Colunistas

A magia precisa de regras? Brandon Sanderson e Mistborn dizem que sim

“Sempre que notarem uma inconsistência na história, culpem o mago”.
-

Era uma vez, há muito tempo atrás, uma linda jovem chamada Sarah. Ela adorava brincar com seus bonecos e provar os vestidos que seu pai lhe presenteava, e passear com o cão pelo reino de Nova York aliviava a saudade que sentia da mãe.

A madrasta de Sarah, contudo, invejava sua liberdade, e por isso a obrigava cada vez mais a ficar em casa com seu irmãozinho – um bebê mimado e chorão que desejava tudo para si. Sarah se sentia uma escrava.

Mas o que ninguém sabia era que o Rei dos Duendes havia se apaixonado por ela, e com isso lhe concedido poderes. Então, em uma noite em que o bebê havia sido particularmente cruel, Sarah desejou que os duendes pudessem ajudá-la. “Diga as palavras certas”, sussurraram as vozes na escuridão. “Diga as palavras certas e nós o levaremos para o Labirinto”.

Gosto de magia. Aposto que você também. E ainda que exista um prazer inocente em sermos feitos de bobo por alguém usando cartola, creio que a ficção fantástica seja o lugar onde nós realmente gostamos de vê-la em ação, construindo as metáforas que nos ajudam a compreender o mundo real.

No entanto, gosto de parafrasear Homer Simpson quando digo que, assim como o álcool no mundo real, a magia pode ser a causa e a solução de todos os problemas na ficção fantástica. Nas mãos do sábio, uma força criativa. Nas do inexperiente, destruidora. E eu não me refiro exclusivamente ao lado de dentro da história.

Durante a CCXP 2016, quando abordado por um jovem aspirante a autor que me apresentava seu trabalho, questionei-o sobre as regras do sistema mágico do livro que ele estava escrevendo.

“É magia, ué”, respondeu ele, dando de ombros. “Não tem regras”.

“Então por que Gandalf simplesmente não “fez uma mágica” e desapareceu da torre onde Saruman o aprisionou?”, retruquei.


“Para inventar o mundo dos magos tive que investir um tempo absurdo aprendendo sobre alquimia. Talvez a maior parte desse estudo eu nunca venha a usar nos meus livros, mas preciso conhecer em detalhes o que a mágica pode e não pode fazer, para que possa estabelecer os parâmetros e encontrar a lógica interna das histórias”. – J. K. Rowling

A definição da própria palavra (“a produção de atos extraordinários e sobrenaturais”) costuma dar margem ao equívoco; o que as grandes obras de fantasia nos ensinam é precisamente o oposto da resposta que o jovem me apresentou: dos contos de Grimm ao reino de Westeros e os novos clássicos, a magia enquanto recurso literário respeita estruturas (por vezes vagas e misteriosas) para que a narrativa se mantenha coesa.


Um dos maiores proponentes da discussão é Brandon Sanderson. Autor da excelente série de livros Mistborn (cujo capítulo final da trilogia acaba de ser lançado pelo selo LeYa/Omelete), Sanderson propõe – de forma divertida – três “Leis” da Magia que sintetizam e apontam os holofotes para os elementos-chave do assunto:

1) Primeira Lei de Sanderson: a habilidade do autor resolver um conflito com mágica é DIRETAMENTE PROPORCIONAL a quão bem o leitor compreende tal mágica.

Exemplo: a forma como o Doutor Estranho barganha com Dormammu, utilizando-se de um artefato previamente apresentado durante a trama.

Enquanto ferramenta de escrita, a magia é capaz de envolver os leitores em um jogo deliciosamente imersivo OU afastá-los com Deus Ex Machinas impossíveis de digerir. Como bem sugeriu John Campbell, um dos mais influentes e importantes editores da história da ficção científica (e crítico ferrenho do gênero aqui em discussão), a fantasia medíocre é aquela que “inventa uma nova regra sempre que precisa de novas regras”. Sem esforço não há mérito, e a mente humana – no jogo constante em busca de consistência, padrões e simetria – tende a se desligar da obra como se lhe arrancassem o plugue da Matrix.

2) Segunda Lei de Sanderson: limitações > poderes.

Exemplo A: No mundo de Harry Potter, magos e bruxas utilizam varinhas com o intuito de canalizar a magia, aumentando a precisão e a potência dos feitiços. Ainda que a magia “a mãos livres” exista, sua prática é volátil e extremamente difícil – mesmo para os mais poderosos e experientes.

Exemplo B: Superman (sim, superpoderes também funcionam da mesma forma que “sistemas mágicos”) enfrentando um robô gigante qualquer? Bacana. Vê-lo enfrentar um robô gigante cuja bateria central é feita de Kryptonita? Melhor.

Exemplo C: “Regra número um: não posso matar ninguém... então não peça! Regra número dois: não posso fazer ninguém se apaixonar por você, lindão. Regra número 3: não posso trazer ninguém de volta dos mortos... Não é uma imagem bonita, EU NÃO GOSTO DE FAZER!!”. – Gênio da lâmpada, Aladdin

O que a magia PODE fazer tende a ser menos interessante do que ela NÃO PODE. Limitações provocam conflitos – faz personagens (e escritores) contornarem dificuldades e lutarem por objetivos de forma inteligente.

