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Game of Thrones | Omelete Entrevista George R.R. Martin

Autor fala sobre o início dos livros, quando aceitou transformá-los em série para TV e o que mais tem gostado do programa

Christina Radish
09 de Maio de 2011

Guerra dos Tronos
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George R.R. Martin foi roteirista de Hollywood. Cansado de ouvir pedidos para diminuir seu trabalho e fazer algo mais simples, resolveu largar tudo e terminar o livro que havia começado enquanto ainda tentava - em vão - aumentar o nível dos projetos em que estava envolvido. Desta ideia de fazer algo sem limites, ele acabou criando um universo novo, descrito em cada um dos volumes de As Crônicas de Gelo e Fogo.

O Omelete, representado pelos nossos parceiros do Collider, conversou com o autor. A entrevista é extensa e pode ser lida na íntegra aqui (em inglês). Nós decidimos dar uma resumida nas perguntas mais relacionadas à produção dos primeiros livros e da série de TV para a HBO. Leia abaixo os melhores momentos da entrevista:

Quando você começou a criar esses livros, você chegou a imaginar que os veria tomar vida?

Não. Na verdade, quando eu comecei a escrevê-los, eu pensei que eles nunca pudessem ser adaptados para televisão ou cinema. Eu estava simplesmente escrevendo um livro. Comecei esse projeto em 1991, bem no meio dos dez anos que eu passei em Hollywood, e só voltei para eles em 1994, quando meu envolvimento na cidade estava em declínio. Durante o período no qual eu estava desenvolvendo pilotos e escrevendo filmes, me disseram várias vezes que eu estava fazendo tudo muito grandioso e caro. Eu ouvia direto "George, esse roteiro está ótimo mas para produzi-lo vamos precisar do triplo do nosso orçamento. Você tem que cortá-lo". Eu voltava, relia tudo e cortava. Eu me cansei de ter que cortar roteiros. Estava cansado de conversa; tive que cortar cenas ótimas que eu realmente achava que davam um toque especial em alguns desses projetos. Eu vim do mundo da prosa antes de me envolver com TV e cinema. Passei 15 anos escrevendo contos e romances, então eu estava voltando ao meu primeiro amor. Eu sabia que quando se escreve um livro não há preocupações com orçamento. Você não fica limitado àquilo que pode ou não fazer por causa de efeitos especiais e tecnologia. Não há limites temporais, pode escrever o quanto quiser. Dá pra ter uma história massivamente longa mas ela também pode ter todos os tipos de cena, cenários e batalhas diferentes. Dá pra ter um elenco de personagens com 100, 1000 pessoas. Foi isso que eu fiz. Eu escrevi o melhor livro que pude pensando que ele provavelmente seria eternamente somente um livro, mas tudo bem. Eu amo livros. Então, tudo isso do seriado me deixou bem feliz, ainda que haja uma ironia, especialmente se você considerar que, de 1990 a 1995, eu fiz de tudo para criar uma série televisiva. Escrevi seis pilotos e nenhum deles foi comprado. Quando você para de tentar, parece que tudo cai do céu.

Quantas vezes e por quanto tempo você foi abordado para trazer esses livros à vida? Quando você percebeu que isso realmente poderia ser feito e que os produtores seriam fiéis ao seu trabalho?

Fui bastante abordado por volta do lançamento do segundo livro, A Fúria dos Reis. Esse foi o primeiro livro a realmente chegar na lista de best sellers, que foi o que causou interesse. Algumas das ligações que recebemos eram de pessoas que só queriam ler uma cópia do livro, outras eram pessoas que queriam marcar reuniões... Eu fui em algumas delas em Los Angeles, participei de algumas conferências por telefone. Meus agentes lidaram com mais dessas ligações. No início, as pessoas interessadas eram aquelas que queriam fazer apenas um filme. Eles estavam se espelhando no sucesso dos filmes do Senhor dos Anéis, de Peter Jackson, e pensaram que se aconteceu com uma série fantasiosa, poderia acontecer com outra. Conheço muitas outras pessoas que também estavam escrevendo fantasias épicas naqueles dias e também tinham aberto seus livros para a opção de adaptação ao cinema. Poucos deles realmente foram lançados. Mas eu já sabia desde o começo que meus livros não poderiam ser adaptados ao cinema. São simplesmente grandiosos demais. Esses livros são mais longos do que os do [J.R.R.] Tolkien, têm um elenco de personagens muito maior. Por mais que eu tenha ido a algumas dessas reuniões no início, nenhuma delas levou a lugar algum. As únicas abordagens que eu recebi para o cinema exigiam que a história fosse diminuída, que eliminássemos três quartos dos personagens e focássemos apenas em uma das tramas. Aí aconteceu a reunião com David [Benioff] e Dan [B. Weiss, produtores executivos e co-criadores] e eu percebi que eles tinham a mesma noção de que a única maneira de fazer isso era para a TV, preferencialmente para a HBO. Isso nos permitiria fazer cenas adultas e dedicar temporadas inteiras para cada um dos romances. Esse foi o ponto decisivo.

