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Grant Morrison | Declaração sobre criadores do Superman cria polêmica

Autor está sendo chamado de boneco da DC Comics

Érico Assis
01 de Agosto de 2011

Supergods
Um trecho do livro Supergods, que Grant Morrison acaba de lançar nos EUA e no Reino Unido, está provocando polêmica entre historiadores dos quadrinhos e fãs do escritor escocês. É o momento do livro em que Morrison fala de Jerry Siegel e Joe Shuster, os criadores do Superman.

Morrison escreveu que Siegel e Shuster venderam em 1938 sua criação à National Publications (futura DC Comics) por apenas 130 dólares, fato bem conhecido. Na interpretação do autor, porém, fizeram isto porque "estavam criando um produto para vender" e "imaginaram que poderiam criar mais e melhores personagens". Além disso, que só teriam revoltado-se contra o injusto valor pelo personagem em 1946, "quando perceberam quanta grana sua criação estava arrecadando".

O escritor ainda compara-os a Bob Kane, co-criador do Batman, que teve remuneração melhor e participação nos lucros com o personagem. Morrison diz que Kane tinha "mais cabeça para negócios".

O primeiro a revoltar-se contra as declarações de Morrison foi o crítico de quadrinhos Abhay Khosla, que diz que Morrisson não reconhece vários fatos documentados em torno da venda de Siegel e Shuster à National - fatos que, na visão de Khosla, comprovam que os criadores foram passados para trás. E complementa que este "esquecimento" de Morrison é interesseiro: serviria à DC Comics no processo que a editora atualmente enfrenta, movido pelos herdeiros de Siegel e Shuster.

Khosla também lembra que Morrison tem "participação num projeto que pode ter sido designado para que sejam reduzidas as chances dos pais corporativos do Superman terem que dar dinheiro aos herdeiros de Siegel e Shuster". Ele se refere à reformulação do herói para o relançamento do Universo DC, que acontece em setembro. É Morrison quem está trabalhando na nova Action Comics, que muda detalhes da origem do personagem.

"Acho que tive sorte de crescer numa época em que as pessoas que faziam quadrinhos buscavam outros rótulos que não 'marionete corporativo'", ataca Khosla.

Mas a crítica mais contundente e irritada vem do respeitado historiador dos quadrinho Paul Gravett. Em uma resenha do livro em seu site pessoal, Gravett mostra erros de Morrison - como, por exemplo, que Siegel e Shuster já haviam manifestado-se em 1938 contra o contrato de Superman, e não só na década seguinte - e também levanta a suspeita de que Supergods seja parte de uma estratégia da DC Comics de minar os herdeiros de Siegel e Shuster.

"Morrison prefere elevar o super-herói a um conceito indestrutível, quase uma entidade independente, auto-efetivada, reconhecendo apenas por cima o lado mais comercial e sujo, maquiando a exploração reinante, hoje e sempre, no mercado", escreve Gravett. "É por isso que ele decide escantear ou ignorar o motivo pelo qual eles devem sobreviver - a necessidade que têm de sempre gerar mais e mais dinheiro para seus proprietários corporativos e acionistas, sendo uma percentagem arrecadada pelos operários leais, como ele, que de alguma forma conseguem fazer eles vender."

A relação com a reformulação DC também parece clara para Gravett: "É mais do que coincidência, e do que um anúncio sincronizado, que a história de Morrison e a do Superman encontrem-se ao final do livro, quando Morrison é contratrado pelos tesoureiros da Desesperada Corporação para relançar sua Supermarca em setembro, numa nova Action Comics 1." As elocubrações de Gravett vão ainda mais longe, considerando Supergods parte de um rebranding geral do Superman que o prepara para seu novo filme.

Até o momento, Morrison não se pronunciou quanto às críticas ao livro.

