Filmes

Sucesso no Zorra Total, Nelson Freitas prepara filme internacional sobre revolta dos posseiros

Em cartaz no teatro como alter ego do cultuado escritor Charles Bukowski, o comediante quer renovar seu lugar na TV
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Não bastasse ter aberto o ano cercado de elogios por seu desempenho como vilão em Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood, o paulista Nelson Freitas – um dos mais carismáticos comediantes do elenco do Zorra Total! - resolveu fazer de 2017 seu momento reinvenção, na TV, no cinema e nos palcos, onde entra em cartaz no circuito teatral do Rio nesta quinta com Uísque Com Água – Os Últimos Goles de Charles Bukowski. E nessa transformação, o humor será apenas mais uma de suas facetas. Na pele de um detetive alter ego do cultuado escritor teuto-americano nesta releitura do livro Pulp, que será encenada até 27 de abril no Teatro Clara Nunes, o ator, aos 55 anos, está na luta para levantar um projeto cinematográfico, com elenco internacional, chamado 1957, sobre a Revolta dos Posseiros. De tom épico, este longa-metragem vai reviver o movimento armado no sul do Brasil por direito de terras, no qual colonos desafiaram empresas de grilagem e expulsaram os jagunços contratados para ameaçá-los e debelar rebeliões. É um convite para Nelson mostrar o que sabe fazer além do riso, revivendo dotes dramáticos que testou nas telas como protagonista do (pouco visto) Demoninho dos Olhos Pretos (2008), pelo qual colecionou resenhas positivas. 

A História do Brasil é muito rica, mas ficamos restritos aos eventos que os livros de escola narram, o que deixa muita revolta importante de fora, como este evento, que representou uma das primeiras revoltas nacionais em prol da reforma agrária, tendo chamado a atenção até do New York Times”, diz o ator, que este ano será visto ainda no elenco de Ela é o Cara, comédia com Tathi Lopes (do coletivo Porta dos Fundos). “Esse é um dos filmes mais divertidos que fiz e faço o pai de um menino que se transforma na garota mais popular do momento”.

Nelson Freitas

Ainda na telona, Freitas está no projeto A Parada, comédia de José Lavigne no qual vive um detetive especializado em disfarces em busca de um dinheiro ilegal que caiu nas mãos de uma banda. “Eu me disfarço das coisas mais inusitadas, de freira e motoqueiro Hell’s Angel”, diz o ator, que promete redesenhar sua persona televisiva ao estrelar uma das atrações mais esperadas do ano na telinha: o quadro Tal e Qual do Programa do Faustão.

Nesse reality showNelson terá de reproduzir a performance de algum ídolo da música, soltando a voz como cantor, revivendo sua paixão de juventude pela música. Ele cantou no musical Se Eu Fosse Você, em 2014, e volta a se aproximar da canção em Uísque com Água, uma peça carregada nos acordes do blues. Na trama do espetáculo dirigido pelo ator Sacha Bali, ele vive um investigador que ajuda a Morte a encontrar o escritor francês Louis-Ferdinand Celine, autor de Morte a Crédito.

Este Bukowski musicado alia existencialismo e crítica social questionando o ‘american way of life’ e sua felicidade aparente, raspando com caco de vidro qualquer casca de cacacá mais óvbio. Tem a Morte, tem alienígena... é muita encrenca esquisita, revelando o lado mais complexo do Bukowski”, diz o ator, que foi convidado para integrar o elenco de uma novela das 18h que estreia no fim do ano na Globo. “Comecei minha carreira pelo teatro, fazendo peça de um dramaturgo trágico, o Jean Genet. Mas, logo depois, caí na chanchada e fiquei anos só com o humor. Estou tirando a ferrugem e voltando pruma coisa mais séria, mas com muita alegria de ter podido fazer parte da renovação do Zorra Total e de ter trabalhando com um time genial de criadores, entre eles o Marcius Melhem, que renovou o programa e teve uma indicação ao prêmio Emmy nos EUA por isso. Mas eu quero explorar outros talentos. Quero mostrar ao país, aos meus colegas e à minha mãe que neste saco tem mais farinha do que se imagina. Aos 55, estou numa colheita boa. Se melhorar, estraga. Mas eu quero o desafio de me reinventar”.

Adoro Nelson Freitas. Um grande humorista. Espero que esse filme saia do papel. Porque poucos Cineastas, aqui no Brasil, se empenham tanto. José PADILHA, Fernando Meirelles, Cacá Diegues, Kleber Mendonça Filho, Anna Muylaert. Esses sempre tão com ótimos projetos.

Esse cara é bom, não deve ser desmerecido por estar na zorra

Então, em "A Parada" ele vai fazer pepel do "Mortadelo"? Alguém aí se lembra deles? Não? Puxa... Então, o Mortadelo era metido a ser detetive e se disfarçava até de abelha.

Grande ator. Fiquei interessado nesse filme.

E ainda existe Faustão?

Faustão?

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