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Luiz André

Luiz André

Varginha, MG

Comentários

X-Men - O Filme | Crítica
Luiz (04/03/2012 16:57:14)

Depois do primeiro filme de Blade - O Caçador de Vampiros (1998), este foi o pontapé inicial da invasão dos super-heróis no cinema, que começa a atingir um outro patamar com as novas produções de Batman e X-Men. Depois de tanto tempo, é interessante observar o quanto as fichas para que este funcionasse no sentido de atrair público e crítica estavam sendo colocadas em jogo. Por um ser um dos primeiros da nova safra e trazer pela primeira vez heróis que haviam dominado o mercado de quadrinhos e de merchandising durante a década de 1980/90, a responsabilidade era muito grande para que atingisse seu objetivo. Felizmente, tudo deu certo e a sequência ainda é considerada uma das melhores já feitas. Embora tenha uma trama acessível e um bom elenco de caras conhecidas ou não durante a época, é de se lamentar a escalação de James Marsden para o papel de Ciclope e o descaso que este personagem tão fundamental para a história dos X-Men recebe nos filmes da série. A evolução de Ciclope nos quadrinhos é superior à tentativa de recontar a origem de Wolverine após sua minissérie original em que o coloca como um menino adoentado em fins do século XIX. Fora que personagens de grande importância para a história dos X-Men como Tempestade, Jean Grey e Dentes-de-Sabre caminham entre figurantes e coadjuvantes de luxo em várias cenas do longa. Apesar dos defeitos, ainda sim é um bom filme e merece ser conhecido pelas novas gerações.

Crítica: O Patriota
Luiz (04/03/2012 16:44:05)

O excesso de patriotismo é o que destoa este filme dos demais de seu próprio gênero além daqueles que o revisor listou a partir do currículo do roteirista. Se não se levar em conta toda a querela entre estadunidenses e ingleses, este filme torna-se um bom passatempo para uma tarde preguiçosa. Mel Gibson repete seus papéis genéricos de homem que precisa lutar para manter a família livre de invasores e demais inimigos e Heath Ledger já começava a se destacar no cenário hollywoodiano ao interpretar o filho que desafia o pai em nome da honra e da questão da liberdade, atributos tão celebrados em filmes que retratam o período de independência dos Estado Unidos. Boa pedida, mas guardadas as devidas proporções.

Crítica: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes
Luiz (04/03/2012 16:38:01)

O começo da estética única de Guy Ritchie, que por sinal é um daqueles diretores que são reconhecidos pela composição das imagens e pela forma de filmar que muitas vezes se assemelha a um videoclipe ou a um game estilo shooter. Contudo, deve ser levado em conta que diretores como ele, em seus primeiros trabalhos, exploram uma estética que se torna uma marca registrada em seus posteriores trabalhos, embora fique diluído à medida em que o diretor deixa de se arriscar em outras formas de se contar uma história. No mais, é um ótimo filme, mesmo que a crítica acima seja insuficiente para chamar a atenção dos fãs de Guy Ritchie e do cinema britânico. A ironia no final do filme é impagável.

Crítica: Senna
Luiz (28/12/2011 19:04:24)

É interessante lembrar que além da morte de Senna em 1994, houve a introdução do Plano Real e sua equiparação monetária com o dólar e o tetracampeonato da seleção brasileira de futebol, fazendo com que este ano tenha sido, em parte, agridoce para nós brasileiros. Sobre o filme, foi opção da equipe técnica criar lugares-comuns dos quais o público iria reconhecer, identificar-se e torcer (por que não, a magia do cinema permite esta imersão fílmica).
Por tal razão é colocada em destaque a rivalidade entre Senna e Prost, ao invés de mostrar seus outros adversários dentro e fora das pistas; preteriu-se o recurso típico dos documentários em mostrar os entrevistados para deixar que as imagens falassem por si mesmas e fossem complementadas pelos relatos; se um pouco mais de espaço fosse dado para que o público conhecesse melhor o circo da Fórmula 1, algum tempo da película tornaria-se enfadonho para o espectador médio que segue a trilha do protagonista e não se importa com o background histórico (o que seria um ótimo material para extras em DVD).
No mais, discordo do revisor ao "vilanizar" as figuras de Alain Prost e Jean-Marie Balestre: um dos pontos tratados pelo documentarista é explicitar a rivalidade entre os companheiros de equipe e, em um grau mais acima, em como a nacionalidade e o temperamento deles poderia ser cooptados para alimentar um clima de desigualdade na escuderia Mclaren. No final das contas, são pessoas reais que cometem erros, se sentem atacadas e se defendem de uma maneira que aos olhos de outro pode soar como arbitrária e equivocada.
Excelente documentário, por fim.

