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The Walking Dead | Crítica

Quadrinhos jogáveis em título "point and click" da Telltale Games [Atualizada com a análise do capítulo final]

Flávia Gasi
29 de Novembro de 2012

The Walking Dead: The Game - Episode 1

The Walking Dead: The Game - Episode 1

Telltale Games
X360 PC MAC , 2012
Terror

Excelente
The Walking Dead: The Game
The Walking Dead: The Game
The Walking Dead: The Game
The Walking Dead: The Game

[Crítica atualizada com a análise do episódio final do jogo]

A questão primordial quando se pensa em um game de The Walking Dead é: o título faz jus aos quadrinhos e à série de TV? Vai envolver o público como as outras mídias da mesma franquia? A New Day é somente o primeiro episódio (de uma série de cinco) de The Walking Dead: The Game, mas com ele já é possível responder com clareza estas questões.

O tom, a arte, os personagens e as missões do game capturam a tal aura dramática das HQs: o importante aqui não são somente os zumbis, mas como as pessoas passam a se relacionar em um cenário tão perigoso e pós-apocalíptico. Levando em conta de que o jogo episódico é leve (somente 400MB), o trabalho de arte é absolutamente bem-feito, mesmo que existam pequenos problemas em beiradas de alguns cabelos, ou outros objetos angulosos.

Os gráficos utilizam cel-shading para deixar claro o traço de quadrinho, alterar expressões e dar vida aos personagens, todos ricos e bem-construídos. E são todos baseados na graphic novel – assim, Hersell e Glenn podem parecer um pouco diferentes se você assistiu somente ao seriado de TV. O título também toca em assuntos não explorados nos quadrinhos, como o passado de alguns sobreviventes. O protagonista, Lee Everett, porém, é um novato: condenado e preso por assassinato, se safa de uma morte prematura com alguns mortos-vivos e acaba tomando conta de uma menina chamada Clementine.

É como se Lee fosse um tipo de segurança, ou "babá" de Clementine, mas esta foi a minha opção para o game. Inclusive, a partir do momento que você escolhe um caminho, todas as consequências dos seus atos serão lembradas e servirão para moldar o personagem principal e a narrativa. Muitas vezes, porém, não há muito tempo para escolher entre as possibilidades de diálogos, então você pode se sentir agindo por instinto. Assim como nos quadrinhos, o tema é pessoal. E, também, claro, trazem um valor de replay ao título, já que você pode experimentar novas possibilidades. No entanto, se você tentar uma segunda aventura, como eu, verá que talvez prefira o seu primeiro Lee: as escolhas são simples, mas determinam muito do personagem e mudá-las é mais uma brincadeira.

Logo ao final do game, você descobre a porcentagem de pessoas que tomaram a mesma decisão que você, o que é um adicional interessante. Eu, por exemplo, percebi que estou junto com mais 50% dos jogadores, menos em uma das escolhas cruciais do jogo.

Em termos de mecânica, o jogo é bem mais um point-and-click do que um jogo de tiro, o que faz sentido: The Walking Dead não é um Left 4 Dead - e não deveria ser. O título funciona como um quadrinho que se joga. A cada novo cenário, você poderá explorar pontos de interesse, resolver quebra-cabeças e interagir com objetos e pessoas. Isto é, mova o cursor, entenda o que pode ser feito naquele ambiente, mire e aperte os botões. Pode não parecer complexo como um game de guerra, mas serve ao propósito de criar tensão. Mesmo porque, os zumbis não são decepados a cada segundo e cada morte é relevante. Em algumas delas você precisará ser rápido, mas todas têm um certo teor de furtividade.

O único problema real de A New Day é sua câmera, que fica próxima demais à ação e ao personagem. Muitas vezes da vontade de saber o que está do outro lado do quarto, mas ela o impede. Este é um game que preza a construção de uma história em conjunto com o jogador e em momentos assim, quando a câmera não colabora, um pouco da imersão fica perdida, nem que seja resgatada minutos depois, com a chegada de mais uma ameaça.

