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Gay Nerd | A importância da vitória de Moonlight no Oscar 2017

Mais do que um grande filme, o longa de Barry Jenkins inclui um público marginalizado em Hollywood
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Existe um conjunto de significados no prêmio de melhor filme do Oscar 2017 que podem ser analisados em diferentes camadas. Nenhuma das razões que dão o merecimento da vitória de Moonlight - Sob a Luz do Luar reduzem o brilho de La La Land - Cantando Estações, no entanto. O musical do jovem Damien Chazelle e o drama de Barry Jenkins abordam questões em campos bem distintos e provocam sentimentos que não se assemelham em natureza. Ambos possuem temas que podem ser recebidos universalmente, temas que são, cada um de sua forma, necessários para nosso tempo. E acima de tudo, temos dois filmes incríveis. Ainda assim, Moonlight ilumina a representatividade de um público marginalizado que ganha, com essa vitória, seu espaço na grande Hollywood. 

A sensibilidade com que a vida do protagonista Chiron, da infância à fase adulta, é desenvolvida é um dos grandes acertos do filme, que consegue transmitir sua mensagem sem apelar ao melodrama e apostando em diálogos marcados por momentos de silêncio. Tudo que não é dito pelo protagonista pesa, especialmente em quem já deixou de dizer algo ou se expressar para que não fosse exposto e ridicularizado.

A mãe de Chiron (Naomie Harris), em uma conversa com Juan (Mahersala Ali), o traficante que apadrinha o garoto em sua infância, aponta como filho anda de forma afetada. Vemos também Little Chiron na aula de dança, onde demonstra desenvoltura e movimentos soltos, se destacando das outras crianças. Temos a pergunta que ele faz a Juan, em um dos momentos mais intensos do filme, sobre o que é ser bicha (em inglês, é usado o termo faggot, de significado pejorativo semelhante), algo que deve ouvir com frequência em sua infância perseguida – em casa, na escola e nas ruas. São momentos apresentados ainda no primeiro ato e que constroem sob o silêncio e o jeito contido do protagonista a repressão de quem tem que deixar de ser quem se é.

É muito real e próximo de quem assiste como a homossexualidade de Chiron desaflora. Quando vi Little dançando não pude deixar de olhar para o meu parceiro, com quem eu assistia ao filme e quem havia me contado sobre como gostava de dançar na infância e como isso o fazia demonstrar certa feminilidade desde cedo. Eu mesmo me encontrei na adolescência do protagonista, de moleque magro e desajeitado, quieto, que fantasia sobre as aventuras sexuais contadas por amigos. E seu primeiro contato íntimo com um garoto, em um momento apresentado delicadamente, em que se vê nele um conflito entre a felicidade de encontrar carinho em meio a tanta violência e a culpa pelo prazer que sente, com certeza encontra em muitos um espaço de identificação afetuosa. 

Essas observações podem ser feitas em camadas e deixam o filme único – apenas apresentei o que foram minhas impressões como um homem branco e gay. O elenco, de grande peso e talento, é inteiro de pessoas negras e isso traz um universo além da representatividade. Um exemplo é como o crime funciona para os personagens, sendo um destino difícil de se desviar. Eu trabalho em um projeto educacional com adolescentes em regiões carentes de São Paulo e me emocionei ao lembrar de alguns deles quando o vício em crack da mãe de Chiron tem seus desdobramentos apresentados. E, ainda que muitas das situações fujam do meu domínio pessoal, são questões pelas quais me solidarizo e nas quais encontro uma empatia que me comove. 

Tudo funciona de forma orgânica e sincera, para que uma boa história seja contada, e você não precisa se identificar com seus temas para que o veja como um baita filme. Como disse a majestosa Viola Davis em seu discurso, ao ganhar o Oscar de melhor atriz coadjuvante, os atores são “a única profissão em que se celebra o que significa viver”. E Moonlight é sobre vidas que existem, mas que têm sua beleza ignorada. Nos resta torcer para que seu impacto não se limite ao prêmio que levou e que alcance um público maior – a Netflix já anunciou que o filme chegará aos assinantes da América Latina na primeira metade do ano.  O filme pode ser visto como um importante exercício de empatia, para que outras obras parecidas ganhem mais espaço e que a diversidade de histórias contadas pelo cinema só se enriqueça, para que mais personagens marginalizados, como Chiron e como os muitos que se identificarão com ele, ganhem seu espaço de luz.


