois. Ele ainda teve que, mesmo contrariado, aceitar cortes em cenas que acharam fortes demais em termos de sexo. Mesmo acontecendo isso tudo, mesmo que percebendo o corte abrupto do final do primeiro filme, o Vol.2 consegue mostrar o quanto von Trier estava certo em não querer dividir, pois o filme é claramente uno e ainda sim é mais um grande acerto na filmografia do diretor.
Joe continua contando a Seligman sobre sua vida. Ela é ninfomaníaca e desde o início da história pediu que Seligman escutasse sem julgamentos. Terminamos o Vol. 1 com o desespero de Joe ao descobrir um problema em si mesma. Agora sua história fica muito mais dura e pode ser que nem todos espectadores consigam não julgá-la.
Lars von Trier que também é o roteirista consegue contar uma história que apesar de ser explicada demais por Seligman levanta questões interessantes. Como levantada pelo próprio Seligman, Joe tem ações que nada se falariam se fossem um homem ("Era uma mulher exigindo seus direitos"). Acaba por mostrar à sociedade machista em que vivemos. Joe tem um problema e é obvio. Se fosse um homem o mesmo seria dito, mas o fato é que muitos iriam achar um comportamento normal para os padrões do sexo masculino. Joe não queria nada além de sexo. Quem quisesse fazer sexo com ela faria. Digamos que ela escolhia seus parceiros e os tinham na mão. Enquanto os homens achavam que estavam no comando, na verdade ela estava no controle.
Pelo o que aconteceu no fim do Vol. 1 Joe busca algo a mais. E assim como uma droga a necessidade por sexo só tende a aumentar, chegando em um ponto que o prazer tem que ser alcançado de forma estúpida e bruta. Quando chega nesse estágio o senso de certo e errado se perde completamente. Testemunhamos atitudes que nos deixam com o coração na mão, mas não podemos julgá-la por seus atos. Joe pede que não haja julgamentos, porém fica cada vez mais difícil para o espectador. Isso passa a ser interessante, pois até que ponto devemos intervir em seu livre arbítrio. Difícil, mas essa questão é válida e nos faz refletir o quanto julgamos no dia-a-dia.
A passagem do tempo na história parece não ser tão bem feita, mas para isso tenho a opinião de que o filme, à medida que, Joe vai contando, é Seligman que reproduz as imagens da maneira que ele quer e então a passagem de Joe jovem para Joe adulta e o mesmo com Jerome, é fruto de como Seligman enxerga os fatos. Até o final sugere um pouco quando von Trier filma com a tela escura.
Ao chegarmos ao final Lars von Trier sugere a vontade de dar um fim a uma sociedade hipócrita, falsa, que diz ser um, mas que na verdade é outro. Um filme muito bom apesar de ter um excesso de metáforas guiadas por Seligman, porém com um discurso com uma essência interessante.


http://embriagadospelocinema.blogspot.com.br/2014/09/critica-ninfomaniaca-vol-2.html



sem avatar Sérgio (08/05/2014 14:18:27)   4 0
Sugiro o seguinte texto sobre os dois filmes de Von Trier:

http://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2014/05/06/ninfomaniaca-volumes-i-ii-2013/

Abraço



Osnir Osnir (08/04/2014 19:04:43)   -1 0
Meu pai sempre disse que é muito mais fácil destruir as coisas do que construir e ainda assim há quem valorize aqueles que destroem. Me apropriando da ideia do meu pai de forma análoga aplicada a “Ninfomaníaca”, entendo que é muito mais fácil causar repulsa do que ternura, é mais simples mostrar bizarrices do que a verdadeira beleza do ser humano, é mais fácil provocar escuridão do que luz. No entanto, não há dúvida que sempre haverá quem ache esse tipo de obra algo genial. Sempre existirão aqueles, que ainda que subconscientemente, se sentem infelizes e não se satisfariam com a ideia de alguém realmente pode ser feliz de verdade. Sendo assim sempre existirá espaço para os Von Trier da vida fazerem qualquer lixo e serem aplaudidos, contanto que não existam heróis nem mocinhos na história e que todos acabem mal no fim da película. Eu sou fan do ser humano e prefiro ver ressaltadas suas virtudes sobrepondo-se a seus defeitos, porque foi para isso que nascemos. O mundo tem dois lados, ambos verdadeiros, cada um escolhe por que angulo quer enxergar.


