Assista Agora

Shame | Crítica

Drama explora a natureza das necessidades

Érico Borgo
15 de Março de 2012

Shame

Shame

Shame
EUA , 2011 - 101 min.
Drama

Direção:
Steve McQueen

Roteiro:
Abi Morgan, Steve McQueen

Elenco:
Michael Fassbender, Carey Mulligan, James Badge Dale, Nicole Beharie, Alex Manette, Robert Montano

Bom
Shame
Shame
Shame

"É considerado OK em Hollywood ter cenas de sexo nos filmes, contanto que as pessoas envolvidas não pareçam estar se divertindo. Se elas estão, é pornografia. Se não estão, é arte" - John Waters.

A frase do cineasta underground é perfeita para Shame, nova colaboração entre o diretor inglês Steve McQueen e o ator Michael Fassbender (o Magneto de X-Men: Primeira Classe), que trabalharam juntos em Hunger. No filme, o personagem principal, Brandon Sullivan, sofre de erotomania, um distúrbio psicológico que gera compulsão pelo ato sexual. Ele definitivamente não parece se divertir com o problema, que ocupa papel central em sua vida. Brandon busca mulheres no metrô, tem um computador cheio de pornografia no trabalho, masturba-se em banheiros públicos, no chuveiro, contrata prostitutas...

Essa existência, por mais escravizante que seja, porém, é controlada. Brandon tem um vício, mas em momento algum sofre socialmente por ele. Seu chefe aproveita-se de suas habilidades de "pegador" para levá-lo a casas noturnas e faz vista grossa quando técnicos encontram um estoque de pornografia em seu HD. Em casa, o protagonista também não parece sofrer. É solitário, mas resignado.

A reviravolta chega na forma de Sissy (Carey Mulligan de Sedução), sua irmã, que irrompe sem aviso para passar uma temporada no apartamento de Brandon. A presença da jovem desregrada causa um distúrbio no cotidiano viciado do protagonista - que precisa controlar seus impulsos frequentes.

A introdução da personagem causa um rompimento não apenas no que estava estabelecido narrativamente, mas também na estética do filme. Com uma câmera elegante, minimalista, e sets assépticos (que contrastam com o comportamento do protagonista), McQueen reflete a fachada pública de Brandon. Sissy, por sua vez, traz confusão, deixa lixo pela casa e tem um comportamento completamente intrusivo. Cada um, à sua maneira, lida com traumas que o filme sequer deixa subentendidos - só nos resta imaginar o que transformou esses dois - com as excepcionais atuações de Fassbender e Muligan - em pessoas tão danificadas.

McQueen, porém, exagera em sua opção de sequências longas. Em determinado momento há um número de jazz que dura 4 minutos inteiros. Em outro, um encontro em um restaurante mantém a câmera imóvel e sem cortes durante 6 minutos. Entende-se que opção vá ao encontro da estética criada para a existência de Brandon, mas em um filme em que pouco - muito pouco - efetivamente acontece, acompanhar uma sessão de cooper durante 2 minutos é um tanto desinteressante.

Ainda que seja curioso por fazer refletir sobre a privacidade desconhecida de colegas de trabalho, como o texto de Abi Morgan e McQueen opta por manter inexplorados os problemas passados dos dois personagens principais, quando eles finalmente explodem na tela há uma sensação de estranheza. O que houve, afinal? Em sua exploração da compulsão sexual e a natureza das necessidades, Shame mostra os efeitos, mas nunca as causas. Termina vazio, inexplicado. Vemos as consequências, mas ficamos sem entender o passado e absolutamente incertos do futuro. A única sensação real é a de frustração pelo que o filme poderia ter alcançado.

Shame | Trailer para maiores
Shame | Cinemas e horários


Compartilhar

Comentários (65)

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar.
Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Jorge Luís Jorge Luís (05/10/2012 15:40:42)   69 0
Tratar de sexo em um filme pode ser perigoso, principalmente se o cineasta em questão resolve expor graficamente seus personagens em cenas ousadas de alto teor erótico. Pode-se facilmente adentrar o caminho da exploração pura e simples, e aí os temas e discussões abordadas passam a estar em segundo plano, diante do apelo natural das cenas de intimidade.