Leia mais sobre Oscar 2017

Mas a eleição do Oscar, ao meu ver, não é feita pela popularidade/bilheteria, mas sim pelo alcance técnico e o que a trama transmite dentro dos quesitos que a Academia escolhe. Do contrário, filmes como Vingadores (no ano em que foi lançado) ou Deadpool teriam concorrido e, provavelmente, ganho (pensando nessa lógica de popularidade).

Seu comentário merece um LIKE! Li sobre gente falando sobre não se identificarem... ai ai, como se os filmes "arrasa-quarteirão" fossem muito "identificáveis" por parte do público. É o tipo de intolerância que veremos sempre por aqui!

O politicamente correto e a politicagem explicam o Oscar de melhor filme para Moonlight . O filme é chato e muito fraco.

Qualquer filme que trate alguém como herói pela cor de pele, pela preferencia sexual, pelo vitimismo é algo pra ser depreciado a esmo. Outra coisa, ganhou o oscar? que bom, mas antes ninguém sabia da existência do filme e ninguém vai saber depois, foi algo único pra quem se identifica com o filme, que não é o caso de 90% da população.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk verdade.

Insulto não é liberdade de expressão

Não dá pra esperar coerência de um cara que se denomina cavaleiro templário rs

Dar uma opinião como a sua sobre um filme que não viu é um atestado de ignorância. E por falar nisso, o correto é "misógina" com "i".

Assisti ao filme. Bom filme e apenas isso. Qualquer coisa além disso é um exagero. Nada de extraordinário.

Concordo. Para mim também M L é apenas um bom filme

E você declarar o que sou ou não sou, te torna porta voz de alguma dita minoria.... O que vc não entende que o que condeno é a forma de querer ter voz de tais minorias, e eu acho que fazem isso errado e vão continuar fazendo, brigar por mais diretos que um cidadão comum tem é um desatino a constituição vale para todos ninguém absolutamente ninguém deve ter mais privilégios garantidos por lei do que outros, como pedir igualdade quando se lutar pra ser visto de forma diferente pelas leis. Imagina se a matéria do nosso debate fosse enaltecedor da causa hetero, vc acha que os militantes LGBT conversariam como eu converso com VC usando ideias? Vc sabe que não eu também sei que não, tal postura dessas minorias causa mais antipatia do cidadão comum. Quer vc veja ou não uma hora essa bomba vai estourar e a maior parte das pessoas que são maioria que não se engajam em alguma causa, serão menos tolerantes por que se sentem oprimidas por não poder expressar opiniao sem ser taxado, por causa do politicamente correto, até com o direto de cresça religiosa reprimida por uma minoria, vc não consegue ver onde isso vai parar? Por isso acho que vocês fazem isso dá forma errada, tirem o filme como exemplo, ele soube tratar dá causa de forma respeitosa, com dignidade e sem rodeios

Argumentos ad hominem... típico de quem não consegue estabelecer um diálogo. No final, para endossar a bobajada toda carimba com citação de Umberto Eco. Patético.

Exato!

cara, quem tem a visão unilateral aqui é você, ao expressar sua indignidade a respeito desses grupos, ou da tal "bandeira" que você cita, ou quando você relaciona o preconceito que eles vivem ao vitimismo. Ou seja, a contradição não é minha, rs. Tente pensar um pouco o porque desses grupos hoje serem organizados e levantarem suas questões do modo que fazem. Por que será que o fazem dessa forma? Talvez por serem grupos historicamente excluídos, diminuidos, caçados, etc. O preconceito voraz que sempre ocorreu faz com que, normalmente, essas pessoas se organizem e se unam para combatê-lo. Se desde o inicio, os seres humanos se respeitassem e se tratassem de modo igual, nunca haveria grupos, tribos, ou divisões, muito menos radicalismos.