Outros jogadores podem até afirmar que gostariam de quebra-cabeças mais complicados ou profundos. A estes, vale lembrar que o primeiro episódio é somente um prelúdio, com cerca de duas horas de duração. A dificuldade geral da série ainda pode ser colocada à prova adiante.

Para os amantes da série de quadrinhos, A New Day é uma surpresa, um jogo melhor do que se esperava de uma série episódica e que vale a pena ser testado.

ATUALIZADO, 29/11 - O game como um todo

Depois de ter todos os seus cinco episódios lançados, The Walking Dead: The Videogame pode ser analisado como um produto completo. A primeira coisa que chama a atenção - e que pode ser percebida logo no segundo capítulo - é a questão das escolhas e das consequências. Não existe somente preto e branco no universo do jogo e muitas das decisões terão impactos que não foram calculados pelo jogador. Não há somente o caminho do bem ou do mal, existe apenas uma invasão de zumbis, e o que você faria para sobreviver. Neste ponto, o título é profundo e foge da convenção bandido-mocinho, já que entre os sobreviventes ninguém é inteiramente nenhum dos dois. É um reflexo mais verdadeiro da vida e Walking Dead: the Videogame dá uma profundidade às escolhas muito maior do que a encontrada em vários jogos. Não há respostas simples.

Também há uma sensação de urgência na série, que é colocada durante todo o jogo, mas não apressa o jogador. Se por um lado há poucos segundos para fazer uma escolha entre os diálogos. Por outro, isso não significa que a exploração não aconteça. Há tempo para verificar todas as possibilidades. Agora, o momento de fazer a ação certa para não ter o cérebro comido esse sim é precioso. Dessa forma, assim como nos quadrinhos, há uma balanceamento entre as temporalidades, que não retira do jogador (e do leitor) a impressão de premência.

Na jornada dos capítulos, não são somente os zumbis que morrem de fome. Existe a necessidade de lidar com problemas para a comunidade dos vivos, como falta de comida ou problemas com as alianças realizadas. Neste ínterim, porém, a relação entre Lee e Clementine se desenvolve com beleza; às vezes delicada, às vezes brutal.

Cada episódio trouxe novos personagens e encerrou a saga de alguns, portanto, é importante que o protagonistas tenha ao menos uma âncora emocional. O quarto e penúltimo episódio, que conduz ao grand finale, forçou um pouco nesse sentido, guiando demais as situações, de modo a levar a narrativa para onde ela deveria estar antes do quinto capítulo. Contudo, fora este deslize e pequenos problemas de frame rate, não há muito do que apontar de negativo sobre The Walking Dead.

Estas duas falhas ficam irrelevantes quando o jogador chega ao capítulo conclusivo. O conto como um todo é cativante e aterrorizante, no tocante de uma pergunta muito básica: por que existimos?

O quinto episódio da série faz esse e outros questionamentos, dando ao clímax a imersão esperada. E mais importante: esse final é composto das escolhas do jogador, então ele reflete quem é você (como líder, como reage em situações extremas, etc). Todas as consequências dos seus atos estarão lá: presentes e imponentes. Há uma cena pós-créditos que divide opiniões e foi criticada por alguns, mas também vi nela mais do brilhantismo que permeia todo esse capítulo final de um dos mais impressionantes conteúdos episódios já realizados.

The Walking Dead: The Game é arte serial, mesmo que os problemas técnicos existam do começo até o final. É uma experiência. É um mergulho. É um game que você tem que jogar.

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Comentários (34)

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sem avatar André (29/01/2013 12:53:09)   -4 0
The Walking Dead, tem um enredo excelente,e o point and click te da escolha fodas, só que a jogabilidade não é das melhores e gera alguns outros problemas,mais o acompanhamento do jogo pelo enredo é foda, nisso ele é excelente.Só que pra ser jogo do ano, eu acho que o jogo em si precisa agradar em diversos aspectos, não só em algumas categorias.E uma parada real, é que muitas pessoas que pagaram pau pro jogo,estão na pilha do seriado.Enquanto outros jogos que concorreram a melhores do ano, não tiveram a mesma sorte.


sem avatar Denner (04/04/2013 19:13:16)   1 0
eu tambem concordo com você André!O jogo na minha opinião não deveria ser o jogo do ano mesmo,porque eu joguei o primeiro episódio,gostei mas faltou ação no jogo.Mas eu achei que esculacharam geral nos gráficos,se fosse um gráfico estilo mais "the darknes 2"setia um pouco mais legal !valeu obrigado.


