Altas Expectativas
Filmes - Comédia Romântica
Altas Expectativas (2017)
(Altas Expectativas)
  • País: Brasil
  • Classificação: 12 anos
  • Estreia: 7 de Dezembro de 2017
  • Duração: 90 min.

Altas Expectativas | Crítica

Comédia romântica fala sobre deficiência de forma sensível e leva à reflexão

Imagine a seguinte premissa para uma comédia romântica: um homem e uma mulher completamente diferentes se conhecem. Ele se encanta por ela, mas acha que não a merece. Ela, distraída com os problemas da vida, não repara nos sentimentos do rapaz e o vê apenas como um bom amigo. Vários filmes se encaixam nessa premissa e não é diferente com Altas Expectativas. O que difere o longa de vários outros é que essa é  a história sobre uma jovem melancólica e um homem que é um anão.

Dirigido por Pedro Antônio e Álvaro Campos, o filme é livremente baseado na história do comediante e ator Gigante Léo, que protagoniza a trama no papel de Décio. Falar sobre as deficiências no cinema também não é novidade, mas as melhores obras são aquelas que fazem isso com sensibilidade. E isso Altas Expectativas tem de sobra.

Décio tem seu trabalho, amigos e uma vida estabilizada. Ele tem sim uma deficiência física, mas não é dependente de ninguém. O ponto desse filme é tratar da questão emocional e do preconceito que ainda existe em muitas pessoas. Em uma cena, por exemplo, Décio ouve chacotas sobre sua estatura de um dito “comediante”. Como alguém que viveu - e provavelmente ainda vive - isso na pele, Gigante Léo entrega uma cena de confronto dura, necessária e também delicada. Ele se defende, mas vemos em seus olhos que aquilo o machuca.

Quando se trata do romance, o longa usa duas estratégias para falar sobre a deficiência de forma muito verdadeira e provocativa. Primeiro, a protagonista feminina Lena (Camila Márdila). Herdeira de um café, a jovem parece não ter a capacidade de sorrir. De um certo ponto de vista, isso também poderia ser considerado uma deficiência, já que é algo que a difere da multidão? O filme não dá a resposta, mas deixa essa pergunta no ar.

Outro detalhe que o longa coloca discretamente é a questão da ajuda. Pense nessa cena: um cadeirante está tentando atravessar a rua. O primeiro instinto da maioria das pessoas é ajudar. Mas a verdade é que muitas vezes quem tem deficiência não quer ajuda. E receber isso contra sua vontade é algo invasivo. Essa analogia é feita com sucesso usando Flávio (Milhem Cortaz), o namorado de Lena. Na ânsia de ser útil e superior, ele toma decisões contra a vontade dela e a diminui com essa atitude. Ela se sente uma coitada, algo comum para quem tem alguma deficiência. São momentos sutis, mas que provocam reflexão.

Em certo momento, Décio decide seguir carreira no humor, pois acredita que isso o ajudará na conquista. Quando trata desse tema, o roteiro fica um pouco confuso. A pessoa com deficiência pode brincar com suas limitações. As pessoas próximas, desde ela se sinta à vontade, também. As demais, não. O filme mostra esses dois tipos de humor, com e sem maldade, mas não os explica de forma clara. Para quem nunca conviveu com as deficiências, a mensagem termina confusa.

Altas Expectativas também trabalha visualmente deficiência e preconceitos. Para evidenciar a perspectiva de mundo de seu protagonista, os diretores colocam a câmera na altura do seu ponto de vista. Depois, quando alguém o olha com preconceito, a câmera sobe, evidenciando como alguns se sentem superiores perante ele.

Ao escolher uma história de amor como tema central, o longa trata ainda das inseguranças que são comuns na conquista, mas ficam ainda maiores quando um dos lados possui deficiência. Seguro de si no trabalho, Décio não acredita que pode conquistar Lena por conta de sua altura. De tanto ouvir que é incapaz, em algum momento ele acredita nisso.

Todos esses pontos expostos pelo filme são muito reais para as pessoas com deficiência. Acostumados a ouvir “brincadeiras” e serem olhados duas vezes nas ruas, os deficientes enfrentam uma barreira a mais em todos os problemas da vida. Porém, Altas Expectativas termina com uma mensagem positiva sobre aceitação e identidade. Como diz o também anão Tyrion Lannister para Jon Snow na primeira temporada de Game of Thrones: nunca esqueça quem você é. Décio transforma suas dificuldades em força e cria um escudo que preconceito nenhum pode abalar. Para nós que assistimos, só resta aplaudir.

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Nota do crítico (Ótimo) críticas de Filmes
 

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A Camila está de plantão!?

...bons tempos que filmes assim eram realmente engraçados como por exemplo Apertem O Cinto o Piloto Sumiu..hoje o besteirol e besteira sem muita graça mesmo sobre o filme em questão...parece ser legalzinho...um bom "sessão da tarde"

huahauahua

créditos: Léo Lins!

Agora ta explicado por a Camila Souza classifica um filme chato como ótimo e um filme besteirol que tem graça como razoavel ou ruim. Ela não tem senso de humor algum. Sem duvida é uma chata fresconilda.

Aaaa... não.

que coincidência...

"Só vim pq disseram que ia ter um anão"

Lembrei de ''Na Mira do Chefe'' kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Nossa, hoje os filmes brasileiros estão se saindo bem nas críticas!

Falam por aí que anões tem o pipiu grosso. Já é um consolo.

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