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Morre Mick Anglo, o criador de Marvelman

Autor teve os direitos sobre o herói reconhecidos no fim da vida

Érico Borgo
11 de Novembro de 2011

marvelman

Maurice Algowitz, o inglês mais conhecido como Mick Anglo, faleceu no dia 31 de outubro, segundo informação do site Comic Bits Online. O homem que criou Marvelman, o super-herói mais famoso dos quadrinhos britânicos, tinha 96 anos.

Não é segredo que Anglo foi contratado para fazer o que, na prática, era um plágio. A editora britânica L. Miller & Sons publicava na Inglaterra os quadrinhos do Capitão Marvel, sucesso tão grande lá quanto nos EUA. Quando a DC Comics processou a editora americana do Capitão, as histórias do personagem foram suspensas. Não querendo perder seus leitores já conquistados, a editora britânica buscou uma solução em 1954: um personagem praticamente idêntico ao norte-americano, chamado Marvelman, também criança que se transformava em adulto superpoderoso ao dizer palavra mágica, também com superfamília. Anglo ficou encarregado da criação.

Marvelman voltou a fazer sucesso nos anos 80, quando Alan Moore escreveu uma série de histórias hoje consideradas clássicas para a revista Warrior. Após isto - e a exportação para os EUA, via editora Eclipse, onde o herói virou Miracleman por solicitação dos advogados da Marvel Comics -, o personagem virou pivô de um emaranhado jurídico que até hoje não se resolveu. Em poucas palavras, não se tem certeza se o personagem (e suas histórias) pertencem a Anglo, à editora original, à Warrior, a Alan Moore, à Eclipse ou a outros autores que passaram pelo personagem.

Quem começou a tentar resolver o emaranhado foi a Marvel Comics, que comprou os direitos de Anglo em 2009 e vem republicando nos EUA as histórias que o autor fez na década de 50. Mas os fãs ainda estão esperando republicações das histórias de Moore e a conclusão das que Neil Gaiman e Mark Buckingham começaram com o personagem em finais da década de 80. Com a compra da Marvel, o personagem voltou a ser chamado de Marvelman nos EUA. O ponto positivo até agora nessa história, comentado por Alan Moore, é que Anglo foi reconhecido, no fim da vida, como autor e detentor de parte dos direitos sobre Marvelman, o que garantiu tranquilidade financeira a ele em seus últimos anos de vida.

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Comentários (8)

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AlvaroVox AlvaroVox (14/11/2011 12:20:43)   103 0
O ponto positivo até agora nessa história, comentado por Alan Moore, é que Anglo foi reconhecido, no fim da vida, como autor e detentor de parte dos direitos sobre Marvelman, o que garantiu tranquilidade financeira a ele em seus últimos anos de vida.

No final, isso é que importou....

e como sempre, Alan Moore arrebentando e dando vida nova a personagens pouco lembrados.....



Marcus Santana Marcus Santana (11/11/2011 19:15:52)   3488 0
meus pesames!

descanse em paz Heroi!



Bruno Bruno (11/11/2011 18:36:12)   132 0
Fato é que o nome de Alan Moore ficou associado a Watchmen, Mas pra mim ao menos, Marvelman é no mínimo, tão espetacular quanto. Chega a ser um crime a série não poder ser republicada e estar inconclusa.



Patrão Bruce Patrão Bruce (11/11/2011 17:59:13)   710 1
as 25 edições de miracleman de alan moore, e depois neil gaiman, sao obrigatorias pra qqer fa de super herois... eu comprei as q sairam no brasil uns 20 anos atras e só ha pouco tempo atras pude ler a conclusao. procurem q vcs acham pra download... vale a pena!



sem avatar Hanta (11/11/2011 17:05:49)   -4 0
Uma pena, acho que estão enrolando demais na republicação das histórias do Alan Moore.



Shadowman Shadowman (11/11/2011 15:44:15)   1266 1
As histórias de Alan Moore com o personagens foram publicadas (ou melhor, jogadas nas bancas de qualquer jeito) por uma pequena editora chamada Thanos (é sério), foram quatro edições (muito porcamente editadas, com tamanho e papel que mudavam de uma edição para a outra) que usavam o material da Warrior, em preto e branco (as edições da Eclipse eram coloridas).

Anos depois li uma matéria sobre como Alan Moore estava revolucionando os gibis de superheróis através desse personagem e fiquei puto de os detentores dos direitos no Brasil serem um bando de incompetentes.

Tomara que a Marvel resolva essa bagunça jurídica e republique esse material fantástico.


Gustavo A. Gustavo A. (13/11/2011 22:21:02)   71 0
O nome da editora era Tannos, e lembro que até página fora de ordem essas revistas tinham. Era um exemplo de como não publicar uma história.

Mesmo assim, deu pra ver que era uma das melhores obras do Alan Moore. Só fui ver o fim da saga em scan. Torço pra lançarem uma edição Omnibus, bem caprichada mesmo.



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