Occupy Comics | Alan Moore e David Lloyd vão colaborar em HQ de protesto
Luiz (10/12/2011 14:09:26)

Em meio a tanta celeuma em relação às máscaras de Guy Fawkes que andam circulando em movimentos como o Occupy Wall Street e afins, não seria um bom momento para a Panini republicar a HQ V de Vingança? E trazer algum texto especial explicando toda a história por trás da HQ mais quem é esta figura que se popularizou em uma máscara e tem sido um símbolo para as retaliações contra a injustiça social? Tudo bem, nem é preciso aproveitar o momento, mas uma republicação se torna urgente para novos e velhos fãs. Fica aqui a dica.

Meu irmão quer se matar
Luiz (10/12/2011 12:21:44)

Há várias formas de se retratar o tema da morte no cinema. De uma forma leve e bem humorada a mostras de com requintes de crueldade não apenas dos personagens, mas também das circunstâncias que ocorrem a eles durante a narrativa. Neste filme, por exemplo, a morte nunca é enunciada de todo, nunca é confrontada de uma maneira que se possa compreendê-la existencialmente. O trio de personagens, antes de se encontrarem, parecem ocos, incompletos e, com a união deles em torno de uma família que se encontra em pedaços, cada um se torna capaz de se encontrar e perceber que há mais entre a morte e uma vida infeliz. Como Érico Borgo apontou, não é um filme de grandes emoções nem grandes reflexões, mas vale a pena uma conferida.

Spartacus: Vengeance | Assista à primeira cena da segunda temporada
Luiz (10/12/2011 12:19:45)

Vai ser difícil acompanhar os primeiros episódios depois da troca de atores. Se mantiverem o clima da primeira temporada e avançar a história para a rebelião dos gladiadores, isto pode gerar um bom resultado. O que virá depois é preocupante, porque Spartacus não passa de uma série "massaveio" e séries assim não tem um prazo de validade muito alto.

Spartacus: Vengeance | Assista à primeira cena da segunda temporada
Blatzkovitz (11/12/2011 10:30:50)

"porque Spartacus não passa de uma série "massaveio" e séries assim não tem um prazo de validade muito alto."

Pô cara, é melhor assim. O ideal para um seriado é q ele tenha no máximo umas 4 temporadas, depois disso vira pura enrolação. Taí Lost q não me deixa mentir.

Spartacus: Vengeance | Assista à primeira cena da segunda temporada
Leandro (12/12/2011 08:38:46)

@Blatzkovitz

Lost se perdeu pq os produtores se viciaram em criar mistérios e momentos WTF (que eram incriveis), ficaram garantindo nas entrevistas q tudo seria respondido, e terminaram a série com uma solução fácil e sem as tão prometidas explicações e respostas. Não teve nada a ver com duração, o final da série foi anunciado com 3 temporadas de antecedência, e as temporadas finais tiveram tamanho reduzido. Além disso, 6 temporadas é relativamente curto.

DC Comics | Editora faz troca de escritores em várias séries
Luiz (10/12/2011 12:06:59)

Esta troca de equipes criativas nas revistas da DC pode soar como o prelúdio do fim após passar o burburinho deste relaunch. A maioria das notícias falam sobre atrasos e pressões editoriais que afugentam os roteiristas e podem comprometer o desenvolvimento das histórias no futuro. Fica difícil esperar que daqui a alguns meses ou um ano, esta situação possa melhorar. Esperemos quando estas revistas chegarem ao Brasil, então.

DC Comics | Editora faz troca de escritores em várias séries
Marcos (10/12/2011 13:58:01)

Dança das cadeiras em HQs é a coisa mais normal do mundo quando o pessoal é contratado por serviço. Oras, as personagens não são do cara que escreve ou desenha, ele manda muito pouco no rumo da história, tem que agradar os editores e os donos na empresa, que visam lucro e projeção da marca acima de tudo. É normal tanto o cara estressar e pedir pra sair, quanto a empresa não querer mais lidar com o fulano.
Não vejo isso nem como ruim, nem como bom, só como parte do negócio.
Os que não querem lidar com isso criam suas editoras (vide Image), ou publicam em editoras menores que dão mais liberdade e permitem ao cara manter a propriedade dquilo que cria.

