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Tão Forte e Tão Perto | Crítica

Adaptação falha ao tirar da obra de Jonathan Safran Foer suas maiores qualidades

Érico Borgo
23 de Fevereiro de 2012

Tão Forte e Tão Perto

Tão Forte e Tão Perto

Extremely Loud & Incredibly Close
EUA , 2011 - 129 min.
Drama

Direção:
Stephen Daldry

Roteiro:
Eric Roth

Elenco:
Tom Hanks, Sandra Bullock, Thomas Horn, Viola Davis, Jeffrey Wright, Max Von Sydow, John Goodman, Zoe Caldwell

Regular
Tão Forte e Tão Perto
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Tão Forte e Tão Perto

Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close, 2011), adaptação às telas do romance Extremamente Alto & Incrivelmente Perto de Jonathan Safran Foer, parecia uma ideia ruim desde o começo.

O livro, afinal, tem como diferencial não a história em si, mas a maneira como ele emprega recursos que são possíveis apenas através de um meio gráfico, de insights de diagramação, para narrá-la. São fotos, gráficos, anotações, códigos numéricos, páginas em branco e outros recursos visuais que enriquecem a narrativa e a fortalecem. Como esperado, no cinema, ainda mais nas mãos de Stephen Daldry, cineasta competente, mas que não é dado a inovações, essas ideias acabam desperdiçadas em cenas que registram de maneira simplista o livro de recortes e os sistemas criados pelo garoto. Não há uma busca por maneiras de adequar a linguagem cinematográfica ao pensamento do menino.

Na história, Oskar Shell (Thomas Horn), um garoto excepcional, mas genial, precisa lidar com a perda do pai (Tom Hanks), uma das vítimas do 11 de setembro. Ao encontrar uma chave em um envelope no closet do pai, ele se lança em uma busca através dos cinco distritos de Nova York pela fechadura que a descoberta abre - que potencialmente contém a última mensagem do falecido.

A busca é problemática ao forçar uma lateralidade à trama, já que o filme inteiro é dedicado a ela. Oskar vai de casa em casa, sempre agregando histórias paralelas que pouco fazem para levar a trama principal adiante e direcionar o filme ao seu desfecho. Além disso, acompanhamos o menino como observadores - no livro somos quase que co-protagonistas, estamos dentro de sua mente - e, sem recursos que tornem a busca mais interessante, a narração em off logo começa a irritar, assim como o garoto.

Outra ausência notável na adaptação é ainda mais problemática e fundamental no esvaziamento das qualidades do romance nas telas. O livro estabelece todo um paralelo entre o bombardeio de Dresden na Segunda Guerra Mundial com o atentado às Torres Gêmeas. A opção de Safran Foer é clara em mostrar como a dor da perda e a indignação pela covardia alheia é uma questão de ponto de vista. Em fevereiro de 1945, as forças aliadas, incluindo a Força Aérea do Exército dos Estados Unidos, despejaram milhares de toneladas de bombas na cidade alemã, obliterando alvos civis e militares. Especula-se que 25 mil pessoas tenham perdido a vida aí, um "efeito colateral" muito maior que o dos ataques a Nova York - que renderam aproximadamente 3 mil mortos. Ao compará-los, o autor inicia uma reflexão sobre ação, reação, proporcionalidade, responsabilidade e o que representam as pessoas inocentes apanhadas no fogo cruzado.

O filme, em busca de emoções mais fáceis - de fazer-nos nos sentir bem por nos sentirmos mal com a tragédia made in USA -, ignora tudo isso, com o apelo fácil do garotinho sem pai, da mãe (Sandra Bullock) desesperada para reconectar-se com o menino e a necessidade dele em dar sentido à sua perda (tema que é martelado insistentemente ao final, garantindo seu entendimento).

Se ignorarmos o que o filme poderia ter sido, porém, nem tudo é negativo. O passeio por Nova York é inspirador, as atuações são ótimas (especialmente no elenco de apoio formado por Jeffrey Wright, Viola Davis e Max von Sydow) e a direção, ainda que pouco criativa, tem qualidade. O problema é mesmo a necessidade de entregar ao público o que se acredita que ele deseja, um drama que não se compromete e que, no desespero de indicações ao Oscar, tira do livro tudo o que o tornou uma leitura memorável.

