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À Beira do Abismo | Omelete Entrevista Sam Worthington

Protagonista fala sobre filmar a 60m do chão, Fúria de Titãs e Call of Duty

02 de Fevereiro de 2012

À Beira do Abismo (Man on a Ledge) entra em cartaz nesta sexta nos cinemas do Brasil. Nosso correspondente em Los Angeles, Steve Weintraub, do site parceiro Collider, entrevistou o elenco para a divulgação do filme.

Para começar, temos o protagonista Sam Worthington (Avatar, Exterminador do Futuro 4) falando sobre o comercial de TV que gravou para o game Call of Duty, o trabalho no alto dos prédios de Nova York e a sequência de Fúria de Titãs, que ele disse ser completamente diferente do primeiro. Para encerrar, ele fala sobre um de seus projetos para este ano, Thunder Run, que ele descreveu como uma mistura de Avatar com Tron em suas ambições.

Como o senhor está hoje? Tudo bem?

Estou muito bem. "Legendary", seu puxa-saco.

Eu não estou usando isso para você!

Eu trabalho com os caras, está tudo bem. Você colocou por causa do Cavaleiro das Trevas, não é?

Na verdade eu sou um grande fã do que eles fazem.

Eles fazem filmes bons, não?

Fazem mesmo. Como você está nesta tarde?

Tentando sobreviver.

Normalmente eu começo com uma pergunta divertida. Vamos falar sobre aquele comercial de Call of Duty. Aquilo está em todo lugar, é um comercial muito bom, bem divertido.

É, foi bem divertido. Eu adorei.

Eles tiveram que te convencer ou você pensou: "eu adoro o game então...".

Só tiveram que me ligar. Eu cheguei acho que em uma quarta ou terça-feira e eles me ligaram perguntando se eu podia trabalhar no dia seguinte. Eu perguntei o que era e eles disseram: "Call of Duty". Só respondi: "estarei lá". Cheguei lá, eles me disseram o que eu ia fazer. Conheci o Jonah [Hill] e achei ele hilário. E o Peter Berg é um grande diretor. E foi isso. Foi só isso, uns caras jogando aquele jogo.

Você ficou surpreso com a divulgação do comercial?

Eles disseram que ia passar em todos os jogos de futebol.

Muito bom. Qual foi o último videogame que você jogou?

Mario Kart. Sério. Eu joguei no DS no avião.

Vamos para o motivo de eu estar aqui. Como você se envolveu no projeto? Foi algo que você foi atrás ou que veio atrás de você?

Eu conheço o Lorenzo, o produtor, há anos. A gente já estava procurando algo para trabalhar. Eu sou um grande fã dos filmes que ele fez, sem falar em Red e Transformers, ele ajudou em Matrix e fez várias coisas com o Mark Wahlberg como Mar em Fúria... Ele já trabalhou em vários filmes. É só pensar em um, e ver que ele trabalhou nele. E alguns anos atrás ele fez um filme chamado A Negociação. Eu vi algumas coisas que eu amava em A Negociação que eram similares neste roteiro. Também vi um filme com o Colin Farrell chamado Por Um Fio. Eu disse: "olha, é como este filme. É exatamente isso". Então nós conversamos e tudo cresceu, o roteiro foi evoluindo depois daquela conversa. E um ano depois nós filmamos. Literalmente um ano depois daquele dia.

Fale um pouco sobre ficar na beira do prédio. Sei que você já respondeu isso um milhão de vezes, mas quanto tempo você passou lá em cima de verdade? Quantos dias? Um, vários?

Ah, vários. Ficamos lá muito tempo. Quanto mais a gente pudesse ficar lá, melhor. Acho que era o ideal para todos. Se a gente fosse fazer, a gente tinha que estar lá. E Nova York deixou que a gente subisse naquele prédio e fechasse quantos quarteirões a gente precisasse. Sabe, isso é autenticidade. Eu queria que fosse em 3D para o público ver o que eu estava vendo porque é uma altura diferente, são 60 metros. A vertigem é diferente. Mas o bom foi que, não sei quanto que a gente fez mas quando voltamos para o estúdio para fazer os close-ups não tinha muita coisa porque as câmeras conseguiam chegar até a gente.

