O Estado das Coisas
Filmes - Comédia
O Estado das Coisas (2017)
(Brad's Status)
  • País: EUA
  • Classificação: 12 anos
  • Estreia: 2 de Novembro de 2017
  • Duração: 101 min.

O Estado das Coisas | Crítica

Mike White cria retrato fiel da natureza cíclica da insatisfação

Mike White é um especialista das crises humanas. Seja em Escola de Rock, Nacho Libre, Por um Sentido na Vida ou em trabalhos para TV como Enlightened, o diretor, roteirista e ator parte de conflitos existenciais para colocar seus personagens em movimento. Em O Estado das Coisas, porém, White faz dos questionamentos metafísicos um estudo de personagem, mas não busca respostas para uma jornada transformadora.

A ideia é entender as expectativas pessoais e as projeções que impedem a felicidade, mesmo quando tudo parece encaminhado. Brad Sloan (Ben Stiller) trabalha em uma organização sem fins lucrativos, tem uma esposa adorável (Jenna Fischer) e um filho talentoso (Austin Abrams), que está prestes a entrar em uma das melhores universidades dos EUA. Ele é um homem bom, sem culpas para carregar, mas não consegue dormir. Ele pensa nos colegas da faculdade, todos ricos e bem sucedidos (interpretados por Michael Sheen, Jemaine Clement, Luke Wilson e pelo diretor/roteirista). Ele pensa no filho, que logo vai superá-lo. Aos seus olhos, é um fracasso. De quem é a culpa?

White usa a narração em off para escancarar todos os anseios do seu protagonista. É um recurso necessário, mas por vezes excessivo. Brad diz mais sobre si mesmo nos diálogos com outros do que nos longos raciocínios sobre a sua crise. É quando Stiller tem a chance de mostrar o seu melhor, usando a postura defensiva do personagem para revelar o que Brad não quer ver. No resto do tempo, o ator segura as cenas com um olhar questionador enquanto a sua “consciência” conta a história.

Brad, no entanto, não tem o controle da narrativa. A visão dele é sempre rebatida, seja pelo filho, pela esposa ou pelos próprios colegas que ele julga superiores. “Você sabe que isso são problemas de homem branco rico e heterossexual?”, questiona a jovem universitária para quem Brad acabara de explicar todo o seu drama na mesa de um bar. Ele queria demovê-la do idealismo, uma das causas do seu “fracasso”, e inspirar uma boa dose compaixão para si. Descobre apenas o tamanho do seu ego.

Brad Sloan não se torna uma pessoa melhor depois da sua crise de meia-idade. Ele encara algumas verdades, mas continua acordado, se revirando na cama. Esse é o maior mérito de O Estado das Coisas: não ser um filme sobre epifanias. White poderia facilmente enveredar para a autoajuda, levando Brad à iluminação, mas prefere criar um retrato da natureza cíclica do desgosto. A felicidade só chega para quem se permite ser feliz.

Nota do crítico (Ótimo) críticas de Filmes
 

Essa crítica me deixou curioso pelo filme.

Não gosto do Ben Stiller, acho que ele sempre faz os mesmos personagens, do mesmo jeito. Porém, confesso que a crítica me deixou curiosa pelo filme, parece ser bem interessante...

a vida por si só é bem chata

Ideia interessante

Uma crítica bem realista deste filme que quer retratar algo que não é nem muito engraçado, nem muito interessante. Mas Ben Stiller ao menos tenta dar um pouco mais de tempero para o seu personagem que é sempre o mesmo, num espetáculo que não tem nada de fantástico.

parece bemmm......... chato

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