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Silmara  Dantas

Silmara Dantas

Natal, RN

Comentários

Paraísos Artificiais | Crítica
Tony (04/05/2012 01:28:07)

O "mundo da musica eletronica" nao é feito só de drogas. Frequento esse tipo de festas desde 98. Rola droga sim, mas nao é só isso, principalmente em festivais como o retratato no filme (uma alusao ao festival UNIVERSO PARALELLO que ocorre na Bahia).
Ocorre tanta droga quanto num show de rock, num festival de rock como SWU ou rock in rio, qto no carnaval...
Uma pena resumirem essa cultura toda apenas nesse aspecto... lamentavel

Paraísos Artificiais | Crítica
vinicius (04/05/2012 13:28:41)

Gostaria de mais explicações sobre a tal "cultura toda" do mundo da musica eletronica. Sinceramente, não sei qual cultura esse "mundo" oferece além das batidas musicais, que confesso serem legais, mas nao vejo nada além disso.

Paraísos Artificiais | Crítica
Gui (04/05/2012 15:12:11)

Vinicius, hoje em dia a musica eletrônica no Brasil é vista apenas como uma visão, uma RAVE.

Pra você, provavelmente o Universo Paralello que o TOny citou é a mesma coisa que uma Tribe, XXXPerience ou Kaballah, mas meu amigo... existe um ABISMO entre esses gêneros de festa, relacionado a mensagem a passar, cultura, celebração, público e principalmente, o gênero de musica eletrônica. Sim, o tipo da e-music muda drasticamente um público ado outro, e isso, muitas pessoas que não conhecem essa cultura, pensam de uma forma só.

Frequento festivais, como Universo Paralello, Ozora, Boom, Respect Lost, Mystic Tribe, etc... procure pesquisar sobre esses nomes no Google, e verá a diferença, porque se eu detalhar tudo aqui, vou escrever um livro.

Informação é tudo.

Paraísos Artificiais | Crítica
vinicius (04/05/2012 17:07:18)

Gui,

Você falou muito, mais a pergunta inicial fica no ar, que "mensagem a passar, cultura" esse estilo de música pode transmitir. Sei não em, parece que nada mais do que curtição e batida eletronica, além de outas coisas decorrentes desses ambientes.

Paraísos Artificiais | Crítica
Tony (05/05/2012 18:13:37)

exatamente o que o Gui falou. Ja fui 3 x pro Universo Paralello e 1 x pro Boom em Portugal. To indo de novo agora no final de julho.

Eu sou malabarista, ja trabalhei com isso. Nesses festivais vc conhece centenas de pessoas de todos os lugares do mundo, artistas, djs, frequentadores, viajantes, malabaristas, musicos... pessoas de 40, 60 anos... cada uma com uma experiencia de vida. E essas pessoas frequentam estes festivais para conhecer pessoas... portanto é absurdamente comum vc estar em uma roda com hungaros, israelenses, australianos, americanos ou sabe la de onde... todos se conhecendo e trocando experiencias e historias. Voce pode chegar em QUALQUER pessoa e puxar conversa.Até numa fila do banheiro vc ve e conhece pessoas incriveis. Alguns levam as crianças pequenas, outros os cachorros... Estes festivais tem circo, teatro, cinema, varias pistas, oficinas, yoga , massagem... sao cidades criadas para vc viver durante uma semana. Nao tem absolutamente nada de "rave de 7 dias". Dentro destes festivais vc tem as x 3 raves (pistas) ou mais tocando musica sem parar, mas elas sao apenas uma coisa a mais... Tem amigos meus que nem gostam de musica eletronica e vao nos festivais com a gente.

Rola droga? Com certeza, mas MUITO menos do q as pessoas imaginam, pois vc tem q andar varios kms por dia (no boom eram uns 7), aguentar calor intenso, poeira, etc.... É um ambiente absurdamente mais tranquilo do que um carnaval ou uma micareta...