Em “Shame” o diretor Steve McQueen consegue manejar de forma primorosa esse difícil mecanismo, e mesmo que sua produção esteja recheada de cenas mais quentes, (e o atraente elenco só as torna ainda mais poderosas) o propósito central, de mostrar como o sexo pode se tornar uma obsessão altamente destrutiva e emocionalmente castradora, é abordado de forma exemplar, sobretudo pelo grande trabalho de Michael Fassbender, que aqui está especialmente brilhante.

O grau de humanidade transmitido na interpretação visceral de Fassbender é tal, que pode-se odiá-lo em uma cena, para imediatamente em seguida estar inteiramente compadecido de seu sofrimento. Contribui para isso também, a coadjuvação da sempre competente Carey Mulligan – que encaixa-se perfeitamente na função de único ponto vulnerável na vida de um homem a cada dia mais preso numa rotina de frieza e solidão.

Fica a construção de um dos retratos mais fortes e autênticos que o cinema já foi capaz de produzir, de um personagem perdido em meio às convulsões de seu vício. E isso não é pouca coisa.

9.5/10.0



Jorge Luís Jorge Luís (05/10/2012 15:27:31)   69 0
Tratar de sexo em um filme pode ser perigoso, principalmente se o cineasta em questão resolve expor graficamente seus personagens em cenas ousadas de alto teor erótico. Pode-se facilmente adentrar o caminho da exploração pura e simples, e aí os temas e discussões abordadas passam a estar em segundo plano, diante do apelo natural das cenas de intimidade.
Em “Shame” o diretor Steve McQueen consegue manejar de forma primorosa esse difícil mecanismo, e mesmo que sua produção esteja recheada de cenas mais quentes, (e atraente elenco só as torna ainda mais poderosas) o propósito central, de mostrar como o sexo pode se tornar uma obseção altamente destrutiva e emocionalmente castradora, é abordado de forma exemplar, sobretudo pelo grande trabalho de Michael Fassbender, que aqui está especialmente brilhante.

O grau de humanidade transmitido na interpretação visceral de Fassbender é tal, que pode-se odiá-lo em uma cena, para imediatamente em seguida estar inteiramente compadecido de seu sofrimento. Contribui para isso também, a coadjuvação da sempre competente Carey Mulligan – que encaixa-se perfeitamente na função de único ponto vulnerável na vida de um homem a cada dia mais preso numa rotina de frieza e solidão.

Fica a construção de um dos retratos mais fortes e autênticos que o cinema já foi capaz de produzir, de um personagem perdido em meio às convulsões de seu vício. E isso não é pouca coisa.

9.5/10.0



Caio Caio (06/08/2012 18:18:23)   47 0
Mais do que um filme sobre vicio em sexo, Shame é sobre o vazio existencial da vida moderna. É claro, o sexo está lá como um modo de escape do personagem, mas é uma análise pobre do filme....Enfim, um dos melhores filmes de 2012 junto com Drive



Breno Breno (23/07/2012 03:09:26)   464 0
Vi o filme nessa madrugada e na minha opinião levaria de mim uma nota 10.

Fotografia perfeita, as cenas dificilmente são desnecessárias (considero até pecado o Borgo dizer que é exagero do McQueen algumas de suas cenas longas... a interpretação de Mulligan para New York do Frank Sinatra é lindíssima a propósito).

O filme além de nos trazer reflexões diferentes de um mesmo assunto (sexo), faz na minha opinião críticas sociais aos padrões de vida em que estamos vivendo. Compre uma belo apartamento num centro metropolitano, seja bem sucedido no seu emprego e tenha as coisas de que sempre quis comprar quando mais novo, porém conseguiu agora. Mas ainda sim sente em si mesmo um vazio que é preenchido instintivamente por sexo.

Fassbender destruiu novamente nesse filme, e Mulligan também está excelente.


sem avatar Simone (06/08/2012 12:50:04)   0 0
Concordo Breno, filme perfeito em tudo.
Uma descrição dramática de um aqui/agora. Qualquer explicação de passado ou futuro, na minha opinião, mataria esta obra de arte.
Acabei de assistir o filme e a sensação é de ter dado um mergulho prolongado, por um momento ter ficado em outra dimensão.
Adorei!