3) Terceira Lei de Sanderson: expanda o que você já possui antes de criar algo novo.

Exemplo: A Força, em Star Wars.

Antes de abrir o baú criativo e libertar outros poderes mágicos em seu universo, por que não examinar como a sociedade reage a UM, primeiro? Determinada cultura com tendências violentas pode usá-lo como arma, enquanto outra mais pacífica talvez o enxergue como forma de engenharia ou cura. Sistemas mágicos memoráveis tendem a ser aqueles com relativamente poucos poderes, porém muito bem aprofundados pelo autor. Se sua mágica pode transformar pedra em pão, como isso afeta o mundo ao redor dos personagens? Como a economia, a política e outros itens da estrutura social reagem a algo assim?

A magia precisa de regras? Faço parte da escola que responde “sim” – o que não significa que não possamos distorcê-las. Apesar do uso da palavra “leis”, Brandon Sanderson reforça em entrevistas que, da mesma forma que é possível violar regras gramaticais ou musicais e resultar em um resultado positivo, escritores podem (e devem) experimentar com as limitações dos seus sistemas mágicos. Conhecer profundamente a estrutura, todavia, será sempre crucial para que possamos violá-la – da mesma forma que um ilustrador precisa dominar a anatomia humana básica antes de ilustrar o Hulk.

Um Hulk bem desenhado, pelo menos.


Magia. Qual o lance, heim? Me pergunto o que vocês estavam querendo quando entraram no jogo... É sempre algo. Algo específico que você acha que vale o risco. Dinheiro. Sexo. Vingança. Poder. Iluminação. Coxas menores. Faz muito tempo para a maioria de vocês, eu sei. Talvez vocês nem se lembrem. Merda, talvez nem queiram. Mas eu vou lhes dizer algo de graça: no final das contas, é sempre sobre a mesma coisa. É sempre sobre entropia. Sim, entropia. O universo está desmoronando. Coisas estragam. Você não pode pedir algo sem nada em troca. É como Deus disse a Adão quando o chutou para fora do paraíso: “agora você tem que trabalhar para viver”. Então hoje nós empurramos e puxamos e suamos. Damos uma porrada de energia em troca de quase nada. A terceira Lei da Termodinâmica, certo? Aquela que todos amamos odiar. Mas com magia é diferente... Olhe para este vinho. Como ele chegou aqui? Uvas tiveram que ser esmagadas. Camponeses tiveram que ralar. Muito esforço. Muita energia. E uma vez que você o beba, acabou. Quando as coisas desmoronam, elas não se recolocam no lugar sozinhas... Mas se você pede a um demônio que lhe traga um bom vinho – ou melhorá-lo com um feitiço – bom, você está trapaceando, não está? É de graça. Sem uvas. Sem camponeses. Sem entropia. Então aqui estamos nós, buscando recriar o Paraíso na Terra. Tentando nos esgueirar de volta ao Éden pela porta dos fundos. Seus arrogantes de merda... Não estamos brincando com fogo; estamos brincando com napalm”.

– John Constantine, edição 215, R.S.V.P., por Mike Carey

----

Leia todas as colunas de Affonso Solano

*Affonso Solano  é cocriador do Matando Robôs Gigantes, escritor do livro O Espadachim de Carvão e tem um canal no YouTube chamado Hora Super.

E parece que vai ter um seriado de TV mesmo, a Sony adquiriu os direitos, o negócio é se a série será tipo HBO ou CW/Syfy da vida hahah.

Acho que ficaria muito bom nas mãos do Peter Jackson ou do Del Toro, mas se eu tivesse a opção de adaptar em série pela HBO com um orçamento semelhante ao de GoT, eu escolheria.

Ta demorando muito a tradução, to querendo exportar de portugal também.

Esse grupo de vilões são bem interessantes, e parece que nos próximos aparecem o restante, mal posso esperar. E eu fico imaginando uma adaptação cinematográfica, com Trollocs, Draghkar, Myrddraal. Ia ser louco hahaha.

O Mat é que me irrita com a teimosia e a Nynaeve pelo mesmo motivo (tá sempre culpando a Moirane).. comentarei sim.

Nossa, você está devorando os livros (cerca de 2000 páginas em pouco mais de um mês)... Eu achei o Dragão Renascido o melhor dos três primeiros, não sou muito fã do Rand. Quando terminar comenta o que achou.

Ah, eu gosto muito das Crônicas do Matador do Rei, mas também acho que os livros oscilam um bocado. Dá para comparar muita coisa mesmo. Por isso eu morro de vontade de ler Memory, Sorrow and Thorn do Tad Willians que dizem ter sido a inspiração máxima do Martin. Eu nunca li LotR, apenas o Hobbit então eu quase não sou capaz de comparar ao Tolkien, então A Roda do Tempo é a saga mais High Fantasy que eu já li, e um excelente exemplo da Hybrid Magic do Sanderson.

