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Jacidio, who? | Idris Elba DJ, novidades de Avicii e The xx

Omelete estreia coluna de música eletrônica na seção de Música
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Hallo, tudo bem com vocês? Hoje é a estreia da coluna Jacidio, who?, nosso espaço pra falar de música eletrônica no Omelete. Então, vem comigo!

Idris Elba quer ser DJ!

Sim, Idris Elba, o ator que você deve ter visto em Torre Negra, Luther e tantas outras obras na TV e nos cinemas é DJ e dos bons. Encontrar um set recente do produtor não é uma tarefa fácil, mas o ator é nome garantido em diversos eventos eletrônicos em lugares como Ibiza. Ele remixou sons de Skepta, foi remixado por Pete Tong (famoso apresentador da BBC Radio 1) e colaborou com caras como Fatboy Slim.

Em uma entrevista recente, Elba falou que nem sempre o levam a sério como um DJ, por causa de seu trabalho como ator. Mas o ator de 44 anos, começou a fazer seus mixes aos 14 e “durante dois anos da minha vida, ser DJ foi a única coisa que fiz”. Estão nos planos de Elba uma pequena pausa nos compromisso com as artes cênicas para se dedicar à gravação, lançamento e uma turnê de seu projeto Hiatus, algo que deve acontecer entre março e junho do ano que vem.

Entre os nomes que devem aparecer no projeto estão A$AP Rocky, Justin Martin, Hannah Wants, The Weeknd, entre outros. O artista se apresentou no último final de semana no Creamfields, um dos principais festivais eletrônicos do Reino Unido e ele confessa que “Eu não imagino que serei um Calvin Harris ou algo parecido com isso, mas eu quero ser conhecido como um puta DJ foda que chega e manda muito tanto nos festivais quanto em espaços menores”. Agora é esperar pra verr; abaixo um mix feito por Elba há três anos.

The xx vai ao House

Se você não viu isso, é bom ficar ligado. Romy, uma das vozes do The xx, comentou que o grupo tem planos de lançar suas “faixas techno” em algum momento. A inglesa aproveitou para confessar que a sonoridade com elementos mais eletrônicos de I See You, disco mais recente do grupo, lançado de 2017, foi algo que partiu dela e Oliver (o outro vocalista), e não tanto de Jamie, como se pensa. Durante o hiato do trio, Jamie trabalhou bastante sua veia eletrônica com o disco In Colour (você precisa ouvir esse disco).

Nós temos planos de lançar nossas faixas techno. Nós adoramos ter mais músicas dançantes no nosso set”. O negócio parece realmente sério, já que Romie ainda afirma que o grupo têm feito remixes de suas próprias faixas: “Têm algumas músicas antigas que agora a gente toca em 120 bpm”. Sim, o último disco do The xx é um afago aos ouvidos. Vocês podem saber o que eu achei dele aqui e também ouvir. Afinal de contas, música boa nunca é demais. 

Avicii, sempre original 

Tem alguns dias que o menino sueco Avicii liberou seu retorno sonoro, mas eu realmente precisava falar sobre isto. Ele sempre apostou em uma mistura entre sons orgânicos e uma pegada eletrônica extremamente voltada para as rádios. Só que o produtor, mesmo apostando em criações para cair no gosto da galera, não entrega faixas simples ou que seguem a maré. Isso explica a comoção referente a sua aposentadoria dos palcos e também sobre o anúncio de seu novo projeto.

Sobre o disco, é inegável que ele aposta em parcerias pop, com vozes que entregam o que as rádios querem e mantém sua qualidade ao pensar na música eletrônica radiofônica muito além da fórmula. Isso, mais uma vez, mostra que ele está caminhando rumo a novos clássicos. Se você ainda não ouviu, sua chance está abaixo. Preste atenção nos detalhes, texturas dos graves e na evolução de cada uma das músicas. Nem mesmo os grandes nomes que atualmente produzem Big Room (o segmento mais tocado da EDM), conseguiram alcançar a qualidade de Avicii.

