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Filmes - Comédia
Click (2006)
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  • País: EUA
  • Classificação: livre
  • Estreia: 11 de Agosto de 2006
  • Duração: 98 min.

Click | Crítica

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EUA, 2006
Comédia - 98 min

Direção: Frank Coraci
Roteiro: Steve Koren e Mark OKeefe

Elenco: Adam Sandler, Kate Beckinsale, Christopher Walken, Jenae Altschwager, Sean Astin, Theresa Barrera, Jennifer Coolidge, Rachel Dratch, David Hasselhoff, Julie Kavner, Cameron Monaghan, Sophie Monk, Jane Kramer, Michelle Lombardo, Jake Hoffman

A idéia é boa. Quem não gostaria de ter um controle remoto com que se pudesse controlar a vida ao seu redor? Imagine só poder adiantar aquela discussão de relacionamento até o ponto em que tudo está resolvido. Ou abaixar o volume do cara do carro ao lado que está empolgado ouvindo e cantando a plenos pulmões uma música nada a ver. E mais, pense como seria cool poder rever os melhores momentos da sua vida como num DVD e ainda por cima com comentários de James Earl Jones (!!).

Mas para se fazer um bom filme é necessário muito mais do que uma boa idéia. É preciso costurar uma série de situações que valorizem a tal idéia a ponto dela se tornar inesquecível. No caso de Click (2006), toda a introdução funciona bem e num bom ritmo. Primeiro vem a construção do personagem Michael Newman (Adam Sandler) como um arquiteto workaholic preocupado em mostrar serviço para o chefe (David Hasselhoff).

Mas, de repente, o controle remoto passa a tomar decisões por conta própria e acaba mudando todo o clima do filme, que vai da comédia para um drama de reflexão. Ou seja, toda a originalidade inicial dá lugar a uma daquelas histórias em que o personagem principal olha pra trás e vê que os erros cometidos em vida superam os acertos. Mas daí é tarde, pois o tal aparelho oferece apenas uma visão do passado, sem a opção de volta no tempo.

Quem está acostumado com o Adam Sandler de comédias com cunho dramático como O rei da água (1998) e O paizão (1999) volta a ver o ator em cena naquilo que o tornou conhecido por Hollywood. Já quem curtiu sua performance em Embriagado de amor (2002) verá a diferença que um bom diretor pode fazer na tela. E se este for o seu caso, não se preocupe. Hoje em dia os filmes demoram cada vez menos tempo para fazer a passagem do cinema para o DVD, e com o disco de vídeo digital em sua casa você vai poder usar toda a sua experiência e adiantar as partes mais bobinhas da fita sem dó com o seu controle remoto.

Nota do crítico (Regular) críticas de Filmes
 

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