É difícil deixar a história na mão de outras pessoas?

Sim, até um certo ponto é bem difícil. Eu gosto de fazer a anologia de que é meio como mandar seus filhos no primeiro dia de aula pela primeira vez. São seus filhos, você esteve com eles desde de que nasceram, teve total controle sobre eles e passou 24 horas por dia ao lado deles. Agora eles estão indo para escola, ficando fora de casa grande parte do dia... Quem sabe quem eles vão conhecer ou o que pode influenciá-los? A única coisa que se pode fazer é deixá-los nas mãos de pessoas boas. Eu tenho uma ótima relação com David e Dan. Todo esse processo só começou realmente quando eu os conheci. Nos encontramos para almoçar no Pal Restaurant, em Los Angeles, e ainda estávamos conversando quando eles arrumavam as mesas para o jantar. Nosso almoço durou entre cinco e seis horas. Gostei de tudo o que eles disseram e acho que eles também gostaram do que eu disse. Deixei meus filhos nas melhores mãos que pude, isso também vale para os diretores e atores. Todos eles estão cuidando muito bem das minhas crias, tomara que tudo continue como está.

Eles te pediram para mudar coisas que não necessariamente estavam nos livros? Eles apresentavam ideias para você, para ter certeza de que se encaixariam ao universo criado, ou você deu carta branca para eles?

Eu sabia que eles queriam fazer as histórias mas eu não poderia exigir nada. Eu não queria que eles sentissem como se eu estivesse espiando por cima de seus ombros dizendo "não, não, não, essa fala não vai funcionar assim". Temos que dar liberdade para que eles façam o trabalho deles. Eles tinham o livro e eu sabia que se manteriam tão fiéis quanto pudessem a ele. Dados os parâmetros, eu sabia o que ia ter no piloto e como ele terminaria, e o gancho ficou muito bom. Inicialmente, eles apenas escreveram o piloto.

Eles chegaram a conversar com você para alterar algum dos personagens?

Já tivemos algumas conversas assim. Eu não quero ser muito específico porque poderia estragar alguma coisa, mas tem um personagem que morre no final da primeira temporada da série, mas que não morre nos livros até mais ou menos o terceiro ou quarto volume. Ele ainda morre de uma maneira diferente na TV do que no livro. Eu os avisei sobre isso, para que tivessem noção do que estavam fazendo, mas eles decidiram continuar com a maneira que tinham escolhido. Então, se tivermos uma terceira temporada, chegaremos ao ponto que aquele personagem originalmente morreria e se não tiverem acontecido muitas mudanças na trama central da história, eles vão ter que fazer algum ajuste. Temos que tomar cuidado com coisas como essa. Eu espero poder ser útil para David e Dan, lhes dizendo quando podem cometer erros como esse.

Você escreveu algum dos episódios para a série?

Sim, escrevi o oitavo, "The Pointy End".

O que você achou até agora dos episódios?

Eu só vi os dois primeiros, mas estou bem animado. Achei que eles estavam ótimos.

Teve algum cenário ou personagem que você queria ver na vida real e que realmente gostou?

Algumas das pessoas que mais me impressionaram foram as crianças. É bem difícil encontrar um bom ator mirim. Tem muitos deles por aí, principalmente nos EUA, e são crianças fofas, mas a maioria deles está nos sitcoms, onde seus papéis são simplesmente ser fofos e fazer comentários engraçados, e alguns fazem isso muito bem. Mas as crianças de Game of Thrones têm que fazer muito mais que isso. Eles têm que transmitir medo, luto, amor, ânsia, saudade, desejo em papéis que seriam desafiadores até para atores adultos que já têm 20, 30 anos de experiência, mas eles são apenas crianças que talvez fizeram uma ou duas peças de escola. Foi difícil encontrá-los. Entrevistamos centenas de crianças para cada papel e eu não sei onde nossa diretora de casting [Nina Gold] encontrou esses atores, mas as três crianças principais - Isaac Hempstead-Wright [Bran], Sophie Turner [Sansa] e Maisie Williams [Ayra] - são incríveis.