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Comentários (61)

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sem avatar shelton (06/08/2011 17:30:12)   0 0
oq as pessoas esquecem as vezes é q infelizmente td é negocio e e por esse prisma q o grant morrison deve ter enxergado a situação mas msm assim não tem como concordar com oq a dc fez afinal eles praticamente criarão o universo q paga as contas d cada membro na dc provando q no fim o q deveria importar os autores são destruidos pelos homens de negocios



Renato-Man Renato-Man (05/08/2011 22:57:24)   1 0
Pra um cara que já foi um sem-teto ele tá bem arrogante, imaginava o morrison como uma pessoa mais esclarecida...não havia a menor necessidade de tentar denegrir á imagem dos criadores do Super , vender a alma pra DC faz essas coisas...



sem avatar Paulo (02/08/2011 19:12:54)   0 0
Grant Morrison é um maldito drogado que se acha estrela. Fico surpreso dele ainda conseguir escrever alguma coisa que preste.



André André (02/08/2011 00:22:07)   23 0
O que muitos parecem não entender aqui é que Morrison, como um roteirista e criador, não deveria estar colocando-se a favor da DC Comics ao falar: "estavam criando um produto para vender [...] imaginaram que poderiam criar mais e melhores personagens". Shuster e Siegel haviam criado o Superman como um vilão em um fanzine de ficção científica. Quando foram vender seu produto, já haviam invertido sua condição para herói, sendo assim, para eles foi bem diferente do que ocorreu com Jack Kirby, que fora contratado pela Timely (mais tardiamente Marvel Comics) para criar super-heróis para a editora, eles já tinham o personagem, só que queriam Vê-lo em publicações maiores. Enquanto aos riscos que a Periodical corria... Bem, como muitos argumentaram, era um risco que eles pagaram para ver. Vale dizer que tanto Siegel quanto Shuster, até serem dispensados pela Periodicals, escreviam e desenhavam as histórias do homem-de-aço. Quando dispensados nao conseguiram mais trabalho, devido a desvalorização do artista de quadrinhos naquele período, pois ou ele se mantinha em uma editora, como no caso de Kirby e Simon fizeram, ou tem e arranjar bicos para sustentar a família, como aconteceu com Shuster, que teve de seguir carreira desenhando quadrinhos pornô. A luta que ocorreu antes do lançamento de Superman nos cinemas foi mais do que justa, pois mesmo percebendo as condições que se encontravam os criadores do homem-de-aço, A DC Comics nada fez para ajudá-los, então editores, redatores, desenhistas e arte-finalistas decidiram lutar pelos direitos dos criadores. Isso é um exemplo de lealdade, coisa que Morrison não demonstra. Tenho de concordar, Morrison teve momentos históricos nos quadrinhos, mas seus vacilos terminam superando esses momentos, pois quando ele fica um minuto longe do holofote, para ele, lacaio da DC Comics (no minimo visando um cargo alto, como ocorreu com Geoff Johns, que este sim tem talento de sobra), é massante.



Jackson Jackson (01/08/2011 21:30:08)   0 1
Gravett não é historiador, é jornalista, são profissionais muito diferentes



Zachary SOMBRA Foxx Zachary SOMBRA Foxx (01/08/2011 19:36:04)   401 1
Não gosto do Morrison, como roteirista, mas no meu entender ele é muito inteligente e lógico que sua passagem pelo Homem de Aço não poderia passar sem um marketing puro e simples. Ele vai declarar mais coisas em outras entrevistas, quando procurado. Ou seja, está vendendo o "seu peixe". Nada mais. E claro que a polemica que ele gera vem acompanhada. Ele sabe vender. E a DC quer isso e não vai abrir mão de faturar também como o Super. No final de tudo, quem vai gostar, acompanhará, quem não, deixa pra lá...(embora eu mesmo não goste, como afirmei, com certeza vou ler. Sou fã do Superman! Com ou sem polemicas...)