Rafael, você não é o mundo e não pode falar por ele. Por incrível que pareça. Há 15 anos atrás gays não podiam casar. Não existiam em nenhuma forma de mídia. Eram muito mais marginalizados e estereotipados do que são hoje. Não tinham um filme ganhando Oscar que tratasse da causa deles e tendo reconhecimento do mundo. O tal "proselitismo" parece estar dando certo. A sua grande falha de percepção é que do alto do seu privilégio de ser um brasileiro heterossexual, não negro e cisgênero vc acha que nós somos todos iguais. Não somos. Você nunca achou que ia perder toda sua família e seus amigos por ter tesão em alguém, teve medo de apanhar na rua por estar com a sua mulher ou foi presumido como ladrão, menos culto ou menos capacitado pela cor da sua pele. Se você falha em ter empatia o suficiente pra perceber tudo isso deve parecer, sim, que todo o movimento de todas as minorias é um mimimi sem fim. Eu lamento muito que exista tanta gente como você no mundo, mas você é a causa pela qual nós precisamos continuar com o tal do proselitismo. Pra que um dia talvez você saia da sua caixinha e perceba que sua forma de ver o mundo não é a única e, principalmente, você não consegue perceber o mundo pelos olhos de alguém que não tem os mesmos privilégios que você e não pode falar por essas pessoas.

Nunca me classifique como minoria nem os grupos que se classificam são na verdade, eles se auto denominam minoria por seus ideais, mas na verdade são parte de um grupos muito maiores. Se você acha que todo e em qualquer espaço onde existe o convívio de todo tipo de gente contra e a favor de tais "minorias" é um megafone para proselitismo, hasteamento de bandeira e luta por igualdade, quando na verdade todos somos iguais, só as "minorias" não enxergam isso! Por querer atenção e tratamento diferente o cidadão comum cria antipatia pela causa, dessa forma esses auto denominados grupos, são os maiores responsáveis pelo próprio antagonismo, é como um cachorro correndo atrás do rabo.

Tem algumas coisas curiosas no seu texto, se não se importar em explicar melhor: 1) A "forçação de barra do ativismo gay" está matando quem? Você conheceu alguém que foi morto por que pessoas reivindicam o direito de serem quem são? 2) Brokeback Moutain é realmente um ótimo filme, mas eu me pergunto porque não há problema em mostrar a relação entre dois homens gays brancos e cowboys e porque neste caso trata-se de uma "bela história"? 3) Não creio que alguém tenha a autoridade para afirmar categoricamente que qualquer filme que seja, apresentado fora de sua época, seria "lembrado pelo Oscar". 4) "por mais que queiram, não faz ninguém se preocupar mais com a causa gay, só aumenta a rejeição". Cara, responda apenas por você ou mostre como foi que você se tornou representante da "maioria", qual foi o poder que te elegeu para fazer uma afirmação tão convincente em nome de outros. Penso que aumenta a rejeição apenas daqueles que não aceitam. Por que o incomodo com os gays, você já foi assediado? Fico preocupado se não estaríamos num caso em que vale aquela máxima "quanto mais longe dos olhos, mais enterrado no fundo do armário". 5) Se o filme "só" fez sucesso por conta do estado político atual, bom, então acho que é exatamente por isso que ele é bom. Quero dizer, por refletir problemas contemporâneos, por abordar certos temas fugindo do melodrama e situações clichê. Lembre-se, toda arte é produto do seu tempo e dos seus problemas, políticos e sociais. Enfim, eu só tento entender. Estou aberto ao diálogo.

Falar bobeira após ver o filme demonstra "apenas" ignorância, falta de empatia e respeito. Agora, falar tanta asneira e ainda se vangloriar de não ter visto e que nem verá, isso já é sinal de estupidez absoluta. A internet está cheia de gente desse tipo que não lê, não vê, não ouve, não verifica, não pensa, e que se incomoda quando se dá conta que outras pessoas agora tem os direitos que ela teve sempre. Em momentos como este, as palavras do saudoso Umberto Eco valem mais do que nunca: "As redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis".

Bingo!!!! Se disser que não sou cientista tô mentindo. Afinal, faço pesquisa dentro de uma universidade, logo sou pesquisador... Logo cientista. Em caso de dúvidas, pesquise lattes... Quanto ao nível de formação prefiro não falar, não é isto que está em discussão. Quanto ao Foucault e a questão que levanto aqui de forma simples, afinal, aqui não é um fórum de discussões teórico-filosófica, sugiro que leia Arqueologia do Saber, a Ordem do discurso e os três histórias da sexualidade. Terminados estes, leia a Hermenêutica do Sujeito, quando ele discorrerá sobre o cuidado de si... talvez aí você posso se deslocar deste discurso da semiótica e binário, que não está errado, mas que torna o mundo em apenas signo e significado. Talvez aí você possa ver o mundo de forma mais holística e para além da ponta do nariz ;)

kkkkkkkkkkkkk agora, além de filósofo, vc é cientista? Vc pode continuar vivendo no seu mundinho, cara, criando palavras, mudando o significado delas e as utlizando em conversas com si mesmo usando um idioma que só vc mesmo poderia entender... Mas não ponha a culpa disso no Foucault , coitado.