Existe algum personagem ou evento específico do livro que você acha que seria particularmente difícil de adaptar para a TV, especialmente com o decorrer da história?

Eu tenho receio de algumas cenas carregadas de efeitos especiais. Ainda não as vi. Estou bem aflito para ver a última cena da primeira temporada. Não quero dar nenhum spoiler aqui, mas se você já leu o livro, sabe qual é essa última cena. Eu me pergunto como é que eles vão conseguir reproduzir isso na vida real e como vão ficar os efeitos. Eu também tenho dúvidas sobre as batalhas que ainda estão por vir. Temos grandes batalhas, como por exemplo a Batalha de Whispering Wood e a Batalha de Green Fork. Vai ser interessante ver como elas se sairão na TV. Elas são algo que nós nunca poderíamos ter feito nos dias que eu era mais ativo na televisão, mas que agora se tornaram um pouco mais plausíveis graças aos efeitos especiais e CGI, mesmo que eles ainda sejam bem caros e tenham uma produção demorada. Isso vai ser um grande desafio para todos nós.

Tendo fãs tão ávidos, como você acha que pode ser a reação para alguma possível mudança, especialmente alguns detalhes que podem ter sido eliminados para que a história fosse transformada em uma série televisiva?

Se a minha própria reação servir de exemplo, eu acho que grande maioria dos meus fãs vai ficar animada e satisfeita com o que vão ver. Acho que 95% deles vai ficar bem contente. Pode ser que tenham uma recaída em pequenos momentos, perguntando porque deixamos de fora a cena favorita deles, ou talvez um ótimo diálogo, mas a reação geral deve ser positiva. Pode ser que alguns não gostem simplesmente por não gostarem de um ator em particular, ou da história em si.

O único momento no qual eu tive qualquer tipo de problema foi com as cenas cortadas. Alguém que conhece o livro muito bem vai assistir e dizer "agora a cena vai ser essa, é isso que vai acontecer a seguir. Espera, eles tiraram essa cena. Não podemos ver isso acontecer". Fiquei um pouco desapontado, mas ao mesmo tempo eu entendo o por quê disso, eu provavelmente faria a mesma coisa se fosse David e Dan. Temos apenas uma hora por episódio e temos que aproveitar esse tempo para conseguir encaixar alguns dos maiores acontecimentos nessa uma hora. Não temos três horas para cada episódio. Temos apenas dez horas para contar toda a história de Game of Thrones, então não podemos colocar todos os detalhezinhos, toda fala de todos os diálogos que temos no livro, não podemos colocar nem todas as cenas. Acaba se perdendo um pouco de material ao longo do caminho. Eu sei que tem algumas cenas que foram gravadas e que acabaram não entrando na edição final. Talvez a HBO irá eventualmente fornecer algumas dessas cenas para as pessoas assistirem, no DVD e Blu-Ray.

Já o material que nem chegou a ser rodado está nos livros, então pode ser que as pessoas que tenham gostado da série comprem os livros e encontrem uma versão do diretor em prosa. São dois meios diferentes e eles têm restrições diferentes.

Quando começou a criar esse mundo, você começou com uma família e depois foi ramificando para o resto do mundo?

Os Starks são definitivamente o centro da história no início. Tudo começa em Winterfell, com cortes ocasionais para Daenerys do outro lado do oceano, porque não tinha como eu colocá-la em Winterfell. Todos ficam lá por um tempo, até que começam a se separar e seguir em seus próprios caminhos. Não há mais dois personagens juntos. Desse ponto em diante, a história se espalha e cresce cada vez mais. Aí eu começo a introduzir mais personagens e facções nos outros livros, para que a trama fique mais densa. Mas ainda assim os Stark são o centro do livro e, até um certo ponto, os Lannister também. Eles ainda são os que comandam o jogo. Eu escrevo os livros na terceira pessoa, no qual cada capítulo é escrito através da visão de um personagem individual. Quando estou escrevendo com um certo personagem, eu me transforme nele e me identifico com ele. Então quando estou escrevendo um capítulo como Tyrion, eu me apaixono por ele. Aí eu mudo para Jon Snow e me apaixono por ele. A mesma coisa com Daenerys. Ninguém é o vilão da própria história, todos somos nossos próprios heróis. Quando estou dentro da cabeça de um personagem que poderia ser considerado um vilão, sinto um grande carinho por ele e tento ver o mundo através de seus olhos.

Quais são os personagens que você acha mais difícil escrever e por quê?