sem avatar Guilherme (01/08/2011 19:05:15)   0 1
Bom, ainda não li o livro, mas pelos trechos que o Érico traduziu não me parece que o Morrison desrespeitou o Siegel e o Shuster e nem que tá lacaio da DC. Não podemos ser anacrônicos, o fato é estamos nos referindo a um período que a insdústria dos Quadrinhos estava no começo e os super-heróis ainda eram conceitos primários, não havia quase nenhum estabelecido, sendo assim quem criava não tinha referências pra saber qual iria "bombar". Muitos, muitos e muitos personagens foram criados e quando as editoras viam que tinha algum potencial elas compravam. Se pensarmos bem, a National poderia estar dando um tiro no escuro apostando no Superman e pagando pra ter os direitos do personagem (como deve ter acontecidos com dezenas de outros personagens que foram criados e não deram em nada).

Não quero tirar o mérito dos criadores, mas provavelmente nem eles sabiam que haviam criado algo que iria se tornar um ícone do século XX e só queriam ganhar uma grana vendendo-o. Depois viram o sucesso que o personagem fez e quiseram voltar atrás, lucrando mais com ele, mas já era tarde...


P.S. Não estou a favor da editora, defendo que os criadores devam ser reconhecidos e remunerados, mas devemos discutir e interpretar melhor essa discussão.


P.S. (2) Pô, falaram que o Morrison não criou nada de relevante é falta de conhecimento. Os Invisíveis é uma das melhores séries que já li e sem contar que ele foi um dos responsáveis por uma nova abordagem dos supers, principalmente em Patrulha do Destino e Homem Animal e escreveu All Star Superman, que é umas das melhores histórias que o homem de aço já teve, contanto uma história completamente na contramão do que foi feito com o personagem nos últimos trinta anos.







Paladino Paladino (01/08/2011 17:38:08)   155 2
Caramba, que baixaria isso tudo, lamentável!!!!



sem avatar Francisco (01/08/2011 16:46:05)   19 1
O assunto é delicado e, na verdade, eu nem conheço muito bem, mas na minha opinião se Shuster e Siegel foram contratados para fazer um trabalho e remunerados como acordado em contrato, eles não tem que mudar as cláusulas porque o personagem se torna rentável ou não... Será que se o personagem desse prejuízo a DC comics, eles aceitariam devolver parte do que receberam?
Bem, como eu disse, não sei do contrato feito entre a DC e eles, posso estar totalmente errado...



Renan(jokel) Renan(jokel) (01/08/2011 16:29:04)   19 0
Infelizmente qualquer "menção" ao Superman hoje em dia já gera discussões.

obs.mas o Morrison foi muito infeliz em seu livro,será que ele não tem bom senso não?



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Plastik_Fantastik Plastik_Fantastik (01/08/2011 16:07:51)   155 2
Infelizmente Jerry Siegel e Joe Shuster fizeram um mau negócio e arcaram com isso.

A DC Comics credita o nome dos dois como criadores, o caso que esta sendo discutido é sobre os dividendos que o personagem produziu e ainda vai produzir.

Se eles venderam os direitos era por que queriam e ponto.

Bom, essa é uma parte da questão, a parte jurídica...

A outra parte é com relação a DC saber a péssima situação financeira que os criadores passavam e não fazer nada.

O problema se agravou na ocasião do filme do Super - Homem ( 1978 - com Chris Reeve )

A DC depois de um processo demorado vendeu os direitos cinematográficos a três pessoas, Ilya Salkind, o pai dele Alexander Salkind, e o sócio Pierre Spengler.

Quando descobriram o valor dos direitos, alguns artistas tomaram as dores da dupla, sendo que o mais atuante foi o Neal Adams.

Fizeram um lobby muito forte e o movimento tomou tal proporção que por medo de um boicote ao filme a DC aceitou remunerar financeiramente os criadores.

Ou seja, Neal Adams conseguiu que a DC pagasse uma remuneração financeira e ainda os creditasse como autores.