Estou lendo a ascensão finalmente, mas como estou fazendo a leitura em paralelo com A Fúria dos Reis, Legion Skin deep e The Emperor's Soul (Os dois últimos do Sanderson e excelentes) vai demorar um pouco. Acho que é a saga com as criaturas mais assustadoras que eu já li, um abandonado que te visita nos sonhos, os Draghkar, mesmo os Myrddraal, e aquele vento nos caminhos. Além disso outros vilões como a Liadrin, a Lanfear e o Gaebril (eu suspeito) não são apenas maus, mas inteligentes também.

Rothfuss é muito legal, mas não tão bom assim. Concordo que não é regular. Sobre as comparações, tem muito mais coisas. O mal que ressurge e consegue ver por toda parte mas não tem forças ainda pra voltar. as aberrações que trabalham pra ele (orcs e trollocs), entre outras que lembro quando estou lendo mas esqueço..

já estou no livro 3, o dragão renascido. Sério..deixei as séries de lado, filmes, etc.. é fantástico. Raramente tem um capítulo que não te faz continuar a ler. Tem muiiiiiiiiiiiiiiiitos elementos de LoR no livro, mas de uma forma diferente. Já tô me programando pra importar o 6,7 e 8 daqui a um mês pela fnac de portugal porque tradução dos próximos tá difícil. Nada que eu li ultimamente se compara a eles. Só Senhor dos anéis e RR Martin mesmo.

Ninguém citou a "Crônica do Matador do Rei" ? essa série está no topo das listas dos melhores livros de fantasia. A escrita é absolutamente fantástica, beira o poético, e além disso tem o melhor sistema de magia que eu já vi. As artes mágicas estão tão vinculadas com as leis da física e química que conhecemos que é difícil não se perguntar se em algum outro universo por ai exista coisa semelhante. Essa série é o que eu chamo de obra prima da fantasia.

Há muitos.

Não sei qual o idiota que vive no mundo da fantasia que compara uma escritora de fantasia com um ocultista. Só se for kid mesmo.

Obrigado por perguntar. Cada um escreve o que quer. Cada um compreende o que é capaz de compreender. Escritores podem criar suas fantasias a vontade. Apenas lamento que certas pessoas aceitem como válidos sistemas fantasiosos em detrimento dos verdadeiros. Misturam magia com bruxaria. Colocam J. k. Rowling (nada contra ela) no patamar de Eliphas Levi. Comparam livros infanto juvenis com as Clavículas de Salomão. V.

Eu trabalho com design e artes visuais.

É sério que alguém se preocupa com isso na hora de escrever?

Tá citando dois ocultistas pra falar de um artigo de história de alta fantasia?

E agora na velhice você faz o quê? sistemas de informação?

Vai ler Harry Potter então fi...

É porra nenhuma.

Isso, mal posso esperar pelos próximos, é uma série excelente.

O legal de a Roda do Tempo é que tem um grupo de vilões bem interessantes, Aja Negra e os Abandonados rs. E isso é verdade, O Temor do Sábio é excelente, mas tem algumas partes que da sono mesmo.

Excelente artigo, e de grande ajuda àqueles que pretendam criar mundos fictícios. Acho interessante como isso se aplica a qualquer tipo de "poder extraordinário" que se possa imaginar, a primeira coisa que meio a mente quando li a palavra regra foi o sistema de Nen de Hunter x Hunter, que é muito bem feito e usa as limitações a seu favor. Vou usar isso algum dia.

O mestre Tolkien tem um artigo acadêmico exatamente sobre isso. O papel da magia na construção de um mundo fantástico. Leitura obrigatória para os aspirantes a literatura fantástica. Fica o link: http://brainstorm-services.com/wcu-2004/fairystories-tolkien.pdf

A roda do tempo, The Wheel of time, é absurdamente sensacional

Não deve sobrar muito tempo para a história então. O livro é bem pequeno. Eu gosto de descrições desde que elas sejam do tipo "mostre, não conte". Achei "O Hobbit" bem aceitável nessa questão, mas não li "O senhor do Anéis". Eu vou tentar ler, principalmente tentando analisar o peso histórico do livro.

O Feiticeiro de Terramar é um livro muito bom e profundo, mas realmente em alguns momentos excessivamente maçante. A Ursula ainda estava escrevendo com a influência do Tolkien que todos os escritores de fantasia americanos e britânicos da época ainda estavam começando a abandonar, então o livro tem o típico estilo patologicamente descritivo do Tolkien (em que o autor consegue gastar uma página inteira só pra descrever uma árvore ou um capítulo inteiro só pra descrever um rio).

Eu já ouvi falar sobre os livros do Ryan. Cornwell com um pouquinho mais de misticismo me soa quase como perfeição! Tem romance? Se também tiver, vai entrar na minha lista para Black friday. Quanto a Roda do Tempo, eu comprei os meus na amazon. Fui esperando promoções e cheguei a comprar livro três por 12,90. Só o quarto que custou mais que 30,00.