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Comentários (45)

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sem avatar N (28/08/2012 20:25:42)   0 0
Eu li a crítica que o site fez ao filme no início do ano.. desde então não tive muita vontade de ver o filme. Ontem eu resolvi assistir... me arrependi amargamente por ter esperado tanto. Achei o longa incrivelmente bonito, me prendeu e me comoveu. Não achei apelativo.
Eu não cheguei a ler o livro, mas acho que todos já passaram pela experiência de assistir adaptações cinematográficas de algum livro que leu... o resultado final nunca (ou quase nunca) é totalmente satisfatório.
Acho que pra quem não teve a oportunidade de conhecer o livro, o filme acaba sendo no mínimo bom.


sem avatar Ramon (18/04/2013 08:42:14)   0 0
Filme realmente muito bom.


cleiton cleiton (04/07/2012 08:41:25)   2 -2
"Tão Fraco e Tão Chato" esse deveria ser o título do filme



sem avatar Cecília (26/05/2012 18:05:10)   0 0
Caramba, não havia lido críticas antes de assistir o filme. Fiquei IMPRESSIONADA em como o filme é ruim, é piegas, é apelativo, sentimentalismo barato. Se alguma coisa se salva é o excelente Max V. Sydow. Tempo perdido da minha vida!



sem avatar Iury (08/04/2012 11:27:01)   5 0
Eu gostei do filme. Não entendo as críticas tão negativas em relação a este... Adorei a interpretação de max von sydow excepcional!! filme bom!!



Adauto Adauto (07/04/2012 19:24:24)   -12 -1
Gostei do filme. A montagem é primorosa e o menino não irrita como Borgo ressaltou.

Para um pricipiante, até que ele se saiu muito bem.

Mas Sandra Bullock definitivamente, não tem a garga emocional, que esse tipo de história exige.

Se comparar com Tilda Swinton em "Precisamos falar sobre Kevin", vemos que ela(Bullock), foi uma escolha mais de retorno finaceiro.

De quaquer forma, ecomendei o livro, porque quero imergir na hidtória por completo.



sem avatar MARISA EDNA (12/03/2012 15:45:56)   1 0
gostei médio do filme, porque esperava mais, con siderando os comentários de amigos. Como assisto a muitos filmes, achei que ele fcou naquela névoa dos chichês americanos, com uma linguagem figurada "chave perdida", que depois se transformou em algo para fazer o garoto crescer e aceitar a morte do pai como algo a torná-lo mais maduro e superar os seus medos (exemplo: a balança no final). regular



Raul Raul (04/03/2012 02:29:25)   2207 2
Queimei a língua! Acabei de assistir e me surpreendi. É um filme que tem claras falhas no roteiro, mas ainda assim achei bom. Nada de extraordinário, mas legal. Bastante comovente! O que é uma coisa bem natural já que se trata de assunto tão triste. Agora, o que esse garoto Thomas Horn fez é de se aplaudir! O impressionante é que na Crítica não se faz nem uma ressalva a atuação dele. Lamentável! Outro também que enche os olhos é Max Von Sydow. Enfim, um bom filme, comovente e com grandes atuações. Fácil um bom entretenimento.

Isso é para eu aprender a não levar as Críticas tão a sério.



Matheus Matheus (03/03/2012 01:46:12)   1 0
Está aí um filme que realmente, realmente me surpreendeu. Já imaginava que seria o pior indicado a Melhor Filme do Oscar desse ano, quando me deparo com uma história extremamente sensível sobre a definição dos sonhos como um eterno pesadelo, sobre como aquilo que queremos que esteja por perto não está, mas aquilo que precisamos geralmente está mais perto do que imaginariamos. Meu texto sobre o filme aqui http://www.cinepapo.com/2012/03/tao-forte-e-tao-perto-por-matheus-groff.html



TIAGO TIAGO (29/02/2012 16:43:16)   1 0
“Tão Forte e Tão Perto” é um filme que poderia ser muito melhor do que é. A presença de Hanks, Bullock e Sydow, do roteirista de “Forest Gump” e do diretor de “Billy Eliot” trouxeram peso para a história trágica de um garoto que perde o pai nos ataques de 11 de setembro e depois disso se arrisca numa aventura. Infelizmente, o roteiro raso, e o uso insistente e constante de narrações em off “for dummies” (explicam o que não precisa, e deixam de fazer quando precisa) estragam a experiência. E nem posso dizer a questão de ser insensível aos eventos (leiam a minha crítica de “Voo United 93“) ou pela perda de pessoas queridas, pois não sou imune à emoção de outros. Minha crítica completa em http://wp.me/p1Yz30-ik