A minha opinião com relação a isso:

Juridicamente a DC estava correta, MORALMENTE ela estava errada e se mostrou mesquinha, gananciosa, maquiavélica e sem nenhum tipo de
consideração com a situação dos autores.





sem avatar Sérgio (01/08/2011 19:04:49)   0 0
Plastik_Fantastik, você falou tudo.

Mr.Natural Mr.Natural (02/08/2011 01:32:45)   640 0
exatamente como penso!

teria sido muito mais inteligente da editora em rever esse contrato antes de virar essa bola de neve.
esqueceram que empresas sao relacoes entre PESSOAS.
o lado humano pode sobressair ao "preto no branco"


Rafael Rafael (01/08/2011 15:35:00)   6 1
Li uma pá de argumentos aí nos comentários... não sei bem o que pensar. Só sei que o tempo todo fiquei lembrando de uma história parecida.

E o Sr. Walt Disney com Oswald, o coelho sortudo?
Ele também se f**deu quando assinou contrato sem ler direito, e passaram ele pra trás. Só que esse correu atrás do prejuízo e criou o Mickey logo depois. E não repetiu a burrada de vendê-lo.




sem avatar Samuel (01/08/2011 14:57:31)   0 0
Para um cara cujo o único momento de genialidade foi Invisíveis, e ainda mais como substrato de pó de Alan Moore, isso que ele escreveu foi natural. Aposto que na época da Marvel ele não diria estas bobagens.



DomnRamon DomnRamon (01/08/2011 14:32:05)   189 0
De acordo com Paul Gravett.

É muito desproporcional a renda entre o autor - o gênio criativo, e é preciso talento para criar que dure gerações - e os MEIOS - que poderiam ser feitos por qualquer um.

Publicidade, basta dinheiro, qualquer empresa endinheirada faz, mas talento? Mas criar algo forte? Isso não é qualquer um.

O mundo pop é uma prova. Aparece hoje, acaba amanhã, e o clássico continua...

Os artistas estão acabando e perdendo para os "operários do entretenimento".



André B André B (01/08/2011 13:41:11)   663 1
É aquela coisa, uma mentira contada várias vezes acaba se tornando verdade.


O Besouro Azul O Besouro Azul (01/08/2011 14:33:05)   -485 0
é oque eu sempre digo.


sem avatar Fernando (01/08/2011 13:23:15)   43 0
Não que eu não acredite que seja certo creditar os dois pela criação do Super, mas a decisão de assinar o contrato (com ou sem coação por parte da DC) foi dos dois e exclusivamente dos dois. Foi uma decisão idiota, mas eles eram bem grandinhos e deveriam assumir o preço por seus erros...



sem avatar Alia (01/08/2011 13:19:17)   29 0
Ah, Morrison...

Para mim, ele quer é ser polêmico, como sempre. Adora aparecer.



Mr.Natural Mr.Natural (01/08/2011 13:10:06)   640 0
assunto polemico e nao e bom comentar bebado,mas pra nao perder o assunto eu achp que os criadores nao tiveram censo de de negociar na epoca,mas a DC tambem foi de ma fe.
uma empresa e feita por pessoas,nao por numeros,e por isso poderiam ter no minimo ter dado um bonus a dupla.
seria muito mais simples ter pago uma quantia a mais como um agradessimento doque ter que a vida toda passar por situacao ridicula de ter que mudar personagem icone pra fugir de processo.
se na epoca que se amarrava cachorro com linguica o pensamento era diferente na hora que comecaram a lucrar com a criacao de dois caras deveriam ter pensado melhor .
respeito muito o trampo do morrison,mas ele nao faz trampo autoral entao tem qe ficar quieto sobre assunto de direito autoral.



