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Exclusivo: Editor da Conrad fala sobre mudanças na editora em 2009

Rogério de Campos promete expansão

Érico Assis
07 de Fevereiro de 2009

Conrad
Conrad 2

Rogério de Campos, editor da Conrad, conversou com o Omelete sobre as mudanças que acontecerão em 2009 na editora, após a compra pelo grupo editorial IBEP-Companhia Editora Nacional.

Na verdade, as mudanças são poucas. Como já confirmado antes, as séries mangá continuam. Um dos próximos lançamentos é o aguardado Verão Índio, clássico de Hugo Pratt e Milo Manara. Na graphic novel, passada nos EUA do século XVII, o estupro de uma garota dá início à guerra entre colonizadores e índios. Além disso, o investimento em quadrinhos nacionais não vai parar. Confira a entrevista:
 
O informe da Conrad-IBEC fala em preservar "a identidade editorial, estrutura comercial e regime operacional" da Conrad. Isto é garantia de que teremos a mesma linha de publicações, o site e outras características da editora em funcionamento? Planeja-se retração em algum desses aspectos? Ou expansão?

Expansão. Indo ainda mais longe.
 
Como ficarão as séries de mangás que a Conrad mantinha, como Battle Royale, Blade, Nausicaä, Vagabond, Bambi, Monster, Sanctuary...? Voltam? Já tem previsões de quando cada uma retornará?

Estamos já em gráfica com Nausicaä e Bambi. E estamos retomando os outros títulos.
 
Há algum outro lançamento que você já possa anunciar para breve?

Sim, Verão Índio chega nas próximas semanas.
 
E os investimentos em quadrinhos nacionais? Em 2008 saiu a muito elogiada Chibata!. Estes investimentos continuarão?

Sim. Temos muito orgulho dos autores que temos em nosso catálogo. Em 2008, lançamos também o Prontuário 666. São os dois principais lançamentos de quadrinhos nacionais no ano.
 
A Conrad é considerada uma das responsáveis por marcar os quadrinhos nas livrarias no Brasil. Companhia das Letras, Record, Ediouro e outras editoras nacionais estão embarcando neste filão com grandes investimentos. Qual a perspectiva da Conrad para esta concorrência?

Existe um mundo de quadrinhos para serem publicados no Brasil. O que espero é que as outras editoras publiquem novas coisas, e não fiquem apenas no que já foi lançado antes. Admiro muito, por exemplo, o trabalho da Zarabatana: publicaram várias coisas que eu pensava em publicar, mas nunca tinha publicado. Companhia publicou Persépolis, que passou anos na minha mesa em avaliação. A Record vem aí com Kiki de Montparnasse, que é ótima. A Rocco publicou o Gato do Rabino, que eu também teria gosto de publicar. Seja como for, a Conrad quer ser líder, mas nunca foi besta de sonhar com um monopólio.
 
Como você avaliaria o interesse da IBEC-Nacional pela linha editorial da Conrad? As editoras parecem atender segmentos de mercado bastante diferentes.

Foi justamente uma das vantagens que eles viram: não há sobreposição nos catálogos.
 
Por fim, o que podemos esperar da Conrad em 2009?

Muito mais lançamentos. Muito mais barulho.


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