Olavo Olavo (05/12/2012 16:13:34)   11 0
Ae povo, eu acho que não tem nada a ver comparar esse jogo com qualquer Resident Evil só porque ambos têm zumbis.
São jogos completamente diferentes.
Esse jogo me lembrou aqueles "adventure" games dá época do lançamento dos kits multimídias para pcs, bem nesse estilo point and click (Full Throttle, The Dig, Monkey Island, Sam & Max, Broken Sword, etc). Porém esse Walking Dead me pareceu um tipo de evolução (ou reinvenção) desse gênero de games, com mais ação e decisões rápidas e consequências das escolhas. Muito bem bolado. Gostei muito e aguardo a segunda temporada com uma Clementine ninja como protagonista.


Paulo Cesar Paulo Cesar (14/12/2012 21:49:03)   0 0
Você tocou em pontos excepcionais. Lembro-me que passava dias tentando solucionar os enigmas de The Dig e Monkey Island, especialmente o 2 e o 3, extremamente difíceis. Os Adventures precisam ser reinventados e The Walking Dead está no caminho. Pena que os puzzles são fáceis demais mas esse não é o objetivo do jogo.
Um abraço.

sem avatar caio (07/01/2013 14:12:22)   -25 -1
concordo ta mais em nostalgia dos anos 90 de (Full Throttle, The Dig, Monkey Island, Sam & Max, Broken Sword, etc) sem a tecnologia de rain.

denovo flávia grazi posta depois de todo mundo premiar o jogo. affê !

além disso desnecessário alguns personagem ter morrido sem explicação, preguiça dos roteristas? mania de forçar funilamento de personagens é osso de engolir. claire morrendo foda


sem avatar Dhone (05/12/2012 01:15:28)   -2 0
MEU DEUS QUE JOGO E ESSE...

UMA FORMA SIMPLES QUE TE PRENDE NA FRENTE DA TELA, VC TEM QUE TOMAR CUIDADO COM TODAS SUAS DECISÕES E COM UM FINAL DESSES, FIQUEI MUITO SURPRESO, CERTAMENTE UM GRANDE FAVORITO AO GAME DO ANO.

Spoiler

Nunca importei tanto com personagens de games do que os do game THE WALKING DEAD, muitas cenas fortes e que vc parar para pensar acho que não suportaria, no caso da cena da morte da família do Kenny e a propria morte do Kenny com o Ben...

Até agora estou de boca aberta com esse jogo...

Clementine!!!!!!



sem avatar Renan (02/12/2012 18:59:16)   -1 1
Só passei pra dizer uma coisa.
GOTY !
Sem mais


sem avatar Ricardo Victor (06/12/2012 17:28:15)   10 0
Com certeza. Não lembro a última vez que chorei em um jogo...
Spoiler

Chorei quando a Carley morreu
Quase chorei quando Duck e Kat morreram
Chorei no final...

Fim de Spoiler


Jefferson Jefferson (02/12/2012 07:25:20)   84 0
Bem,acabei à pouco de zerá-lo e posso dizer que é um ótimo jogo,mas na 2 temporada acharia melhor que fosse com outro grupo e em outro local,até porque o final...(possível spoiler?)entendam,achei plausível,coerente e tal mas poderiam ter deixado o...quem passou todas a horas nesse game como eu tentando sobreviver,ajudar os amigos e cuidar de alguém e então...com licença,caiu um cisco no meu olho...



sem avatar Araújo (01/12/2012 12:22:23)   99 2
Realmente, jogo muito bom. Vale cada centava gasto na compra. E torço muito pra ser o goty desse ano. Para mostrar pra indústria do que é feito realmente um bom videogame. E é claro, é um tapa na cara com gosto naqueles que tanto critacaram esse estilo de game, por ser só "apontar e clicar" ou por ter "gráfico da geração passada", etc. Aprendam, um produto pra ser considerado ótimo, não precisa usar o último pixel possível do último suspiro esmagado de um processador.

