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Exclusivo: Saiba o que esperar das novas séries de TV de Star Wars

Omelete pula os muros do Rancho Skywalker e conta (quase) tudo o que sabemos dos projetos

Steve Weintraub
11 de Março de 2008

Star Wars
Novos projetos buscam a grandeza mítica da trilogia original
Clone Wars
Clone Wars por Genndy Tartakovsky...
Clone Wars
... e a nova versão, em 3D e parte da cronologia
jango Fett
Criminosos podem ser o foco da série live-action

Já fazia um tempão que Steve Weintraub, nosso cozinheiro em Los Angeles e editor do Collider, nos prometia "uma exclusiva bacana sobre Star Wars". Depois de muitas cobranças semanais - que ele justificou dizendo que estava checando sua história com várias fontes junto à Lucasfilm - finalmente temos o artigo exclusivo. E não é que ele é realmente empolgante? Divirta-se e aguarde com expectativa, como nós, os novos capítulos de Star Wars.

***

Eu admito que minha paixão por Star Wars passou. Se você tivesse me conhecido anos atrás, quando sabres-de-luz e wookies estavam no meu sangue, você jamais imaginaria que isso poderia acontecer. Mas aconteceu. E não estou sozinho.

Como muitos de vocês, houve um tempo em que eu respirava Star Wars. Comprei os bonecos, ia a convenções e enchi o cofre de George Lucas com meu dinheiro. Mas aí, não sei se foi a nova trilogia ou mero amadurecimento, minhas prioridades mudaram e comprar o mais novo produto da série ou fazer uma maratona dos filmes ao lado dos meus amigos simplesmente não tinha o mesmo significado.

Por que estou enchendo a paciência com essa historinha? Porque na verdade eu ainda me importo - e sei que os projetos futuros nesse universo podem fazer com que eu volte a me importar de verdade.

Depois de meses conversando com várias pessoas diferentes ligadas à indústria e às empresas de Lucas, finalmente tenho algo interessante a relatar sobre as novas séries de Star Wars - a animada e a live-action (com atores de carne e osso).

Como todo mundo já sabe, o cineasta está muito envolvido com a criação desses dois programas. Fomos informados de que ele lê roteiro a roteiro, fazendo observações detalhadas sobre personagens e pontos da trama. Outros dirigirão as séries, mas George, não tenha dúvida, ainda é o Imperador e está por trás de tudo. E mesmo que isso pareça um tanto assustador - já que a trilogia nova não agradou à maioria dos fãs - pelo que ouvimos secretamente de dentro dos muros da Lucasfilm, as novidades podem recuperar a grandeza de Star Wars (e não estamos falando em termos financeiros aqui).

As séries, antes de mais nada, serão muito mais próximas dos filmes originais que o desenho de Genndy Tartakovsky. Apesar de eu achar a animação criada por ele excepcional, os jedis que vemos ali são muito mais super-heróis que os cavaleiros como Obi-Wan e Luke Skywalker na trilogia clássica. Nas séries futuras, os jedis agirão como e terão aquele mesmo nível de poder dos filmes das décadas de 70 e 80 que já conhecemos, especialmente porque - e aí vem o grande diferencial desses projetos - eles se passarão no mesmo universo dos filmes e serão cronologicamente ligados, sendo considerados partes integrais e oficiais da história passada "há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante". Essa é a razão do envolvimento maciço de Lucas, da demora no desenvolvimento e no lançamento nobre, nos cinemas, dos primeiros capítulos da série animada Star Wars Clone Wars. Simplesmente não há mais espaço para erros.

Isso não significa, porém, que os dois programas serão iguais. A Lucasfilm está orientando Clone Wars e a série Live-Action para públicos distintos. A animação é pensada para crianças, mas com a esperança que adultos também possam se interessar em acompanhá-la. Já o seriado com atores será totalmente focado nos fãs adultos e não traria qualquer menção à família Skywalker, cuja saga se encerrou no cinema (e em Clone Wars). Ainda não podemos revelar detalhes desse (e acredite, já temos boas informações sobre ele), mas preferimos aguardar para detalhá-lo, pelo menos até que ele efetivamente comece a ser filmado. Ainda há muito tempo para mudanças por lá, afinal.

O que podemos adiantar é que há negociações em curso sobre distribuição e o programa irá para quem pagar melhor (claro). Dois nomes são recorrentes através das fontes deste artigo: HBO e Showtime, canais sinônimos de qualidade em programação televisiva. De fato, as comparações que escutamos falam que a série live-action seria uma espécie de "meio Sopranos, meio Deadwood no mundo de Star Wars" e que ela poderia explorar mercenários ou outro tipo de escória atuando no submundo criminoso desse universo e com eventuais histórias fora desse núcleo. Seriam temporadas curtas, como a citada Sopranos, com 12 episódios e censura 13 anos, com temática sombria, personagens inéditos e um ou outro nome conhecido dos fãs... promissor.

Vale lembrar novamente que todas estas informações foram baseadas em conversas recentes e representam o que se conversa nos corredores da Lucasfilm neste momento. Mas ainda falta muito até a estréia da série live-action, assim, tudo pode mudar. O que não deve mudar é a diretriz imperial em curso dentro do Rancho Skywalker: tornar Star Wars cool outra vez.

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