A morte do Incrível Hulk

A morte do Incrível Hulk

José Aguiar
25 de Junho de 2003

A morte do incrível Hulk
3 ovos
trash
indispensável

Eis um filme obrigatório para todo fã de carteirinha do velho seriado do Verdão.

Podem falar o quiserem deste longa-metragem, mas sua importância histórica já está explícita no título. Daí, é fácil olhar com carinho para o filme que encerrou de vez a carreira de Lou Ferrigno como garoto-propaganda de tinta verde.

Os noventa e cinco minutos finais do Hulk também foram dirigidos pelo outro astro da série, Bill Bixby, que também estivera atrás das câmeras do Julgamento do Incrível Hulk, filme produzido no ano anterior.

Aqui, o Dr. Bruce Banner tenta solucionar (pela enésima vez) o seu maior problema - o tal alter ego irritado que todos conhecem. Para tanto, arranjou um emprego como faxineiro num laboratório. Enquanto ninguém olha, o esperto cientista aproveita para induzir, sem dar na vista, um colega a conduzir o tal experimento que enfim apagará o Hulk de sua vida.

Completando equações num quadro negro, numa citação bobinha ao clássico da ficção O dia em que a terra parou, ele assombra o Dr. Ronald Pratt (Philip Sterling, de Meu gigante favorito), um velho amigo que o ajuda a concretizar o projeto.

No entanto, a espiã Amy (Elizabeth Gracen, mais conhecida como a imortal da série Highlander-the raven) planeja roubar as descobertas do Dr. Pratt e entregá-las a terroristas que pretendem criar supersoldados. Acontece que nossa pequena ladra não contava com os poderes sedutores de Banner e os dois se apaixonam. É claro que os patrões da moça (o chefão Kasha é vivido por Andreas Katsulas, da série Babylon V) não gostam de como as coisas estão se desenrolando e tomam providências, seqüestrando o Dr. Pratt e sua mulher. Isso força Banner a resgatá-los.

Se você não viu ainda, não leia o próximo parágrafo.

Quem avisa amigo é.

Tudo bem que, desde o primeiro momento, já sabemos que esta é a derradeira desventura do Gigante Esmeralda. No entanto, os comentários a seguir podem acabar com a surpresa e a diversão de fãs mais afoitos. Marque com o mouse se quiser mesmo saber.

Libertos os reféns, os vilões estão fugindo em um avião. Banner, porém, parte em seu encalço, transformando-se pela última vez no verdão de que todos gostam.

O Hulk agarra-se na aeronave e embarca. Encurralados, os vilões dão um tiro no interior de avião, que acerta o tanque de combustível. É deprimente a cena que se segue: após a explosão, o Golias Esmeralda aparece de braços e pernas abertos, caindo em câmera lenta (e com cara de sonso) ao som de uma canção melancólica. Estatela-se, então, no asfalto. Sua amada corre em socorro, mas já é tarde. Banner morre segurando sua mão, dizendo que enfim está livre. Desta vez, o filme não acaba com o pobre doutor pedindo carona na estrada e, pela última vez, ouve-se aquele tristonho solo de piano que é marca registrada da série.

É o FIM.

Enxugadas as lágrimas...

Sejam elas de tristeza ou revolta, é bom lembrar que a produção deste longa não foi das mais fáceis. Em primeiro lugar, a característica dos anteriores, de introduzir outros super-heróis não havia agradado muito nem aos fãs dos quadrinhos, nem aos do seriado. Portanto, neste derradeiro episódio, não há nenhuma personagem fantástico; se bem que a espiã estrangeira (um sub-protótipo de Trinity de Matrix), lembra vagamente a espiã russa dos quadrinhos Marvel conhecida como Viúva Negra.

Em segundo lugar, o orçamento diminuiu consideravelmente e o Hulk sofre novamente com uma peruca vagabunda no melhor estilo Tina Turner. Pior, em algumas cenas, ela parece ser alaranjada!

A falta de dinheiro não perdoa nem o roteiro com mais furos do que uma peneira. Em dado momento, Banner, ao assistir a um vídeo do monstro, diz que nunca o tinha visto!. Peraí! No seriado, ele até carregava um recorte de jornal com uma foto do gigante. E as incongruências não param por aí. Certa vez, no antigo programa, o Verdão caiu de um avião e não sofreu nem um arranhão.

Outro fato notável é o nítido envelhecimento de Bixby entre o longa-metragem anterior e este. O astro já dava sinais claros de estar perdendo sua batalha contra o câncer.

O resultado morno atrasou a produção de um novo filme que desse continuidade à saga na TV. Então, com o falecimento de Bixby em 1993, uma seqüência perdeu completamente o propósito.

Um fim melancólico para uma personagem que marcou época na TV mundial. Por sinal, o próprio Lou Ferrigno protestou anos depois: Não gostei. Não gostei do título. Não gostei da idéia de matarem o Hulk. Acho que fizeram isso para angariar audiência, mas não gostei do conceito inteiro.

O DVD de A morte do incrível HULK será lançado pela Fox Vídeo (para venda direta ao consumidor) no dia 2 de julho de 2003 e trará como extras os trailers de X-Men 1.5, X-Men 2 e de Demolidor - O homem sem medo.



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