Eu só li até o terceiro. Mas já comprei A Ascensão da Sombra. Ainda estou tentando assimilar aquele final do Dragão Renascido, toda a parte sobre ishamael e aja negra em Tar Valon. Eu também traço um paralelo entre Dany/Rand, Jon/Perrin, Tyrion/Matt, principalmente no diz a respeito do Azor Ahai. Rand é o Dragão, mas os outros dois são Ta'veren. Acho que todo livro de fantasia tem uma hora que o Pace diminuirá, eu já cheguei a dormir com O Temor do Sábio, que é uma das minhas fantasias mais queridas.

ah.. lendo a canção do sangue de Anthony Ryan agora. O primeiro é maravilhoso. Tô na metade do segundo e ele é ótimo.. um pouquinho de magia, muitos cavaleiros, intrigas, gueras, reinos. Parece um Cornwell com um pouco de misticismo.

Comprei a roda do tempo semana passada. Parece que lançarão os outros 9 livros na média de um por semestre. Detalhe que o livro 1 eu só consegui achar no mercado livre, usado. Em nenhuma loja tem. E é exatamente o Sanderson que escreve os últimos livros da série após a morte de Jordan.

Eu já li os 5 primeiros (disponíveis em Português), e é a minha série de Fantasia favorita até então. Gosto muito da maioria dos personagens, pelo menos nestes 5 primeiros e to muito ansioso para ler Lord of Chaos, principalmente depois daquele final do quinto livro. Só não li pelo mesmo motivo de The Way of Kings do Sanderson, é muito grande! Esse sexto livro é o maior da série pelo que eu tava pesquisando. E percebi isso também da inspiração do Martin, o lance dos Lobos e o Perrin e os sonhos com o lobo, Rand quando vai para o deserto "montar" seu exército Aiel lembra muito o arco da Daenerys no deserto etc. E eu adoro a narrativa do Robert Jordan, embora tem gente que acha cansativa, eu curto bastante. Só não supera o Sanderson na minha opinião, curto muito do estilo de escrita dele.

Eu não sei se você já leu, mas a saga A Roda do Tempo, do Robert Jordan é excelente também. O Martin se inspirou bastante na obra do Jordan e dá para traçar alguns paralelos com as crônicas de gelo e fogo.

Nem me fale de Ventos do Inverno, to nervoso com o George R.R. Martin kkkkkkkkk. Excelente artigo este do Sanderson por sinal.

Infelizmente não. Morro de vontade, mas é realmente um livro muito extenso para ler em inglês. Eu espero que seja tudo isso, por que realmente falam muito bem dessa saga e eu acabei criando muita expectativa (só tá perdendo para os ventos do inverno no momento). Recentemente eu achei esse artigo sobre o Sanderson: http://www.intocados.com/index.php/literatura/artigos/772-artigo-a-cosmere-de-brandon-sanderson

Você já leu The Way Of Kings? Se sim é tudo isso o que falam mesmo? Quero muito ler mas são muitas páginas e meu inglês não é dos melhores, seria muito cansativo ler tudo em inglês pra mim kkkkkk

Quando assisti esse episódio fiquei pensando sobre isso. Com ele dizendo isso, mostrou o peso da responsabilidade de ser um Mestre dos Magos. Fiquei pensando em como ele sabia em quando agir e quando não. Magia é responsabilidade. Tudo o que você faz, é responsabilidade sua e da pessoa que pede algo. Você vai influir no meio em que vive. É algo parecido com o Carma e Darma. Eu posso lhe dar água e comida, mas eu tenho que tirar de algum lugar e as consequências do que acontecer serão nossas.

Você gostou? Vi uma crítica no Book Worm Scientist, um excelente blog de fantasia, em que o livro não agradou tanto. Aí eu fiquei com preguiça de ler kkkkkkk.

Também terminei o Herói das Eras. E que trilogia! Que final! Parece que a Leya/Omelete vão lançar a segunda era de Mistborn nessa CCXP. Os três primeiros livros de uma vez só. Também parece que ela ou a aleph tem os direitos sobre The Way of Kings, esse sim, considerado a obra prima do Sanderson. Mas, não tem nenhuma previsão :/

bom..terminei. Realmente o terceiro livro supera e muito os demais. Excelente.. pensando agora qual livro comprar do Sanderson..

O Feiticeiro de Terramar, de Ursula K. Le Guin, é, na minha humilde opinião, o melhor livro que define a magia. Vai numa linha bem parecida com a descrita por Constantine, no final do texto, sobre entropia. Você consegue fazer magia? Sim. Mas o desequilíbrio que tal ato acarreta ás vezes é bem pior se você não tivesse feito nada antes e deixado as coisas seguirem seu curso.... Nada é de graça. Evite ao máximo interferir, pois tudo tem consequência....

Eu comprei a espada do destino, pretendo continuar a ler a saga. Se os romances adicionarem mesmo tudo o que citou, vai virar uma das minhas preferidas.

Eh pq os bruxos tem mutaçoes biológicas, quase num conceito de sci-fi msm, q os faz ter mais controle sobre o metabolismo, além de reflexos mais rápidos e sentidos aguçados. Os sinais são como feitiços simples que os bruxos podem conjurar pra ajudar em batalha, mas q nem se comparam ao poder dos feiticeiros. A saga toma uma direção ainda mais interessante nos romances (a partir do 3 livro, o sangue dos elfos), misturando conceitos mitologicos, com sci-fi, tramas politicas, questões eticas e sociais.