Prefiro ler Mauricio de Sousa que é mais fincado na realidade ...

Eu que tô errado é ótimo. A ideia binária de certo e errado é algo que abomino cientificamente falando. E, se tem alguém errado, tem que falar para o Foucault, que é quem faz essa leitura de mundo e de quem me aproprio das ideias.

kkkkkkkkkkkkk não, cara! A pessoa está errada. Só está se enganando, tentando enganar outros ou é incapaz de enxergar o erro. Até mais.

Grande filme. Memorável e mais merecedor do oscar do que o La la la

Sim vc está correto...da mesma forma que a personagem pode se definir como quiser e estar correta para ela....

Sim vc está correto...da mesma forma que a personagem pode se definir como quiser e estar correta para ela.

Só se for em outro lugar porque aqui no omelete nem diminuindo o texto e trocando algumas palavras permitem a resposta rsrs Até um dia quem sabe rsrs

Outra crítica sobre o filme: https://cinematographecinemafilmes.wordpress.com/2017/02/25/moonlight-sob-a-luz-do-luar-2016/

Eu não estou fazendo militância aguerrida, estou discordando de você. A não ser que você esteja envolto em uma câmara que ecoa suas opiniões, tudo lhe é agressivo? Sobre você ser branco, hetero, pai de família empregado e minoria, sugiro consultar o IBGE.

Puxa... que estranho. Sinto muito, continuamos o debate um outro dia. Um abraço.

Sua explicação é fácil de entender. Vc tá errado, cara. Por mais filosofia que vc coloque na questão, ainda assim palavras significam uma coisa e essa normatização dos significados é o que faz com que possamos nos comunicar. isso é o que chamamos de idioma.

Quando digo visão unilateral seu fervor pela causa não te faz ver que o que abomino é a militância aguerrida, a mesma que vc está fazendo. Existem formas de tratar do assunto de forma respeitável, digna e bonita como o filme fez. Agora esse negócio agente sofre, agente é atacado, olha pra gente faz militantes serem mais aguerridos e não simpatizantes menos tolerantes será que vocês que defendem tal coisa não percebem. Não é tentando enfiar goela abaixo no grito desejo de igualdade é que vão conseguir o que querem. Sobre direito atualmente muitas ditas minorias tem mais do que eu que sou branco hétero pai de família e trabalhador

Não, La La Land é ótimo, Moonlight é apenas bom

Eu tentei responder os pontos tocados no seu comentário mas o omelete não esta aceitando a minha resposta, estranho é que nem coloquei palavrão nem nada de mais.

não, os dois são ruins.

Sim, lide com isso

Sim lide com isso

A partir do momento que você diz que militancia LGBT existe por vitimismo você está com certeza vivendo em uma bolha sim, e acusando de ter uma visão unilateral de mundo quem não concorda com você. É aquela passagem cristã da "trave no olho de quem enxerga o cisco no do outro". Gays são perseguidos, tem direitos civis reduzidos, condenados religiosamente, moralmente e socialmente por terem nascido de forma diferente.

Vá ler sobre Antônio Gramsci, vá ler sobre revolução cultural, e depois pesquise sobre como a esquerda tomou as universidades brasileiras na época dos milicos.

Não

Cara, é difícil explicar pra você. Não tô dizendo aqui que você não entende ou algo do tipo. Só que minha leitura do mundo não é na base do achismo. É uma leitura e questão teórica e filosófica. Você está olhando por uma perspectiva da semiótica. Onde signo é significado estão abraçados. Se você não se desprender disso será incapaz de pensar sob a outra perspectiva...

Valeu cara, vou dar uma olhada!

KKKKKKKKKKKKKKKKK mano, isso nao tem nada a ver! Nao consumo nenhum derivado animal, logo, sou vegano. Não tenho interesse sexual por homens, sinto atração apenas por mulheres, logo sou heterossexual. Isso em nada prejudica minha experiencia de vida. O mesmo vale pra gays, bissexuais, etc.