E só um comentário sobre os mortos vivos. O morto vivo tradicional é sim lento e idiota. Porque o próprio nome diz, é um morto vivo, ou seja, mal mal tem um sopro do que antes era vida nele. Só o suficiente pra "imitar" um ser vivo, que é andar de maneira muito rude, não ter capacidade de fala nenhuma, pois o cérebro funciona da maneira mais pobre possível. E é lento pq? Pq os músculos se encontram em putrefação. Mais lenta, mas sim em putrefação. Então não faz sentido nenhum certos zumbis caracterizados em outras produções serem maratonistas, agirem em grupo, até terem algum arremedo de estratégia. Isso não faz sentido. Se fossem experimentos científicos, sim, fariam sentidos. Mas experimentos científicos não são mortos vivos.



Diego Diego (30/11/2012 22:43:23)   19 0
esse jogo com certeza é o melhor do ano, é a surpresa, é tudo que resident evil deixou de ser. Eu já zerei os quatro primeiros capítulos, falta o ultimo, e É MUITO FODAAAAAA!


sem avatar Dhone (05/12/2012 01:10:09)   -2 0
Meu deus que jogo é esse, o quinto episodio e emocionante demais, mexeu muito comigo o final....

Que venha a 2 temporada!


Juliana Juliana (30/11/2012 17:06:38)   10 1
O jogo é genial.



Hugo Hugo (30/11/2012 16:41:17)   16 1
Jogo do Ano, sem mais.

Mais do mesmo sai todo ano ( Assassin's Creed, Far Cry).



Leonardo Leonardo (30/11/2012 06:51:33)   2 0
Com esse jogo, finalmente os jogos eletrônicos de zumbi atingem a maturidade.

Impossível não se apaixonar e se importar pelos personagens. Também é impossivel não odiar alguns, ou se sentir um lixo depois de tomar uma decisão ruim.

Impossível não cuidar daquela menina como se fosse uma filha, se importar e fazer de tudo para deixa-la a salvo.

E por fim, impossivel não se emocionar e não aplaudir de pé esse jogo quando chega a sua conclusão.

Como eu me sinto bem de falar isso. O JOGO DO ANO é um adventure. Minha esperança nos games foi restaurada.



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Guilherme Guilherme (30/11/2012 03:34:03)   16 0
Chorou no final, Flávia?

(eu quase desidratei...)



willy willy (30/11/2012 01:32:58)   209 1
Esse jogo é o que Resident Evil deixou de ser; sem mais palavras.



sem avatar Clecio (29/11/2012 23:55:05)   42 0
A série,a Hq e este game,tudo relacionado a the walking dead merece 5 ovos.



Rafael Landim (Jurassic Nerd) Rafael Landim (Jurassic Nerd) (29/11/2012 21:08:13)   173 2
The Walking Dead The Game é muito foda, esse jogo é um dos melhores da história merece o Goty sem sombra de dúvidas.

The Walking Dead The Game : História fantástica, bem escrita e surpreendente, gráficos estilizados e muito fiel aos quadrinhos, personagens carismáticos e marcantes, zumbis de verdade e não aquelas criaturas exageradas e ridículas como os do Resident Evil, Dead Island e Left 4 Dead, Dead Rising, atmosfera envolvente, cenários marcantes, vilões inesquecíveis, trilha sonora fantástica, jogabilidade hibrida e única e etc, tudo que grande parte dos jogos de hoje em dia não tem.


sem avatar Jhony (30/11/2012 03:27:56)   0 0
É tudo muito bom e concordo com tudo, exceto a parte dos zumbis... O que vc quiz dizer com zumbis de verdade? Você deve tá falando dos zumbis lentos, sem raciocínio nenhum, dos clássicos filmes antigos, ficando famosos dessa maneira... Mas eu ti pergunto porque repudiar tanto a forma que cada autor retrata o seu zumbi? Por que sempre tem que ser daquele mesmo modo? O básico eles pegam, o humano morreu e ressucitou, pronto zumbi, mas o legal é aí... É legal fazerem diferentes formas de zumbis: Os rápidos, os inteligentes, os que lembram da vida passada... É legal diversificar, só que vc gosta desses clássicos zumbis...