sem avatar Reginaldo (10/04/2014 19:36:27)   2 0
Admitindo que cada ser humano é portador de uma experiência típica ou seja acometido de uma predisposição a ela, e que ao findar tudo o que ele vê ou produz seja afetado por tais "enredos", é de se perguntar no que isso muda o todo da experiência conjunta de se estar vivo. Quanta asneira somos obrigados a engolir todos os dias em função da beleza de consumir, poluir o ambiente, e sim matar o nosso próximo bem embaixo do nosso nariz; e sempre precisamos da moldura da desfaçatez. Isso não precisa ser no cinema, onde é o espaço privilegiado para tudo.
Se há algo bonito, também deve ser mostrado. Mas, se há algo ruim, tanto pode ser que não seja mesmo ruim. E não é preciso aplauso, porque não é disso só que é feita a vida.


Noctis Noctis (06/04/2014 00:56:51)   532 0
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

eu ri do final desse filme!!!

"já que ela é ninfomaniaca vou aproveitar" "ooh wait!!!!" kkkkkkkkkkkkkkkk



sem avatar Diovane (27/03/2014 12:48:27)   2 0
Eu ainda não entendo porque o Hessel escreve assim. O Omeletv entrega que, muito provavelmente, ele faz as críticas com o dicionário e o wikipedia aberto pra procurar termos e palavras incomuns.

Escreve do jeito que vc fala cara... Para de dar uma de pseudo intelectual. Todos viram você sofrendo pra pronunciar a palavra micróbio, entre outras.




sem avatar Alice (23/03/2014 18:03:36)   1 1
Bem, eu achei essa crítica injusta.
Fiquei com a impressão de que o crítico já tinha uma opinião pré-formada e se ateve à ela a todo custo.
Achei Ninfomaníaca o melhor da "trilogia da depressão", sem dúvidas!!! Isso até pode não significar muita coisa pra muitos... até porque eu mesma não gostei de Anticristo. Mas, de fato, gostei de Ninfomaníaca.


sem avatar Reginaldo (24/03/2014 10:40:42)   2 0
Não sei o que está acontecendo com relação à aceitação de Trier aqui. Sensação minha bate com a sua sobre as críticas negativas relacionadas a ele, por esses tempos. Percebo que um artista não pode ter suas colocações julgadas pelo senso geral, e isso implica toda uma "amolação" do (des)mistificar.
Na esteira das críticas, as claramente negativas (porém herméticas nas intenções e sucintas, lacônicas), vem a horda dos típicos que simplesmente torce nariz para tudo que tem sexo, roteiros com sexualidade feminina "inconveniente". Essa horda, independente da crítica do Hessel - mesmo fosse crítica positiva, essa horda se manteria combativa: parece que os críticos então ficam atentos a ela de alguma forma, como fazendo concessões vez por outra.
Mas escolheram a obra errada. Esse filme não é só bom.

Osnir Osnir (09/04/2014 00:24:16)   -1 0
Uma obra que se intitula a "trilogia da depressão" tem que ser vista com ressalvas. É mais ou menos como aquela(e) amiga(o) gordinha(o) da(o) sua(seu) namorada(o) que diz que homem(mulher) nenhum(A) presta.É óbvio que uma opinião emitida de alguém que só teve infortúnios amorosos ( em pouca quantidade) não pode ter tanto peso em sua vida. Ou seja, uma obra que se propõe ser a "trilogia da depressão" não tem como ser neutra, obviamente ela fará tudo para lhe DEPRIMIR.