O último desejo foi um livro que queimou minha língua. Quando eu ganhei eu já pensei: Ah não, vou ser obrigada a ler por que é um presente T.T. Eu gosto bem mais de Low Fantasy, mas devorei os contos. Achei interessante como ele diferencia bruxos, magos, feiticeiros. E embora eu não tenha entendido muito bem os sinais, ele tenta explicar as mudanças no batimento cardíaco, a visão mais aguçada. Fiquei bastante curiosa com a saga.

O Sanderson foi um escritor que me ganhou fácil. Estou lendo o Herói das Eras agora, e já li Coração de Aço e Elantris. Gostei muito da escrita dele e justamente do fato de ele explorar bastante os sistemas de magia que cria. Tenho que admitir que Mistborn me causa grandes momentos de tédio às vezes, mas o todo é muito bem feito.

Eu gosto muito de toda a saga do Eragon (e que venha o livro 5), mas acho que o Paolini apela muito para saídas fáceis (como toda a transformação do Eragon e a luta final com Galbatorix). Esse é mais ou menos o motivo para eu não gostar do Rand Al'Thor na Roda do Tempo. No entanto, toda a questão de uma língua original que rege a mágica é fantástico. Eu li primeiro O Nome do Vento, então já tinha visto algo semelhante, mas não deixa de ser sensacional.

Me desculpem os leitores fiéis da saga o Senhor dos Anéis, mas eu sempre achei que faltava algo mais nessa série, magia por assim dizer. Uma história rica e bem detalhada, excelentes filmes, mas sempre me falta algo mais. Por isso, me apeguei mais ao Ciclo da Herança, de Christopher Paollini. Tem magia, tem suas regras, além de um tema e narrativa que eu gosto muito: Cavaleiros de dragões.

só havia lido "coração de aço" de Sanderson. Achei bom, mas nada espetacular. Terminei de ler agora o 1o da série Mistborn e realmente é muito melhor. O Sistema de magia é detalhado e lógico. Dei uma parada pra ler "o portador do fogo" de Cornwell e já volto pra terminar a trilogia. Espero que os próximos sejam ainda melhores como todos falam.

Isso me lembra o Joe Quesada quando propôs o pacto do Aranha com o Mefisto: "it's magic, we don't have to explain."

Eu vi na Saraiva neste final de semana um livro de coletânea de contos "As Melhores Histórias de Viagem no Tempo". pela lista de autores de contos, parece coisa boa. Mas, minha pilha de livros para ler em 2017 tem a maior cara que só vai acabar em 2018! hehehe Tenha uma dica de filme: "Os Cronocrimenes - Matar É uma Questão de Tempo". Roteiro muito, mais muito engenhoso mesmo, lidando com viagem temporal e justamente o oposto do que você reclamou: a cara não viaja no tempo para mudar o passado, na verdade, toda luta dele é para não criar paradoxo temporal. O diretor/roteirista espanhol, Nacho Vigalondo devia estar iluminado porque, depois desse filme, não acertou mais nada. ;)

Eu sou uma grande fã de ficção científica e fantasia, mas eu não conhecia ainda esse autor, Brandon Sanderson. Nos últimos anos eu desviei um pouco o meu interesse em ficção especulativa mais para o lado da ficção científica do que para o da fantasia* e não tenho lido e procurado tanta literatura de fantasia, mas esse autor me deixou realmente interessada e curiosa. Talvez eu compre em e-book ou mesmo em livro impresso algum livro dele para experimentar se ele realmente vale a pena ler, porque pra mim é muito difícil encontrar fantasia boa ultimamente, e encontrar uma série que vale a pena ler é sempre um grande prazer. * eu tenho um problema pessoal com o gênero da fantasia: você pode ter tanto ficção científica e fantasia de boa qualidade quanto de má qualidade, mas pra mim a ficção científica quando é de boa qualidade é realmente boa e quando é má qualidade ainda pode ser aceita como boa ou medíocre, enquanto que a fantasia quando é de boa qualidade é boa mas quando é de má qualidade ela é realmente péssima e não dá pra suportar de maneira alguma, e me parece que o gênero da fantasia atrai muito mais escritores medíocres que escrevem livros ruins de fantasia em massa do que o gênero da ficção científica, então com o tempo eu acabei perdendo paixão pelo gênero da fantasia.

Me lembra da série Terramar da Ursula K. Le Guin, em que os feiticeiros vão para escolas, aprendem magia, saem das escolas e vão procurar emprego como feiticeiros em cidades e vilas mantendo um status comum na sociedade, como se aprender magia fosse apenas um curso universitário que você faz para tirar um diploma e arranjar um ganha-pão.

E depois uma peça de teatro-fanfic recuperou um vira-tempo do nada só para criar toda uma história de viagem no tempo copiada do De Volta para o Futuro. Um dos enredos mais batidos e irritantes de histórias de viagem no tempo é o personagem querer voltar no tempo só pra mudar e reescrever o rumo da história, seja o herói impedir uma tragédia que já aconteceu há muito tempo ou o vilão mudar a história para o mal vencer, e no final tudo voltar ao normal. Eu me recuso a ler ou assistir histórias de viagens no tempo que contenham essa fórmula como enredo principal (o que infelizmente ainda é muito frequente, o que talvez seja o principal motivo para viagem no tempo ser um dos meus temas de ficção especulativa menos preferidos de todos).