JxCxCarvalho JxCxCarvalho (27/06/2012 11:08:32)   16 0
Eu não vi essa tal menlancolia que o filme queria passar. Não vi o sexo como motivo pra os problemas dele, já que era essa a intensão do roteiro.

Eu comecei gostando, o personagem até te cativa, mas no meio eu tive a sensação de que o roteiro se ACOVARDOU do tema proposto inicialmente, e daí começa a se justificar de forma constrangedora... e o fim, só confirma tamanho vazio conceitual.

As cenas de sexo me empolgariam se fosse a 10 anos atrás, e os diálogos são ralos demais, em certo momento que ele conversa com a irmã, nem parece que é o mesmo personagem que diz aquelas coisas. Muito incoerente com a personalidade do personagem inicial.

Fraco e ralo...



sem avatar Nathan (22/06/2012 14:04:53)   25 -1
Pra quem ainda não assistiu esse filme, é só procurar no Red Tube, eu achei lá...hahahah mas o filme é bom sim. E a crítica tá boa também. Concordo que a cena do cooper foi desnecessária.



sem avatar Alexandre (16/05/2012 12:45:21)   1 0
Achei o desfecho meio decepcionante, mas traz temas interessantes. Tem uma crítica em www.artigosdecinema.blogspot.com.br/2012/05/shame.html



sem avatar 1berto (13/05/2012 20:06:31)   3 0
Eu estranhei muito o fato de em princípio Sullivan viver bem com seu vício, fiquei esperando algum 'peso' grande e não achei, claro que o relacionamento dele com a irmã é complicado mas para mim muito mais por causa dos problemas dela do que dos problemas dele.
Nas cenas iniciais inclusive ele só é mostrado transando com uma prostituta e se masturbando, não tem nada de 'pegador' (claro que depois a coisa 'melhora' senão o mote do filme seria muito mais complicado).
Na forma como a resenha foi escrita pode se entender que a irmã seria 'desregrada' em termos sexuais (próximo ao 'distúrbio' do irmão) mas ela é carente afetivamente. Para mim a mensagem que o filme passa é que entre ser afetivamente fraco ou sexualmente promíscuo a segunda alternativa é de longe a melhor, para mim na prática as coisas não são tão simples e isso não aparece no filme justamente por que apesar de frio Sullivan parece não ter tantos problemas com isso.
A cena 'problemática' dele com a colega de trabalho dá uma (e somente uma) pincelada nas consequencias... Mas fica meio solto, antes falha em mostrar algum envolvimento maior da parte dele (O q explicaria o resultado complicado do encontro) e depois falha em ele demonstrar algum sofrimento com o resultado.



Special K Special K (07/05/2012 06:17:29)   44 0
eu adorei o esse filme....é um roteiro que se fosse um diretor qualquer faria o filme ficar bem xulo, mas o steve mcqueen faz um ótimo trabalho.
só não concordei com a crítica da cena de jazz de 4 minutos, pois se trata de uma belíssima interpretação de " new york, new york" de Frank Sinatra, onde podemos sentir um pouco da melancolia da personagem...
o filme é muito é nota 10



Zack Blazer Zack Blazer (16/04/2012 04:37:07)   228 0
bem profundo , e cru o filme as cenas de silêncio do protagonista são agonizantes e confusas sensação de estranheza , grande filme



Publicidade
Danielle Danielle (13/04/2012 17:04:08)   374 2
Nem li a crítica, só pela quantidade de ovos. Só vim pra falar que assisti o filme e dizer que Fassbender se supera a cada atuação. Excelente filme.



Raul Raul (08/04/2012 16:47:16)   2206 1
Brincadeira: É a palavra que define essa Crítica.

