A Origem
Filmes - Ação
A Origem (2010)
(Inception)
  • País: EUA, Inglaterra
  • Classificação: 14 anos
  • Estreia: 6 de Agosto de 2010
  • Duração: 142 min.

Crítica: A Origem

Christopher Nolan complica a estrutura trivial dos filmes de assalto

A Origem (Inception, 2010) não é nenhuma esfinge. Na verdade, a sua estrutura, emprestada dos filmes-de-assalto, é bem trivial. Acompanhamos o planejamento de um golpe enquanto se aprende o essencial de cada personagem. Na hora de pôr o golpe em prática, termina o ensaio, começam os imprevistos.

Grupos de golpistas costumam ter um novato porque é preciso expor ao espectador as regras do jogo (que os personagens veteranos, obviamente, já conhecem). Em A Origem, a estudante Ariadne (Ellen Page) faz essa função. Ela é a nossa representante na trama, intrigada com a tal máquina de invadir sonhos inventada pelo roteirista e diretor Christopher Nolan. Ironicamente, o totem de Ariadne é um peão de xadrez - ela só serve para ser a intermediária, a intérprete.

A regra é clara

Como no cinema de Nolan o que importa é o engenho, a maquinação, ele evidentemente se preocupa em deixar as regras claras - antes de Ariadne aparecer em cena, o jogo é explicado a outro novato no meio, o personagem de Ken Watanabe. Pontos de referência no elenco, Joseph Gordon-Levitt e Leonardo DiCaprio se revezam nas explanações. Mais adiante, entra o químico com seu supersedativo, o falsificador com seus disfarces, e todos param para ouvir mais explicações.

É como ver um filme baseado em Philip K. Dick com narração da voz do GPS. Essa obsessão de Nolan pela ordem, por tentar organizar um universo de ficção científica cheio de enunciados (bons tempos os de Asimov, em que as leis da robótica eram apenas três), acaba sabotando A Origem de dentro pra fora. Porque quando começa o golpe, e à medida que os golpistas vão mais fundo, as incongruências saltam aos olhos.

E não há nada pior para um ilusionista do que ser desmascarado.

Não convém aqui listar todos os desvios de lógica que acometem A Origem. Basta a pergunta de Ariadne numa das muitas bifurcações da trama: "Peraí, no subconsciente de quem estamos entrando mesmo?". Não se envergonhe se você se perder pelo caminho - o que parece complexo pode ser só complicado - já que, afinal, a nossa representante dentro do filme também levou um nó de Nolan.

Assim como em Batman - O Cavaleiro das Trevas, em que muitos lances prescindem de verossimilhança e existem por pura catarse (por exemplo, o Coringa antecipar eventos que seriam impossíveis de calcular, como a bomba plantada na barriga do gordo pra pegar o chinês), A Origem abraça o impacto pelo impacto. Como na cena da escada de Penrose, em que o personagem de Gordon-Levitt solta uma frase de efeito nerd para comemorar a própria esperteza.

3x5s=47m

Christopher Nolan é esperto, disso não há dúvida. No fim das contas, ele acaba embrulhando seu filme-de-assalto no conceito de subsolos de sonhos só para viabilizar um triunfo narrativo: a dilatação do clímax. Se considerarmos que começa e termina com o chute do primeiro sonho, então o clímax de A Origem tem 47 minutos. É o milagre da multiplicação do suspense.

Não se deve subestimar a importância da trilha sonora de Hans Zimmer nesse processo. O clímax nos segura por tanto tempo, em boa medida, porque Zimmer mantém o seu tema da vuvuzela numa escalada de notas alongadas. Já era um truque que o compositor e o diretor empregaram com O Cavaleiro das Trevas (especialmente na cena da balsa dos condenados) e em A Origem funciona ainda melhor.

Mas, como toda trucagem, esta só está à espera de ser desmontada (e parodiada, como já acontece com o filme web afora). Passada a primeira impressão, A Origem tende a depreciar a curto prazo. Enquanto isso, Christopher Nolan se diverte com seu pião - vai todo mundo rever o filme e prestar atenção na aliança ou nas roupas das crianças, só para tentar entender um enigma que muito provavelmente não faz sentido sob qualquer ponto de vista.

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Especial - A Origem

Nota do crítico (Bom) críticas de Filmes
 

Só consegui ler as 2 primeiras linhas, deu vontade de vomitar. Hessel como crítico é um cara sem braço querendo jogar sinuca: não dá certo.

Alguém apaga isso

A crítica mais polêmica do site, que pena que apagaram os comentários antigos.

não,essa critica não e real esse filme e o melhor q já vi,e o hessel da 3 ovos e da 5 pra magic mike por isso me desescrevi do canal e não verei mas as criticas desse site afinal elas não são sobre o filme ser bom são sobre se o autor gosto e gosto e o do hesel e esquisito no minimo

TRÊS OVOS???? VOCÊ É UMA PIADA HESSEL!!!!!

Nao Hessel! Nao!!

Omelete tendencioso como sempre nas suas críticas. Ainda falar de Asimov como falto de complexidade nas narrativas (provavelmente só leram Eu, Robô) ao 'comparar' com a literatura de PKD (outro erro grotesco de comparação). Esse pessoal de humanas viu kkk

o filme prometia ser o fodastico de complexidade e n sei o q la, no fim eh so uma historia normal msm q n agrega nada

Alguns 'críticos' do Omelete definitivamente deixaram de tomar seu remedinho antes de fazer a resenha. 3 ovos pra esse filme? Pode largar a "carreira" de crítico de cinema meu amigo.

Esse omelete só aprecia as porcarias de filmes de super-heróis.

Crítica mal feita

grande filme,adorei leo de caprio fenomenal como sempre

<strong> muito bom </strong>

Resident Evil e e Velozes e Furiosos com notas maiores que A Origem? Não sei se é apenas um contra-senso desmedido ou se o lance é realmente comercial

Não acho que a pergunta de Ariadne demonstre uma incongruência, até porque no estágio em que ela pergunta, as coisas ainda estão "claras". A indagação dela pode até ter sido feita com a intenção de acontecer uma identificação entre telespectador e personagem. O filme se mostra meio confuso, mas para definir essa confusão como desvio de lógica é necessário muita atenção.

melhor critica que eu já li, ótimo trabalho

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