Once Upon a Time x Fábulas | Escritor da HQ diz que não vê plágio no seriado
Luiz (05/12/2011 21:02:41)

Está tudo no inconsciente coletivo. Fora que nos últimos anos, existe uma tendência em subverter a lógica dos contos de fada, colocando seus personagens em situações avessas àquelas que eles passam em adaptações como as feitas pelo estúdio Disney. Nos últimos tempos, Shrek pode ser um exemplo de como ocorreu esta inversão do conceito de um conto de fada - um ogro se torna heroi e fica com a princesa no final. Releituras são bem vindas se a proposta e o desenvolvimento forem bons e não perverterem drasticamente o conteúdo da fonte original.

Once Upon a Time x Fábulas | Escritor da HQ diz que não vê plágio no seriado
Lady Octarina (05/12/2011 21:15:56)

Sem mencionar que a própria Disney ocasionalmente adota essa tendência - como no filme "Encantada". Eu cho que o diferencial do Shrek, nos dois primeiros da série, foi subverter na lógica da sátira. Atualmente, a tendência mudou para "subverter porque as pessoas cansaram de historinhas de amor no modelo antigo". E isso é um saco.

Once Upon a Time x Fábulas | Escritor da HQ diz que não vê plágio no seriado
Fabio (06/12/2011 02:00:30)

Aaaaaaawh. Eu ainda gosto do modelo antigo! Aliás "Encantada" é o exemplo perfeito de como mudar uma história mantendo-se fiel aos personagens. Tipo é absurdo que só porque uma princesa comece a cantar todos em volta se unam a ela, mas acontece! É como um superpoder! Ri cântaros e me mijei um pouquinho.

Andy Serkis diz que captura de movimento é atuação e queixa-se de Hollywood e da mídia
Luiz (05/12/2011 16:53:20)

É uma pena que o talento de Andy Serkis não seja devidamente reconhecido pela Academia de Cinema e Artes. Talvez fosse preciso que outros atores se aventurassem na interpretação por captura de movimentos para que os responsáveis pela premiação percebessem que dos gestos à movimentação do personagem em tela, tudo é uma criação do ator/atriz. Fica a torcida para que este ator seja reconhecido de alguma forma futuramente.

Programação da TV
Luiz (05/12/2011 16:29:16)

Só faltou mencionar que nesta quinta tem a season finale de Damages no AXN. E que tal dar um pouco mais de ênfase nos filmes exibidos no TCM na sessão "50 filmes que você deve assistir antes de morrer"? Esta semana tem Três Homens em Conflito, clássico do western de todas as gerações e a cada semana mais e mais pérolas do cinema aportam neste canal. Final de ano e começam a pipocar nos canais de documentários vários programas sobre o Natal, Jesus, profecias apocaliptícas e outros shows que aobordam os assuntos mencionados com uma ou outra diferença.

Vingadores | Artista parodia imagem do filme para denunciar machismo
Luiz (05/12/2011 16:22:34)

Uma imagem, mil palavras. Pela extensão dos comentários, parece que este assunto gerou discussões que ultrapassaram o conteúdo desta notícia para recair em debates sobre propriedade pública e direitos civis. Nada contra, todos têm direito a suas devidas opiniões e o melhor a se fazer é escolher um ponto de vista e defendê-lo com argumentos contunddentes sem ter que baixar o nível porque outra pessoa prefere o caminho oposto. No mais, a imagem não traz nada de novo para a divulgação do filme.

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge | Foto do set recria momento clássico das HQs de Bane
Luiz (05/12/2011 16:10:50)

Tem sido difícil fugir de spoilers sobre filmes tão alardeados como este. No mais, espero que a dupla Christopher Nolan e Christian Bale surpreendam novamente - talves pela última vez no universo do homem-morcego - e que a nova leva de filmes de herois da DC comece a sair do forno não apenas na TV, mas também no cinema. Acho que um certo sucesso dos "concorrentes" pode apressar a mobilização por mais filmes de personagens da DC eventualmente.