Agora eu te pergunto: se o conteudo da garrafa é cerveja e vc colocar o rotulo de refrigerante, o rotulo nao estara incorreto? Se o cara é gay, mas ele se coloca o rotulo de hetero, o rotulo nao estaria incorreto? Se o cara é hetero e outros colocam o rotulo de gay, ele deixaria de ser hetero? O mesmo vale pro filme. O cara pratica exclusivamente atos homossexuais. Ainda que ele nao tenha colocado o rotulo nele mesmo, ele continua sendo gay, De forma que dizemos que ele é gay não por um rotulo, mas pelo uso correto da palavra que define exatamente o que ele é.

Não, cara, ele não estará usando palavra nenhuma. Ele estará vivendo. Quem procura palavra para dizer que é algo não vive. Pois perde a vida toda procurando se enquadrar em grupo.

Pq fazer sexo exclulsivamente com pessoas do mesmo sexo é ser gay. Se eu vejo um filme onde um cara come carne, leite, ovos e vegetais, eu posso seguramente dizer que ele é onívoro, ainda que ele nunca tenha dito isso. Ele pode fazer sexo com pessoas do sexo oposto. Então ele seria bissexual. Mas como o filme só mostra ele se interessando por homens e praticando sexo com homens, é muito mais certo dizer que ele é gay do que dizer que ele é heterossexual, concorda?

Eu não chego a achar o roteiro horrível, mas super concordo com a ideia de que Moonlight poderia ter sido bem mais, fosse ele alicerçado em uma narrativa mais orgânica. Foi justamente essas pontuações que você falou, Eduardo, que contemplei na crítica q fiz no meu blog aqui: http://opinageek.blogspot.com.br/2017/02/moonlight-sob-luz-do-luar-2016-critica.html?m=0 Parabéns pela sua análise bem estruturada, sempre bom debater sobre cinema com quem curte e entende. Quanto a minha opinião em relação ao filme Lion, aqui vai outro link, se quiser ver pq não gostei tanto como vc: http://opinageek.blogspot.com.br/2017/02/critica-lion-uma-jornada-para-casa-lion.html?m=0

E quando isso acontecer, quando a palavra gay não mais significar o que significa, então sim o cara poderá dizer que não é gay. Enquanto isso, ele estará usando a palavra de forma errada.

Falei de forma geral. Óbvio que o Ryan tem uma atuação boa, mas nada de extraordinário. De qualquer forma, o meu ponto era dizer que LaLaLand tb tem as categorias que ele apontou excelentes e algumas dela até superiores. Mas o que pesou a favor de Moonlight é o tema. Ele nao ganhou apenas por ter direção, atuação, roteiro e fotografia etc excelentes.

Você não me convence para saber se vivo em uma bolha eu simplesmente posso ver o problema diferente de vc.... Uma das contradições de pessoas que levantam essa bandeira é o fato de sua noção de realidade é visão do mundo ser unilateral, muitos vezes como cansei de ver tais simpatizantes, são mais intolerantes e ignorantes no trato quando fala do assunto em questão que chegam a ser piores que seus pretensos opressores. O filme sim trata o assunto em questão com dignidade, e respeito bato palmas de pé, agora os grupos LGBT organizados passam longe disso e seus simpatizantes também

não

Quem assiste Moonlight com esse pensamento realmente vai perder toda a essência do filme. É melhor nem ver. Não tem nada de vitimismo, de apologia, de esteriótipo(a beleza do filme é exatamente a quebra de esteriótipo!) primeiro que o Chiron convive apenas com negr0s, não tem nada de branco x negr0, esquerda x direita. Podia ser um latin0, um gordo, um nerd, um autista, o filme fala sobre a descoberta de um menino que se sente marginalizado e sozinho.

Atuações de La La Land superiores as de Moonlight? Serio? Ryan Gosling e Emma Stone melhores que Naomie Harris e Mahershala Ali?

Ainda não assisti ao filme, mas não vejo a hora. (Aproveitando: é deprimente ver como crentes e outros homofóbicos se doem ao ver um filme como esse ganhar o maior prêmio do Oscar, deveriam se recolher à suas próprias vidas, respeitar as diferenças, parar de destilar esse ódio nojento em todos os lugares, das redes sociais a vida fora dela.)