O filme é excelente! Só vi agora, mas como o filme estreou ano passado, vou colocar como um dos melhores filmes que assisti contando com os de 2011. Mas é FÁCIL um dos melhores! Junto com Drive, O Espião Que Sabia Demais.. são os que lembro agora. A direção de McQueen mais uma vez inspirada. Excelente também a atuação de Carey Mulligan. Mostrando novamente todo seu talento. Agora, o destaque disparado do filme é o Fassbender! A sua interpretação de um viciado em sexo é simplesmente.. ESPETACULAR! Não é só DISPARADA a melhor do ano, é uma das melhores dos últimos anos. Dos 5 últimos, pelo menos! Tirando a também memorável atuação de Gary Oldman, coloca a dos outros indicados ao Oscar de melhor ator nesse ano, por ex, no bolso. É um nível totalmente diferente.

Enfim, não tenho completamente nada contra o Érico Borgo. Pelo contrário.. até simpatizo com ele, sujeito engraçado, mas cara, você tem que rever alguns de seus conceitos. Quem sou eu, né? Posso estar exagerando, mas um filme como esse nunca será "apenas" bom. E quando lembro que ganhou os mesmos 3 Ovos de Resident Evil 4 então, pqp.. consigo nem falar mais...



sem avatar Daniel (05/04/2012 11:38:12)   0 0
Para ser definido como compulsão, o comportamento sexual de um indivíduo deve ser caracterizado pela impossibilidade de resistência aos seus desejos e impulsos, e pelo prejuízo decorrente deste comportamento desregrado, seja ele financeiro, emocional ou social. Há grande dificuldade de relacionar-se com amigos, familiares e parceiros, pois tudo à sua volta possui apenas um único objetivo: sexo. É uma patologia pouco divulgada e envolta em preconceitos e descrédito, justamente pelo papel que o sexo ocupa em nossa sociedade como principal e mais forte tabu.

Shame trata disso: o transtorno obsessivo-compulsivo sexual; seus sintomas, suas características e suas consequências. A história acompanha Brandon (Michael Fassbender), um homem bem-sucedido que sofre de compulsão sexual, e as mudanças que Sissy (Carey Mulligan), sua irmã, traz à sua vida, ao se mudar repentinamente para seu apartamento.

De início, mergulhamos em seu cotidiano, conforme o protagonista tenta lidar com sua doença. Seus pensamentos estão sempre voltados ao sexo. Ele precisa saciar-se, não importa com quem, onde, quando ou quanto custará. Para isso, há a necessidade de ausência ou poucos contatos amorosos, familiares ou amigáveis; isso torna-o mais frio, objetivo e eficiente.

O comportamento de Brandon nos apresenta à sua compulsão. Não há timidez em seus contatos sociais com o sexo oposto, mas sim cautela. Ele observa, espera, analisa. Precisa não apenas de um indício, mas de uma insinuação clara, para entrar em ação. Talvez pela dificuldade em identificar se a possível parceira está mesmo interessada nele (pois, apesar de possuir uma mente que conecta tudo a sexo, tem consciência de que os outros não funcionam desta maneira). Talvez pelo medo de sofrer uma sanção social, e ser taxado de “tarado” ou “pervertido”. Talvez simplesmente para não perder seu tempo com alguém que seja difícil de seduzir. Brandon não quer conhecer, conquistar ou convencer uma mulher. Não quer conversa. Ele quer sexo, ou seja, facilidade em ir para a cama. Quer variedade, pois apenas uma parceira não seria suficiente para satisfazê-lo. Por isso, prostitutas e casas noturnas são seus mais freqüentes passatempos.

É curiosa, por exemplo, a cena em que ele janta com Marianne (Nicole Beharie). Ele está lá: nervoso, impaciente e esforçando-se contra seus impulsos. Quando ela lhe conta que não é filha única e possui mais duas outras irmãs, ele pára, pensativo. Não diria pensativo, mas imaginativo. Aposto que sua mente fugiu em devaneios sexuais simultâneos com as três irmãs.

Talvez pela experiência em vivenciar seus sintomas, talvez pelo fato de sua patologia não ser tão extrema, Brandon possui um controle parcial sobre sua vida. Porém, quando se exaurem suas forças ou finalmente se entrega, o sexo mostrado diante das câmeras (ao ser capturado pelo ponto de vista mecânico, necessário e compulsivo) prova que seu controle é frágil. Ele fica à mercê de sua doença. Quando Sissy se reintroduz em sua vida, quebra inconscientemente este frágil controle.