Paraísos Artificiais | Crítica
Tony (05/05/2012 18:21:10)

Vinicius, aí é que esta a questao... a sua PERGUNTA esta errada. Não é a MUSICA que passa a mensagem, a cultura. É o ambiente, sao as pessoas, a decoração... a musica é apenas mais um detalhe.

Paraísos Artificiais | Crítica
Tony (05/05/2012 18:29:32)

um exemplo: O Universo Paralello dura uma semana , e é sempre durante a virada de ano. Em uma das edições, dançamos trance durante a virada no meio de uma tribo de indios praticamente nus... Homens, mulheres, crianças.... Eles estavam no centro da pista principal fazendo um ritual de dança para a gente. Depois a musica eletronica começou (era o dono do festival, Swarup) e eles continuaram o ritual dançando trance...

Passamos Dançando e curtindo junto com eles a virada de ano.... Isso é uma coisa que eu terei 80 anos e irei lembrar com ctza absoluta

Paraísos Artificiais | Crítica
Raphael (07/05/2012 12:06:22)

Tony, este Episódio dos índios dançando na virada do ano e com o swarup tocando foi o UP10?? Eu estava lá!! Foi épico.

Paraísos Artificiais | Crítica
Tony (07/05/2012 23:01:34)

Foi, eu estava la no meio da tenda, do lado deles. Quando percebi , tava dançando junto com a tribo toda

Paraísos Artificiais | Crítica
Gui (09/05/2012 17:19:57)

O Tony já disse a realidade, de quem realmente vive tudo isso, mas quero dar a minha opinião.

Ver, ouvir, ler não é suficiente, as pessoas precisam sentir e achar alguma relevância pessoal, se não desligam, se sentem ameaçadas e bloqueiam o real mundo que um festival oferece, basta abrir a cabeça e o coração.

Falta mesmo educar que música eletrônica vem de milhares de anos atrás. Tem algo muito essencial rolando que parece ser mesmo complicado explicar para quem não fala a língua ou está descobrindo o caminho por si próprio. Nossa sociedade descobriu uma maneira sensacional de substituir essa busca pela essência com a necessidade de adquirir produtos e modas. E irá continuar promovendo drogas, fantasias e rituais que mantêm as pessoas passivas, dependentes, ignorantes e consumindo dentro da norma esperada, mantendo todo o resto taboo, ilegal e marginal, e de maneira cada vez mais sofisticada.

Mostrei algumas fotos do Boom e do Universo Paralello para uma a um tempo atrás que comentou acerca do festival achando "decadente". Não consigo tirar essa crítica da cabeça porque acho que é assim mesmo que esses festivais são interpretados de maneira geral. Minha amiga não viu beleza na dança e nas pessoas, não ficou curiosa acerca das idéias e das cores, só enxergou droga, roupas esfarrapadas, sujidade. Uma interpretação no caso dela de alguém que trabalha em marketing para uma marca conhecida de álcool e tinha nesse mesmo dia me falado de uma nova campanha em que estavam trabalhando para mudar o rótulo, as cores e os slogans para apelarem a pessoas mais jovens (16 anos) e aumentarem as vendas. Me faz rir até mas acho que é assim mesmo que andam as coisas!


Por isso que a música em si, filme e os próprios festivais podem ser um palco importante. Acho que o mundo enxerga o Universo Paralello o Boom e outros como uma continuação de festas hippies apenas, não como para além de uma festa um ritual bem contemporâneo e importante pois permite também explorar idéias que precisam ainda ser absorvidas na sociedade, pois foram esquecidas em todos estes anos em que dominou a busca pelo intelecto acima do espiritual.

Esse filme não é ruim, só o fato dele abordar esse tema ja é importante, mais o mais IMPORTANTE MESMO é continuarem filtrando aos poucos e esperemos que com raízes mais profundas na próxima vez.