Diego Diego (28/02/2012 01:21:05)   -1 -1
Não sou um crítico de cinemas, minhas opiniões nascem daquilo que senti. O filme não deixa nada a desejar, realmente é um Drama universal. Apesar de ter um fio condutor específico (O 11 de setembro), o diretor consegue ultrapassar as barreiras no momento em que sentimos a dor alhei, a Dor que não passa quando as luzes acendem. Não estou de acordo com a crítica, acho que "TÃO PERTO TÃO LONGE" foi sublime e nos leva a uma reflexão (um tanto batida) importante nos dias de hoje.


Kainã Kainã (02/03/2012 22:33:21)   57 0
Cara, é isso que vale! Essa é a critica que eu valorizo. Muitos críticos por ai, veem tanto filme, que estão perdendo o sentimento pra coisa.


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curisco curisco (27/02/2012 13:05:50)   527 2
e a 'ponta' do John Goodman é pouca. O cara é um atorzaço. poderiam ter usado mais.



curisco curisco (27/02/2012 13:02:59)   527 0
vi ontem.

achei irregular.

Mas é legalzim. Dizer que é ruim não é.

Sandra Bullock descartável.

Tom Hanks fez um pai que muitos gostariam de ter. Ficou adequado.

mas o Von Sidow é quem rouba as cenas.

Quando ele aparece o filme ganha força.

Poderia ter sido mais curto e mais focado. Creio que colocou gente demais, situações demais, explicou demais.

Pecou pelo excesso.

mas ruim não é. tá entre regular e bom.



sem avatar Mattheus (26/02/2012 13:27:57)   0 0
Eu vejo a mensagem do filme de outra forma. A intenção do roteiro é se aprofundar no universo de uma criança com síndrome de Asperger, não muito conhecido, e que transforma pessoas que convivem com isso em seres muito especiais. Eu convivi com um adolescente com esta síndrome durante alguns meses, em um trabalho, e pude perceber como o universo dele era diferente. E o diretor Stephen Daldry, que tem um talento especial para dirigir crianças, soube retratar este universo de uma maneira rica e extremamente comovente. As técnicas que ele utilizou, proporcionadas por um roteiro brilhante de Eric Roth, só fizeram amplificar a sensação de imersão na mente de Oskar. Considero o uso das narrativas em off essenciais para o sucesso desta proposta, ao mesmo tempo objetiva, como o raciocínio do garoto, e emotiva devido aos acontecimentos abordados. Uma das características da Síndrome de Asperger é não ter a capacidade de entender elementos subjetivos que parecem ser simples para pessoas "normais" como nós. E o fato dele sempre buscar sentido nas coisas e acontecimentos é porque ele não tem a capacidade de compreender o que não tem explicações racionais. E outra característica desta síndrome é a inteligência lógica muito evoluída, além dos medos e sintomas que podem ser confundidos com o mais conhecido TOC (transtorno obsessivo compulsivo). O garoto que interpreta Oskar está perfeito e o filme é uma pérola no que se propõe. Daria nota 9,5 ou até mesmo 10. E além de ser um belíssimo filme, pode ser muito útil em estudos sobre a Síndrome de Asperger. Stephen Daldry e Eric Roth estão de parabéns! Souberam utilizar seu estilo e técnicas não em algo que se propõe ser inovador, mas sim emocionante e real.



Jonas Jonas (25/02/2012 22:34:40)   -6 -1
Aproximamos-nos da 84th Academy Awards™ e não podemos dizer que temos um filme TÃO FORTE E TÃO PERTO de receber a premiação principal da noite. Nas demais categorias o cenário também está indefinido, prever OS DESCENDENTES dos grandes filmes do ano passado não é uma tarefa fácil. Em meio a tantas HISTÓRIAS CRUZADAS, George Clooney será O ARTISTA vencedor como tudo indica, ou na segunda-feira Brad Pitt será O HOMEM QUE MUDOU O JOGO? A briga será intensa, pode apostar, haverão injustiçados, emocionados, enfim, teremos um campo de batalhas recheado de beldades e brutos, com direito a CAVALO DE GUERRA. Fico feliz de ter sido um ano bom, poder ter acompanhado todos os indicados e preferir que dia 26/2/2012, quando em Hollywood estiver começando a noite e já for mais de MEIA NOITE EM PARIS, sejam beneficiados os que resolveram sobre a sétima arte discorrer, se não for o calado que seja A INVENÇÃO DE HUGO CABRET. Ah, Terrence Malick dissecando entranhas com o seu A ÁRVORE DA VIDA, é um caso a parte.



