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Tatiana Tesch

http://www.tatianatesch.com/
Porto Alegre, RS

Comentários

Crítica: O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus
Tatiana (10/05/2010 23:41:05)

Li a crítica e li os comentários. Fiquei tentada a dizer que considero o texto muito bem escrito e que encontrei nele informações importantes para observar no filme (que ainda não assisti) e que, acho SIM, que o Marcelo "criticou" muito bem. Entendo que nesse caso é difícil separar a obra do seu autor e que, quando ele fala da genialidade do Gilliam e de como seus filmes são ímpares, pra mim, deu sua opinão em nome do Omelete. E cá entre nós: 5 ovos??? O cara disse tudo. =)

Crítica: Amelia
Tatiana (18/04/2010 20:51:17)

Como leitora diária do www.omelete.com e, obviamente, amante do cinema, fiquei frustada quando li a crítica de Érico Borgo a respeito do filme "Amelia". Nada contra Borgo. É só que o trailer do filme, tinha me parecido interessante e me feito planejar vê-lo no telão. Enfim, influenciada pelo texto, havia desistido da idéia. Mas, o nome "Amelia Earhart" é forte e atraente, me levando a fazer algumas pesquisas no Google. Confesso que não sabia nada a respeito da pessoa, bastando um apanhado breve de matérias para perceber que, como toda mulher que desafia os limites de uma época, Amelia só poderia ser um bom motivo para virar cinema e, porque não, para te levar até um. Sendo assim, sucumbi à tentação de comprar o meu ingresso, apesar de considerar a crítica do Omelete em 90% dos casos. Embora saibamos que toda obra biográfica é sempre e, nada mais que, um mero fragmento do todo que fôra uma vida, fui ver o filme movida pela mesma coisa que me induziu a ver Chanel: o desejo de entender um pouco dessas mulheres fortes, ousadas e sonhadoras, tão passíveis à admiração. Resulta que concordei com Borgo, mas apenas em parte: a produção é impecável; a fotografia: belíssima e a similaridade da atriz Hilary Swank com a verdadeira personagem, é impressionante. Mas em muitas outras coisas tive de discordar - Borgo que me desculpe. Primeiro, o roteiro não me pareceu tão ruim. Me senti bem conduzida no desenrolar da história. As inserções de imagens reais ou de manchetes dos jornais da época, estão longe de serem massantes na minha opinião. Tão pouco achei difícil me emocionar e, até, me identificar com a personagem que, talvez masculinizada para Borgo, em nada se difere no visual prático do vestir e arrumar os cabelos da mulher moderna nos dias de hoje. Achei interessante ser sensibilizada toda vez que, por exemplo, um avião levantava vôo no filme e a piloto acenava à platéia da pista - nesses momentos, torcia por ela também. E não será isso indício de que as atuações não estavam assim tão no automático? Ou que, mesmo estando, eram ótimas e suficientes para a história? Ou seja - segundo ponto: não me pareceu fraca a atuação do elenco principal. Eu diria: na medida certa! Nada de cenas de amor tórridas ou de discussões exageradas e apelativas! São pessoas normais, vivendo histórias sólidas. Afinal, para que dar a todo romance de uma vida um caráter holywoodiano intempestivo? Desculpe-me o Borgo novamente, mas não há nada de mal em Richard Gere ser Richard Gere - com suas caras e poses - posso garantir que nenhuma mulher na sala espera que ele seja diferente... Alguém critica Jack Nicholson por ser Jack Nicholson? E divagando: quantas vezes, atualmente, nos pegamos - seja por rotina de trabalho ou pela felicidade das férias - olhando para as vidraças de um aeroporto, em busca de uma mão agitada, nos saudando e desejando boa sorte ao nos arriscarmos sentar dentro dessas enormes giringonças, que insistem em arrancar nossos pés do chão - os aviões? E o que dizer daquele frio na barriga quando o avião decola? Ou do explendor de estar ganhando o céu, flutuando entre os famosos flocos de algodão? Tudo isso são simplicidades que o filme enaltece e que o fazem, no mínimo: bom. Posso dizer que me identifico com Earhart muitas vezes durante a narrativa, imaginando a satisfação que ela tinha -acompanhada de uma incrível coragem - em romper com os próprios limites, seja de uma sociedade onde a mulher ainda buscava espaço, seja nas dificuldades financeiras, seja pelas cobranças internas que se fazia - coisas que em nada me soaram caricatas. O grande amor de Amelia está muito evidente: é voar. E mais uma vez ela se aproxima do público expectador: quantas vezes somos completamente envolvidos e arrebatados por nosso trabalho, nosso último projeto, um livro que seja - simplesmente algo que nos faz esquecer do sono, da fome, das horas? O filme nos revela então essa paixão, que tantas vezes dá sentido à vida e que, certamente, foi o que conduziu a de Amelia. Como disse Borgo, concordo que o fim da história tenha sido digno, mas considero que a cineobiografia está longe do medíocre.Para quem gosta do tema e do estilo, digo que não daria à "Amelia" um oscar. Nem é um filme que se precise ver propriamente no cinema - ficará bem no dvd de casa. Mas considero que valeu o ingresso e merecia ter ganho uns 4 ovos do meu amado Omelete. Abraços a todos e obrigada pela atenção, Tati