Outra coisa super interessante do universo de Eragon: vc tem que tomar cuidado com o que diz ao lançar uma magia. Uma vez dita, não tem volta, a menos que o mago tenha deixado uma brecha na própria magia pra poder encerrá-la caso a tarefa seja exaustiva demais.

Em outras palavras tudo o que conta nesse gênero é o mesmo que em todos. Coerência.

Clap,clap,clap que referencia fantástica, citar o mestre aqui. Em pleno século 21.

Na verdade, essa é uma das principais diferenças entre High e Low Fantasy. Sou fã de Sanderson e defensor desse estilo, mas isso não quer dizer que um livro onde a magia não possui regras (nem custos) seja ruim. Acho que principalmente em casos onde a magia pode solucionar o problema de uma trama, ela deve ter um "custo", senão nunca existirá o problema. Por falar nisso, para quem gosta de livros de fantasia e ficção, recomendo o podcast do AGENTES do LIVRO! Abraços!

Claro que precisa de regras. Senão por qualquer outro motivo, ao menos pelo mesmo que qualquer outro elemento, por mais fantástico que seja, também precisa: a verossimilhança, que deve existir dentro de qualquer obra.

Obrigado, assim que puder darei uma conferida... Quem sabe isso não muda minha perspectiva com o gênero.

\0/ Em português temos a trilogia "Mistborn", o standalone "Elantris" e um YA chamado "Coração de Aço". Se puder ir de inglês, Toda série Mistborn vale a pena. Já que existe outra trilogia, passando centenas de anos depois, mas com o mesmo sistema de magia, atualizado para o contexto da época. É insano ver, essa questão de regras, limitações se modificando a cada livro e sempre tendo impactos na economia e religiões do mundo ;D E por ultimo, Stormlight Archive, a aleph tem os direitos mas ainda sem tradução aqui. É outro nível, tanto de escrita como estrutura. Vale a pena conhecer o trabalho do Sanderson. Se quiser explodir a cabeça, procure por Cosmere.....

Masah, Affonso véio!

Um dos pontos mais interessantes do universo do polonês Andrzej Sapkowski (autor dos livros que inspiram o jogo The Witcher) é como a magia interfere na sociedade. Magos não são apenas eremitas vivendo em locais isolados ou sob clãs secretos. Eles se envolvem na sociedade, podem ser necessários às cidades, prestam serviços à corte e/ou aos ricos, são agentes políticos importantes que mudam o destino das nações com suas tramas.

Obrigado pela dica, amigão. Se puder me fazer uma listinha, agradeço!

Leia os livros do Brandon Sanderson!!! Mistborn é incrível como ele brinca com isso. Ele vai aumentando a escala dos poderes mas tudo dentro do limite estabelecido, e influenciando o mundo, economicamente, por exemplo.. E o melhor, é possível ler as anotações sobre os capítulos no site do autor e ae você vai se aprofundando no sistema criado por ele.

Interessante, mas acho que faltou abordar o sistema de magia de jogos, pois estes são obrigados a ter regras para que o jogo não perca o desafio. Eu me interesso por criar sistema de RPG, e o sistema de magia é muito importante, ainda mais os limites, pois se não fosse não teria como diferenciar um mago nível 1 de um nível 20, e ainda de um deus.

É isso o que eu digo pra pessoa que fala que o Bran vai "wargar" um dragão. É meio absurdo. Aí a pessoa vem e fala: "Mas em asoiaf/got tudo é possível, eu não duvido de nada". Ah, minha doce criança do verão kkkkkkkk

Perfeito, Affonso Solano. É o que sempre acreditei também e é justamente por isso que a magia do Dr Estranho e a do Timothy Hunter são tão diferentes. Por causa das regras que movem o universo diegético dentro da história. Isso faz toda a diferença. Parabéns pelo texto.

Existem obras onde a magia é mais limitada a quem usa por exemplo no Ciclo a Herança (Eragon) onde a magia está diretamente relacionada ao folego do praticamente. Se você usar muita magia e não puder suportar o cansaço, morre. No anime Fairy Tail é mais ou menos a mesma coisa, se você ficar usando muita magia vai acabar cansando e terá que esperar "recarregar".

Ele morreu aos 30, ainda pior... =/

Sim! Escrever sistemas mágicos é uma das coisas que mais gostava de fazer na minha juventude. =)

Ótimo texto! Eu nunca fui fã de histórias centradas em magia, vide HP e percebi ainda mais isso em Doutor Estranho, pq a noção que isso me passa é que esses personagens acabam sendo "PICAS" demais! É dificil em uma historia eles delimitarem o que é possível ou não.

Mandou muito bem no texto.

<b>fantástico:</b> que ou aquilo que só existe na imaginação, na fantasia. viagem no tempo = não existe. ficção científica = algo fantástico com uma pseudo explicação cientifica.