O ponto de vista mais difícil de escrever tem sido o de Bran por dois motivos. O primeiro é sua idade, ele é o personagem mais novo entre os pontos de vista e é difícil escrever com a visão de uma criança. Não é impossível, mas é mais demorado. Tenho que pensar em tudo o que está acontecendo e me perguntar como é que um garoto de oito anos veria tudo isso, como ele descreveria isso. Ele não usaria as mesmas palavras que um adulto de 30 anos, pode ser que ele não entenda algumas coisas mesmo que as esteja vendo e ouvindo. Pode ser que ele não entenda o contexto das coisas. Eu tenho que prestar atenção em tudo isso. Essa é uma das razões pelas quais eu escolhi não ter um ponto de vista de Rickon no livro. Ele é o mais novo das crianças da família Stark, com apenas três anos, mas que na série ficou com seis. Escrever através de Bran já era difícil o suficiente, seria ainda mais difícil através de Rickon.

O outro fator que tornou o ponto de vista de Bran mais difícil de escrever é que ele é provavelmente o personagem, nos primeiros livros, que está mais envolvido com magia, que é central no mundo na fantasia. Eu queria dar o sentimento de maravilhas e mistérios, dar ao leitor coisas que ele não teria no mundo ordinário e mundano da ficção mas, ao mesmo tempo, isso pode arruinar um bom livro de fantasia. Quando a magia é excessiva ou é apenas jogada na história, sem contexto, ela pode acabar tomando o livro. De repente, tudo gira em torno da magia, o drama inerente da condição humana é perdido e os personagens resolvem seus problemas apenas com um encantamento ou com o acenar de uma varinha. Ter magia de uma forma contida é algo que pode ser feito e eu tentei fazer o melhor que pude, mas isso requer muitos cuidados. Por todas essas razões, os capítulos de Bran foram os que inevitavelmente pareceram levar mais tempo e envolveram maior nível de dificuldade.

Existe um rumor de que você gosta de demorar para escrever seus livros. Se você realmente conseguir chegar na quinta temporada, acha que vai ter tempo suficiente para escrever o sexto e sétimo livro para terminar a história?

Não posso negar que eu levei muito tempo para escrever esse último livro e o anterior a esse - que na verdade teve início como sendo um mesmo livro - mas não é sempre que eu demoro tanto. Os três primeiros livros da série saíram muito mais rápido e eu espero que os problemas e dificuldades que venho passando afetem apenas esse volume em particular e, uma vez que eu o entregue, volte ao meu ritmo inicial. Eu espero que The Winds of Winter e The Dream of Spring , os dois últimos livros da série, sejam mais rápidos. Apesar de nada ter sido decidido, eu acho que teremos algumas temporadas pela frente.

Transformamos A Guerra dos Tronos em dez episódios para essa primeira temporada. A segunda temporada será baseada em A Fúria dos Reis, que é um livro um pouco mais longo. Eu adoraria ter 12 horas ao invés de dez para esse livro, mas provavelmente poderíamos fazer em dez. Uma vez que chegarmos ao terceiro livro, A Tormenta de Espadas, aí já é grande demais. Só o manuscrito tem 500 páginas a mais do que o segundo livro. Não tem jeito de fazê-lo em apenas uma temporada, então eu acho que esse livro teria que ser dividido em duas temporadas. Quando chegarmos então ao quarto e quinto livro, que terão que ser recombinados - o quinto livro é ainda maior que A Tormenta de Espadas, que já rende duas temporadas, totalizando em três para os dois livros. Então eu já tenho uma vantagem considerável. Se eu pudesse terminar os dois últimos livros tão rápido quanto terminei os outros, eu acho que estarei seguro.

É verdade que você quer fazer uma ponta no seriado?

Eu apareci como extra na cena do casamento da Daenerys quando filmamos originalmente o piloto no Marrocos. Mas como os papéis foram redistribuídos, praticamente todo o material que tínhamos do Marrocos foi descartado, incluindo minha ponta. Pode ser que eu volte para outra ponta em algum episódio futuro.

Game of Thrones se passa em Westeros, uma terra reminescente da Europa Medieval, onde as estações duram por anos ou até mesmo décadas. A história gira em torno de uma batalha entre os Sete Reinos, em que duas famílias dominantes estão lutando pelo controle do Trono de Ferro, cuja posse assegura a sobrevivência durante o inverno de 40 anos que está por vir.

A série é encabeçada por Lena HeadeySean BeanMark Addy. Nikolaj Coster-WaldauKit HarringtonJack GleesonPeter DinklageHarry Lloyd completam o elenco principal. David Benioff D.B. Weiss produzem. Cada temporada cobrirá o enredo de um livro da série.