Não vi o filme, não verei o filme. Leio as resenhas e já sei do que se trata. Vitimização pura e simples, ou seja, receita para Oscar. Sou pobre, blablablá...sou gay, blablablá... sou negro, blablablá, sou traficante, ou seja, mais uma vítima da sociedade patriacal, machista, misógena e homofóbica. Por que não celebrar um filme como "Mãos Talentosas"? Um homem negro, pobre que através de muita luta, fé em Deus e perseverança torna-se um grande cirurgião? O resto é bobagem.

vitimismo? Saia da sua bolha e vá ver e viver na carne a realidade de milhões. A miopia que integra o papo do "vitimismo" só escancara a ignorância humana...

O filme é bom no mesmo nível de Spotlight e outros vencedores contemporâneos, o que está matando é essa forçação de barra do ativismo gay Hollywoodiano/critica, querendo transformar um filme ok em um filme cult só pelo fato do personagem ser gay, da mesma forma que o filme é bom a rejeição a ele começa a crescer vertiginosamente por essa forçação de barra. Eu particularmente acho O segredo de Brokeback Moutain muito mais filme do que moonlight por exemplo no que faz de um filme um filme que é contar uma bela historia, não ser bandeira ativista. Sejamos francos Moonlight só esta causando essa comoção pelo estado politico nos EUA hoje em dia, se fosse em outras épocas nem seria lembrado para o Oscar. Então isso, por mais que queiram, não faz ninguem se preocupar mais com a causa gay, só aumenta a rejeição, curtam um filme pelo que ele é não pelo que acham que é, e nisso moonlight é somente um bom filme nada muito alem disso.

Fugir do debate? Até parece...e se a acusação de fascismo é infundada, refute. Sobre perder eleições, realmente, é bem diferente. Na história recente do Brasil, a esquerda perdeu eleições após 88 e foi fazer oposição democrática. Já a direita... preferiu o golpe. Realmente, você tem razão, é muito diferente. Sobre avanços sociais, esses estão longe de serem comandados apenas por políticas econômicas. Qual a relação entre política econômica de direita e casamento homoafetivo? Já políticas de combate à pobreza tem sido muito mais constantes entre governos de esquerda. O problema é que parcela da direita se negar a ver essas medidas como benéficas, já que não aproveita diretamente de nenhuma delas. E ainda reclamam da pecha de fascistas e autoritários.

Ela existe por vitimismo, que é o que vc esta fazendo agora! sempre tem o malvado né? tenha dó meu amigo respeito vem por conduta não por barulho!

1º Quem foge de debates rotulando de "fascista" é a esquerda, alias o grito, esperneio e atitudes psicopáticas vem exatamente da esquerda, se vê isso quando a direita perde uma eleição e quando a esquerda perde uma eleição por exemplo. 2º As melhorias sociais vem de métodos econômicos de direita, a esquerda apenas quebra a economia das nações como métodos não viáveis a longo prazo.

Ou de quem enxerga as coisas para além de seu próprio umbigo.

Marxismo cultural, Coelho da Páscoa, Papai Noel, Fada dos Dentes ...

Antes politicamente correto do que socialmente imbecil.

Se Eu chamasse "Os negr0s", você já ia se vitimizar, então va pra put@ que pariu com esse seu vitimismo e preconceito

La La Land>>>>>>> Monnlight

ah é, realmente... Nada, nadinha mudou muito nas duas últimas décadas. A direita não fala, apenas grita enquanto é arrastada para o futuro.

Pois é, pacifismo na segunda guerra mundial também era a agenda número 1 dos socialistas, mas vai vendo... só 'moonlight' é que é muito esquerda... ah tá...

Não estou dizendo que não é um bom filme, mas pesou a campanha do ano passado. Vale comentar que a performance do Denzel é infinitamente melhor que a do affleckinho e não ganhou...

Mas você não aguenta, e comenta mesmo assim, mantendo a página aberta. Como pode? ;)

Eu também gostei. As opressões são múltiplas, mas o protagonista nunca é retratado como uma vítima completamente inocente da situação. Ele faz suas escolhas, são escolhas terríveis, mas a individualidade dele nunca é suprimida.

