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2001 - Uma Odisséia no Espaço | 45 anos

Dez curiosidades sobre um dos melhores filmes de todos os tempos
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2001
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Há 45 anos chegava aos cinemas uma obra-prima. Da colaboração entre Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke, nascia o épico espacial que se tornaria um marco cinematográfico, considerado um dos melhores e mais influentes longas da história - sendo o #6 na lista da  Sight & Sound dos melhores filmes de todos os tempos.

Parcialmente inspirado no conto A Sentinela de Clarke, 2001 - Uma Odisséia no Espaço trata com apuro científico temas como a evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre. O pioneirismo e a qualidade dos seus efeitos especiais foram premiados com o Oscar e criaram um novo (e alto) parâmetro para as ficções científicas. Para celebrar o aniversário, separamos dez curiosidades sobre a produção:

1 - Não há diálogo nos primeiros 25 minutos de filme (o silêncio acaba com a voz da comissária de bordo em 25:38) e nem nos últimos 23 minutos (sem contar os créditos finais). Somando essas duas sequências, e outras duas mais curtas, há 88 minutos sem diálogos no filme.

2 -Para as cenas na superfície da Lua, Kubrick mandou importar, lavar e pintar centenas de toneladas de areia.

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3 - Originalmente, Kubrick pediu ao maquiador Stuart Freeborn para criar um visual primitivo, mas humano, para os primeiros homens. O problema é que a maquiagem criada exigia que os atores estivessem nus, o que levaria o filme a ganhar uma classificação 18 anos. Kubrick, então, optou pelo visual dos macacos. Com exceção dos filhotes de chipanzé, todos os personagens foram interpretados por humanos, sendo o comediante Ronnie Corbett o modelo usado para a maquiagem criada por Freeborn e sua esposa, Kathleen.

4 - De acordo com produtor e supervisor de efeitos especiais Douglas Trumbull, a quantidade de material filmado superaria em 200 vezes os 160 minutos de filme exibidos na première.

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5 - Depois de trabalhar meses, sem sucesso, com a equipe de efeitos especiais para chegar a um efeito verossímil para cena da caneta flutuante, Kubrick decidiu que a melhor forma seria "colar" a caneta a uma lâmina de vidro e suspendê-la na frente da câmera. Ao final da cena, é possível ver a comissária da nave puxar a caneta do vidro.

6 - Segundo Gary Lockwood, Kubrick originalmente concebeu HAL 9000 como Athena e o computador teria a voz de uma mulher. Em seguida, o diretor tentou usar Martin Balsam, mas achou que sua voz tinha muita emoção e um sotaque nova-iorquino. Nigel Davenport também foi testado e considerado "britânico demais". Douglas Rain foi então escolhido pelo diretor-assistente Derek Cracknell e aprovado por Kubrick por ter uma "espécie de sotaque brando do meio do Atlântico" que seria ideal para o papel. Rain gravou sua participação em apenas 9 horas.

7 - Kubrick e Clarke assistiram diversas ficções científica durante a preparação criativa para filme e o próprio Kubrick admitiu a influência dos filmes do produtor George Pal. A Conquista do Espaço (1955), por exemplo, teria influência em diversos pontos da trama.

8 - Segundo Clarke, Kubrick tentou conseguir uma apólice de seguro na Lloyd's of London,  mercado de seguro britânico famoso pelas coberturas incomuns (como segurar a voz de Bruce Springsteen em US$ 6 milhões), caso extraterrestres fossem descobertos antes do lançamento do filme. O astrônomo Carl Sagan chegou a comentar a recusa da Lloyd's: "Em meados da década de 60 não existia nenhuma busca por inteligência extraterrestre e as chances de alguém se deparar acidentalmente com extraterrestres era extremamente pequena. A Lloyd's of London perdeu uma boa aposta".

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9 - O monolito originalmente seria um tetraedro preto, porém, o objeto não refletia bem a luz. Kubrick então decidiu usar um cubo transparente, mas a alternativa se provou díficil em função dos reflexos criados pelas luzes do estúdio. Antes da conhecida placa preta também foi testato um monolito retangular de acrílico, mas a opção foi descartada pois não parecia convincente.

10 - O Pink Floyd faria a trilha sonora do filme. Apesar da colaboração não ter acontecido de fato, acredita-se que, seguindo a tradição da ligação entre O Mágico de Oz e Dark Side of the Moon, os mais de 23 minutos de "Echoes", do álbum Meddle, podem ser perfeitamente sincronizados à sequência "Jupiter & Beyond the Infinite" do filme.

2001 - Uma Odisséia no Espaço
(2001: A Space Odyssey) Direção: Stanley Kubrick Estreia em 29/04/68
sobre o filme
Galeria de imagens (3)

Concordo. Não é um filme para ser entendido, mas SENTIDO. Por isso a ausência de diálogos e explicações não incomodam no filme; a sensação de que estamos simplesmente diante do desconhecido é fantástica.

Não é um filme facil de se entender , mas tem uma coisa que eu não sei explicar , quando vc começa assistir não quer parar mais , que ir até o final ....

Me lembro que quando cheguei ao fim do filme, eu senti uma emoção nunca sentida antes, eu tinha acabado de ver uma obra de arte, para mim Kubrick não queria explicar aquele momento científico ele queria fazer o espectador sentisse aquele evento, e ele consegue fazer com destreza, porque não se pode explica o incompreensível, só podemos vislumbrar a sua magnitude.

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