McQueen não se deixa levar pela vulgaridade, nem pelo sentimentalismo. Tudo é retratado sem apelações, pela ótica do protagonista, com suas obsessões, frieza e agonia. O ritmo do filme é perfeito para transparecer suas impressões; ele utiliza-se da lentidão para mostrar ao telespectador o tédio e a ansiedade que Brandon sente em atividades não-sexuais. Já quando se trata de sexo, o ritmo é frenético e rápido, passando as idéias de agonia e de insaciabilidade, por ele experimentadas constantemente.

Fassbender, que ultimamente vem se revelando um dos melhores e mais versáteis atores, está ótimo como o agustiado Brandon. Sua personagem pode ser taxada de egoísta e calculista, mas percebe-se que não é assim por opção; ela precisa ser assim para sobreviver à doença. O sexo doentio é retratado sem incomodar o telespectador; ao invés de asco, sente-se pena do protagonista.

Através de tomadas eufemistas, McQueen consegue abranger toda a controvérsia que permeia o assunto com sua câmera. Enfim, realiza um bom filme sobre um tema polêmico, com praticamente nenhuma discussão sobre o assunto e cenas que se explicam por si mesmas.



Raul Raul (05/04/2012 03:38:23)   2206 0
Acho que essa é a Crítica mais decepcionante que já vi no Omelete. Não assisti Shame ainda, mas é que TUDO nesse filme me faz crer que seria no mínimo.. excelente. A premissa super interessante, o ótimo trailer, o fantástico elenco e ótimo diretor. Steve McQueen me conquistou com apenas 1 filme. Em Hunger ele já mostrou que não era um diretor qualquer. É um diretor com estilo próprio, e isso é cada vez mais raro hoje em dia.

".. a câmera imóvel e sem cortes durante 6 minutos.."

Em Hunger na cena que o personagem do Fassbender e outro cara conversam sentados na área de visitas da prisão, talvez a melhor cena do filme, se passam 10 ou talvez mais minutos sem a câmera mexer um só centímetro.

Enfim, obviamente não é 1 Crítica que vai mudar tudo o que penso de um filme que ainda não assisti.

Assistirei e voltarei aqui para comentar o que achei.



sem avatar Yuri (25/03/2012 20:43:08)   1 0
"Tudo depende de gosto e sintonia, não é? Achei o filme muito bom, mas devo assumir que entrar em equilíbrio com o ritmo tão pesado me tomou quase metade dele. No campo do simbolismo, a atmosfera parada é bem encaixada e digna de aplausos. Porém, numa interpretação mais livre [...]"

http://www.beepbopboom.com.br/2012/03/shame.html



sem avatar carolaine (22/03/2012 22:36:00)   0 0
Achei a sua critica muito simplista e gostei muito do filme, Fassy ótimo como sempre, e ja tinha gostado de hunger do mesmo diretor.



Victor Victor (19/03/2012 14:10:48)   229 0
Assisti o filme nesse final de semanda e me surpreendeu muito, eu teria dado 4 ovos. Michael Fassbender e Carey Mulligan estão muito bem em seus papeis; e sobre o que o Borgo falou de algumas cenas mais estendidas acabam atrapalhando um pouco o longa msm. Mas de qualquer forma é um filme muito bom, altamente recomendado.



Zack Blazer Zack Blazer (18/03/2012 21:09:36)   228 1
John Waters ! sou muito fã !



sem avatar Isadora (17/03/2012 23:51:14)   52 0
O que valeu dessa crítica é a citação do John Water na introdução.

Em relação ao "Shame", pelo jeito, deve ser um filme chato demais.

Passarei longe.



jonathan jonathan (17/03/2012 17:44:40)   962 0
Esperava mais desse filme.



Publicidade
sem avatar Maria (16/03/2012 19:53:13)   0 0
borgo, a erotomania é um tipo de sindrome em que alguém cria um delírio de que determinada pessoa está totalmente apaixonada por ela... o personagem do filme não sofre disso.



Romualdo Romualdo (16/03/2012 16:05:21)   1616 2
Achei que o Hessel ia fazer a crítica XD! ¬¬ enfim... que bom que deixaram o título assim.