Pyro Pyro (23/03/2014 00:38:08)   976 1
O Vol. 2 é definitivamente o melhor, em todos os aspectos. A narrativa, junção da sexualidade com religião, pecado, desejo... realmente é um bom debate e polêmico, por sinal.


Palmas à ninfo Gainsbourg, se entregou de corpo e alma ao projeto!



Osnir Osnir (22/03/2014 19:25:01)   -1 -1
Mais um daqueles filmes (chatos pra baralho) que os pseudo intelectuais vão passar a vida falando bem, mas que, na prática ninguém vai ver mais que uma vez. Um dos maiores erros do filme foi o marketing criado pelo autor, que vendeu um “pornô inovador” em suas entrevistas e entregou uma história simples com um monte de genitais expostos. A cena final final era completamente desnecessária, coisa de gente infeliz que não se conforma com a felicidade alheia e se satisfaz com a ideia de que ninguém é realmente feliz. A critica do Willians foi de encontro com minha opinião. A impressão que dá é que o autor propôs uma grande obra e só depois percebeu que não sabia como iria fazer para realizar o prometido. Daí segue o filme como se fosse uma tentativa desesperada de incomodar quem assistisse (não importa como) e assim cair nas graças daqueles que se acham intelectuais. Muito baixo da expectativa.



sem avatar Reginaldo (20/03/2014 15:14:16)   2 1
Acho que Hessel acusa o artista daquilo pelo que deve ser acusado o establishment de críticos, "artistas", produtores, etc., atualmente. A mágoa a que se refere não seria ela propriedade dessa intelectualidade adormecida do politicamente correto (que deveria ser o correto, mas serve mais a mascarar a falta de educação humana mais profunda)?
Achei o "bang-bang" final digno do artista (um digno dessa designação), pela própria sequência daquela que seria a passagem da teoria à prática, onde a primeira deve morrer para que a ação continue...
Não entendi o fato de Trier ter dito algo sobre o Holocausto e Hitler como alguém que quisesse concordar com Hitler, ou que fosse a favor do que fez, mas entendi-o como alguém que sim, através de sua polêmica, quisesse informar-nos de nosso sono teleguiado pela consciência apaziguada globalizada: estaríamos assim tão longe e tão redimidos daquele genocídio assim? (um artista da monta de Trier não poderia deixar passar isso).
Ademais, a "citação" metalinguística na fala da Joe não era tão somente para este aliviar de esnobismo de autor, como mal interpreta esta crítica. O comportamento da Joe em "censurar" seu ouvinte era apenas mais um indício da cisão que se seguiria entre teoria e prática (da cisão entre os personagens, mas também cisão dentro da narrativa, da qual surge um quase outro gênero diverso do primeiro). A teoria serviria, por essa óptica, apenas para nos apaziguar e nos confortar, converter, enquanto tenta introduzir sua potência incapacitante (ou impotência) paralisando-nos.
Quando Trier fala de Hitler (em Cannes) ele já comprava essa briga, e dela ainda não saiu (considerarmos mágoa uma atitude combativa em prol da arte, enquanto magoados estamos nós, saindo da hipinose desses tempos, e por tão pouco magoados). O cinema onde se enquadra Ninfomaníaca é inaugural de um tempo, não só para o cinema, mas para a política: não à toa foi escolhida a trilha de Richard Wagner para Melancolia (para nos fazer revisitar quem são nossos inimigos, para redenção não deles, mas para nossa própria emancipação desses novos esquemas teóricos impostos, que nos torna presas da letargia).
O filme é tão brilhante, não ficam de fora questões de sexualidade, onde o jogo da normatividade produz seus "párias", tão intenso, tão atual; e a dialética arrebatadora da arte; a criança não morre, está segura. A jovem ouve uma sessão de "ninfomaníacas" tal como se deve ouvir, sem ser poupada.



