Vi o filme e fiquei com séria dúvida se seria 2 ou 3 ovos. Argumento (idéias) boas, fotografia e cenários de razoáveis a interessantes e boas cenas de ação (algumas realmente exageradas, a ponto de cair no descrédito). O filme tem alguns sustos, na fórmula clássica mesmo, mas que nem por isso deixa de funcionar. É o velho silêncio, a antecipação, os vultos, e a criatura rasgando/guinchando.
O que mais incomodou (pelo menos a mim que não li as HQs) foi o roteiro. Primeiro, porque me pareceu raso, desprovido de calor humano. Exceto por um único momento, na metade do filme, eu não tive empatia alguma com os personagens. Não havia dimensão dramática. Não senti, na história, nenhuma outra emoção além de medo e fascínio com as cenas de ação.
Em segundo lugar, o roteiro foi, pra quem chegava cru no cinema, econômico por demais. Quando o narrador disse, no prólogo, que padres são humanos com poderes, eu, no português mais usual, entendi que teriam alguma habilidade mais pirotécnica. Na verdade, eles seriam "apenas" pessoas de grande talento marcial. Não se sabe nada sobre o treinamento deles, sobre os tais "sacrifícios" que precisam fazer. Os símbolos eclesiásticos parecem mais teatro, a dinâmica vampírica (fisiologia, se vc preferir) é apresentada sem qualquer didatismo. Sim, é necessário não ser didático demais, mas ser didático "de menos" também é bem perigoso. Talvez mais 15 ou 20 minutos num filme de 87 não doessem tanto.
O filme ainda tem uma criticazinha à igreja católica. Mas é só. Entre filme de ação pura e filme de ação com alguma dimensão humana? Fico com o segundo. Eu realmente me diverti mais em "Predadores".