Game of Thrones está sendo exibido tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, pelo canal HBO.

Assista a um teaser e a um making-of

Leia mais sobre Game of Thrones


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Comentários (37)

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Ewerton Ewerton (30/01/2013 15:09:17)   0 0
Gosto de como GRRM analisa a complexidade do comportamento humano na série ... já li o Livro 1 e 2 ... A Tormenta de Espadas tá uma loucura mano!



sem avatar everton (18/06/2012 20:18:33)   -1 0
Achei um livro bacana, mas não me empolgou tanto quanto algumas pessoas aqui.
Vou continuar a ler toda a série e espero que melhore no terceiro e quarto volume...



sem avatar Robson (26/03/2012 16:17:32)   0 0
Que autor fantástico!!Já li os cinco livros,e estou aguardando o sexto que sai em agosto,com imensa ansiedade.para o pessoal que ainda não leu,eu dou a dica:Leiam,pelo menos o primeiro capitulo do primeiro livro,e então a magia se instaura.Não é nem preciso forçar a barra.O livro te encanta,te leva à outros mundos com diversos personagens, encantadores e desecantadores.O enredo é espetacular,com cada capitulo fechando com um gancho de tirar o fôlego.
É isso, fica a dica.


sem avatar João (30/04/2012 21:00:22)   -53 0
Com certeza um grande autor da literatura fantástica! Estou no começo do primeiro livro, mas é maravilhoso demais, 592 páginas que com certeza valem muito a pena!!
Épico :D


sem avatar aloisio (21/02/2012 12:14:53)   -18 -1
estes leitores do omelete são dureza,pessoal voces estão muito mal acostumados com a facilidade midiatica de hoje ,se pinta uma obra com um grau maior de dificuldade ,ja ficam choromingando ,vão ler super heroi ,dito isto vamos la estou quase terminando o segundo volume e digo ,uma obra portentosa sem sombra de duvida o martin pega conceitos mais que batidos de fantasia e o usa de maneira periferica em uma historia que acima de tudo fala do ser humano em seus aspectos mais extremos ,ao longo da historia somos obrigados a ver tudo de piór que o ser humano é capaz,traição ,morticinio,incesto ,massacres,estupros,coisas jamais abordadas em um segmento conhecido pelo seu escapismo desenfreado ,é uma obra até certo ponto dificil ? sem duvida ,mas não o são todas que inovam um genero?


Natália Natália (14/04/2012 11:32:31)   3 0
eu não vejo problema algum em botar como primeiro plano as atitudes humanas, muitas delas condenáveis, e como segundo a fantasia. Me aborreceria um livro que fosse muito mais fantasia do que verossímil. Acho que o fato da fantasia ser usada de "maneira periférica" faz com que ela esteja presente na medida certa. E essas atitudes que você chama de "tudo de pior que o ser humano é capaz" não passam de coisas comuns na idade antiga, e muitas delas acontecem frequentemente mesmo hoje. Se você prefere livros com graus menores de agressividade e maiores de fantasia, vá ler Harry Potter.

P.S. Só para constar, isso não é uma crítica a Harry Potter, gosto a série. Apenas julgo que se encaixa melhor ao perfil do autor deste comentário.

sem avatar everton (18/06/2012 20:15:33)   -1 0
Uma obra até certo ponto dificil ? Onde? Você não costuma ler muito não né?


larissa larissa (23/05/2011 12:59:34)   248 0
Razial, o primeiro capitulo é um porre mesmo,continue lendo que o livro melhora (serio,eu tbm odiei o inicio do livro,demorei para terminar o primeiro capitulo,depois que passou ai já era..o complicado é parar de ler)


pedro pedro (17/07/2011 01:36:54)   61 0
é verdade! Li o primeiro capítulo achando chatíssimo. Mas do Segundo em diante, não conseguia mais parar de ler. É um livro muuito bom mesmo! Por maior que seja a gente acaba devorando!

André Luis André Luis (28/09/2011 15:44:13)   23 0
Engraçado que com "O Senhor dos Anéis" é a mesma coisa. O primeiro terço do primeiro livro é chato, arrastado. Eu demorei duas semanas para lê-lo. A partir daí, foi mais uma semana para ler o resto do livro e os outros dois inteiros - o ritmo muda, fica mais ágil, mais intenso, muito mais interessante.

O primeir e o segundo livros da Guerra dos Tronos estão na minha fila - que está enorme.