"É magia. Não precisa de explicação." QUESADA, Joe. Brincadeiras á parte, concordo que magia precisa de regras. "Você deve compreender que todas as coisas estão interligadas. Cada ação tem sua própria consequência. Existe um equilíbrio universal. Se trouxer água para cá para aplacar a sua sede, poderá estar transformando terras férteis em desertos em outras partes." (Mestre dos Magos, no episódio "O dia do Mestre dos Magos", da Caverna do Dragão)

Tem uma contradição clássica, que é justamente nos filmes. Nos livros não se pode aparatar dentro dos castelos de Hogawart, mas na cena em que o dumbledore aparata com o harry para a caverna de voldemort, onde eles pegam o medalhão de salazar sonserina, no filme, eles aparatam dentro do castelo e nos livros é completamente diferente. Primeiro eles saem do castelo para depois aparatar. Contradições nos livros são bem poucos, o problema mesmo é na adaptação.

Acho que a maioria das contradições no harry potter concentram-se mais nos filmes que nos livros, inclusive. Tive alguma dificuldade de lembrar nos livros de algo que fosse realmente discrepante e que desestrurasse o que foi criado. Principalmente quando consideramos que não é uma história fantástica com alguns elementos mágicos, mas que querendo ou não, tem na magia a base do universo desenvolvido por ela. Um universo que precisava coexistir com o nosso. Seja como for, não escrevo e não crio universos, mas imagino como deve ser difícil fazê-lo, principalmente quando utilizam magia. Agradeço aos que tentam, principalmente quando conseguem fazê-lo com considerável sucesso.

Concordo. O cara era um genio.

Enquanto isso John Dee e Aleister Crowley se reviram em suas catacumbas...

Está insinuando q viagem no tempo não tem lógica? Viagem no tempo sempre foi tema de ficção científica, não me venha essa de "algo fantástico".😡

Ah! Eu adoro Robert E. Howard, mas nesse assunto de regras da magia, ele era muito ligeiro em criar soluções "Deus Ex-machina". talvez por ser característica do Pulp Fiction e por ele ter que escrever sempre rapidamente para cumprir prazos, era comum que, no fim das tramas, surgisse alguma "nova regra" ou um "personagem conveniente demais" só para resolver a parada. mas ele estava amadurecendo e se dando conta disso. Suas melhores histórias "Além do Rio Negro" e "Pregos Vermelhos", já seguiam as normas: explicavam o universo do conto e suas regras e respeitavam elas até o final. Foi realmente uma tragédia ele ter se suicidado aos 36 anos, justo quando estava legando ao mundo alguns dos melhores contos de fantasia já escritos.

O maior risco que a Rowling correu durante o desenvolvimento da saga veio dos vira-tempos. Tanto que o Sanderson deveria ter enunciado uma quarta lei: "4. Deixarás as viagens no tempo para os Doctors." Felizmente, logo ela deu um jeito de "quebrar" todos os vira-tempos. Não foi lá a solução mais elegante, mas foi a solução necessária para que suas regras não fossem questionadas posteriormente.

Adoro ler Brandon Sanderson por causa das inovações que ele trouxe para o gênero. Por exemplo, a trilogia Mistborn, que acabei de ler no dia 31/12, quebra de uma série de clichês clássicos do gênero fantasia. No primeiro livro, nossos "heróis" já conseguem um feito que só deveria ocorrer no fim da trilogia. Ué... No segundo livro, o próprio conceito de "profecia" é revisto com uma reviravolta final digna dos melhores romances policiais. Por fim, na conclusão, ele utiliza um estilo literário que eu nunca vi antes: a ação se desenvolve em terceira pessoa e no tempo presente, seguindo as ações ora de um personagem, ora de outro, tudo no melhor estilo moderno, tipo George Martin. Até aí, nenhuma novidade, só que, pouco antes de cada capítulo iniciar, existe também pequenos trechos de uma espécie de relato, narrado em primeira pessoa e que claramente está sendo escrito no tempo FUTURO em relação a ação que estamos acompanhando. Essa técnica, que eu jamais havia visto antes, permitiu ao Sanderson resolver aquele que talvez seja o mais antigo problema das narrativas de ficção onde heróis enfrentam vilões, que é justamente o fato do leitor perceber antes os planos do vilão e achar sempre que os heróis demoram demais para sacar as coisas. Ou seja, os heróis são, em geral, mais burros que os vilões, esses "gênios do crime". Só que a técnica que o Sanderson usou, dando informaões "do futuro" para o leitor, eliminou isso! E ainda teve, como um plus adicional, a criação de um suspense. Por exemplo: ele explica regras da Hemalurgia de forma clara para o leitor, enquanto que os protagonistas ainda estão tentando deduzir o que está acontecendo tendo apenas os efeitos da Hemalurgia como pistas. As leis do universo mágico de Mistborn foram totalmente explicadas antes do desfecho: Alomância, Ferruquemia, Hemalurgia... Todas as regras estão ali, mas o mais importante é que o autor sabe que, dentro das leis que criou, ainda precisa surpreender o leitor. E ele surpreende. A chave de tudo esta nisso: para haver surpresa, não pode ser um "deus ex-machina" ou uma regra inventada de última hora. Você pode estar escrevendo fantasia, mas tem que seguir as regras do romance policial, tem que surpreender no final, respeitando "as leis" que criou.