Dernhelm Dernhelm (20/03/2014 11:34:06)   40 0
O filme discute a normalização do sexo através de um debate morno entre uma ninfomaníaca, muito crítica de suas próprias atitudes, e um senhor de idade virgem - esse fato deveria ter sido a apresentado no começo do filme, pois o contraste entre os dois é muito interessante pra discussão, onde os discursos estão invertidos -, que tenta mostrar pra protagonista que ela não é um monstro.
Há uma constante afirmação do que é ou não aceito em relação ao sexo, obviamente o que é aceito é o "normal" e o que não é aceito é o pervertido, a luxuria, o descomedido. Coisas consideradas ruins em uma sociedade liberal cristã, na qual o sexo é intrínseco ao amor entre um duas pessoas - mais aceitável, entre um homem e uma mulher - e onde existe exclusividade.
Quem foge ao "normal" tem que procurar por ajuda profissional para se normalizar, e assim se inserir corretamente na sociedade. E, infelizmente, parece ser justamente assim que protagonista pensa. Ela mostra que ao longo da vida dela houve uma resistência a isso, mas com o passar dos anos ela sucumbiu a pressão.
Poderia ter sido um filme com um discurso mais forte contra a normalização do sexo e em favor da liberdade e de uma estética da existência em contraposição ao governo das condutas, teria sido muito mais interessante.
2 ovos.



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sem avatar Marcelo (17/03/2014 13:52:54)   0 -1
Muita boa crítica. Vi o filme ontem e saí com a impressão de que, vê-lo dividido, em duas partes, comprometeu a experiência estética. A primeira parte é morna (com exceção do capítulo com a Uma Thurman - fantástico! Aliás, ela sim merecia o Oscar de coadjuvante nesse ano) e promete algo mais pesado na segunda parte. Aí, vemos o 2o filme e ele continua meio fraco, salvo alguns momentos (como o final, por exemplo).

Agora, em relação às críticas do Hessel: galera, gênero textual crítica de cinema não é engessado, ou seja, cada comentador tem seu estilo. Não gostou, ok, procure outro crítico.



sem avatar Julio (15/03/2014 15:52:37)   1 -1
Pseudointelectuais vão adorar.Aliás adoram tudo desse Lars von Trier.Porcaria,lixo de filme.Diretor de merda,nem vale comentar algo mais.



Gill Gill (14/03/2014 14:16:55)   48 2
Vi o volume 1 e gostei. Independente da critica vou ver o volume 2.



Alessandro Alessandro (14/03/2014 13:17:44)   32 0
Verei mais pelas putaria mesmo.


sem avatar JUNIOR (26/03/2014 11:59:42)   0 0
kkkkkkkkkkk....ri pra car#$@#@!
Vai no x videos....melhor ainda....kkkk...desculpas galera...Trata se de um filme de carácter impactante, quando se envolve religião e sexo. /como o colega falou "Entregou uma história simples com um monte de genitais expostos" , o diretor. Mais valeu deu pra rir.


sem avatar Santos D. (13/03/2014 22:00:08)   1273 -1
Estou aguardando para conferir a versão de diretor.
Essa versão lançada nos cinemas foi editada pelos produtores sem aprovação do diretor.



sem avatar Nathalie (13/03/2014 14:37:25)   -1 -1
Vi ontem e curti, achei bem sinistro, mostra que por baixo da pele de cordeiro, todo mundo é lobo rsrs



Jose Jose (13/03/2014 11:47:58)   16 0
Curioso, você lê a crítica de Need for Speed feita pelo Thiago, onde ele disseca o filme, atuações, etc e o pessoal o crítica pela nota, por supostamente não ter entendido um ponto a respeito do jogo, etc.. em resumo, critica a opinião do crítico. Curiosamente, o Hessel faz uma crítica completamente oposta (como ele sempre o faz), mostrando o que ele sentiu com o filme (palavras pomposas? tá faltando dicionário) e é criticado por não ter as coisas pela qual o Thiago foi criticado?! Juro, não dá pra entender isso.

