A Última Música
Filmes - Drama, Romance
A Última Música (2010)
(The Last Song)
  • País: EUA
  • Classificação: 10 anos
  • Estreia: 11 de Junho de 2010
  • Duração: 109 min.

Crítica: A Última Música

A ex-Hanna Montana encarna seu primeiro desafio melodramático sem muito sucesso

A jovem atriz norte-americana Miley Cyrus estourou logo em seu primeiro papel televisivo ao viver Hannah Montana, uma popstar infanto-juvenil que, sem que ninguém notasse, usava uma brega peruca loira para se apresentar no mundo artístico. Sem a peruca, a garota era simplesmente Miley e, desta forma, podia seguir sua vida de estudante anônima. Assim como High School Musical, Camp Rock entre outros, a série virou um grande sucesso financeiro da Disney, com direito a filmes e milhões de produtos licenciados. Só que Miley cansou de usar a peruca e resolveu virar atriz. A Última Música (The Last Song, 2010) é o seu primeiro desafio dramático. Mas, pelo visto, a jovem ainda tem muito o que aprender pela frente.

A trama é baseada no livro de Nicholas Sparks, especialista em casais românticos cheios de problemas e idas e vindas, como os de Diário de Uma Paixão e Querido John. A Última Música não foge da cansativa estrutura do autor. Aqui, Miley vive Ronnie, uma adolescente nova-iorquina revoltada que vai passar as férias de verão com o pai no litoral junto com o irmão Jonah (o pequeno Bobby Coleman, ótimo). O pai da dupla é vivido pelo experiente Greg Kinnear (Pequena Miss Sunshine e indicado ao Oscar por Melhor É Impossível) que, graças à sua competência, consegue passar incólume por este longa. Durante as férias Ronnie conhece Will (Liam Hemsworth) e o típico romance de verão pode se tornar algo mais.

Apesar de não se arriscar - não tem muito como errar com romances e tragédias no gênero -, o filme erra justamente ao dar a Cyrus o papel principal. Encarnando a típica revoltadinha que passa boa parte do filme brigando com tudo e todos, a personagem se torna ainda mais insuportável vivida pela jovem. É só na sequência em que a menina canta uma de suas baladas de amor que encontra-se uma ponta de qualidade. Talvez Cyrus devesse desistir da atuação e se concentrar mesmo na música, em que até já foi indicada ao Oscar por uma canção de composição própria no filme Bolt - Supercão. Se quiser seguir no cinema, é bom que a jovem artista aproveite bem as aulas de interpretação que já admitiu estar cursando...

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Nota do crítico (Regular) críticas de Filmes
 

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