sem avatar Marcus (25/02/2012 18:04:23)   4 1
Pena que esta crítica foi fundamentada com base no livro, e não no filme em si! Não percam tempo, o filme é realmente MUITO BOM. Não tirem conclusões precipitadas só pq viram uma crítica negativa! O filme é muito bom, as atuações são EXCELENTES, e a trilha sonora é sensacional. Fui sem expectativa nenhuma aos cinemas e acabei me surpreendendo positivamente. Recomendo!



sem avatar Carolina (25/02/2012 01:00:06)   5 1
Assim que aprenderem o significado da palavra ADAPTAÇÃO, talvez consigam analisar o filme com maior clareza.



Leandro Leandro (24/02/2012 21:26:50)   161 0
Apesar da crítica, ainda quero assistir ao filme.



sem avatar Santos D. (24/02/2012 14:47:42)   958 0
O roteiro foi escrito por Eric Roth, o oscarizado roteirista de Forrest Gump.
Depois de Forrest Gump, esse é o primeiro reencontro de Roth e Hawks em um filme.



É que me escapoliu.... É que me escapoliu.... (24/02/2012 14:31:55)   -7 -3
Comentário mal avaliado pelos leitores. Clique para ler.

lennao lennao (24/02/2012 16:39:17)   143 3
voce viu o filme?

É que me escapoliu.... É que me escapoliu.... (27/02/2012 15:07:53)   -7 0
e precisa ver pra saber que é ruim??? talvez vc ainda esteja começando a ver filmes e ainda se deixe enganar por medalhões de araque dos EUA!!

Eu não!!! Mas depois que vc vir a achar ruim, se lembrará de mim!! Fica a lição!! Abras1!!


sem avatar Vinícius (24/02/2012 01:52:46)   2 2
Faltou emoção. Os encontros do garoto com os Blacks poderiam ter sido mais abordados. Concordo com Borgo que talvez alguns aspectos do livro tenham sido pouco explorados.
No mais, o filme deveria, mas não consegue, emocionar.



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sem avatar Tiago (23/02/2012 23:21:50)   12 -1
Confesso que o trailer desse filme me emocionou e estava com muita vontade de assistir. Tom Hanks e Sandra Bullock... Sem contar a trilha sonora.
Essa crítica foi meio que um balde de água fria.

De qualquer forma, irei assistir para tirar minhas próprias conclusões.

Em relação aos indicados, creio que Cavalo de Guerra é o mais fraquinho mesmo.



Ad Samp Ad Samp (23/02/2012 23:18:57)   184 1
Você queria o que Borgo?

Em época de patriotada americana(os Soldados voltando da "guerra" Like a heroes), o filme analisasse que o bombardeio de 45 foi um equívoco em nome da liberdade, e o atentado 9/11 foi conspirativo e exagerado em seu efeito perante as pessoas?

Tem que ter "COJONES" para isso. Mesmo mostrando de maneira bem subjetiva.

Nem todo mundo é um Bill Maher ou Michael Moore.

Stephen Daldry adora fazer esses filmes de menininhos com personalidades dúbias.

Parece que quem se salva no filme é o Highlander Max Von Sydow.


sem avatar Icaro (24/02/2012 00:07:38)   9 0
Haha, Michael Moore, cada uma.

sem avatar Victor (26/02/2012 12:04:38)   8 1
Haha, Bill Maher, aquele que apoia SOPA e PIPA porque o "ótimo" filme dele parou na internet? Cada uma...


Rhumas-Jetzer Rhumas-Jetzer (23/02/2012 23:03:27)   1057 4
Com exceção do Asa Butterfield que é um ótimo ator(espero que ele decole em Hollywood) quando que vão parar de chamar péssimos atores de olhos azuis irritantes e dramáticos?
No começo, esse "autismo" do garoto é interessante, mas depois isso se arrasta. A única coisa boa desse filme é a participação Viola Davis e o Max Von Sydow como o velhinho mudo já que nem o cabelo de palha e os pés de galinha da Sandra Bullock servem pra mostrar o cansaço da mãe, enfim não sei como ele foi indicado a melhor filme.