Fica uma observação para o pessoal que não entende as críticas do Hessel, ele não te dá mastigado, se você deve ou não ver o filme. Ele dá a análise dele acerca do que ele absorveu do longa. Gostar e quantos ovos, isso é com cada um, é algo pessoal.

Há uma preguiça mental monstruosa na internet, aqui não se mostra diferente.


sem avatar Diego (14/03/2014 12:35:16)   -1 -1
Jose, criei uma conta aqui só para concordar contigo. Acredito que o Hessel faz críticas que se relacionam mais à teoria do cinema, muita gente aqui parece não entender isso.

O que não falta hoje é crítico, se as críticas do Hessel não são palatáveis para o gosto de alguns, que esses procurem críticos que ofereceram o que querem, simples assim.

Erickson Erickson (17/03/2014 08:37:36)   321 0
Interessante, e qual objetivo de ler uma crítica? Saber o que o crítico achou do filme. Toda crítica do Hessel parece ter sido feito propositalmente pra te deixar com aquela sensação de que você não sabe se realmente vale a pena ver o filme ou não. E ora bolas, eu entendi o que ele quis dizer (a fuga de propósito do filme, principalmente por estar aparentando entregar algo íntimo do ser humano, quando na verdade é mais uma obra onde o diretor desconta as suas mágoas), mas nem ao menos uma rápida sinopse ele nos passou. Se você ler qualquer outra crítica em qualquer outro site deste mesmo filme, você vai terminar a leitura um pouco satisfeito e com uma idéia do que se trata o filme e um pouco da sua história.
Hessel sempre faz isso, anda em círculos, busca referências que nada acrescentam á crítica do filme em si, e te deixa sempre parado no mesmo lugar: o filme é bom ou ruim? Qual a história do filme?

Se fosse só eu reclamando das críticas do Hessel.....


Heleno Heleno (13/03/2014 09:56:19)   50 1
As críticas do Hessel são assim mesmo,você nunca entende se o filme é bom ou ruim.



Cristiano Cristiano (12/03/2014 23:41:15)   272 0
Eu não vi esse filme ainda, parece ser um pouco interessante.

Mas enfim a algumas semanas eu vi melancolia que segunda as criticas do omelete era ótimo, eu realmente estava sem sono aquele dia, se não teria desmaiado do sono, filme longissismo, que anda, anda, anda e não chega a lugar nenhum, personagens mal explorados, temas mal explorados, e o fim eu não vou nem comentar, porque eu me senti como um trouxa que acabou de ver uma grande piada.

Então se aquele filme é um filme consirado intelectual e esse também, prefiro ficar bem longe.



Rango Rango (12/03/2014 22:59:41)   -583 4
isso aí Hessel, esse é o tipo de crítica q vc deve fazer, de filme pornô, nem li o texto mas tenho certeza q dessa vez vc acertou.



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sem avatar Raís (12/03/2014 22:28:55)   17 0
Cliquei para ver a crítica de Dark Souls 2 e fui trazido para cá :P
Erraram o link


sem avatar Raís (12/03/2014 22:30:59)   17 0
http://omelete.uol.com.br/dark-souls-2/games/dark-souls-2-critica/

Darkseid Darkseid (13/03/2014 20:22:15)   2465 -1
Acho que a página está com alguns defeitos nesse sentido. Eu cliquei pra uma notícia referente a Jeremy Irons e fui parar numa notícia referente a maior participação de Hulk e Gavião Arqueiro em Vingadores 2.


Doidorotto Doidorotto (12/03/2014 22:25:31)   220 -1
Tipo... isso aí é Dark Souls? Por que eu cliquei em Dark Souls...

Tudo bem, adoro uma ninfomaníaca, mas eu tava querendo ler, neste momento, sobre Dark Souls.


