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Para evitar que tal medida drástica - e que, convenhamos, traria mais danos do que benefícios, visto o montante de dinheiro que a marca Super-Homem movimenta anualmente em merchandising - fosse tomada, o editor do Super na época, Mike Carlin, reuniu a equipe responsável pelos títulos da personagem, composta por Louise Simonson, Roger Stern, Dan Jurgens, Jerry Ordway, Jon Bogdanove, Tom Grummett, Jackson Guice, Dennis Janke, Rick Burchett, Doug Hazlewood, Denis Rodier e Brett Breeding para planejar uma linha de ação que colocasse o herói novamente no centro das atenções da mídia especializada e, com isso, fizesse com que as vendas de seus gibis se reaquecessem. Dessa reunião, ficou decidido que o melhor a se fazer seria criar uma grande saga onde o Super-Homem enfrentaria um novo vilão. Esse inimigo seria uma espécie de versão selvagem do Fanático, que se envolveria em um tremendo embate com a Liga da Justiça e o Super-Homem. Ao fim da história, o Super-Homem conseguiria deter o vilão, pagando a vitória com a própria vida. (Claro que não tenho a mínima idéia de como se deu essa reunião, estou só brincando com a hipótese).
A solução da DC para dar uma sacudida no marasmo que dominava as histórias do Super-Homem até então deu certo. A simples menção de que a editora planejava matar seu maior ícone fez com que não só as atenções da mídia especializada, mas também de outros setores da mesma, voltassem-se para a personagem. Até o Fantástico fez uma matéria sobre o evento. Além disso, a morte do Super-Homem gerou um belo lucro, já que, da história - e suas conseqüências -, surgiram novas personagens e títulos. Até um game para Mega e SuperNes, intitulado Death and return of Superman chegou ao mercado. A edição que mostrava o desfecho da grande batalha entre o Super e seu assassino vendeu pra caramba na terra do Tio Sam.
No Brasil, a coisa não foi muito diferente. A editora Abril preparou uma campanha especial para o lançamento da edição, que trazia 160 páginas contendo toda a saga. No pacote, vinha ainda um pôster do enterro do Super, no qual os maiores heróis da editora carregavam seu caixão, uma cópia da Superman 75 e um jornal fictício analisando as repercussões do evento. Eu me lembro de amigos que nunca tinham comprado um gibi fazerem fila pra adquirir o pacote, só porque trazia a morte do Super-Homem. Eu mesmo, que havia anos não acompanhava o azulão, garanti o meu exemplar.
A morte do Super-Homem foi um exemplo do que uma boa campanha de marketing pode fazer para ressuscitar as vendas de uma personagem. Mas, e a história em si? Seria a Morte do Super-Homem também um exemplo do que poderíamos chamar de um clássico dos quadrinhos, algo no mesmo patamar de um Cavaleiro das Trevas ou A piada mortal? Posso garantir que não. A história, como veremos na resenha a seguir tem a maior cara de coisa feita às pressas.
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