Romualdo Romualdo (23/02/2012 22:39:19)   1616 1
Gosto muito das críticas do Borgo... mas não são todas que eu boto muita fé ou dou credibilidade rsrsrs. Eu vou assistir e ver se o que ele fala procede mesmo.



sem avatar ZG (23/02/2012 21:56:53)   -86 0
o menino do filme parece uma menina



sem avatar Pierre (23/02/2012 20:57:25)   1 0
Adorei o filme. A maioria dos comentários negativos que leio faz paralelo com o livro, que então imagino ser ainda melhor. Quero ler.

Dos indicados que assisti (acho que só falta Hugo e Cavalo de Guerra), esse é o melhor!


Dogbert Dogbert (23/02/2012 22:19:47)   524 2
Achei Cavalo de Guerra tão fraco...

O Hugo Cabret vi hoje; achei que poderia ser (talvez bem) melhor.

Amanhã pretendo conferir esse.

Rhumas-Jetzer Rhumas-Jetzer (23/02/2012 22:57:24)   1057 3
Eu assisti todos os indicados, este(Tão Forte e Tão Perto) foi o último, já que está em cartaz aqui em Salvador. Mas eu torço para Hugo, O Artista, Meia-noite em Paris ou A Árvore da Vida. Espero que alguns desses quatro ganhem.


sem avatar Victor (23/02/2012 20:43:40)   1 1
Discordo.

Não se está aqui para se analisar uma adaptação, mas sim um filme. Independente se a transcrição das páginas para as telas é algo bem feito, o filme deve ser analisado como filme, como roteiro, portanto, se ater ao texto original é buscar inspiração para se explicar o motivo PESSOAL pelo qual não se gostou do filme.

Existem livros ruins que se tornam filmes muito bons e existem livros bons que se tornam filmes ruins, o nível de qualidade de uma história varia de acordo com o "meio" em que ela é contada e nem sempre é obrigatoriedade que se siga o texto original à risca, tanto que se diz "BASEADO no livro tal..."

Não li o livro, nem mesmo tinha ouvido falar da história e Tão Forte e Tão Perto me surpreendeu : um filme simples, com boas qualidades, alguns personagens realmente bem feitos e um ator mirim cativante e objetivo (o oposto de um que está em um filminho "homenagem cinema" que resolveram indicar a 11 estatuetas).



Diego Diego (28/02/2012 01:25:58)   -1 0
Pois é. Há um abismo entre ROMANCE e CINEMA. Cada um exige um movimento próprio. Uma bicicleta não pode andar como um trem, assim como "TÃO PERTO E TÃO LONGE" não pode ser julgado por "infidelidade".


Carlos Carlos (23/02/2012 20:32:19)   1944 2
Sou fã do Tom Hanks e gosto muito da Sandra Bullock, mas desde o início não consegui ficar em empolgado com esse filme...

Mesmo sem assistir, acho que Tão Forte e Tão Perto não merecia uma indicação de melhor filme!


Nerd_girl Nerd_girl (23/02/2012 22:41:08)   580 1
@Concordo plenamente com você,Carlos Alberto. Também acho que Tão Forte e Tão Perto não merecia ter a indicação de melhor filme de 2011.




Rhumas-Jetzer Rhumas-Jetzer (23/02/2012 23:06:27)   1057 4
Isso cheira a jabá do Tom Hanks, já que ele é o vice-presidente da Academia... A indicação bombaria o filme nas bilheterias já que o desempenho foi muito fraco e não conseguiu se pagar nos EUA. E o pior é que nem a indicação funcionou, flopou bonito nas bilheterias.


Marcos Marcos (23/02/2012 20:26:44)   128 0
Não entendi o "...um garoto excepcional, mas genial...". Será que eu vi o mesmo filme?


Jose Jose (23/02/2012 21:39:59)   12 3
O garot é extremamente inteligente, mas não consegue interagir com quase ninguém, com exceção do pai. A parte do excepcional é porque isso é um sintoma ligado à síndrome de Asperger, uma forma de autismo.

Marcos Marcos (24/02/2012 10:09:21)   128 0
Pois então, José. O que me passa é que o garoto tem um grande transtorno de ansiedade (até por conta da perda do pai, talvez) e ele até menciona que fez teste para Asperger mas o filme não se aprofunda na questão.
Penso até que ele não sofra de Asperger por causa do relacionamento dele com o Inquilino e com a personagem da Viola Davis.
O fato é que a palavra excepcional, creio eu, está mal colocada na crítica.



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