Paraísos Artificiais | Crítica
Tony (10/05/2012 02:52:23)

Boa Gui. Boa parte dos melhores momentos da minha vida foram em festivais. E sou uma pessoa mto melhor e mto mais humilde devido a esses momentos

Paraísos Artificiais | Crítica
Gui (10/05/2012 21:03:20)

Somos dois Tony, faço de suas palavras as minhas...

As pessoas mais interessantes que já conheci na minha vida foram nesse ambiente, e posso dizer também que minha personalidade foi moldada também nesse ambiente.

Desejo a todos um dia passar por uma experiência real e pura como eu passei, de coração mesmo.

Paraísos Artificiais | Crítica
Silmara (15/05/2012 03:14:09)

Apesar de ainda não ter assistido ao filme, não posso evitar de expor a minha opinião sobre a temática abordada no mesmo.
Assim como Tony e Gui, conheço o cenário e falo por minhas experiências com relação ao ambiente e consequentemente seus frequentadores. E diga-se de passagem, é sem sombra de dúvidas uma percepção e consciência completamente diferente. Algo para se conhecer mesmo e não para "supor" ou "achar" como a maioria que segue os pré-conceitos televisivos. O que é uma lástima!

Tive oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas, indivíduos autênticos com visão de mundo, inteligentes. Pessoas com identidade, não mais um integrante do rebanho que pensa como todos.
É uma cultura, uma filosofia de vida. Não é para qualquer um, mas aberto a todos que queiram conhecer, mas para tanto é preciso ser livre, se desprender dos conceitos que são ditos por bocas alheias e serem ditas por bocas de quem sabe do que fala.

No que se refere ao conceito de cultura, eu peço licença para citar uma definição do ministério da cultura: " A palavra cultura abrange várias formas artísticas, mas define tudo aquilo que é produzido a partir da inteligência humana. Ela está presente desde os povos primitivos em seus costumes, sistemas, leis, religião, em suas artes, ciências, crenças, mitos, valores morais e em tudo aquilo que compromete o sentir, o pensar e o agir das pessoas."



Pode até não se mudar opiniões com um filme, mas certamente leva a questionamentos saudáveis, pertinentes, sensatos, profundos, sobre mundo e sociedade e não "achismos", intolerância e concepções pré-estabelecidas.




Crítica: Um Olhar do Paraíso
Silmara (23/03/2010 19:45:57)

Não posso negar meu nível de empolgação em saber que Peter Jackson estava nos bastidores deste filme...e tal foi minha surpresa com o que presenciei no cinema. Belas imagens, uma narrativa interessante, as cenas mundo real x paraíso são bem interessantes e no quesito interpretação eu daria o mérito a Stanley Tucci pelo seu personagem...e mais, até que foi possível segurar a trama, mesmo depois de sabermos o assassino (o que pode-se considerar até incomum), mas este longa poderia ter acabado uns 30 minutos antes... onde não me sentiria profundamente frustrada com a cena em que a doce Susie Simon "volta dos mortos" para concretizar o tão almejado primeiro (e último) beijo; bem como a cena da morte do assassino, que é de uma imbecilidade astronômica, sem contar na afronta a inteligente de qualquer ser pensante!
I ovo e 1/2!

Inté!

Crítica: Idas e Vindas do Amor
Silmara (22/03/2010 19:07:52)

"Daria uma frigideira vazia para ele" (rsrsrs).

Para ser bastante sincera, a maioria esmagadora das "comédias-românticas" são combinações de "mamão com açucar" e fatalmente me deixam com a sensação de que perdi tempo e dinheiro. Só fui conferir na telona porque havia combinado com uma amiga e pra variar, constatei a obviedade de sempre: mesmo "encontros & desencontros", risadinhas de canto de boca e nada pra levar pra casa!

Desculpe, mas nem os elenco com os cachês de muitos dígitos garantiram a gemada!
Inté!

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