Perfeito... você entendeu o que eu quis dizer... sem necessariamente ter que concordar. :)

Não, meu caro, você entendeu mal. Quis dizer que o nome dado às coisas são imposições que a tornam objeto. Mas, não terminei a ideia, pois não achei necessário. O nome dado a coisa não necessariamente será para sempre. As coisas mudam. Novos nomes são dados a velhos objetos produzindo outro objeto (isso depende das condições de possibilidade). Talvez não viveremos para ver isso, mas o objeto discursivo gay, por exemplo, possa nem mais ser utilizada para falar de relação sobre o mesmo sexo daqui a 100 ou 200 anos.

Agradeçam a Trump, ele é o principal motivo do filme ter vencido.

O filme tem boas atuações e uma fotografia muito bonita mas o enredo é muito ruim, achei muito lento, previsível e tem muitas questões não explicadas. Eles tentam fazer algo com o mesmo contexto que The Wire, The Corner e Boyhood mas o filme não tem um bom plot, a Teresa e o Blue são personagens interessantes mas de repente não sabemos nada mais deles. E depois do Bullying na escola? ele vai para uma escola especial? o que aconteceu? se mudou para Atlanta? porquê? quando? Muitos furos. É muito estranho a 'transformação' de quando ele tinha 17 anos para a fase 'adulta'. Os três atores atuam muito bem, mas a idéia do diretor de não os fazer se encontrar é muito ruim.

Vc entrou numa discussão colorida sendo monocromático... Ninguem em seu intimo deve se sentir obrigado a aceitar qualquer classificação determinada por outro(s)... tão pouco pessoas são obrigadas a aceitarem o que cada individuo acha de si mesmo. Algumas frases exemplificam bem isso: "A beleza está nos olhos de quem vê!" "O vitorioso escreve a história." Entendo a não aceitação nos pontos abordados por @disqus_T3EjRi46x7:disqus mas isso não o torna errado... se a personagem não se diz g a y pq vc que assiste a obra através de seus olhos deveria classica-lo dessa forma? Não é um conceito de fácil digestão (ainda mais se tiver uma mente simplista como a minha), mas depois que vc digere a perspectiva sobre o serhumano passar a se tornar mais ampla adcionando mais variaveis ao entendimento dos mais diversos comportamentos.

Cara, vá procurar uma rola, sério.

O rótulo traz significado para a embalagem, i.e. se assume que qualquer garrafa com um rótulo de cerveja contenha cerveja (independente de seu conteudo), bem como palavras são utilizadas por causa de seus significados para atribuir aos individuos tais caracteristicas.

A questão nem é que a esquerda se preocupa, muitos já entenderam que a chamada "causa sociais" da esquerda é apenas um chavão, o maior favor que a esquerda faz a direita é falar.

Então o Estrelas além do tempo não levaria NUNCA! Já que o lado forte do filme não é "macho" kkkkkkk são as mulheres que mandam lá. ¬¬ Certo? Filme de macho kkkkkkk

A direita não luta pela igualdade e respeito? que porra de seres humanos são esses? Precisamos mesmo de gente opressora que se acha superior aos outros?

Um teve 1.5 milhões, outro 30 milhões de dólares. Se fotografia, figurino, edição não fossem superiores, La La Land nem teria sido indicado, a diferença de orçamento é brutal.

Um filme de macho, isso lá é parâmetro pra ganhar alguma coisa. Mas enfim, O Último Homem é um filme religioso mais politicamente correto de todos deste Oscar. Seu argumento está mais perdido que adventista no meio do tiroteio.

Esse é o aspecto mais realista do filme, mesmo pq ele ali não representa uma pessoa que tem todos esses problemas juntos e sim todas as pessoas que tem um desses problemas, esse é o sucesso do filme, ganhou respeito nesse ponto que vc taxa de fraco, é um filme próximo da gente, bem diferente do lúdico e quase besta Brokeback Mountain.

Sim, mude o significado da palavra sol para mar. Ainda assim, aquilo vai se chamar mar, independente que vc ensine uma criança a usar outra palavra. Se todos pudessemos mudar o significado das palavaras, entao nao conseguiriamos nos comunicar, pq as palavaras significariam coisas totalmente diferentes. Quem sente atração sexual e pratica sexo com pessoas do mesmo sexo é gay. Se a pessoa diz que não é gay, ela está errada. Se ela disser que é heterossxual, vc acha q ela estaria correta? ai ai...

Tem cara (homens) que transam com outros homens, mas não se consideram gay... De uma pesquisada e verás... Apesar da minha questão ser outra.