Carlos Fênix Carlos Fênix (12/05/2011 17:48:12)   99 0
Gostei da entrevista, talvez o zelo que Alan Moore tem por suas obras seja parecido com este autor.
Embora neste aspecto este ultimo seja mais flexivel (antes de mais nada não estou levantando a questão de quem é o melhor, primeiro porque depende da visão de cada um e segundo é porque não li ainda guerra dos tronos)em todo caso se este cara é bom ou não no que faz, não se pode negar que ele é um apaixonado no que faz.



sem avatar Raziel (10/05/2011 01:07:09)   3 0
Luiz

Minha opinião foi sobre a linguagem, o estilo da escrita do sujeito. Para sacar o estilo, dez páginas (ainda mais com aquelas fontes minúsculas) são mais do que suficientes. Pra mim, a perspectiva de ler 600 páginas de coisas como "e a espada quebrou-se numa centena de pedaços quebradiços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas..." foi assustadora demais.

A história pode até ser boa (imagino que seja), mas se não vier embalada em uma linguagem agradável, então a tarefa está além da minha boa-vontade. Já li livros ainda mais compridos, mas só qdo a linguagem era apetecível.

Mas respeito quem gosta ;)


Natália Natália (14/04/2012 11:19:26)   3 0
Olha, acho que você pode estar fazendo um pré julgamento. Não que eu ache que todas as pessoas devem amar esse livro porque eu sei que cada um tem uma opinião mas insisto que você dê outra chance, no início podemos estranhar a linguagem um tanto quando rebuscada e com alguns rodeios. Mas a partir do momento que você se acostuma, parece que a narrativa corre e vai mais rápido do que muitos livros com linguagem mais simples. Se você ler senhor dos anéis vai ver como as cronicas de gelo e fogo é rápido hahah


BTS BTS (09/05/2011 22:59:56)   18 0
Muito boa a entrevista! Parabéns ao Omelete!



sem avatar luiz (09/05/2011 22:41:31)   11 0
Não consigo imaginar como alguém consegue obter uma opnião tão drástica sobre um livro de 600 páginas, lendo apenas 10. O.o
seria o mesmo que assistir 1min de filme e achá-lo uma porcaria ou uma maravilha.



sem avatar Raziel (09/05/2011 22:28:06)   3 0
Lucas

Talvez... Não sei dizer.



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sem avatar Lucas Wathas (09/05/2011 22:20:15)   0 0
@Raziel

Vai ver você odiou a tradução do livro, que é só uma adaptação mal-feita da versão de Portugal. Também não gostei dela não, mas adorei o livro e a história. Já no segundo eles (a leya) melhoraram e muito, devido a reclamação dos clientes.

@Carlos,

Também li o livro, então posso afirmar que está igual a ele. Acho que pode parecer um pouco confuso pra quem não viu mesmo.



sem avatar Raziel (09/05/2011 21:35:04)   3 0
Li 10 páginas e odiei o estilo do autor, excessivamente empolado e grandiloquente, enfiando todos os piores clichês dos livros de fantasia em pouquíssimas linhas. Respeito quem gosta, mas não é pra mim. Prefiro a linguagem muito mais sutil e elegante de Tolkien ou Neil Gaiman, ou ainda o tom grandiloquente (na medida certa) e selvagem de Robert Howard. Esses sim sabem escrever fantasia, na minha opinião.



sem avatar luiz (09/05/2011 20:32:32)   11 0
SPOILER

@Edu, vc está quase certo. No livro, o julgamento acontece no "castro"(pequena fortificação) de um nobre no caminho até Kings Landing.

Além disso, o rei não chegou primeiro em Kings Landing. Enquanto ele fazia uma viagem lenta pela estrada do rei arrastando toda a comitiva, Cat foi com o Sor Rodrik até Porto Branco e pegou um navio até Kings Landing, chegando antes do Eddard na cidade.

A realidade é que houve sim uma dificuldade em retratar esse começo de história, pois as coisa demoram para acontecer no livro e na série foi tudo muito rápido, ficando confuso para muita gente. Mas nada que estrague a série, que até o momento está perfeita.




Edu Edu (09/05/2011 16:41:57)   -3 0
SPOILER

Não vi falha nenhuma como estão dizendo, não li os livros então posso dar minha opinião de espectador, a continuidade é perfeita.

Enquanto Lord Stark está na comitiva ele se separa de Snow que vai para a muralha, chegando na cidade perto do rio as crianças brigam e o julgamento acontece numa espécie de "cabana real". Em Winterfell o filho do Lord Stark fica paraplégico e Lady Cat Stark vai ao encontro do marido em Porto Real. Lord Stark chega primeiro em Porto Real e se ocupa do trabalho de Mão do rei, Cat Stark chega depois e o casal se encontra no bordel do Lord Baelish, nenhuma falha.