sem avatar Francisco (01/08/2011 13:04:16)   0 0
Embora eu tenha gostado da matéria, acho que se referir aos argumentos do Paul Gravett como "elocubrações" parece-me um pouco inadequado. Elocubrações, embora signifique elaboração acerca de um tema (academico, inclusive), faz parecer um pouco 'teoria da conspiração', haja vista outras possibilidades de significação, como meditação. São argumentos de alguém muito lúcido, estudioso, que tem algo de muito importante a dizer sobre um tema pra lá de polêmico.



sem avatar Caio (01/08/2011 12:53:17)   5 0
Mano, essas polemica sao muito de girico...
Se os cara nao conseguiram mudar o esquema antes já era maninho. Agora o negócio dá dinheiro para quem foi mais esperto, ou podia mais.
Esse é o mundo capitalista em que vivemos.
Nenhum de vocês pode dizer que nao fariam a mesma coisa na pele da warner/dc, marvel/ disney, ou senhor morrison.
fala a verdade mano... tem que aguentar.
Ou então muda a LEI do PAIS.
Fã é fogo, os cara nao são Deus não.



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jonathan jonathan (01/08/2011 12:32:40)   550 0
eu crio super-heróis eu estou realmente preocupado de como vou publicar minhas hqs sem ser passado pra trás.



André André (01/08/2011 12:28:09)   23 -1
É triste ler tal absurdo. Morrison tomou em mãos o primeiro dos super-heróis e agora apóia a corporação que até hoje declara que Shuster e Siegel não tem tantos direitos sobre sua criação. Vale lembrar que o conceito do Superman foi criado pelos dois bem antes da National Publications demonstrar interesse em publicá-los. As alegações de Morrison, que favorecem totalmente a DC Comics, simplesmente desmerece o trabalho de Shuster e Siegel que iniciaram algo que poucos acreditavam ter valor. Eu gostaria que os defensores do que Morrison disse se colocassem no lugar dos familiares dos criadores, ao ver algo que ambos criaram com tanta paixão fazer uma corporação crescer, enquanto seus ascendentes viveram muito mal remunerados, as vezes tendo de fazer até mesmo quadrinhos pornô para poder colocar comida na mesa. Morrison, a cada dia que passa, cai no meu conceito.



aluísio aluísio (01/08/2011 12:17:00)   100 0
Ninguém é santo meu amigo todo mundo quer a sua fatita do bolo,pra mim o mais importante é o personagem e o façam um filme que resgate a grandeza do Homem de Aço que está a muito tempo degastada nos cinemas.



Bohemian Bohemian (01/08/2011 10:47:25)   0 1
É difícil analisar essa questão, Morrison fez bobagem ao tentar polarizar a coisa toda. A DC é uma empresa e visa lucros, se possível minimizando gastos (acho que essa é a lógica empresarial...). Casos como esse são emblemáticos de nossa época: Tanto a Marvel quanto a DC são facetas da Disney e da Time Warner. Opiniões políticas, sociais (até religiosas se facilitar...) são reflexos de visões empresarias desses mega-conglomerados. Aquele lance das "capas TRON" da marvel ainda não me desceu... e agora o seu Morrison dando pitaco... Putz, defenda sua categoria, moço.


sem avatar Angelo (01/08/2011 11:23:12)   1 1
Não sei se é bem a questão de categoria, mais é o problema ético mesmo. Os caras não tão nem aí, querem é defender "o seu" e só... Pena que os quadrinhos chegaram nisso, velho. Vai virar que nem no japão, que o mangé é uma midia que só existe pra virar anime e gerar bonecos e bugiganga$$$.


Hector Hector (01/08/2011 09:32:22)   551 1
Declarações, defesas e ataques inflamados á parte, a verdade é que poucas pessoas podem falar com propriedade sobre essa questão da venda dos direitos do Super.

Nenhuma dessas pessoas estava lá, nem o Morrison e nem seus críticos, portanto...

Quanto a Siegel e Shuster, merecem o respeito eterno de todos os fãs de HQ pela sua magnífica criação... mas em um ponto tenho que concordar com o Morrison.