Como parte desta seara da mistura inesperada entre o orgânico e o eletrônico, outro nome que tem melhorado a cada lançamento é o produtor sino-americano ZHU. Já falei dele algumas vezes e, recentemente, ele liberou o EP. stardustexhalemarrakechdreams. Uma viagem por quatro faixas que brinca com um universo de possibilidades com sintetizadores, vozes (perfeitas em suas produções), tempos, quebras e síncopes.

É, sem dúvida, um dos produtores mais fora da curva dos últimos tempos (dentro de sua proposta) e entrega uma sonoridade com assinatura que conduz a espaços e possibilidades ímpares. Vale muito prestar atenção, dentro do pequeno mundo criado com as quatro faixas, em “Chasing Marrakech”. Agora, coloca o fone e vai ser feliz.

Quase acabando… As dicas pra curtir neste final de semana…

Se você está em Belo Horizonte, o jogo é a Kubik que leva o núcleo mineiro de e-music MASTER, um showcase que deve ser desconcertante. Sério. Os detalhes você encontra aqui.

A dica nacional: O duo misterioso Ravage & Nostalgic divulgou a faixa “You Should Know”. A música foge um pouco do que eu costumo procurar pra ouvir e trabalha com a desconstrução do drop e entrega incrível com os graves. Os nomes por trás da dupla se mantém em segredo, mas não deve demorar muito para essa faixa ganhar os ouvidos da galera. Vai lá!

Fechando a conta, ainda nesta semana, a equipe responsável pela Anzu Club anunciou o encerramento das atividades depois de 20 anos. A casa sempre esteve entre as principais do Brasil e já contou com sets históricos de alguns dos principais nomes do segmento. A última festa do clube acontece no dia 7 de outubro.

E pra encerrar, o Ultra Rio liberou a Phase 2 do line up do evento deste ano e confirmou as suspeitas de que Armin van Buuren vai trazer toda a sua estrutura trance para o Brasil, com sete de Alpha9 - projeto incrível de Arty -, Aly & Fila, Gouryela, Ian Bluestone e mais. Sem contar a confirmação de Above & Beyond e o monstro Richie Hawtin. Chega logo outubro!

Mande a sua sugestão, a sua música!

Tem uma faixa e quer que eu escute? Vai fazer um evento de música eletrônica bacana? Manda pro jacidiowho@gmail.com, de repente pode aparecer por aqui. Nos vemos em breve. Enjoy the weekend!

Saiu a crítica. :) https://m.omelete.uol.com.br/musica/critica/lcd-soundsystem-american-dream-critica/

Esse álbum é bem bom, mas nem de perto se destaca em meio a um ano repleto de coisas fenomenais, mesmo porque ele tem um defeito que incomoda a quem, como eu, é mais velho: ele é lotado de referências em forma de reverência, dá para notar cada aceno em cada faixa (aos Talking Heads, ao Bowie, ao The Cure)... isso me impede muito de gostar o quão benfeito ele é, tem uma lacuna de autenticidade que me importuna muito a cada audição.

Puts, essa semelhança me tirou completamente da música. Mas vou ver como ela se sai numa segunda vez.

Não achei tão parecida assim, só o ritmo que lembra um pouco, mas não chegou a me incomodar tanto não.

Pergunta; other voices é propositalmente parecido com Once in a Lifetime? Estou escutando o álbum agora e esta faixa me incomodou bastante. Por outro lado, a música de abertura é muito boa.

GO RAVAGE!

Quero saber mesmo é da crítica do novo álbum do LCD Soundsystem, melhor álbum do ano lançado até agora, não é possível que vai passar batido. http://www.metacritic.com/music/american-dream/lcd-soundsystem?ref=hp

Jacinto quem??

Nenhum desses amadores chegam aos pés do DJ André Marques.

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