Clint Eastwood faz dois takes. David Fincher faz uns 50. Com o que você se sente mais confortável?

O quanto o diretor quiser que eu faça.

Ah... Boa resposta. Fale sobre este filme. Teve algum take na beirada, ou qualquer take que você fez que você disse: "ok, já deu".

Não, na verdade não foi tão ruim quanto você pensa. Você realmente fica confortável estando lá em cima. Você tem um cabo de segurança, mas não dá para sentir. Mas depois de um tempo você começa a tolerar porque seu cérebro não consegue computar quão alto você está então você começa a acreditar que é o normal. Aí, quando tem que voltar para as cenas que você tem que parecer mais nervoso fica mais difícil do que ficar lá em cima.

Obviamente você está envolvido em várias outras coisas. Você já viu o primeiro corte de Fúria de Titãs 2?

Já vi o filme. É incrível. Adorei.

E comparando com o primeiro?

São completamente diferentes. É o mesmo mundo, tem aqueles monstros gigantes. É um blockbuster. Mas tudo que eu, pessoalmente, acho que desapontei no primeiro eu tive a chance de consertar.

Eu sou um grande fã do Jonathan, o diretor deste filme.

É, gosto muito dele.

Eu senti que ele queria um tom mais realista.

Ele queria que um clima "Riddley Scott". E ele também queria... Era mais assim: não devia parecer que estávamos colocando personagens de computação gráfica neste mundo. Não devia parecer que os personagens de CG eram o principal do filme. Tínhamos as criaturas lá. Mas elas deviam se misturar com o que tínhamos ao invés de nós estarmos a serviço deles. Mas é, antes de mais nada, sobre pais e filhos. É isso. E por acaso tem monstros lá. Por acaso é ambientado em um mundo grego mitológico mas é essencialmente sobre um pai e um filho. É sobre isso.

Tenho que encerrar, mas você sabe o que fará em 2012?

Estou fazendo um filme chamado Thunder Run no começo do ano, que, se der certo, vai ser bem ambicioso. É baseado em um fato real de quando enviaram 300 tanques a Bagdá. Mas não dá para fazer isso de verdade porque custaria muito dinheiro, e ter tempo para organizar 300 tanques seria impossível. O jeito que estamos fazendo é meio que um cruzamento entre Avatar e Tron. É um mundo meio motion capture. E é interessante, eles me mostraram alguns desenhos e alguns testes. Acho que se eles fizerem vai ser um tipo de filme diferente.

Tenho que encerrar senão eles vão me enforcar. Muito obrigado cara, prazer em te ver.

A história acompanha uma policial (Elizabeth Banks) especializada em negociar com suicidas que tenta demover um ex-policial de Nova York e fugitivo da justiça (Worthington) a desistir de se jogar de um arranha-céus.

Anthony Mackie (Guerra ao Terror), Jamie Bell (Billy Elliot), Ed HarrisEdward Burns e Genesis Rodriguez também estão no elenco. O roteiro foi escrito por Pablo Fenjves, com segunda versão de Chris Gorak (Toque de Recolher) os irmãos ErichJon Hoeber (Red, Terror na Antártida).

À Beira do Abismo é dirigido pelo dinamarquês Asger Leth, cujo único outro filme, Ghosts of Cité Soleil, foi exibido por aqui apenas no Festival do Rio de 2007. A produção fica por conta de Lorenzo di Bonaventura, que produziu TransformersG.I. Joe: A Origem de CobraSalt.

À Beira do Abismo estreia em 03 de fevereiro no Brasil.

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Comentários (1)

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Paulo Paulo (02/02/2012 17:24:33)   80 -1
que cagaço que deve dar, gravar na beira de um prédio.




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