Tenho certeza de que nem eles e nem ninguém imaginavam que o personagem teria tal impacto na cultura pop e atingiria esse status de mito.


Quanto ao Morrison ser chamado de "boneco corporativo"... quem lê as histórias do cara sabe que em geral ele segue exatamente o caminho oposto em termos de tentar agradar a editora na qual trabalha.


Existem uma série de escritores na DC e na Marvel que merecem ser chamados de "bonecos corporativos"... mas na minha opinião o Morrison não é um deles.



Fausto Fausto (01/08/2011 09:32:11)   3 -1
Acho que o pessoal está potencialmente exagerando por um comentário tão simples, além totalmente plausível, somente deu uma outra visão ao que os críticos defendem.

Agora, falar que após Animal Man e Doom Patrol Morrison se tornou "mediano" é a comprovação de que não se tem a mínima ideia do que está falando, de tão absurdo e ignorante esse comentário merece somente uma resposta: -- Aham, senta lá Cláudia!.



Matheus Matheus (01/08/2011 09:19:40)   131 0
Uma possibilidade - pouco provável - é a DC ter passado essas informações erradas ao Morrison quando o mesmo estava coletando informações para seu livro.
Digo pouco provável porque ele é um profissional experiente na área e nesse caso seria um mal informado.
Mas vamos ver qual vai ser a resposta à isso.



ednaldo ednaldo (01/08/2011 07:18:57)   -2 1
Faz sentido o que ele falou, visto que muitos Desenhistas ou Quadrinhistas "amadores" fazem trabalhos para gráficas, editoras, empresas públicas, privadas e agências de publicidade por encomenda, tanto que acabam até cedendo suas criações por qualquer grana.

Isso é loucura, mas, é um fato.



parejas parejas (01/08/2011 06:04:23)   -8 1
nao sejamos ipocritas,ele so defendeu a empresa no qual ele trabalha e susta seu modo de vida .
oque vcs fariam se estivessem no lugar dele??


sem avatar JoseSantos (01/08/2011 08:48:35)   0 0
Eu lamberia o prato em que comi. Teorias da cospiração à parte, isso só vai fazer vender (lá fora é claro) mais livros do cara, pois muitos vã querer opinar a obra.

sem avatar Vini (01/08/2011 09:20:06)   0 0
Qualquer coisa q não prejudicasse outra pessoa... O fato é que eles não querem largar o osso tão fácil. Se são assim tão inteligentes pra fazer falcatrua pq não aproveitam e fazem um novo personagem baseado no Super e encerra com tudo isso logo?

sem avatar joão carlos (01/08/2011 14:03:20)   25 0
Ele tem de defender a empresa, mas nunca desse jeito, e sequer deveria tocar nesse assunto pq ñ cabe a ele. A lei americana garante respaldo comercial de direito, quando aobra tem continuidade de publicação, e ele deve saber disso, e garanto que não gostaria que acontecesse o mesmo com alguma criação dele no futuro. Fico triste com essas declarações de profissionais e que conhecem a legislação.

Paladino Paladino (01/08/2011 17:49:12)   155 0
É parejas manda quem pode e obedece quem tem juizo e filhos pra sustentar... kkkkk!


L. L. (01/08/2011 01:43:30)   13 -1
É óbvio que TODOS OS AUTORES da DC comics que trabalharam com Superman contribuíram para que o herói chegasse até hoje, mas POUCOS contribuíram com elementos que alimentaram o mito de forma realmente relevante. Superman e Batman são os arquétipos de TODOS os super-heróis que conhecemos e seus criadores são de importância inegável. O universo de Star Wars foi criado por Lucas, assim como a mitologia da série (abraçando os estudos presente no "Herói de Mil Faces"), mas se não fossem designers visionários e muitos outros artistas sua obra não existira como é. Entretanto Lucas tem controle sobre sua obra - assim como a maior parte de todos os lucros - pois teve um espirito empresaria de vanguarda quando assinou seu contrato com a Fox - coisa que faltou aos jovens e inexperientes Siegel e Shuster.