Aqui está a história, pra quem se interessar em ler. XD https://www.wattpad.com/story/43545013-guardi%C3%B5es-do-limiar

É meu livro que está no Wattpad. A história é sobre dois universos diferentes, se encontrando. XD https://www.wattpad.com/story/43545013-guardi%C3%B5es-do-limiar

Aqui está o link da história, pra quem estiver interessado. XD https://www.wattpad.com/story/43545013-guardi%C3%B5es-do-limiar

AHahAUhaUAHuH. É meu livro, Guardiões do Limiar. Ele está online no Watpad. Caiporas, Pescadores e Nórdicos são os três povos que aparecem na história por enquanto. XD

Exato. Isso acontece bastante também nos filme. Na batalha final raramente se ouvia alguém pronunciar um feitiço.

Um exemplo disso eh quando, na Batalha do Ministério, o Neville quebra o nariz e não consegue pronunciar um feitiço que seja, por isso no ano seguinte uma das coisas que o Snape tenta ensinar eh a fazer feitiços sem falar.

Tu fala desse teu livro como se todo mundo soubesse o que é kkkkkk O que diabo são nórdicos, pescadores e caiporas?

Nórdicos e Caiporas? Interessante...conte mais, por favor kkk

Isso faz com que a varinha seja, de certa forma, uma "limitação" desse universo. A maioria dos bruxos em HP são meio inúteis sem varinha.

Parabéns Affonso! Texto foda.

Porra, Affonso... texto espetacular! Muito obrigado, pois possibilitou estímulos ao meu foco. Sobre o retorno das minhas produções.

Olha eu não sinto tanto isso em relação ao universo de Harry Potter o tom dele é essa magia mais fantasiosa, quase conto de fadas, em que nas aulas você aprende a fazer xícaras virarem cagados entende?! E se você se lembra nos primeiros anos eles penavam pra fazer transfigurações, e dominar certos feitiços é difícil. Lembra também quando o Harry descobre o que é a ultima prova do torneio tribuno ele passa dias treinando novos feitiços, como o impedimenta, o protego e outros? Tem isso de que dominar um feitiço é difícil pra eles. Além de ser complicado fazer magia com as mãos nos livros ela costuma acontecer em momentos de descontrole mais extremos, como quando o Harry faz a irmã do tio Valter virar um balão, analisando agora enquanto escrevo, sem a varinha a magia é descontrolada e imprecisa e isso também é uma limitação. Mas também acho foda quando a magia é mostrada de uma maneira mais visceral, em que existe um grande preço a pagar, em que é difícil de ser realizada. Ou quando é algo mais subjetivo e menos fantástico é muito charmoso e massa. Eu não to dizendo que você ta errado o que ta ai em cima é sua opinião e não da pra dizer que uma opinião esta errada isso vem das preferencias de cada um. Eu só senti vontade de dizer isso por motivos internos de uma força maior que eu desconheço haha. Me desculpe se algo no meu texto te irritar e espero que não.

Belo texto afonso. Quando a magia é usada de forma absurda, fica realmente monótono. imitações > poderes That's all folks!

No universo de Conan O Barbaro, os magos tem grande dificuldade de invocar magias, na maioria das vezes depois da conjuração eles ficavam fracos.... Se bem me lembro, Tulsa Doom explica isso para um de seus discípulos.... Apesar de gostar dos livros de Harry Potter, eu sempre achei que os mais jovens tinham muita facilidade para o uso da magia, eu sei que ela criou o Ministério que monitorava o uso de magias, mas mesmo assim, muita liberdade....

As pessoas costumam complicar viagens no tempo, pq querem atribuir lógica a algo fantástico.

Texto muito bom, parabéns Affonso! Parece ironia em se tratando de fantasia, mas regras bem delimitadas tornam a coisa mais real, o que torna a experiência final melhor. Nada como sentir e se compadecer com as limitações e obstáculos impostos a um personagem para embarcar de cabeça na jornada dele. É fácil ver como isso é efetivo só olhando os comentários: logo de cara o pessoal já saca exemplos de como a magia bem construida ajudou ou como o overpower atrapalhou a qualidade de certas obras.

Quando eu comecei a escrever era muito novo, mas agora minha escrita mudou e hoje eu tenho algumas concepções bem diferentes. Mas eu tenho feito como você disse, mostrado a amigos e usando as críticas pra melhorar... se Deus quiser, termino na metade de 2017.

Elantris é bem do começo da carreira dele, dá pra sentir a evolução de uma obra pra outra. O bom dele é que por ser volume único, é um dos melhores títulos para dar de presente.

Discuta aqui no site Discuta aqui

O Omelete disponibiliza este espaço para comentários e discussões dos temas apresentados no site. Por favor respeite e siga nossas regras para participar. Partilhe sua opinião de forma honesta, responsável e educada. Respeite a opinião dos demais. E, por favor, nos auxilie na moderação ao denunciar conteúdo ofensivo e que deveria ser removido por violar estas normas.

Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

blog comments powered by Disqus