Carlos Carlos (09/05/2011 16:01:16)   558 -2
@Lucas, Ciro, Daniel e Francisco

Sim, vcs estão certos em parte. Mas o argumento de vcs não fica muito claro. Vou explicar porque me confundiu: Eles não dão dimensão da comitiva real, então não fica claro que o local aonde está o trono do rei, e é feito o "julgamento" das filhas do Lorde Stark, é a "tenda real" ou uma cabana onde está o rei. Da mesma forma que eles não deixam claro que o filho do açougueiro faz parte da comitiva real. Parece o tempo todo que eles estão em Winterfell, apesar de mostrar a saida deles de Winterfell e a despedida do Lorde Stark ao filho Bastardo.
Outra prova de que o negocio está mal feito e mal explicado, é o fato de vcs discordarem entre vcs. O @Francisco que tão efusivamente apoiou vcs e me chamou de desatento e de doidão, diz que o "julgamento das princesas" e a busca por Arya, foi em Kings Landing, enquanto que o @Lucas diz que foi na estrada, no caminho para Kings Landing(Kings Road) e @Ciro diz que foi em uma aldeia na estrada, concordando com @Lucas. Onde foi, afinal? Vocês TAMBÉM não entenderam... assim como eu... Compreendem agora o porque da minha confusão? @Francisco, quem viajou? Se eu tiver que aceitar uma teoria, eu acho que a do @Lucas e do @Ciro é mais plausivel que a sua ou a minha hauhuauhauhau. E o @Alexandre (que leu o livro) explica o que realmente aconteceu em comentários logo abaixo (leiam). Conclusão: Estavam na estrada...
@Francisco, da próxima vez presta mais atenção...

O negocio foi mal feito sim. De uma maneira ou de outra, confundiu mais de uma pessoa...

Também acho que quem vê a série sem ler o livro, não deveria precisar de ler o livro pra entender o que está mal explicado pela série...



Mad Max Mad Max (09/05/2011 15:49:38)   4 0
Obrigado pela ótima entrevista Omelete!!!!!



Carlos Carlos (09/05/2011 15:28:10)   558 -2
@Alexandre, Obrigado por tirar as dúvidas.



Alexandre Alexandre (09/05/2011 15:26:24)   -2 0
Eu li o primeiro livro, e vi o episódio...o que importa é que essa situação da Ayra ocorreu durante o trajeto até Porto Real (Kings landing). O filho do açougueiro estava na comitiva, pois ele era amigo da Ayra.
Cat e Stark se encontram posteriormente em Porto Real apenas.



Diogo Diogo (09/05/2011 14:30:51)   15 0
Só sinto falta dos direwolfs, eles tem uma participação bem maior nos livros e quase não aparecem na série. Fora isso tá mto boa.



Luiz Henrique Luiz Henrique (09/05/2011 14:10:43)   3 0
Muito boa a entrevista! Só temos que avaliar a idade avançada dele e o tempo que levará para terminar os livros que faltam... Há chances dele morrer sem conseguir terminar, se isso acontecer seria muito foda não poder ler a conclusão dos livros =/



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Daniel Daniel (09/05/2011 12:54:48)   0 0
Eu gostei da série da HBO, os capítulos realmente são muito bem feitos, mas para entender a história é necessário ler os livros. Eles são grandes, porém são ótimos, leitura fácil e dinâmica. A história é complexa, são muitos detalhes e personagens, mas o autor amarra tudo de maneira inteligente. Ele não deixa uma ponta solta. Acho que é por isso que ele demora tanto a escrever. Tormenta das Espadas em Setembro, fico na espera...



Lauro Lauro (09/05/2011 12:53:13)   3257 0
Um dos poucos problemas que a série tem, como muitas adaptações de livros, é a questão de passagem de tempo.
Nos livros sentimos a passagem de forma natural, pois o autor coloca fatos e lembretes de que tantos dias se passaram.
É difícil colocar isso de forma "elegante" na película.
Game of Thrones tem esse problema, as vezes surge dificuldade em saber quanto tempo passou de história.



sem avatar Larissa (09/05/2011 12:11:23)   0 0
Não é gritante, mas a diferença entre os livros e a serie até onde eu estou lendo é rasoável...



@alexeyhonorio @alexeyhonorio (09/05/2011 11:08:34)   21 0
Sobre a série...porra, melhor série que já assisti desde Arquivo X.

