Em
junho do ano passado, o roteirista Mark Waid anunciou que havia
sido demitido
do gibi do Quarteto Fantástico, devido a "diferenças
criativas" entre ele e o então presidente da Marvel, Bill
Jemas. Segundo Waid, Jemas gostaria que o título do Quarteto
assumisse um novo rumo criativo, que o aproximasse mais de uma espécie
de comédia suburbana, deixando as aventuras espaciais de lado, já
adequando o gibi para sua futura adaptação para o cinema.
Após anúncio de Waid, a Marvel disse que o desconhecido Roberto Aguirre-Sacasa e Steve McNiven assumiriam o gibi, já que o artista regular do título, Mike Wieringo, abandonaria o gibi em solidariedade à demissão do roteirista.
A mexida, no entanto, causou um grande desconforto nos fãs do Quarteto, já que o trabalho de Waid e Wieringo havia dado um novo gás às aventuras do grupo de heróis mais antigo da Marvel conseguindo bons elogios de crítica e público.
Depois de um tempinho sem novidades, em setembro passado foi Mike Wieringo quem anunciou que tanto ele quanto Waid estavam de volta ao título do Quarteto. A dupla, que se despediria na edição de número 508, estaria de volta na edição seguinte, protagonizando o que seria uma legítima "volta dos que não foram".
Essa confusão toda deixou uma pergunta no ar: que fim levou o Quarteto de Roberto Aguirre-Sacasa? A resposta chegará às bancas em fevereiro de 2004, com a publicação de 4, a nova série regular do Quarteto Fantástico a ser publicada sob o selo da Marvel Knights.
Com arte de Steve McNiven, a série deve focar-se no lado "família" do Quarteto, deixando um pouco de lado as aventuras espaciais e os quebra-paus com vilões como o Dr. Destino e Galactus. De acordo com Aguirre-Sacasa, o primeiro arco do gibi, intitulado "Wolf at the door" causará um grande impacto na vida do Quarteto. "Durante a festa de aniversário de Franklin, o Quarteto recebe notícias bem ruins que dizem, basicamente, que seu fundo federal foi cancelado e que o responsável pela administração das finanças do grupo roubou todo o dinheiro do grupo, deixando-os sem nada".
De cara essa premissa estimulou uma série de perguntas, já que é de conhecimento público a amizade compartilhada entre os membros do Quarteto e algumas das pessoas mais ricas do Universo Marvel - dentre elas um "certo" Homem de Ferro - que não deixariam o grupo desamparado. Isso sem contar o fato do patriarca do grupo, Reed Richards, ser um gênio capaz de desenvolver uma meia dúzia de novas patentes ao mesmo tempo em que você demora pra ler essa frase. Segundo o roteirista, essas questões serão respondidas de uma forma bastante crível e que, ele espera, convencerá aos leitores. De acordo com a visão do roteirista, apesar de ser um gênio, Reed é, antes de tudo, um cientista e essa nova situação seria uma oportunidade que ele poderia utilizar para repensar as prioridades do Quarteto e que uma parte dele poderia ver aquilo como uma espécie de experimento social.
Os fãs do Quarteto podem aguardar um gibi bem mais "pé no chão", com tramas mais realistas, bem distantes das aventuras cósmicas às quais estão acostumados a ver no título escrito por Mark Waid. Os grandes vilões do Quarteto não devem dar as caras tão cedo. Aguirre-Sacasa já anunciou, inclusive, que os vilões que pretende usar inicialmente devem sair da galeria dos inimigos mais obscuros e antigos do Quarteto, já que eles se adequariam mais à sua proposta de trabalho. Ele também disse que o segundo arco de 4 será uma espécie de história de terror, com grande destaque para a Mulher-Invisível.
O primeiro número de 4 chega às comicshops americanas em fevereiro de 2004.
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