Morpheus Morpheus (16/03/2012 13:48:50)   81 0
Por que o filme não tem o título traduzido? Sei lá.. "Vergonha" seria um bom título, que faria jus ao filme... não?



Renan Renan (16/03/2012 13:11:01)   2213 3
Achei a critica muito rala, curta e não disse muita coisa. Parece que assistiram o filme pensando em outra coisa (ou ficaram com a mente na piroca do Fassbender, kkk).



Caio Caio (16/03/2012 11:20:42)   4 3
Acho que foi a pior crítica que eu li por aqui. Muito superficial, pouco (e mal) desenvolvida, deixou a impressão de que o filme não foi bem compreendido pelo crítico.

E outra: antes de sair citando doenças/distúrbios, aprenda a pesquisar sobre antes, porque ao invés de passar por inteligente, só evidencia sua falta de conhecimento sobre o assunto.



Majin-Boo Majin-Boo (16/03/2012 04:52:29)   410 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.


sem avatar Marco A (16/03/2012 02:59:56)   495 0
Crítica confusa, deu a entender que é um bom filme (pra quem gosta deste tipo de filme), mas é um filme MUITO chato!!!



sem avatar Tiago (16/03/2012 02:09:41)   12 0
A cena do jazz e do cooper são as melhores cenas do filme!!!

As atuações foram demais. Mas pra mim a história passou e não deixou nada...

Tipo de filme que não rola ver no cinema, sensação de incerteza se valeu o ingresso.



Faora Faora (16/03/2012 00:40:15)   82 0
Esperei tanto por esse filme,não percoa por nada.
Michael ai se eu te pego Fasbender,pelado hummm rs



DIEGO DIEGO (15/03/2012 23:42:23)   22 7
"Erotomania consiste na convicção delirante de uma pessoa que acredita que outra pessoa, geralmente de uma classe social mais elevada, está secretamente apaixonada por ela. A erotomania, também conhecida como síndrome de Clérambault, ganhou esse nome após um estudo publicado pelo psiquiatra francês Gaëtan Gatian de Clérambault (1872–1934) sobre o assunto (Les Psychoses Passionelles, 1921)."

Erotomania foi tema de "bem me quer, mal me quer", por exemplo. Em shame, passam bem longe disso...

A "critica" foi absolutamente preguiçosa. E é uma vergonha esse filme levar 3 ovos enquanto o defeituoso do john carter leva 5. E não me venham defender dizer q são filmes diferentes. John carter não merece 5 ovos MESMO. E shame tampouco merece 3. enfim... Agora eu REALMENTE parei de ler as criticas daqui.


Bruno Bruno (16/03/2012 08:27:22)   64 6
Os críticos do Omelete são bons, mas no fundo são fanboys. Eles focam na cultura pop, mas não se comprometem de verdade com o cinema. Menos o Hessel, que se compromete demais com o cinema a ponto de tudo ficar na teoria.

Se fundissemos o Borgo, o Hessel e o Forlani, teriamos um crítico de cinema perfeito.


Publicidade
Alex Bauer Alex Bauer (15/03/2012 22:54:57)   83 1
Gostaria que tivesse sido o Hessel a desenvolver a crítica, ainda mais pelo fato dele estar totalmente "imparcial" a respeito do "tamanho" do talento de Fassbender.........kkkkkkkkkkk



sem avatar Santos D. (15/03/2012 22:35:41)   957 4
No Rotten Tomatoes o filme tem o excelente indice de 80 por cento de aprovação.
No Metacritic a maioria das criticas também foram favoráveis.



João Luiz João Luiz (15/03/2012 22:28:46)   46 6
Já vi o filme e posso dizer 2 coisas:

1º - O Michael Fassbender foi "roubado" por nem sequer ter sido indicado ao Oscar de Melhor Ator.
2º - O "número de jazz que dura 4 minutos inteiros" explica de uma maneira breve o relacionamento dos personagens centrais do filme, Brandon e Sissy, e nos proporciona também uma das melhores performances do filme, tanto da Carey quanto do Michael.