É impressionante pensar que a DC se negue a pagar para a família dos criadores o que lhes é de direito tendo em vida todos os lucros do grupo Warner, advindos diretamente ou não dos quadrinhos. E ainda por cima vem o Grant Morrisson - um "autor" de quadrinhos - relativizar a situação...

O Superman não seria o que é sem os AUTORES/CRIADORES que prestaram serviços a DC comic. Mas o que seria da DC sem esses autores, em especial aqueles que criaram o maior ícone dessa editora?

Diante do choque entre justiça e lógica empresarial, a segunda sempre prevalece. A DC dá a vitória a Luthor. Paradoxal e triste.



André "@xdesgracerax" André "@xdesgracerax" (01/08/2011 02:31:45)   68 -1
Concordo com você.
Mas é como eu disse... É um assunto delicadíssimo! =x

sem avatar Paulo (01/08/2011 08:08:34)   253 0
Vale ressaltar que Lucas abriu mão do Cachê de boa parte dos filmes, para ficar responsável pela produção dos produtos derivados e da Marca Star Wars, na época foi chamado de louco, mas isso só prova, o quanto teve visão.


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André "@xdesgracerax" André "@xdesgracerax" (01/08/2011 01:01:19)   68 -1
Na minha opinião, esse é um assunto MUITO delicado.

Não podemos, em momento algum, menosprezar os verdadeiros pais do Superman, Joe Shuster e Jerry Siegel... Mas em contra partida, não podemos também esquecer que a DC, apesar dos pesares, contribuiu, e muito, para a criação de toda a mitologia do Homem de Aço.
Concordo quando dizem que não não fossem Shuster e Siegel não haveria um ícone de tamanha proporção, afinal de contas, eles conceberam o personagem... Mas toda a mitologia do herói, foi construída como tempo, através da DC e de seus "fantoches", isso é inegável.
Como eu disse no começo, é um assunto MUITO delicado pois ambas as partes tem seus devidos méritos na criação e desenvolvimento!
É realmente muito complicado!



L. L. (01/08/2011 00:56:07)   13 6
Superman é aquele do filme de 1978 ou aquele da reformulação de Byrne ("homem-de-aço") que respeitou o canône de Siegel & Shuster.

Basta de reformulações que pela curiosidade garantem vendas arrebatadoras, revelam-se cretinas e depois são descartadas. Chega de enriquecer esses cretinos... Deveria haver um boicote à DC comics - e a Marvel tb (cara, o Mephisto redefiniu a cronologia do Homem-Aranha e os leitores continuaram comprando... Isso é um absurdo! Ninguém tinha uma maneira mais criativa de retornar o Spidey aos velhos tempos?!? Eles são pagos para isso ter idéias...). E boas idéias é tudo que falta.


sem avatar adalberto dias (01/08/2011 00:56:03)   71 0
outro que sabe escrever..
estrela nele

Paladino Paladino (01/08/2011 17:48:26)   155 0
É irmão e quando vc fala pagos pode falar de grana preta!!!



Fabiano Fabiano (01/08/2011 00:51:54)   106 1
Que feio.. pior que essas acusações não parecem absurdas. Não sei se é verdade, mas faz todos esses recentes movimentos da DC ganharem um aparente sentido.




André "@xdesgracerax" André "@xdesgracerax" (01/08/2011 00:42:09)   68 0
É amigos... Deveras polêmico!



Patrão Bruce Patrão Bruce (01/08/2011 00:39:48)   564 4
pensem comigo... quanto valia o superman antes da DC transformá-lo no icone que se tornou?

eu acho que a ideia quando se fala do valor da marca superman é que ele foi sempre algo acabado, mas é um processo historico. Nao sei se o valor foi baixo quando Siegel e shuster venderam os direitos para a DC, mas não acho certo ignorarem a importancia da editora para que o super se tornasse o que é hoje.

mas tudo bem... essa ideia de transformar o super nessa aberraçao de jeans e toalha vai jogar tudo no ventilador mesmo....


sem avatar Francisco (01/08/2011 16:49:01)   19 0
Penso nessa linha...