sem avatar Gutembergue (06/04/2013 03:29:17)   0 0
Cara você não devia ficar comparando Left 4 Dead com The Walking Dead por que são jogos com temáticas diferentes, enquanto Left 4 Dead preza mais pela diversão de matar um monte de zumbis The Walking Dead tenta se ficar mais na historia e sobrevivência. Qual é o problema de gostar de ambos? Se eu quero apenas me divertir estourando uns cérebros de zumbo eu jogo Left 4 Dead, agora se eu tiver querendo um bom enredo personagens profundos e reviravoltas incríveis eu jogo The Walking Dead.


Rafael Landim (Jurassic Nerd) Rafael Landim (Jurassic Nerd) (29/11/2012 21:06:35)   173 2
Minha opinião:

Em tempos de jogos com gráficos cada vez mais realistas e um mercado saturado com vários e repetitivos títulos como a franquia Resident Evil e Left 4 Dead cujo os quais são jogos que tem de tudo menos os tradicionais zumbis que ficaram marcados para sempre na cultura nerd pelos famosos filmes de George A. Romero, mas recentemente com o sucesso da Hq e da série The Walking Dead a Tellale Games que foi a mesma responsável pelos excelentes Back to the Future: The Game e Jurassic Park: The Game lançou no mercado o seu mais novo e promissor titulo The Walking Dead The Game.
The Walking Dead The Game é um Adventure misturado com survival horror dividido em cinco episódios no tradicional estilo point-and-click o game mesmo tendo o tom tenso e sanguinolento baseado fortemente nas Hq's aqui temos uma historia inédita onde iremos controlar ao longo desses cinco episódios o carismático professor de historia Lee Everett, porém, ele também é um condenado por assassinato, que se safa de uma morte prematura apos a viatura da policia que estava o transferido capotar morro abaixo depois que o policial que estava dirigindo atropela o primeiro zumbi do game.
Logo apos o primeiro contato com o game percebemos que aqui não teremos aquela formula batida de sair correndo e estourando miolos ou decapitando os zumbis que já foi bastante explorado por outros jogos, em The Walking Dead The Game o importante não são somente os zumbis, mas como as pessoas passam a se relacionar em um cenário tão hostil e pós-apocalíptico, como a doce Clementine que Lee acaba conhecendo pouco tempo depois de ter sofrido o acidente e a parti de então o protagonista terá que se tornar um verdadeiro pai da menina pois a mesma estava sozinha refugiada na sua casa da arvore esperando seus pais que tinham viajado para Savannah e cujo o ultimo sinal de vida deles foi três tensas mensagens deixadas para a indefesa garotinha.
O jogo mesmo tendo gráficos cartunescos é recheado de momentos de tensão, mortes sangrentas, tripas expostas e crânios rachados. Alem disso o game ainda conta com a participação de personagens conhecidos, a exemplo de Glenn e Hershel Greene, que são muito parecidos com os personagens originais da Hq. Como a aventura começa bem antes da saga do policial Rick e sua família, o jogo preenche algumas lacunas deixadas propositalmente sobre o passado desses personagens, enriquecendo ainda mais o universo de "Walking Dead" e como já é de costume teremos vários coadjuvantes, há aqueles detestáveis, outros com quem você simpatiza rapidamente e aqueles que geram fortes emoções.
O trabalho de arte é absolutamente bem-feito, os mais exigentes em relação a gráficos verão pequenos problemas em beiradas de alguns cabelos, ou outros objetos angulosos. Os gráficos utilizam cel-shading para deixar claro o traço de quadrinho, alterar expressões e dar vida aos personagens, todos ricos e bem-construídos com artes que lembram um pouco o divertido borderlands e funcionam muito bem pois passa ainda mais fieldade ao traços das HQs mesmo sendo coloridos e animados no game e vale lembrar que o game tem roteiro de Robert Kirkman, criador da popular HQ.
O único problema em The Walking Dead The Game que pode incomodar os mais exigentes é sua câmera, que fica próxima demais do personagem. Muitas vezes da vontade de saber o que está do outro lado do quarto, mas ela o atrapalha. Este é um game que preza a construção de uma história em conjunto com o jogador e em momentos assim, quando a câmera não colabora, um pouco da imersão fica comprometida, nem que seja resgatada minutos depois, com a chegada de mais uma ameaça.
Para os fans da série e dos quadrinhos, The Walking Dead The Game é uma grande surpresa, um jogo bem melhor do que se esperava de uma série episódica, que vale a pena ser testado e que já pode ser considerado um dos melhores do gênero.


