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Santuário 3D - Entrevista James Cameron, Alister Grierson e Andrew Wight

Produtor-executivo, roteirista e diretor falam sobre o filme

08 de Fevereiro de 2011

James Cameron não poupou esforços para promover Santuário 3D (Sanctum), filme que ele assina como produtor-executivo - e aparece em letras garrafais no pôster. O rei do mundo viajou ao lado do roteirista e amigo Andrew Wight e o diretor Alister Grierson para todos os lados e deu entrevistas como grande estrela hollywoodiana (mas com muito mais conteúdo). Quando estava em Los Angeles, eles pararam para conversar com nossos parceiros do site Collider, e contaram o que é real e o que é ficcional da história, o 3D e o futuro do cinema. Assista ou leia a transcrição a seguir.

James Cameron: Eu gostei desse comentário.

Andrew Wight: É.

JC: Porque eu acho que fizemos o básico. O básico de como se contar uma história, de personagem. Personagens reais.

Uma das coisas legais do filme é que foi construído bem lentamente. Quando fui assistir eu não prestei atenção na censura, mas achei que era 13 anos. Tinha um pouco de palavrões, mas daí vem uma cena em que um personagem machuca o rosto muito feio. É chocante. Pela primeira vez em muito tempo eu vi que a coisa não ia ser fácil. E isso acontece porque você constrói lentamente a história. O estúdio foi relutante ou eles apoiaram essa direção?

JC: Eu acho difícil convencer as pessoas a gastarem dinheiro com um filme sabendo que ele será apenas para maiores de 18 anos. Mas acho que temos que ser sinceros com o público. Intensidade de verdade, mas nada muito gratuito. Mas se você junta vários mergulhadores e os prende em uma caverna eles vão soltar uns palavrões. A realidade é essa. Eu acho que no diálogo, não só a parte técnica, todo mundo fala do jeito certo nesse filme. Mas o tom de realidade da situação era importante. Então, quando começamos, fizemos disso uma regra.

Não é regra, mas quando tem violência tem esses picos. Mas ao mesmo tempo parece baseado em um personagem, então no fim parece que a maior parte daquilo poderia ter acontecido.

JC: Sim.

Quero dizer, você passou por isso. Quão parecido é o filme em relação ao que aconteceu com você?

Andrew Weight: Bem... Adicionamos coisas no evento real em termos de como foi contada a história. Mas todos os acontecimentos da história foram retirados de experiências reais.

JC: Como quando a garota corta o cabelo, isso aconteceu em uma expedição na caverna. Outras coisas, como as pessoas que ficam presas e como lidam com a situação e toda a ação é baseada em coisas reais.

Alister Gierson: Como as pessoas apavoradas por falta de oxigênio, que têm de dividir as máscaras de ar. É muito real. Na verdade quanto mais pesquisas você faz, mais histórias malucas você descobre, ouve e lê.

AW: Isso é um relance de algumas coisas que aconteceram de verdade nas cavernas.

Enumere algumas coisas heróicas que não entraram no filme?

AW: Essa é uma boa pergunta. Algumas coisas são bem pesadas como... Algumas grandes expedições em que as pessoas ficavam presas e precisavam cortar o cara. Isso é bem pesado.

JC: Quando vocês ficaram presos tinham rochas do tamanho de uma SUV passando por vocês. Algumas coisas a gente nem podia filmar porque seria muito perigoso.

AW: Toda a água é surpreendente, no filme parece dramático, mas na verdade nem dava para ficar perto.

AG: É difícil entender que... quanto mais fundo a gente colocava essa expedição - eles chegaram a 100, 200 metros - começamos a ter esses problemas de compressão e problemas de narcose, onde o oxigênio precisa ser trocado. E eles começam a entrar em pânico, entram em pânico involuntariamente porque o nível de oxigênio no sangue está mudando. E, de repente, você tem que ajudar alguém que está em pânico. É uma situação de vida ou morte, porque você pensa: "Ok, você está em pânico e vai morrer. Eu morro com você ou te deixo e me salvo?" Isso é uma coisa constante em mergulho em cavernas, não é?

JC: Só para constar, eu não entraria em pânico.

AG: O Jim nunca entraria em pânico, mas ele me deixaria no fundo.

JC: Eu não faria isso.

AG: Não faria?

JC: Não.

AG: Obrigado, cara.

Eu tenho que dizer: é interessante como você virou o produtor disso. Você virou um tipo de padrinho dos filmes 3D, as pessoas vêm falar com você sobre eles. É estranho "treinar" toda uma nova geração de cineastas novatos, como o Roger Corman fazia nos anos 60?

JC: Eu vou ajudar qualquer um que quiser aprender a filmar em 3D de verdade. Algumas pessoas são egoístas, mas eu não quero que o mercado do 3D seja estragado por conversões ruins. Eu não gosto de conversões porque as pessoas deviam estar filmando em 3D, que é muito melhor. Então, eu prefiro mostrar às pessoas o que a gente faz, para elas não cometerem os mesmo erros que fizemos. Já estamos fazendo isso há dez anos, filmando em 3D e desenvolvendo as câmeras. Então, sim, eu quero ajudar os cineastas nesta transição para esta nova mídia. E é divertido. E ainda por cima, toda vez que eu me envolvo em outra produção eu aprendo mais, porque eles estão fazendo coisas que a gente não fez ainda, sabe? Então eu aprendo mais sobre as câmeras e isso me fará um cineasta melhor.

Roube deles, espertinho. Acho que acabou o tempo, obrigado gente.

JC: Obrigado, cara.

Santuário já está em cartaz nos cinemas em cópias 2D, 3D e IMAX 3D

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