L. L. (01/08/2011 00:35:34)   13 7
Eu sei que serei defenestrado daqui por esse comentário, mas eu acho o Grant Morrisson um saco. A melhor coisa que ele escreveu foi "Homem Animal" enquanto seus demais quadrinhos - para a DC e a MARVEL - me parecem superestimados. A fase de Whedon nos X-men foi - ao meu ver - MUUUITO melhor do que o trabalho de Morrison, contando uma ótima história e respeitando elementos estruturais da "mitologia" do universo X.

A maioria dos grandes autores sempre citados - Alan Moore, Frank Miller, John Byrne... - escreveram suas grandes obras nos anos 80´s - e algo nos 90. Histórias realmente arrebatadoras que se tornaram clássicas e sempre são lembradas - com todo mérito -, mas tirando um caso ou outro a qualidade do que escrevem caiu muito. De todo modo, como a mediocridade impera nos comics DC e Marvel seus nomes são sempre lembrados como se hoje escrevessem quadrinhos com a mesma força de antes.

Alan Moore faz de "remar contra" o seu marketing pessoal, Frank Miller enlouqueceu (vide Cavaleiro das Trevas 2 e o filme do Spirit...) enquanto Grant Morrison virou queridinho da DC e está esculpindo a reformulação mais mequetrefe da história dos quadrinhos (depois de todos esses anos e tantas "crises" eu não preciso lêr as revistas para saber que o Super com uma toalha nas costas e de armadura são um subterfúgio da Editora que pertence ao milionário grupo Warner para não pagar os devidos direitos autorais para quem de fato merece).

Gostaria quer os fãs de quadrinhos tivessem mais responsabilidade e bom senso e entendessem que consumo, formal ou informal - lê-se aqui o pirata digital, é algo sério e deveríamos boicotar certos autores e títulos. Eu abandonei a compra de quadrinhos regulares há muito tempo e é preciso que haja um alvoroço muito grande para que eu compre um arco de histórias que seja.

Eu, pessoalmente, acho lamentável.


Shadowman Shadowman (01/08/2011 01:06:37)   709 0
Realmente.

Também acho que depois de Homem-Animal e Patrulha do Destino, Morrison se tornou um escritor no máximo regular, reciclando formulas batidas e querendo fazer parecer que são novas.
Uma pena, pois o cara tinha potencial.



Leprechaun Leprechaun (01/08/2011 00:23:52)   -12 1
Uma pena Morrison ter dito isto sobre Siegel e Shuster. Se não fosse por artistas como eles e Bob Kane, Stan Lee, Steve Dikto, Jack Kirby e outros, não teríamos o universo rico de heróis que tanto amamos e que servem de ganha pão pros artistas atuais, como o Morrison. Enfim, o que estes grandes nomes do passado criaram tem valor imensurável, sempre serei favorável a valorizá-los através de homenagens e dinheiro, afinal tem muita gente ganhando muito graças a genialidade destes senhores.



Shadowman Shadowman (01/08/2011 00:21:41)   709 1
Pois é.

Morrison deveria ter guardado a sua opinião (se é que é dele mesmo) para si.
Se as queixas dos criadores não fossem plausíveis eles não teriam obtido as vitórias nos tribunais que forçaram a DC a fazer acordos com os herdeiros.

Chama-lo de fantoche da DC é um pouco de exagero.
Mas como ele trabalha para uma das partes interessadas no resultado da batalha judicial, deveria se manter neutro.




sem avatar Pablo Lisandro (01/08/2011 00:20:05)   49 1
Se Morrison não se pronunciou é porque ele viu que mexeu num vespeiro enorme... e o pior é que esse assunto ainda vai render.




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