Vou fazer a minha pergunta padrão: vocês têm acompanhado as histórias do Thor? MESMO? Por que é comum aqui no Omelete...
Shadowman.. me parece que, dessa vez, você fez o que tantos fazem, e o que tanto critico aqui: está baseando sua opinião num RELEASE e não nas histórias... que você mesmo diz não ler. Se não lê, como pode opinar sobre a criatividade de uma fase ou outra? Putz!
Justamente porque... porque as histórias atuais são UMA DAS MELHORES FASES DO PERSONAGEM. Ou, nesse caso, de Asgard. EM DÉCADAS. Lembro de poucas tão boas, de fato. Na verdade, o truque de gênio está no jovem Loki. O personagem é TÃO bom que simplesmente se tornou protagonista já tem uns 6 meses. Ele está sendo o fio condutor das histórias. Ele é ótimo. Tremendamente ambíguo, e não em aparência. A reação dos personagens a Loki é, igualmente, tensa. Ou seja, a grande novidade está, já tem um bom tempo, em terem transformado o Loki num “coringa”, uma “wild card”, numa peça intencionalmente imprevisível (que era a intenção do personagem quando decide morrer... Loki, tornado previsível, deixara de ser um Deus da Trapaça... e isso Loki não poderia suportar). Por isso que o Deus do Trovão pode mudar - tem um bom tempo que a trama não o acompanha, mas sim ao seu meio-irmão.
Essa de “trocar heróis”... Não entendo o estardalhaço.
A Marvel fez isso alguns anos atrás com o Hercules, substituindo o Hulk. E acabou dando uma visão bacanérrima do personagem, que tornou-se não só vendável, como... sendo franco, ótimo. Um Deus que é, ao mesmo tempo, heróico, canastrão e mulherengo, foi um ótimo contraponto ao Thor, além de merecer diálogos impagáveis. Aí gerou um spin-off.
A lógica é clara: a Marvel arrisca novos personagens. Caindo no gosto do público, gera revista própria. Esse esquema existe desde que há quadrinhos americanos...
Galen lembrou de Thunderstrike. O spin-off do personagem era bem bacana, feita por Tom DeFalco e Ron Frenz – a dobradinha, por sinal, faz coisas agradáveis, como a fase do Homem-Aranha e a do Thor, mesmo, chupadérrima de Lee e Kirby.
Na verdade, sugiro, para quem curte o personagem, que faça uma overdose de Thor – por meio de pacotes de scans, mesmo. Vão notar que é tudo recorrente. Ora Thor está independente, ora está amarrado à alma de um humano... Odin ora está bondoso, ora está mal-humorado e banindo o filho. Tem uma hora que os roteiristas se cansam, e mandam Thor pro espaço, pra viver histórias cósmicas. Aí ele volta, e Loki aprontou alguma. Ou, de repente, ele acorda, e os deuses sumiram... (isso aconteceu TRÊS VEZES, pra se ter uma idéia, num intervalo de 10 anos – uma delas nem foi publicada aqui, de tão ruim que era). Aí pinta o Homem-Absorvente. Mangog, que vive sendo dissolvido, reaparece... Surtur (putz... esse pinta sempre. Antes da famosa Saga, já vivia aparecendo... agora, libertado, e de novo em Muspel, vai aprontar das suas)… e por aí vai.
Eu me importaria menos com o plot geral – que é requentado há várias décadas... e quanto mais eu leio quadrinho velho, mais eu noto que o número de plots é pequeno, e é tudo chupado mesmo – e mais com a qualidade da narrativa e do desenho (esta, sim, varia).
E, por último, sugiro também não opinarem sobre releases. Primeiro, porque não é opinar sobre o material geral; a opinião fica vazia. Segundo, porque o release é tosco.
O enxame todo feito em cima do Capitão America Corps, que seria uma cópia do Batman Inc. – e aquela cantilena de gente bradando sem ler - foi uma furada. A mini-série – bem meia-boca – não tinha NADA A VER com o Batman...