Eduardo Eduardo (13/03/2014 08:59:56)   109 0
Dark Souls é no fundo a direita.
Aqui é a sala dos tarados de plantão.

Prevejo o publico masculino assistindo a rodo este filme. Se fosse "O Ninfomaníaco" acho seria diferente..


sem avatar JAMIESON (12/03/2014 18:56:41)   46 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

Willie Willie (12/03/2014 21:44:18)   810 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


Heineken Heineken (12/03/2014 17:49:57)   247 1
Não há chance desse filme ser sério. Nem há chance de Trier ser um autor intelectual. Ele é apenas um ser que vive de marketing. Faz sucesso entre aqueles que querendo criticar a civilização e não dispondo de argumentos (ou habilidade mental) querem enxergar uma arte "transcendental" naquilo que não é.


SPideY vs SPY SPideY vs SPY (12/03/2014 22:09:48)   95 -1
Lars von Trier adora "chocar". Mas tenta isso com tanta frequência que um dia vai acabar 'botando um ovo'. Brincadeiras a parte, o que eu acho é que há muito tempo seus filmes perderam aquela magia por ele pretendida (como a conquistada em "Dogville"), quando o seu cinema era pretensioso mas recheado de dilemas morais, resultando em obras inovadoras. Pelo jeito, hoje, seu cinema morreu e restringe à banalização da violência e ao erotismo...

Samuel Samuel (13/03/2014 09:52:30)   126 -2
"Von Trier não quer que ninguém pense que ele é só mais um autor metido a intelectual."

Tarde demais, jovem.
BUSTED!

Samuel Samuel (13/03/2014 11:51:32)   126 -2
Por "obriga" eu quis dizer "obra".

Reforço o meu comentário sobre críticas vazias, da mesma forma que opinei na crítica da Primeira temporada de True Detective.


Erickson Erickson (12/03/2014 17:07:56)   321 1
Tá, esse é o típico filme que o Hessel faz critica, mas pow, fiquei com aquela sensação de "esse filme é bom ou não? vale a pena assistir ou não?". Não entendo porque gastar linhas e mais linhas com palavras pomposas, se ele poderia ter sido mais simples e direto, ou pelo menos ter feito um esforço de explicar um pouco da história (nem sinopse tem!). Gosto muito do Omelete mas toda crítica de filque que é o Hessel que faz eu sou obrigado á procurar em outro site, por que de apesar entender boa parte do que ele quer dizer, fica aquela sensação de palavras vazias, faltando algo pra valer a pena a leitura de uma crítica.


Gus Gus (12/03/2014 17:57:12)   299 -2
Já eu achei essa crítica uma das melhores que o Hessel já fez. E acho que aquele ultimo paragrafo exemplifica e conclui muito bem o que ele quis dizer. "Sobram imagens fortes e boas ideias mas falta a Ninfomaníaca essa entrega". Também penso que filmes como Ninfomaníaca exigem uma escrita diferenciada. Mas é só minha opinião, não vejo problema de qualquer forma.

A única coisa que você falou e nem tinha percebido foi a falta de uma sinopse, acho que foi porque li as duas críticas seguidas ( Parte 1 e Parte 2).

De qualquer forma as críticas aqui costumam ser ótimas e sempre estão sendo citadas por ai dentro e fora da internet, principalmente as do Forlani.

Samuel Samuel (13/03/2014 09:51:36)   126 -1
A sensação da crítica é de palavras vazias, porque ela é vazia!

É apenas pompa, ideias soltas para parecerem uma reflexão bonita, sobre uma obriga igualmente vazia, mas que nada dizem...

Gus Gus (13/03/2014 13:35:30)   299 -2
Você achou ela vazia? Concordo com o @Erickson quando diz que não soube se o filme era bom ou não pela crítica do Hessel, mas dizer que ela é cheia de palavras vazias que não querem dizer nada é diferente. É simples interpretar essa crítica, ao contrário da crítica de Prometheus por exemplo.



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