Muito foda mesmo! Vou inclusive ler os livros pois fiquei muito animado mesmo.

É tipo um Senhor dos Anéis pra maiores, com traições, conspirações, sexo e sangue, mostrando mais o que seria a "verdade nua e crua" de um mundo fantástico.



Francisco Francisco (09/05/2011 10:43:35)   -5 0
Realmente esse @Carlos viajou demais no lance.

Lord Stark não voltou para Winterfell para resolver o problema com a filha dele. Ele estava em King´s Landing com as duas filhas, que VIAJARAM com ele e com os Lannisters para lá.

O lance do acidente com o príncipe aconteceu em King´s Landing, e não em Winterfell.

Da próxima vez presta mais atenção.

E pra mim, Game of Thrones e Spartacus são bem produzidos na mesma proporção.

Só tem pegadas diferentes.



sem avatar The Gunslinger (09/05/2011 10:22:50)   0 0
Ótima entrevista. Bom escutar da boca do autor (no caso lendo o que ele deve ter falado) se está gostando ou não da série.

E é aquele negócio... o autor, o criador, a pessoa que deu vida à toda história fala "não façam isso, vocês estão mudando um evento importante.. vai dar merda".. e o que os produtores fazem? .. .. merda.

Bom, vamos esperar o fim desta temporada e ver como serão as próximas. Espero que todas sejam um grande sucesso. E um dia eu tenha aqui em casa uma mega box da série completa de Game of Thrones. :-)



sem avatar Daniel (09/05/2011 09:08:40)   2 0
@Carlos reveja novamente o episódio, mas não teve nenhum erro desse tipo, você que interpretou errado.

Por favor, deem aviso de spoiler nos comments hehe



Ciro Ciro (09/05/2011 08:52:22)   37 0
@Carlos,
Foi o que o @Lucas falou. O Stark estava em uma espécie de aldeia na Estrada do Rei.
Vocês já viram o making of da série? Tem uma entrevistas legais, inclusie com o George R. R. O velhinho tem um look a la Dumbledore! Ao lado de TBBT e The Borgias é o melhor que atualmente vejo na Tv americana.



sem avatar Lucas Wathas (09/05/2011 02:56:11)   0 0
@Carlos,

Na verdade você que entendeu errado.

Lorde Star foi pra King's Landing com as filhas, e no caminho a Arya se perde após agredir o Príncipe Joffrey. Lembra do nome do episódio? King's Road, que é a estrada do Rei. Eles estavam a caminho de K's Landing quando tudo aconteceu, e Cat Stark vai atrás do marido.



Vertice Vertice (09/05/2011 02:27:32)   -3 0
acabei de assistir ao primeiro episódio (nunca li os livros), gostei bastante, espero que os próximos mantenha o nível!



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Carlos Carlos (09/05/2011 01:44:44)   558 -2
Essa série é muito foda. Estou gostando muito, mas... eu tenho um comentário a fazer: Num dos programas do Omelete a turminha de criticos desceu a lenha em Spartacus e enalteceu Game of Thrones. Disse que as produções da HBO são excelentes (o que eu concordo) e que as séries da Starz são lixo. Isso eu achei errado. Nos capitulos 2 e 3 de Game of Thrones ocorreu um dos erros em linha de tempo mais grosseiros que eu já vi em uma produção. Com certeza erro de roteiro ou edição. É o seguinte: No capitulo 2 a Lady Cat Stark vai pra Kings Landing em busca do marido, porque quer dizer a ele que houve tentativas de matar o filho mais novo (Bran). Depois disso, ela desaparece da série. O Lorde Stark (que deveria estar em Kings Landing), de forma extraordinária, aparece em Winterfell ajudando na busca da filha (Arya) que agrediu o principe lourinho e feioso. Logo em seguida ele mata o Lobo da filha e acaba o segundo episodio. No terceiro episodio, Lorde Stark aparece chegando em Kings Landing novamente onde vai se reunir com o conselho. Logo em seguida, é chamado por Lorde Baelish para encontrar sua mulher que chegara em Kings Landing. Estranhamente Lorde Stark acha que sua mulher está em Winterfell. Como ele esteve em Winterfall (quando ajudou na busca da filha) e não deu falta da mulher? Onde ela estava esse tempo todo? Ela se perdeu no caminho? Lord Stark foi e voltou de Winterfell e não deu tempo de Lady Stark chegar em Kings Landing antes disso tudo? Esse tipo de erro NUNCA aconteceu em Spartacus...




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