O problema é que os concorrentes esse ano não são tão melhores. Ate O Ultimo Homem, por exemplo, achei bem formulaico, bem feijão com arroz. A Chegada tb tem falhas q achei graves; Lalaland é genial, mas com uma historia bem fraquinha. E os outros ainda nao assisti, mas duvido q me impressionem.

A questão, meu caro, não é a coisa e sim o objeto. O Sol somente é sol (objeto) pq ele é uma construção discursiva que você foi subjetivado para tomar como natural. Ensine uma criança que o que chamamos de sol é mar e ela, subjetivada nesta nova ordem, acreditará nesta construção discursiva e naturalizará a ideia de mar como sendo o que chamamos de sol. As coisas do mundo são invernadas, elas podem ser outra coisa...

Nao tem a ver com rotulos. Tem a ver com a definição atribuída a uma palavra em nossa língua. Para um indivíduo ateu, nao importa que outros afirmem que ele é um cristão. Eles vão estar errando o uso da palavra. Se ele não acredita em Deus, então ele vai ser ateu, mesmo que ele diga que não seja. Ele vai estar errado sobre isso.

A palavra sol significa aquela estrela no céu redonda grande que produz luz e calor e cujo nosso planeta gira em torno. Se alguem disser que aquilo não é o sol, ela está errada. Se um cara sente atração sexual e mantem relações sexuais exclusivamente com uma pessoa do mesmo sexo ele é gay. Mesmo que ele diga que não seja. Pq a palavra gay significa justamente isso. Se eu me alimento de carne, leite, ovos, vegetais, eu sou um onivoro. Mesmo que eu diga que nao seja.

Sim, ele é reprimido sexualmente. Mas ele é gay sim. Ou vc acha q um hetero vai beijar outro cara na praia e ficar excitado e se masturbarem? Eu hein! kkkkkkkkkkkk e no final o cara ainda vai atrás do antigo caso. Certamente nao foi pra comer um prato de comida.

kkkkkkkkkk

Mas as temáticas tb pesam e muito. LaLaLand tb tem direção, atuação, fotografia, figurino, edição etc excelentes. Até superiores ao Moonlight. Só a historia mesmo de Moonlight é mais pertinente e aí que pesa a decisão de dar o premio a ele. Quem vota pensa: qual dos dois eu acho que seria mais importante as pessoas assistirem?

Claro, pq ser criminoso traficante é politicamente correto! kkkkkkkkk

Um filme de guera cujo protagonista é contra matar é mais politicamente correto ainda q Moonlight!

Mas é bem esteriotipado. O menino cuja a mulher comenta ter trejeitos (anda de um jeito tal). O menino introvertido que se solta quando dança. O menino que não tem pai que enxerga uma figura paterna. O menino ga y que sofre bullying. A vítima de bullying que fica forte pra se proteger. A pobre mã e solteira viciada em crack. O adolescente n egro e pobre que vai preso e acaba indo pro mundo do crime.É tudo muito simplista. Esse é o aspecto mais fraco do filme.

"emas que são, cada um de sua forma, necessários para nosso tempo." Que tema em Lalaland é necessário? Seguir seus sonhos? Isso nao é tema, isso é ilusão hollywoodiana pura e simples. Quantas pessoas nao sonham e ser jogador de futebol da seleção? Quantas de fato conseguem? Existe um numero limitado de pessoas bem sucedidas em alcançar seus sonhos. O resto tem que descobrir como ser feliz, deixando os sonhos de lado. Isso sim seria uma mensagem necessária pros dias de hoje. De resto, boa análise.

Belo texto Igor, apesar de não ser um filme à prova de erros, Moonlight começa a fazer justiça histórica e social ao trazer o ser humano em situações de grande força dramática e que mereciam ser destacadas há muito tempo pela Academia. De fato, esse é um Oscar que q ficará marcado não pela gafe final somente, mas pela finalmente tão necessária diversidade, q deveria ser algo apenas natural... Quem sabe nos próximos anos isso se torne uma realidade e não uma exceção para se livrar da crítica do OscarsSoWhite

Gay sempre existiu, qual o problema de serem representados?

Apesar de ter algumas falhas narrativas, principalmente, na fase adulta de Chiron, Moonlight merecia mais o Oscar do que Lion, pelo menos em minha opinião claro

Ela existe por sua causa...

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