sem avatar Gutembergue (06/04/2013 03:37:50)   0 0
Cara você não devia ficar comparando Left 4 Dead com The Walking Dead por que são jogos com temáticas diferentes, enquanto Left 4 Dead preza mais pela diversão de matar um monte de zumbis The Walking Dead tenta se focar mais na historia e sobrevivência. Qual é o problema de gostar de ambos? Se eu quero apenas me divertir estourando uns cérebros de zumbi eu jogo Left 4 Dead, agora se eu tiver querendo um bom enredo personagens profundos e reviravoltas incríveis eu jogo The Walking Dead.


sem avatar Vercetti (29/11/2012 18:44:09)   38 0
Jogaço. Comprei na Steam todos os episódios na promoção que teve alguns dias atrás. Já joguei e zerei duas vezes, com consequências bem diferentes. Um dos poucos jogos que vc realmente se importa com o destino dos personagens.



sem avatar Alex (17/05/2012 07:50:52)   3 0
Muito bom jogo, mas igual outros comentários achei muito curto.



André André (16/05/2012 17:44:55)   2 0
É um jogo que vale apena ser jogado...mesmo não sendo um Left 4 Dead, é legal saber que as decisões que vc toma definem o jogo...e comentarios aparte, minhas estatísticas disseram que eu fiz a grande maioria do jogo diferente dos outro jogadores!!!!hihihi



Willian Willian (15/05/2012 09:37:25)   1124 0
Vou jogar com certeza, mas vou esperar baixar o preço, que por acaso foi a única coisa que não gostei até agora, da diferença absurda entre a versão de PC para as de Console.



pedro pedro (14/05/2012 22:47:05)   61 0
Eu tinha alguns pés atrás com a Telltale, principalmente depois de Jurassic Park. E Point & Click nunca foi meu genero favorito. Mas depois de ouvir alguns comentários positivos tive de testar, afinal de contas eu já era fã das HQs e mais cedo ou mais tarde a curiosidade ia vencer.

Bastou eu começar a jogar para não parar mais, é mais que um jogo, é toda uma experência narrativa interativa que prende você e diverte!

Vale muito a pena conferir! Parece que dessa vez a Telltale acertou e subiu um pouco no meu conceito =)

Agora se os outros capítulos terão a mesma qualidade... Isso é cena dos próximos capítulo...


sem avatar Marcos Vinicius (15/05/2012 13:19:43)   338 0
Muitas pessoas podem não ter gostado de Jurassic Park, mas eu gostei dos Sam & Max deles... acho que eles tem potencial para esse tipo de jogo.


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Mariana Mariana (14/05/2012 22:41:27)   1586 1
O jogo é via download, certo? Onde comprar/baixar?


pedro pedro (14/05/2012 22:50:55)   61 1
Na PSN e Xbox Live e pra PC acredito que esteja a venda nessas lojas como Steam.. xD


_VII_ _VII_ (14/05/2012 22:17:01)   97 0
Cara,a fórmula pra você fazer um bom jogo é só colocar zumbis no meio.Não tem erro.Veja Prototype por exemplo.Tem zumbis e é divertido.Resident Evil,Dead Rising,Left 4 Dead...Matar zumbis nunca é demais.



Ravi Ravi (14/05/2012 22:11:47)   12 0
é muito bom mesmo, uma pena que é um episódio curto.. bom, espero os outros ansioso aqui...




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