Em minha opinião, faltou sensibilidade ao Érico no momento em que ele pisou na sala do cinema e ao contrário do que diz a sua crítica, "Shame" já é um dos 10 melhores filmes de 2012, se não for pela trama(que é ótima!!), ficará marcado pela atuação do Fassbender.

Podem ir conferir que não irão se arrepender!!


sem avatar carolaine (22/03/2012 22:38:57)   0 0
fiquei até emocionada nessa cena dois atores mto bons.

Danielle Danielle (13/04/2012 17:05:49)   374 0
Bem lembrado. Cadê o Oscar do Fassbender, hein?


sem avatar Andreza (15/03/2012 22:25:42)   3 3
preciso assistir Shame



xMarcosx xMarcosx (15/03/2012 22:07:43)   62 0
Acho pouco provável que passe nos cinemas daqui de Recife, mas vou tentar vê-lo.



sem avatar Cy (15/03/2012 21:59:42)   13 2
A maior prova que este site é administrado por gente que não entende absolutamente nada de cinema é esta crítica 3/5.

Realmente, não se compara à obra-prima inalcançável que é 'John Carter'. Parabéns

Fechem logo isto aqui e poupem esta (com o perdão do trocadilho) vergonha para vocês.


Madruguinha ( FOREVER ) Madruguinha ( FOREVER ) (15/03/2012 22:22:56)   -5 -7
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

Alex Alex (15/03/2012 22:30:15)   24 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

sem avatar Cy (15/03/2012 23:06:22)   13 2
De forma alguma estou comparando o "incomparável", e estou me referindo mais à postura do site do que aos filmes em si.

Sim, são duas obras absurdamente diferentes, mas claramente o Borgo sequer compreendeu o filme ou as intenções do diretor numa crítica ridiculamente preguiçosa.

Enquanto isso a crítica de John Carter que "coincidentemente" envelopava o site por inteiro na estréia, um filme correto mesmo com inúmeros defeitos é elevado à categoria máxima possível neste site. O público felizmente não viu dessa forma e nem os críticos em geral, que o relegaram à categoria de entretenimento inane sem muito a oferecer.

Aliás, só mais um exemplo ridículo entre tantos outros deste site.


André B André B (15/03/2012 21:50:21)   853 0
Não vi Shame ainda, mas pelo que li, padece dos mesmos problemas de Hunger (que também é um belo filme, mas creio que poderia ser melhor).



Audrey Audrey (15/03/2012 21:24:24)   267 3
essa filme é muito foda(literalmente)



Yuri Cruz Yuri Cruz (15/03/2012 20:33:31)   3 1
Érico Borgo,

há um erro logo no primeiro parágrafo. Acredito que você quis dizer "adicção sexual" (ou satiríase) em vez de erotomania. Erotomania é outra coisa, tema de outros filmes xD

Abração!



Adriel Adriel (15/03/2012 20:26:40)   1147 5
E aí, os cozinheiros continuam discutindo o pinto do Fassbender?

HUahsuAHUSHaushUAHSHSUUA



Publicidade
sem avatar Gabriel (15/03/2012 20:24:34)   110 6
Esse que é um filme feito pro Hessel resenhar, deixam pro Borgo. Nada contra ele, mas o primeiro teria feito um trabalho infinitamente melhor. A crítica acabou ficando curta e sem muito desenvolvimento.


JxCxCarvalho JxCxCarvalho (27/06/2012 11:12:43)   16 0
Mas o filme já é sem muito desenvolvimento, então combinou kkkkkk



Omeletop : cinema

Cinema

Os filmes em cartaz, a programação das salas de cinema, bilheterias, trailers, criticas de filmes, cartazes, entrevistas com astros e as novidades de Hollywood.

Séries e TV

As séries de televisão dos EUA, minisséries, os destaques da TV e as novidades na programação.

Música

Os shows que vem por aí no Brasil, os lançamentos musicais, novos álbuns e música grátis para download.

Games

Os novos games, críticas de jogos, trailers, imagens e mais novidades do mundo dos videogames.

Quadrinhos

As novidades das histórias em quadrinhos no Brasil e no mundo, previews de HQs e críticas de lançamentos nas bancas e livrarias.