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Fã de mangá perde eleição no Japão - autor brasileiro de HQ comenta

Marcelo Cassaro havia conhecido Taro Aso por conta do Prêmio Internacional de Mangás

Érico Assis
26 de Setembro de 2007

Taro Aso
Taro Aso

Infelizmente, não foi dessa vez que a política japonesa reconheceu a força dos mangás. Taro Aso, secretário geral do Partido Liberal Democrata japonês, perdeu a eleição (interna ao partido) que escolheu o novo primeiro-ministro do Japão. O cargo ficou com o conservador Yasuo Fukuda.

A mera possibilidade de Aso, um fã confesso de mangás e animês, tornar-se primeiro-ministro levou às alturas as ações de empresas relacionadas a estes lucrativos mercados nipônicos, na semana passada.

O político é o criador do Prêmio Internacional de Mangás, bem como do Encontro Mundial de Cosplay, ambos eventos que promovem a cultura dos quadrinhos e desenhos animados japoneses no exterior.

Marcelo Cassaro e Erica Awano, autores do mangá brasileiro Holy Avenger (sexto lugar no Prêmio Internacional de Mangás), conheceram Aso durante um jantar promovido pelo Cônsul Geral do Japão no Brasil. Cassaro falou ao Omelete sobre a figura:

"Aso é curioso sobre como autores de outros países acabam se envolvendo com mangás, que são feitos especificamente para o público japonês. Eu estava muito curioso sobre o que uma pessoa assim, que acredita no potencial da cultura pop japonesa, faria como primeiro-ministro. Com a não-eleição de Aso, todos os não-japoneses que trabalham ou sonham trabalhar com anime e mangá perderam oportunidades, e o Japão também perdeu a chance de conhecer melhor os trabalhos estrangeiros que sua própria cultura inspirou."


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